Evidências de um relacionamento proibido

1 Capítulo 1 - Problemas no laboratório


Notas iniciais
Fala, galera! Tô de volta (de férias) com uma história nova. Espero que curtam!

Grissom andava de um lado para o outro em sua sala sem parar, enquanto sua equipe debatia em polvorosa na sala de evidências. Estavam às voltas com um caso complicadíssimo envolvendo o sumiço de crianças e não encontravam uma solução. A última vítima desaparecera há quinze horas e, segundo o padrão das anteriores, eles tinham apenas mais cinco para encontrá-la viva.

Ecklie estava em uma reunião com o FBI, que solicitava participação ativa no caso, e isso deixava Grissom ainda mais furioso. Se sua equipe não conseguia pegar esse suspeito, como o FBI conseguiria? Precisavam de cérebros em ação, não de estardalhaço, mídia e embates de egos.

O entomologista bufou em nervoso e saiu atarantado de sua sala, não conseguia mais pensar ali. Casos com crianças mexiam com seu equilíbrio e isso não podia acontecer agora. Ele precisava estar cem por cento nesse caso, mesmo estando há dezesseis horas no trabalho.

—Alguma novidade? -Perguntou quando encontrou a equipe.

Os peritos se mantiveram em um silêncio absoluto e Catherine foi a única a ter coragem para respondê-lo. Ela engoliu em seco e sustentou o olhar do amigo para falar:

—Não conseguimos nada novo, mas discutimos muito e temos algumas hipóteses…

—Não temos tempo para hipóteses! -Ele estourou. -Temos um menino de oito anos desaparecido há quinze horas e menos de cinco para encontrá-lo com vida!

—Hei, Grissom, nós vamos dar um jeito… -Nick se levantou com seu copo d’agua e o estendeu ao chefe. -Beba uma água, você precisa se acalmar e…

Grissom jogou o copo que o texano lhe estendia longe. Estava irado e não tinha tempo a perder com hipóteses e copos de água.

—Gil! -Catherine chamou sua atenção.

O entomologista olhou com o cenho franzido para a loira e ela se assustou, nunca tinha visto o amigo tão furioso. Greg olhava o chefe amedrontado, enquanto Warrick e Nick estavam suspresos e assustados. A única que parecia manter o controle das emoções, por mais estranho que parecesse, era Sara. A morena passou os olhos por seus amigos e viu que tinha que intervir.

—Grissom! -Ela se levantou e ele olhou imediatamente para ela. -Estamos há dezesseis horas presos nesse laboratório trabalhando nas evidências. Nenhum de nós está parado ou é culpado pelo que está acontecendo.

O supervisor ouviu cada palavra dita pela namorada e o arrependimento bateu nele com força. Passou alguns segundos em silêncio e disse, por fim:

—Você tem razão. -Se virou para os subordinados. -Sinto muito, pessoal. Me desculpe, Nick.

Os peritos assentiram com a cabeça mais calmos e observaram Grissom murchar e se retirar sem mais nada a dizer. Sara o acompanhou com o olhar e previu vários problemas no caminho do namorado. Quando viu ele se enfiar em sua sala, voltou a atenção para os amigos.

—Acho que precisamos dar uma pausa para colocarmos as ideias no lugar. -A morena disse. — Vamos no Franks?

Os demais assentiram, também estavam exaustos.

—Vou dar um jeito nessa bagunça… -Nick disse, ainda chateado, mostrando a os estilhaços do copo lançado.

—Vou chamar o Grissom. -Sara levantou e se propôs. -Ele também funciona melhor quando está alimentado.

Os amigos concordaram e observaram a morena adentrar na sala do chefe com cautela.

Do lado de dentro do escritório de Grissom, Sara encontrou o namorado com a cabeça baixa e o rosto escondido nas mãos. Ele não ergueu o olhar para vê-la entrar, mas sabia quem era só pelo perfume que a antecedia. A morena fechou a porta com cuidado e se sentou ao lado dele, passou seu braço em volta do ombro dele e murmurou:

—Gil, venha comer alguma coisa conosco…

Ele soltou o ar dos pulmões e negou com a cabeça.

—Fui um idiota com eles. -Sussurrou.

—Eles sabem que você está sob muita pressão, amor. Vamos tomar um café rápido, repor as energias e colocar as ideias no lugar.

Grissom se endireitou e a olhou nos olhos. Ela via que ele estava envergonhado.

—Venha, pague o café e tenho certeza que será perdoado.

Ela esboçou uma risada e ele a acompanhou com um sorriso de lado. Sara tinha razão, todos estavam exaustos e um café seria providencial. Com um aceno de cabeça vindo dele, ela soube que ficaria bem. Contente com a conquista, a morena saiu em direção ao locker.

—Ele vai com a gente? -Greg perguntou quando a amiga chegou.

—Vai… -Ela abriu seu armário para pegar uns pertences. -Ele parece mal.

—Nunca o vi desse jeito. -Greg comentou ainda amedrontado.

Warrick fechou a porta de seu armário e disse aos amigos:

—Vamos comer e pensar em alguma coisa para esse caso e para ajudar o Grissom. Quem vai comigo?

Uma voz baixa veio da porta:

—Posso?

Os CSIs se viraram e viram um Grissom abatido com as mãos no bolso e um sorriso sem graça. Warrick sorriu para o mentor e deu uma batida fraterna em seu ombro antes de seguirem juntos para o Franks.

Notas finais
E aí, continuo?