Evil Love

8 Capítulo 8: Uma radioativa relação parte 1.


Notas iniciais
Yeeeey everybody!!! Decidi detalhar bem este capítulo pois ele é muito importante, então o dark hentai basicamente estará todo no próximo, mas para que não fiquem na curiosidade, adianto que será uma cena com toque de horror, então quem realmente não curte esse tipo, é melhor não ler. Good chapter;

“_ Você não come... Não dorme... O que você é?” — talvez, essa fosse a pergunta correta.

Ela era a primeira a conseguir sua empatia tão rápido. A primeira a adivinhar que realmente não era alguém. Era algo indesejado.

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Sorriu, mas não de um pleno, renovador; e sim, de um modo que demonstrava que ela havia matado a primeira charada. A primeira das infinitas charadas que o compunham naquela estranha figura, tão contraditória, capaz de explodir reatores nucleares invisíveis e, ao mesmo tempo, desejar somente um cigarro, uma poltrona e uma janela fechada para assistir.

— Sou algo indesejado. — respondeu, olhando-a com firmeza por alguns segundos, o suficiente para que ela arregalasse os olhos em profundo questionamento interno. Logo em seguida, levantava-se da mesa e seguia em direção a pia, onde sob o mármore descansou as mãos, dando-lhe as costas.

“Algo indesejado?”, nunca uma frase tão pequena fora repetida em sua cabeça tantas vezes. Repetida por automático, chegando a nenhuma conclusão significativa ou suficientemente notória para que compreendesse o que, de fato, seria “algo indesejado”.

Olhava-o de costas, exibindo todas as suas vértebras através da pele pálida que encapava seus ossos. Os cabelos infernalmente ruivos estavam mais arrumados do que o normal, vai ver tomara um banho antes de liberá-la daquele porão empoeirado; todavia, a brisa gélida que entrava pela pequena janela da cozinha não a refrescava o bastante, não depois depois daquela resposta. Por um instante, a pena foi tudo que a invadira, e as suposições de que sua infância não deveria ter sido como a das normais crianças vieram-lhe acrescentar a pauta de prováveis respostas para aquilo, mas o macabro olhar que ele lançava-lhe de canto, junto a frieza de suas palavras fazia-lhe estremecer, e sentir-se leiga ao sentir pena dele.

Talvez, a pena fosse sua sentença de morte. Ele não parecia apreciar tal sentimento, e prova mais rápida que tinha disso eram os murros que ele havia desferido contra si ao tentar ajudá-lo.

— Algo indesejado?... Como assim? — finalmente questionou, olhando-o com enfoque total.

— Algo indesejado, é o que sou. — repetiu, desviando os olhos da imensidão azul que o encarava desentendida.

— Não pode ser mais claro? Isso está muito vago para mim, exijo uma resposta descente. — insistiu, gesticulando e cruzando os braços, imperiosa. Iria até o fim. Buscaria suas respostas.

Ainda era Yamanaka Ino, e ele estava prestes a conhecer seu poder de persuasão.

Arqueava a sobrancelha inexiste, perante a petulância da loira e, calmo, virava-se, contemplando-a.

— Sou como um elemento radioativo, apenas transformo as pessoas. Para pior. E vou alterar você.

Sentia como se aquelas palavras fossem pregadas em si com martelos potentes, e por mais chocada que estivesse, expressava sua opinião:

— Não, ninguém pode ser algo. Você é “alguém”, mesmo que não queira ser.

Ino não deixava-se intimidar, entretanto, não proferia aquilo para que o vento levasse. Ele estava afundado. Afundado em um munto sem vida, mas ela não deixaria-se afundar, jamais. E uma pequena parte de si desejava que ele voltasse a superfície, desejava... Trazê-lo.

Porém, ele era tortuoso demais para não odiá-lo. Como também, carregava uma dor tão pesada naqueles mórbidos olhos verdes, que não conseguia ignorar por completo.

