Evil Love

13 Capítulo 13: Sente-se e beba de uma hipótese.


Notas iniciais
Yeeey!!! *---* Volteeei, :3. Espero que gostem do capítulo e acompanhem também minha nova fic em parceria com a linda da Cerise, "Ébano Noturno". Para quem curte vários casais, como ItaSaku, SasuSaku, GaaIno, NagaKonan e ShikaTema, certamente será uma boa escolha para a madrugada ;).

Dois meses haviam se passado após a ligação. Ela não havia o respondido. Tinha apartado a ligação imediatamente e aquilo estranhamente o incomodava. Sentia uma raiva fenomenal, intensa; gostaria de arrastá-la pelos cabelos até que suas cordas vocais perdessem a força e ela não pudesse mais gritar. Queria que ela tivesse o respondido. Definitivamente queria.

— Gaara... Como está? — Kankuro se pronunciara assim que adentrara o quarto. Vinha ver o irmão todos os dias pela tarde. Temari e ele faziam um revezamento semanal, de modo que o ruivo nunca passasse mais do que a madrugada sozinho.

Desde que havia sido transferido do hospital psiquiátrico para aquela clínica de reeducação alimentar sua melhora ainda não estava notável. Pesava metade do ideal para sua idade e ainda tinha constantes tonturas, náuseas e seu corpo estava mais do que franzino.

Sentado na outra maca do quarto, o caçula observava a rua como de costume, chegando a passar mais de dez horas naquele local somente avaliando o movimento das pessoas e automóveis. Não saberia dizer se ele gostaria de estar entre aquelas pessoas, Gaara era uma difícil incógnita que lidavam desde o nascimento. Ele alegava querer sair dali, havia agredido enfermeiros diversas vezes e até mesmo tentara tal ato contra Temari, mas ainda era incerto afirmar se queria mesmo estar livre. Com seu aspecto doente e fraco, não conseguiria atravessar dois quarteirões sem cair.

O ruivo apenas olhara o irmão, desinteressado. A presença ou ausência de Kankuro não lhe importava.

— Me disseram que não comeu nada hoje. Por quê? A comida não o agradou? — perguntava Kankuro, paciente. Ajeitava-se como podia na poltrona do quarto, tirando seu celular do bolso.

— Estou sem fome. — secas e glaciais, as palavras de Gaara sempre tinham tais características.

Reparou mais afundo nas costas do irmão. A roupa branca que o obrigavam a vestir dessa vez possuía fenda nas costas, ou era ele quem nunca havia prestado atenção aquele pequeno detalhe. Cerrou os olhos castanhos, analisando as cicatrizes brutais e os ossos totalmente visíveis. Queimaduras e cortes decoravam a pele alva, assustando-o. Chegara a abrir os lábios para questioná-lo, porém, nenhuma frase coerente surgia-lhe na mente para que pudesse indagá-lo com algum cuidado.

— Fale de uma vez.

O decreto ácido de Gaara fizera Kankuro erguer não só o queixo, como os olhos e o corpo da poltrona. Ele conseguia captar as reações de todos desde pequeno, não era nenhuma surpresa. Contudo, poderia jurar que havia uma pontada de constrangimento naquelas palavras. Talvez ele pudesse sim sentir. Pena que seus sentimentos eram restritos ao negativo.

— Te maltrataram no hospício? — perguntou uma vez, aproximando-se e ficando a uns passos do irmão esguio e curvado para a janela.

— Faça-me uma pergunta decente. — trincou os dentes, finalmente virando-se para encarar o mais velho. Os olhos verdes eram pura cólera.

— Decente? Então okay, prepare-se. — se era uma troca de farpas que ele queria, era uma troca de farpas que ele teria. _ Ainda pensa na loirinha?

— Dê o fora daqui.

— O que foi? Não quer responder?

— Saia. — aumentara o tom, irritadiço.

— Já parou para pensar que pode ter um filho? — pela primeira vez via o irmão caçula arregalar levemente os olhos. Será que ele nunca havia pensado naquilo? Guardou seu celular novamente no bolso da calça jeans. Comeria algo na lanchonete antes que acabasse falando alguma besteira e o tirasse do sério. _ Sim, porque você transou com aquela garota e não venha negar. E pelo que o conheço, não deve ter se protegido e tão pouco feito apenas uma vez.

— …

— Vou na lanchonete, volto em dez minutos.

O som da porta se fechando não fora interpretado por sua mente. Um filho? Será que Ino poderia estar grávida de um filho dele? A possibilidade o colocara no mais ardente dos pânicos.

******

Corria o mais rápido que podia na beira da piscina, Sai ainda estava tentando pegar a garrafa de sakê de suas mãos.

— Hey Ino! Você já bebeu demais! — o garoto advertia mais uma vez, correndo atrás da loira, que mal importava-se com a água acumulada ao redor da piscina da mansão Hyuuga, podendo levar em cheio um escorregão e se machucar.

— Não consegue me pegar?! — zombava a Yamanaka, cujas bochechas rosadas jamais seriam diferenciadas se por álcool ou pelo sol.

Hinata e Sakura assistiam a correria e aos muitos giros ao redor da piscina. A primeira havia convidado a todos para passarem uma tarde com ela e se refrescarem, aproveitando para apresentar finalmente seu primo famoso. Shikamaru o cumprimentara cordialmente, isolando-se em uma boa sombra no jardim e lendo. Chouji, porém, maravilhara-se com a cozinha e estava há horas preparando um “prato especial” que certamente ele deveria estar tirando muito proveito. Naruto estava ao lado das duas, ainda um pouco irritado pela marra do primo de Hinata, pelo qual nada gostara.

