Evil Love

1 Capítulo 1: Meu entretenimento.


Notas iniciais
Yo minna!!! É minha primeira fic no nyah, espero que vocês gostem do enredo *-*. Boa leitura, everyone!

Sorridente, ela deslizava as grossas meias brancas até a metade da coxa, repetindo o processo na perna esquerda. Primeiro dia de aula... Finalmente o último ano começava! Por mais que a ideia de deixar a escola lhe agradasse, sabia que sentiria falta de seus amigos, das aulas que em que todos se transformavam em uma mini plateia de show de rock, e ao professor em questão só restava aguardar até que a turma calasse em seu tempo, era a melhor escolha. Terminando seu rabo de cavalo, Ino sorriu mais uma vez, encarando-se no espelho. Mais um ano chegava e a cada dia, se parecia menos com a garota da maioria dos porta-retratos daquela casa. “Tenho que tirar umas fotos mais atuais”, pensou, fechando os últimos botões da camisa branca. Teria também que comprar algumas blusas novas e saias, seus seios e quadril mal cabiam no uniforme. Sabia o que era aquilo... Era Sakura!! Sakura e sua mania de ir ao shopping toda semana. Resultado: deveria ter ganhado uns bons quilos no mês final de férias.

A garota suspirou frustrada, dando a olhada final no espelho repleto de adesivos que tinha em seu guarda-roupa. Hora de ir.

— Estou indo pai!!!

— Tudo bem filha, até a tarde! Passe lá na floricultura!

— Certo!

A voz de Inoichi vinha do final da sala, onde se localizava a entrada da cozinha. Não tomaria café desta vez, estava atrasada. Muito atrasada. Abrindo a porta e passando rapidamente por ela, a loira já descia os poucos degraus do jardim de sua casa. Era certamente o mais belo jardim de Konoha! Ela e seu pai passavam horas nos finais de semana apenas cuidando de cada planta. Era a única herança que sua mãe lhe deixara.

— Hey, Ino!! Espera a gente!! — a voz estridente de Naruto fez Ino parar na virada da primeira esquina. Aquele idiota continuava exatamente o mesmo pelo que notava, não mudara nada no período de férias.

— Para quê tanta pressa, loira? A pressa é pior aliada do ser humano. — discursou o apático Nara, ainda se podia ver as olheiras arroxeadas abaixo de seus olhos. Com um suspiro, Ino encarou seus amigos. Todos continuavam exatamente do mesmo jeito. Sobretudo Shikamaru com sua preguiça crônica incurável.

— Estamos atrasados e se for aula da Anko estamos ferrados! — lembrou Ino, voltando a caminhar ao lado de Hinata, a única que, superficialmente, poderia notar algumas mudanças. A Hyuuga estava com os cabelos maiores, e assim como ela, deveria ter perdido algumas blusas. Hinata estava com seios enormes e apostava firme que aquele cardigã azul era amenisá-los.

— B-Bom dia, Ino-chan.

— Bom dia, Hinata.

Amava muito seus amigos. Eles eram sua segunda família, os irmãos que por desventura do destino, não havia tido.

— Esse ano vai ser massa!!! Vamos dar o fora da escola no final dele, nem acredito!!! — vibrou Naruto, apontando ao céus.

— Só não chora, okay, Naruto? Acho que é emoção demais para você...

Rindo do comentário do Nara, Ino encarou Hinata, que tinha as bochechas avermelhadas como de praxe e também ria. A ironia avançada dele continuava a mesma. Será que somente ela havia mudado tanto nas férias?

— AAAAAHHHH!!!!

Um histérico grito os fez parar. E assim que a Yamanaka se virou, não evitou fazer o mesmo:

— AAAAAAHHH, testuda!!!

— Ino-porca, sua linda!!!

Correu imediatamente até a amiga, ignorando os comentários zombeteiros de Naruto e Shikamaru. Abraçou a rosada com força, não tinham se encontrado nas férias e saudade era consideravelmente grande. Olhando para Sakura, Ino mal acreditava no pedaço de papel que a melhor amiga tinha nas mãos.

— Você conseguiu os ingressos? — perguntou incrédula, encarando boquiaberta a rosada.

— O que você acha?! Eu vou nesse show nem que seja amarrada!! — disse Sakura, pegando nas mãos da amiga e sorrindo empolgada. Era a primeira vez que o *Dirt viria a Konoha, e provavelmente seria a única. Estavam cada vez mais famosos e “um fim de mundo”, como Sakura chamava Konoha constantemente, jamais poderia pagar por uma apresentação deles outra vez.

— Nós vamos ou não vamos, hein?! — Shikamaru punha a mão na testa, entediado. Ouviu por uma semana de Sakura como aquele seria o show da sua vida. Não gostava do som do Dirt, mas admitia que, sem o guitarrista, o tal Sasuke, a banda seria era nada.

— Arg Shika, você está um mala hoje. — Sakura comentava, ajeitando a bolsa cor de rosa nos ombros e tardando a prosseguir na caminhada.

— Hoje? — Ino ria da observação de Naruto, é, talvez Shikamaru fosse o cara mais mala de toda Konoha.

— Fica na tua Naruto, se não vou te dar uma foto do Uchiha Sasuke de aniversário. — provocava o Nara, sabendo da birra do loiro com relação ao guitarrista do Dirt. Por ser apaixonado por Sakura, Naruto não gostava de nada que ligasse ou lembrasse de seu terrível adversário platônico.

— Vai te foder, Shikamaru! — respondia ele, tentando acertar sua mochila alaranjada no garoto preguiçoso.

Com um singelo sorriso emoldurando os lábios, Ino analisava cada um dos amigos. Eram diferentes, porém, era a diferença que os unia.

