Evil Love

4 Capítulo 4: Uma janela fechada.


Notas iniciais
Yo minna!!! Sorry, mas não tive como postar ontem. Cheguei mais tarde em casa do que previa, e somente consegui responder os reviews. Mas aqui está o quarto capítulo ;).

Lentas passadas ecoavam brandamente pelo quarto. Sua curva postura fazia uma mórbida sombra ao chão, a medida que o sol da manhã avançava por entre as cortinas carregadas de pó. Não tinha fome, não tinha sede, não tinha nada. Ela continuava a dormir sobre a cama, espaçosa. Analisava o brilho da pele alva e saudável. As pernas eram simetricamente alinhadas, acetinadas, macias. Podia notar dois hematomas consideravelmente roxos ao topo, onde a segurara. A camisa xadrez levantada em função da intensa movimentação da loira, permitia-lhe ver a bunda. Sua mão havia permanecido por lá, em variadas marcas de tapas. Os redondos e firmes seios estavam parcialmente à mostra, também com marcas de seus dedos. O longo cabelo loiro ocupava todo o travesseiro, descendo até seu colo. Havia ficado a observá-la por toda a noite, horas e horas... Eram raros os dias em que dormia, e quando dormia, alucinava os mais sórdidos sonhos.

Não esperou mais, foi até o velho guarda-roupa e pegou a garrafa de vinho que escondia naquele canto metodicamente as oito da noite. Dessa vez, os irritantes gritos dela não iriam atrapalhá-lo.

— O que está fazendo?! — questionou Ino em choque, estava sendo acordada bruscamente por ele, que tirava-lhe a camisa sem paciência, derramando vinho em seus seios. Com os olhos arregalados, ela tentava impedi-lo de tocá-la, mas sem sucesso. _ O que é isso?! — indagava, acompanhando o líquido frio molhar os lençóis.

— Vire-se. — ordenava, apontando a ferramenta cortante em sua direção. Com a mão livre, já abria a braguilha da calça, massageando um pouco o membro.

— Não! Eu não quero! Me deixa ir embora!!! — exclamou a loira, tentando pegar a camisa jogada ao chão para cobrir a nudez. Mas assim que descia da cama, ele a atirou novamente nesta, com violência. Apesar do semblante tranquilo, praticamente imóvel, tinha pressa. Muita pressa. Passara toda a noite a olhá-la, dando-lhe um pouco de descanso, mas agora, a queria. E não pretendia esperar por isso. _ Me larga!!! — gritava, frenética, tentando escapar das mãos do ruivo. Ele a prendia a cama, segurando-a com firmeza. Os joelhos o auxiliavam, mantendo as pernas dela abertas.

— Cale essa boca. — se irritava, desferindo um sonoro tapa em seu rosto, para que se calasse. Não dando-se por vencida, Ino lutava, o atrapalhando na tarefa de abrir suas pernas o suficiente. Rangia os dentes em cólera, a resistência dela estava a tirar-lhe a pouca sanidade que possuía. Queria poder quebrar cada osso, rasgar cada centímetro de sua pele, mas a tarefa de arranjar um entretenimento tão particular como ela não seria fácil, tão pouco tinha ânimo em gastar energia naquilo. Queria ela. Estudaria ela. Possuiria ela. Por quê? Por que aos seus olhos de cadáver, ela lhe pertencia.

— Sai de cima de mim!!! — berrou, conseguindo forças para empurrá-lo de si e correr, chegando até a porta. _ NÃO!!! — explodia, ao constatar tragicamente que a porta ainda estava sob o poder do cadeado, enquanto ele a erguia pela cintura com ira, jogando-a de lado na cama.

— Avisei para ficar de boca calada, não avisei? — sussurrava com ódio, reunindo os cabelos dela em sua mão, puxando-os fortemente para que doesse. O estridente grito não o incomodava, a mantinha quieta na cama com seu próprio corpo, em cima do dela. Tirava as cordas do bolso, amarrando-as nas mãos dela e virando-a de bruços. Roçava com brutalidade seu membro por entre as carnes abaixo de si, sentando-se.