—... Cadê seus pais? Sua família? Por que vive sozinho? E... O que quer de mim? Quer me tornar sua fonte eterna de sexo? Já pensou em se tratar? — colocava tudo para fora, afastando a frigideira com pão quente para o lado, para que pudesse colocar seus braços na mesa, de uma maneira rígida, analítica;

Iria decifrá-lo, acabaria com aquele mistério sem fim...

— Coma. Tem mais cinco minutos.

— Por que está fugindo? Por que foge de tudo? Do que tem medo?

— Não tenho medos. — mentia, incomodado com os rumos já tomados daquela maldita conversa.

— É mentira. — proferiu, corajosa, desviando os olhos por um instante, para o horrível ferimento que ele tinha no braço. O alfinete ainda estava a prender o maço de chaves.

Ele não reagia a dor, mas era impossível não senti-la. Agora, mais atenta, via que ele era mesmo proveniente de anticorpos: deveria ter uma absurda experiência com a dor, a ponto dela não afetar-lhe mais.

— As marcas nas suas costas não dizem isso. — enfrentava Ino, recordando-se das finas cicatrizes espalhadas pelas costas esqueléticas de Gaara.

Respirou fundo, aflita, quase em pânico.

O olhar dele mudara bruscamente. Sua calma momentânea sofria uma intensa mutação, tornando-se ira. Seu cenho era fechado em cólera, seus punhos cerrados como um general prestes a entrar em combate.

Era tarde demais para tentar engolir as palavras, ela não poderia ter tocado em um ponto mais abrasador. A retirava da cadeira com violência, puxando-a pelos cabelos com toda sua raiva.

— Aaaaaaaaah!!!!! ME SOLTA!!! — berrou a Yamanaka, caindo ao chão e, desesperada, tentando fazê-lo soltar-lhe os cabelos. Agitava todo o corpo tentando se defender, enquanto Gaara já abaixava, rangendo os dentes, sorvendo seu punho com o pescoço da loira, e colocando-se sobre ela para que parasse de se debater e espernear.

— Eu odeio você!!!! ODEIO!!!

Suas palavras somente aumentavam a fúria desumana do ruivo, que a estapeava sem compaixão, quase deslocando-lhe o pescoço de um lado para o outro. De nada lhe importava os gritos de Ino.

— Socorro!!!!! — gritava a loira, começando a chorar, já zonza pelos inúmeros tapas. Tudo que via resumia-se em seus cabelos atingindo-lhe a visão, ele, e os tacos imundos do chão.

Em um ato de desespero, puxou com toda sua força o maço de chaves, na mão esquerda dele, conseguindo arrancá-lo. Seu sangue estancava de seu pulso, manchando-lhe as unhas já com esmalte estragado. Não o via reagir a dor, mesmo com o alfinete ainda a rasgar-lhe a pele do pulso.

Cravou as unhas no ferimento, talvez fosse a única chance de escapar com vida. E finalmente, ele franzia o rosto, retirando o braço.

Não sabia como havia conseguido levantar, mais corria com a maior vontade de sua vida em direção a porta. Mal via o caminho com clareza, afim de separar a chave certa; os passos apressados dele a seguiam, e assim que alcançara a maçaneta, ele a pegara mais uma vez, jogando-a no chão com um forte chute.

Logo já se abaixava, acertando-a com socos no abdômen.

—...P-Para!!! PARA!!! Por favor... Por favor!!! Eu não vou fugir!!! Não vou!!! Para!!! — implorava, apavorada e imersa em dor.

Diante dos gritos em súplica, parava, e a deixava ali, retorcendo-se em dor por alguns breves minutos. Subia as escadas, retornando com as cordas, para amarrar-lhe as mãos.

Ino tentava proteger o rosto, ardente pelos tapas, suportando os ralados nos cotovelos e joelhos, que ganhara em função da queda.

— Não... Não!! Para...! — chorava, encolhendo-se para na tentativa de escapar das cordas.

A amarrava e a colocava sobre um dos ombros. A trancaria no porão outra vez, para que pudesse aprender a não desafiá-lo de novo.

******

Deslizava sob seu skate pelas calçadas mal tratadas de Konoha. O desaparecimento de Ino não saí-lhe da cabeça. Tudo que tentava não pensar era na morte da loira, ela não merecia um fim tão precoce e, provavelmente, cruel.