— A Ino anda tão feliz, né? Tirou uma grande nota na última prova, passou, fico tão bem vendo-a assim que não sei expressar.

— Com certeza ela lutou muito. — Hinata concordava com a Haruno, sorrindo em gentileza e doçura.

— Ainda bem que aquele canalha está internado bem longe daqui. Juro que se o soltarem eu coloco aquele Hospital a baixo.

— Calma, Naruto. Ele talvez nunca saia de lá.

— Como tem tanta certeza, Sakura? Ele é perigoso, não ouviu o que o Sai contou sobre ele?

— Ele pode ser perigoso mas não pode fazer nada grave estando em um quadro de anorexia.

— A polícia pode estar errada. Ele pode não estar doente coisa alguma.

— Acaso não confia na polícia, Naruto? Por que o delegado mentiria sobre isso?

— A Sakura tem razão... O delegado não teria porquê mentir. — Shikamaru juntava-se aos amigos, trazendo consigo o livro provavelmente já acabado. Sentava-se no chão mesmo, com sua preguiçosa maneira de ser.

— Pode até ser, mas não podemos desgrudar da Ino jamais. Ela faria por nós.

O som de algo batendo-se contra a água fez-se presente. Ino havia empurrado Sai para dentro da piscina e virava a garrafa, mostrando a língua em um gesto infantil aos amigos.

— Pode parar hein, porca!!! Já bebeu muito! — Sakura advertia sem muita rigidez, divertindo-se com a cena. Há anos Ino não colocava aquele biquíni amarelo com listras. Seu metabolismo continuava o mesmo da infância, ela não engordava uma única grama e as marcas feitas pelo lunático ruivo já não apareciam mais. As poucas as duas haviam escondido com maquiagem a prova d'água.

— Faz tempo que não tomo nada, Sakura! Fique calada, testa de marquise!

******

Estavam no estúdio novamente. O novo álbum continuava um sucesso, todavia, pretendiam gravar algumas faixas inéditas para a versão executiva e o Hyuuga tinha de admitir, a ideia de Sasuke fora excelente. As vendas multiplicariam.

— Alguma letra nova genial, Uchiha? — Suigetsu provocava, jogado em um dos sofás da sala que ocupavam para aguardar o ajuste da acústica da terceira música. Levava um cigarro aos lábios, em seguida um gole de alguma bebida que nem mesmo tinha identificado.

— Vá se danar, Hozuki. — Sasuke saía desinteressado do local, adentrando um dos banheiros.

Se o “Dirt” não lhe importasse mesmo, já teria caído fora daquela banda há tempos. No entanto, aquela banda fora seu sonho. Seu único sonho. Atualmente não tinha mais planejamentos, tão poucos sonhos. Tudo que fazia era passar seus dias no mais completo vazio, rendido ao que injetava naquele instante, heroína. Teria espasmos e vomitaria se não tivesse aquela última ampola no bolso.

Há duas semanas tinha de preparar a própria droga. A via constantemente junto de Hinata e não conseguia não atiçar-lhe, não observar-lhe, sair de casa. Tinha a salvado de um atropelamento há meses, mas ela ainda o evitava e sabia que seu desejo pelo rosada estava mais do que perturbador.

******

Chegava e surpreendia-se em ver o irmão tomar, aos poucos, um prato de sopa. Não conseguiu sorrir diante da cena, ainda tinha certo medo dele tentar agredir-lhe outra vez. Sentou-se na poltrona na lateral do quarto e deixou sua bolsa ao seu lado, cruzando as pernas cobertas pela longa saia negra.

— Comendo? Que milagre. — comentou Temari, recebendo um olhar desinteressado do irmão caçula.

— Isso é horrível.

— Eu imagino, mas ainda bem que está comendo. Posso saber o que o levou a esse sacrifício? — indagou, não negava que aquela situação era, no mínimo, estranha. Curvou a sobrancelha bem desenhada, notando o fraquejar da mão de Gaara sob o talher. Algo o incomodava.

— Preciso sair daqui.

— Está muito doente, Gaara. Não sairá daqui enquanto não engordar muitos quilos e...

— Eu sei. — ele a cortou, ríspido, encarando a sopa. _ Mas preciso sair.

— Está disposto a engordar para isso? — perguntou, realmente incrédula.

— Estou.

******

Sai carregava Ino em seus braços, deixando-a no banco de trás do carro de Shikamaru. Já se passavam das duas da manhã.

— Eu acompanho vocês, acredito que o senhor Yamanaka não irá implicar se eu for. — Hinata se ofereceu prontamente, preocupada caso o pai da amiga descobrisse a bebedeira e desse-lhe uma bronca histórica no dia seguinte.

— Eu vou também. — Sai afirmou de imediato, encarando a garota que desejava apagada no banco.

— Não. Deixe apenas a Hina, Sai. Venha comigo e Naruto. — Sakura opinou, não gostaria de voltar sozinha enquanto o Uchiha ainda estava a surgir em qualquer lugar.

— O celular dela está tocando. — Naruto avisou, apontando para o aparelho na bolsa aberta da loira.

— Eu atendo, deve ser o tio Inoichi. — a Hyuuga pegava o aparelho das mãos de Shikamaru, que já ajeitava a bolsa ao lado de Ino.

Alô? — atendia apressada, sem olhar o número na tela.

Senhorita Yamanaka? É a Mei. Estou ligando apenas para informar que ele se alimentou hoje. Teve algumas náuseas fortes agora a pouco, mas está medicado e descansando. A irmã veio novamente e está lá com ele. Boa noite.

Notas finais
O que acharam?? Kiss kiss, :*, Fran.