Ino gritava, em pânico, mas as cordas eram muito ásperas, ferindo-lhe os pulsos. Quanto mais os mexia, mais se machucava. Não compreendia como seu porte esquelético poderia ser tão pesado, e o instrumento grosso e extenso a massagear-lhe a bunda a apavorava. Ele estava sentado em si, dando descontrolados tapas em suas costas, a fazendo soltar altos gritos de dor e medo. Seus cabelos eram puxados, forçando-a a arquear o corpo para trás.

— Fique quieta. — proferia, se erguendo e indo buscar a garrafa de vinho. Aproveitava para tirar de vez a calça preta que ainda o vestia, pegando também um velho lenço branco, com antigas marcas de sangue. Sangue de incontáveis ataques de tosse, que incrivelmente não o atormentavam há mais de dois anos. Amarrava o lenço ao redor da boca da loira, dando um bom nó em sua nuca. Os dentes ficavam de fora, ao redor do lenço, e tudo que se ouvia eram seus ruídos, mas estes não eram importantes. O som que saía de sua garganta sofria a interferência do lenço.

Aterrorizada, a Yamanaka já começava a chorar, mordendo o pano com força. Alguém tinha que interná-lo em um hospício! Suportava a dor nos pulsos na tentativa desesperada de afrouxar as cordas, mas tudo que conseguia eram cortes em sua pele, irritada pela corda. Podia sentir seu quadril sendo puxado, obrigando-a a levantar os joelhos. A gélida mão dele acariciava-lhe o seio direito, lentamente. Suspirava um pouco mais calma, na melhor das hipóteses, talvez ele não fosse tão violento desta vez. Seus mamilos se arrepiavam, reagindo ao toque excitante. Leigo engano. Segundos depois, sentia o vinho cair sobre suas costas, descendo para sua bunda. O que ele pretendia com aquela loucura? Era o que se perguntava, batalhando contra um lado de si que a traía, concentrando-se no líquido que descia até sua intimidade.

Assistia satisfeito, abrindo-lhe as carnes com as mãos, derramando um pouco mais do líquido ali. Imediatamente se abaixou, provando do sabor amargo que apreciava. Misturado a pele dela, aquele vinho parecia mais saboroso. Espantada, sentia a gélida língua dele lamber sua intimidade causando um choque. A contragosto, gemia, eriçada pelo contato. Tudo nele tinha a estranha capacidade de ser frio, até mesmo a língua. Esta a explorava, envolvendo seu clitóris. Gemeu mais audível, era um torturante prazer. Prazer que não concordara em sentir.

Ele parava, e ela abaixava a cabeça para tentar espreitar por entre as pernas o que faria em seguida. O via segurar seu membro, masturbando-o algumas vezes novamente. Logo que levantou a cabeça já podia senti-lo entrando em si, de uma vez. Seu quadril era puxado para frente e para trás com velocidade, e de mãos amarradas tentava se segurar no colchão. Enfim as muitas mordidas no lenço a compensavam, dando-lhe o direito de puxá-lo para baixo com as mãos, de modo dificultoso. O membro dele era maior que sua intimidade, apertando-se em suas paredes, e incomodada já dizia:

— É grande demais... — gemia, em um implícito e automático pedido de clemência. Um sádico sorriso brotava nos lábios de Gaara, que suspirou, deliciado com a frase. Diminuía os movimentos por alguns minutos, enquanto a puxava para beijá-la. Ela mordia-lhe a língua em represália, mas assim que a soltava, fazia o mesmo. Desceu até o pescoço, lambendo-o e mordendo-o, ignorando a expressão de dor que Ino fazia.

— Hoje quero você calada. Se gritar vou rasgá-la. — avisava em um sussurro ao ouvido da loira, movendo a ferramenta cortante em seu pescoço, como uma sutil ameaça. Retirava seu membro e o colocava com força na estreita entrada, suspirando em prazer, observando a surpresa expressão de dor na face dela. Ino mordia os próprios lábios, para não gritar e correr o risco de ser retalhada. Doía, doía bastante. Sem conseguir conter-se mais, gritou, recebendo um forte tapa na bunda, assim como um pequeno corte na altura da clavícula. Tremia, equilibrando-se em seus joelhos para não cair. Gaara pegava o lenço branco e voltava a amarrá-lo na boca da Yamanaka, que mexia o rosto em protesto. A ajudava a se sustentar com uma mão e, com a outra, trilhava um vagaroso caminho até sua intimidade. Todavia, assim que alcançou seu alvo, o clitóris, passava a mover um dos dedos com fugacidade. Entrava e saía por completo, com violência, a sensação de poder saciar-se com ela a sua maneira era, no mínimo, narcotizante.