Passava por uma pequena pedra, do qual não conseguira desviar a tempo, dando-lhe o presente de um belo tombo.

— Naruto!!! — ouvia alguém exclamar seu nome, e segundos depois, pela costumeira voz doce, a reconhecia.

Hinata abaixava-se imediatamente, estendendo a mão a ele. Aceitava, erguendo-se e verificando que, por sorte, não havia se machucado.

Porém, logo que concentrou sua atenção na Hyuuga, suas palavras se esvaíram, assim como sua capacidade de raciocínio. Se alguém perguntasse seu nome naquele instante, não teria plena certeza do que teria respondido.

— Está bem? — perguntou a Hyuuga, sorrindo em gentileza.

— Sim... Foi só uma curva mal feita. — respondeu, levando uma das mãos aos cabelos em sinal de seu nervosismo. Quando foi que Hinata ficara tão bonita?

O esvoaçante vestido azulado ressaltava-lhe o tom mais escuro dos cabelos, e o olhar composto por duas pérolas, inexplicavelmente reluzentes ao sol.

— Hum... Vou indo nessa. — despediu-se ela, dando uma rápida olhada no relógio de pulso. Estava atrasada.

— Ah, okay. Obrigada!!! — agradecia, acenando, vendo-a apressar os passos em direção a esquina.

Era a primeira vez que a via sem algum suéter, moletom ou, qualquer vestimenta superior que não fosse até o pescoço. Ela estava muito diferente nos últimos dias, sempre com pressa, nunca podia conversar e agora trajava um vestido. Era tudo muito confuso para sua cabeça.

A única coisa que sabia era: ela parecia estar cada dia mais bonita, o que de certa forma, o incomodava bastante, como ao fato dela... Estar com outro cara?!

Arregalava os olhos, incrédulo na cena que via. Hinata estava a atravessar a rua na companhia de um rapaz, de longos cabelos castanhos, vestido com roupas um tanto hippies. Quem era ele?!

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— Neji... Tem certeza disso? — perguntava Hinata, ajeitando sua bolsa.

— Tenho. Vai por mim, tem caras que só notam quando perdem. Ou que precisam ser ignorados para largar de serem otários.

— Você fala do Uchiha também?

— Suigetsu e Kiba já foram atrás dele. Ele não pode deixar a banda assim, nós estamos no meio do nosso terceiro álbum. Temos um contrato. — se Sasuke pensava que iria largar o Dirt sem terminar o álbum, teria que ao menos, se responsabilizar pela perda de todo cachê originado pelo seu rompimento, além de arcar com as multas da gravadora. No entanto, por mais que sua raiva pelo Uchiha já estivesse estourado seus níveis de paciência, ainda tratava-se de um amigo em jogo.

Sasuke acabaria como muitos outros. Do jeito que já não regrava as drogas, corria o sério risco de enfrentar uma overdose.

Gostaria de não deter aquela certeza.

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Olhava bem para o folheto que tinha em mãos:

“Yamanaka Ino, 17 anos; desaparecida; qualquer informação, comunique a polícia, ou ligue para os contatos abaixo”.

Analisava as feições da garota. Era muito bonita... Tinha traços delicados, mas fortes. O imenso cabelo loiro o fazia arquear uma das sobrancelhas, intrigado. Ela era exatamente como... Como a principal das bonecas de Temari. Era uma grande pena, uma garota tão bela estar sumida por aí.

— Hey Temari! Olha só isso. — mostrava o folheto para a irmã, que retirava a colher de sorvete dos lábios para observar o papel.

— Coitada. Mas aposto que deve ser bem burra.

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Havia sido libertada do porão à noite. Tarde da noite. Seu estômago já não mais doía de fome, pois ele havia levado-lhe comida, no entanto, doía em função dos socos desferidos por ele mais cedo. Triste, encarava seu reflexo no espelho com algumas pequenas rachaduras.