******

— Nossa quinta cidade. Eu não aguento mais essa merda. — Temari desabafava enquanto levava o canudo de seu refrigerante à boca. Estava farta de toda aquela mudança frequente, tanto de colégio quanto de cidade, era sempre muito aborrecedor. _ Não gosto desse lugar, que cidadezinha mais horrenda... — opinava, com toda sua ironia e deboche na face. Konoha... Quem diabos conhecia Konoha? E ter de fazer um ano complementar a irritava.

— Nenhum de nós gostou daqui Temari. Relaxa, seis meses. — Kankuro lembrou, em seis meses, faria dezenove anos e poderiam se mudar para qualquer cidade no Japão, a que quisessem. Mas, enquanto os dezenove anos tão ansiados não chegava, tinham de ficar nas cidades escolhidas pelo conselho de jovens. Eram praticamente órfãos errantes, com o pai louco internado antes de posteriormente falecer e mãe também falecida há muitos anos. Olhava o ruivo atrás de si, seu irmão caçula, com o canto do olhar. _ E você, Gaara? Também detestou?

No entanto, Kankuro não teve nenhuma resposta. Ele não dissera nada, apenas encarou o mais velho. Estudando-o, estremeceu. Ele estava calmo em demasia, calado em demasia. Teriam de se deitar em alerta naquela noite, de novo.

“Essa não...” pensava Temari, tirando as mesmas conclusões que Kankuro. Gaara não havia dito uma única palavra desde que chegaram na cidade nova, e sua magreza habitual estava assustando-a mais ainda.

— Parem de me encarar imediatamente. Ou não responderei por mim. — por fim, sua rouca e gélida voz foi ouvida. Acatando a ordem, os irmãos voltaram seus olhares para a calçada. Eram sua sina, acordar e dormir ao lado do medo.

******

Colocava as duas sacolas com comida tranquilamente sob a vasta mesa de madeira. Era o que bastava, daria para se alimentar por um mês. Voltava-se para a geladeira enferrujada, ficaria mais interessante se um cadeado calasse sua boca; um sorriso quase invisível brotava em seus lábios, tornando ainda mais notável seu estado e aparência. A blusa branca continha algumas gotas de sangue, nada que lhe incomodasse, somente tinha de se lembrar que os vidros, quando quebrados com violência, poderiam cortar. A calça preta estava intacta, e o casaco também negro estava pendurado no porta-chapéus ao lado da porta. Não iria sair dali nunca mais. Nem mesmo uma única vez. Poderia viver e acompanhar o definhar de seus ossos sem a intragável e incômoda presença daqueles dois covardes. Sua casa, sua escuridão e seus cigarros.

Acorrentou a geladeira, e a passos lentos subiu para o secundo andar. O maço de cadeados e chaves estava no chão, bem ao alcance de suas mãos, mas não tinha ânimo para pegá-los. É, havia esta mórbida questão: talvez ficasse entediado. Com um suspiro irritadiço, sentou-se na cama e encarou a garrafa de uma bebida qualquer que havia comprado para comemorar sua volta ao inferno de onde havia sido concebido. Ela não seria o bastante para motivá-lo. Ergueu-se da cama sem lençóis e pegou o maço de chaves, logo estava a pegar também seu casaco, vestindo-o e puxando o capuz.

Arrumaria algo que pudesse entretê-lo.

******

— Tem certeza que quer voltar sozinha a essa hora, Ino? — Naruto perguntou, acompanhando a loira até a porta de sua casa.

— Tenho, não tem perigo Naruto, e além disso, meu pai está me esperando na floricultura. — ressaltou, segurando a mochila roxa entre as mãos. Haviam ido estudar na casa do Uzumaki aquela noite, todos com exceção de Sakura. Hinata já havia ido, um primo distante tinha chegado na cidade e os Hyuuga iriam recebê-lo. Estavam somente Ino, Naruto e Shikamaru.

— Eu vou contigo Ino, não vou ficar tranquilo se for sozinha. — decretou o Nara, colocando sua mochila cinza nas costas.

— Okay, se insiste.

— Até amanhã, Naruto! — despediu-se, enquanto Ino sorria para o amigo loiro, que acenava de cabeça e entrava, fechando a porta em seguida.

******

Tossindo em meio ao pó, Ino tentava se erguer, mas parecia que todas as suas forças haviam sido drenadas após aquele momento. Seu rosto ardia e seus braços tinham uma localizada dor, característica, certamente estaria com hematomas em alguns dias. Em pânico, a loira respirava fundo, temendo abrir os olhos. Havia sido somente um pesadelo, só um pesadelo. Ou ao menos, era o que mais poderia pedir. Abrindo os olhos, encarou a escuridão a sua volta. Não, não havia sido um pesadelo... Shikamaru havia sido agredido brutalmente e o agressor misterioso, do qual nem conseguira ver o rosto com precisão no momento, tinha acertado-a na cabeça e tudo se apagou.

Aterrorizada, a Yamanaka começava a gritar por socorro, percorrendo todo o perímetro do local onde estava a procura de uma possível saída.

Aqueles sádicos olhos verdes ainda estavam a olhá-la, de longe, da entrada do porão.

Notas finais
*Dirt: não é uma banda real, ou melhor, não que eu conheça kkkkkk, trata-se de um álbum do Alice in Chains, que eu utilizei como o nome da banda do Sasuke. NaruHina, ShikaTema e SasuSaku aparecerão ao longo da história, mas serão secundários. Please, galera, comentem, preciso ter uma noção de como estou me saindo ;) Muito obrigada por lerem! ♥ Fran.