A franja retornava a tapar-lhe parte da visão em decorrer dos brutos movimentos. O lençol manchado com vinho abaixo de si era tudo que poderia ver, assim como os dedos dele em seus seios e intimidade era tudo que conseguia sentir. Por um instante, viu-se totalmente distraída naquelas ações, fazendo a intensa dor na região anal praticamente se dissipar. Ouvia os suspiros prazerosos do ruivo, gemendo automaticamente em meio ao lenço. Ele sabia onde tocá-la, e tal conclusão a assustava. Teria observado-a por horas? Realmente, sua veemente loucura era aterrorizante. O sentia apertar seu seio esquerdo com mais força, e segundos após, reconhecia seu rouco e único gemido de prazer, anunciando que a preencheria com sua essência. Jatos do esbranquiçado líquido a invadiam, e até mesmo seu sêmen era frio.

Gaara retirava-se de dentro dela, empurrando-a para frente. Descia da cama e colocava sua calça preta com naturalidade, não dando-se ao trabalho de encará-la. Somente ouviu o início de seu choro, quando soltava-lhe as cordas ao redor dos pulsos. O lenço ela tiraria por si só.

Saía do quarto.

Ino retirava depressa o lenço que tinha ao redor da boca, puxando depressa o lençol, mesmo molhado com vinho e gotas de sangue. Seus pulsos estavam um tanto feridos. Cobria-se com o tecido, abraçando os joelhos. Será que ninguém havia dado sua falta? Será que Shikamaru não dissera a polícia a descrição dele? Chorava, mas as lágrimas ainda não eram protuberantes. Muitas perguntas rondavam-lhe a mente, e todas eram a respeito dele.

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— Ah que droga...!!! Que decepção!! — lamentava-se Sakura, aos prantos, com as mãos no rosto. Deitava-se desleixada em sua cama, os pôsteres do Dirt estavam ao chão, rasgados em uma bagunça adolescente. Com cheiro adolescente.

— Nossa que zona, mano!! — Naruto tropeçava por entre as diversas coisas espalhadas pelo chão. Por entre os restos de papéis esquartejados, ia-se camisas e revistas, ex-protagonistas de romances platônicos com o guitarrista Uchiha.

Havia sido o pior show de sua vida. Ou, como gostaria de acreditar, caso estivesse acordando de um pesadelo, o melhor.

— Ele não passa de um idiota, Naruto!!! UM IDIOTA!!! — gritava, tateando a cama a procura de seu celular.

— Eu disse... Você não foi na minha, aí no que deu. — se manifestava o loiro, olhando a vista proveniente da janela. Nove da manhã... Não sabia como havia ido parar no sofá da casa de Sakura, mas, pelo menos, enfim seu adversário rockstar estava fora do páreo. Encarava a rosada, perguntando-se por Ino. Shikamaru havia dito que não se lembrava de como havia ganhado aqueles ferimentos, e tão pouco lembrava-se de para onde Ino pudesse ter ido, mas começava a ficar preocupado. O lápis preto escorrido pela pele alva de Sakura denunciava sua noite em claro, e jurava que a loira estaria ali, ao lado da melhor amiga. Iria até a casa de Inoichi mais a noite, para ter notícias de Ino. Torcia para que fosse uma baita de uma doença que a havia feito ficar dias sem dar as caras. _ Cadê a Ino? — perguntou.

— Eu não sei daquela ingrata!!! E nem quero saber!! Tio Inoichi disse que ela não apareceu em casa na sexta.