Havia perdido seu brilho, seu cabelo estava opaco, e seu rosto um tanto avermelhado ainda. No canto dos lábios tinha um pequeno corte, que ainda ardia, e suas pernas concentravam-se em uma intensa dor, repletas de hematomas. Secava o corpo dolorido com a toalha, lentamente, para que nada mais doesse.

Colocava o sobretudo azul, abotoando-o. Já havia penteado os cabelos, mas era vaidosa. Muito vaidosa. Estar tão feia a deprimia profundamente.

Abriu o velho armário do banheiro, em busca de algo que pudesse passar nos cabelos, ou de alguma presilha. Deveria ter morado alguma mulher naquela casa um dia, ou, era o que supunha. Talvez também pudesse achar uma loção para pele, ou algo que, pelo menos, a ajudasse em meio daquela tragédia estética.

Para seu descontentamento, achara somente uma loção, antiga pelo jeito. Olhava a validade, ainda estava em prazo; e também, tinha um pequeno estojo de maquiagem, o que poderia salvá-la com os hematomas.

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Segurava o travesseiro com força, virada de costas para ele. Não compreendia o porquê dele tê-la trazido para dormir em seu quarto depois do que fizera, não conseguia compreender nada que vinha dele. Ele era o mais imprevisível dos imprevisíveis. Seu sono chegava de modo gradativo, mesmo que o cansaço a estivesse consumindo, temia que ele pudesse fazer algo no tempo em que estivesse dormindo.

Ou que... Passasse mal outra vez. Ele sempre saía no meio da noite, como uma sombra, e tinha a impressão de que talvez tivesse alucinações. Já havia o visto falando com o nada ou consigo mesmo.

Porém, em algumas horas, o sono a vencia, e adormeceu por cerca de meia hora; até que uma das gélidas mãos dele a acordou, puxando uma das suas. A forçava a tocar algo, que demorara a decodificar até sentir sua rigidez. Até que a mão dele rodeasse a sua, apertando levemente, movendo-a de maneira ritmada.

Acordou num pulo, chocando-se ao vê-lo nu, despreocupado, com a mais entediada das faces. Olhava para sua mão, a massagear o grosso e já ereto membro dele. Em segundos, estava colocava contra a parede, em um forte encontro para seu corpo em estado dolorido permanente.

Ele a beijava com pressa, abrindo os botões do sobretudo com agilidade, apesar de suas tentativas de impedi-lo. Mordeu-lhe a língua e os lábios com violência, mas ele ria de sua reação.

Ria dela feri-lo.

E fazia em uma pequena dose pior, socando a parede para conter a ira que parecia tomar-lhe o corpo novamente. Assustou-se com o estrondo. Seu punho ossudo estava avermelhado, mas a parede tinha uma rachadura. Ele rachara a parede?! Como conseguia destruir tudo a sua volta tendo um corpo tão... magro... doente? Iria reagir. Dessa vez, iria reagir.

Fincou as unhas em suas costas, bem acima de sua coluna, mas ele nada demonstrava, e já jogava longe o sobretudo que a protegia.

— Para!!! — gritava, em um misto de irritação e temor. Nem mesmo dormir ele lhe permitia mais.

— Cale-se. — era tudo que ele dizia, erguendo-lhe o queixo e segurando-o para que pudesse encará-lo com veemência.

Seus lábios famintos já devoravam-lhe o pescoço, e em um minuto de insanidade, abraçou-lhe, em um silencioso pedido de clemência. A loira puxava os cabelos do ruivo agora com raiva, tendo sua clemência negada. Já poderia sentir o membro dele roçando-lhe, e cada dia acabava por tomar pavor de seu tamanho, que só sabia machucá-la por dentro.

Subitamente, era colocada sobre um dos ombros dele novamente, e aos gritos, o via descer as escadas.

Gaara tinha um notável sorriso nos lábios, porém, este não se tratava de um sorriso feliz; este jamais havia passado por seus lábios. Estava na hora. Ela conheceria o seu local naquela casa.

Notas finais
O que acham que pode ter nesse "local"??? Hein?? Hey galera que está acompanhando, digam o que acham também, a opinião de vocês é importante ;); :* Fran.