— Sakura... Faz dois dias, não acho que a Ino iria arrumar um cara e não dizer nada para o pai. O Shika não se lembra de nada, mas na moral, acho que essa merda não está batendo. — opinou, tirando o celular do bolso.

— O que vai fazer?

— Vou ligar para o tio Inoichi e saber se a Ino já voltou para casa.

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— Faz dois dias que ele deu no pé. O que vamos fazer dessa vez? — perguntou Kankuro, ajeitando a alça de sua mochila. O dia na aula complementar havia sido um total tédio e, particularmente, uma grande perda de tempo. Sabia o suficiente para não ter de estar fazendo um ano complementar.

— O de sempre, esperar. Ele sempre faz isso, e sempre volta, Kankuro. — Temari sentia-se despreocupada, apesar de imprevisível na maioria das vezes, naquela questão Gaara era bem previsível. Ou ao menos pensava.

— É, mas eu estou com uma sensação estranha... Ele estava diferente dias atrás. Disse que queria voltar para a casa do nosso pai. — revelava, passando mais uma esquina. Ficariam no hotel em Konoha somente os meses necessários e exigidos pelo grupo de jovens.

— Kankuro, Gaara sempre foi assim... O que temos que fazer é nos mantermos quietos, fora das ideias dele. Eu não quero amanhecer com meus olhos e boca costurados. — falava, aquela imagem jamais sairia de sua mente.

— Tem razão. Pelo menos não vai estar com ninguém.

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Caminhava mansa pelo escuro corredor, pisando o mais devagar possível para não denunciar sua presença. Não compreendia o porquê dele ter deixado a porta destrancada, mas, qual fosse a razão, não esperaria para descobrir. Prendia a franja atrás da orelha, para que tivesse melhor visão. Mas, logo que tocou o corrimão em madeira, parou. Ele estava sentado na única poltrona da sala, levando ora ou outra um cigarro à boca. Observava fixamente a janela fechada, fazendo-a arquear uma das sobrancelhas em curiosidade.

O que ele tanto estaria olhando há horas? Havia dormido por exaustão e fome, muita fome. Se o estômago devorasse-lhe o intestino não iria se surpreender. E foi a mesma fome que a levou a sair do quarto, com direção a cozinha. Precisava de comida. O corpo dolorido não a ajudava, sua soma de hematomas deveria ter aumentado.

Suspirou frustrada, não havia nada a se observar. Uma janela fechada, nunca iria entender. Ele não estaria com fome também? Como conseguia ter tanta força nas mãos não ingerindo um único alimento? Em poucos minutos, encontrava-se em palpável pânico, respirando ofegante e suando frio.

Ele começava a andar na sala, de um lado para o outro, falando consigo mesmo para maior espanto da loira. Tinha que ir embora. Tinha que fugir antes que acabasse morta ou insanamente torturada.

Ele não era normal. Quem era ele?

— SOCORRO!!!!! — berrou em um início de surto nervoso, apertando fortemente o corrimão. _ Socorro!!! Socorro!!! Socorro!!! Pai!!! Sakura!!! Naruto!!! Alguém!!!

Ouvia brandos passos atrás de si, e virando-se afobada, encarava os olhos inertes do ruivo. Ele aproximava-se cada vez mais.

— Não chega perto de mim!!! Não!!!! — gritava estridente, colocando os braços frente ao rosto, em uma tentativa de defesa.

Abria os olhos mais uma vez, fitando a expressão inalterada dele. E fora tudo que vira, antes que sua mente se apagasse, e seu corpo caísse sobre as tábuas sujas do corredor.

Calmamente, ele a pegava no colo, descendo as escadas. Devia ter dado-lhe comida mais cedo, pelo visto ela não funcionava sem esta. Não sabia ao certo há quantos dias não ingeria algo sólido, mas pouco lhe importava.

Sentava-se em sua poltrona novamente, com a loira nos braços. Levava o cigarro aos lábios, dando uma pequena tragada. Fechava os botões da camisa xadrez que ela vestia e ajeitava suas pernas no braço sem espuma do móvel;

Olhava para a janela fechada mais uma vez.

Notas finais
Amanhã tentarei postar o próximo, :D. Comentem, please, ♥ Fran.