Everything
8 É como uma dança, de passos silenciosos?
Notas iniciais
Então espero que digam sua opnião sobre a fic, para saber se ela está com um ritmo bom, se algo está faltando ou sobrando. Enfim, aproveitem e nos encontramos lá em baixo.
Abraços e boa leitura.
"Um para frente, dois para trás..."
Quinn
Apesar dos pesadelos envolvendo Hudson, Rachel e eu, acordei animada, pois iria ver aquela baixinha de novo e nada poderia mudar isso.
Ajudei minha mãe com o almoço enquanto preparava também o lanche do meu passeio com Rachel, o qual Judy percebeu, mas nada comentou, ou quase nada na verdade.
“Esse lanche terá o mesmo fim do de ontem?”.
Pergunta minha mãe, me pegando totalmente desprevenida.
“Hum... Sim mãe, por quê?”.
Digo desconfiada, mas fica ainda pior quando ela dá um sorrisinho e responde simples.
“Por nada querida. Curiosidade apenas.”.
O que esse sorriso significa dona Judy? Penso enquanto a observo se mover pela cozinha, e como sei que ela nada dirá, continuo com meus afazeres com a terrível sensação de estar sendo vigiada por minha mãe. Oh Senhor, será Judy Fabray agora uma aliada de Satan para seguir meus passos?
Apesar do clima na cozinha, o almoço foi bem divertido. Desde que Russel saiu de casa, as coisas na mansão Fabray ficaram muito mais leves, permitindo um relacionamento muito melhor entre eu e minha mãe.
Depois do almoço, termino de arrumar as coisas e vou para casa de Rachel, afinal não quero deixá-la esperando e já estou contando os minutos para estar com ela novamente.
Chego à casa dos Berry e Leroy me olha surpreso quando abre a porta, e pergunta confuso.
“O-oi Quinn. O que faz aqui?”.
Lhe sou meu melhor sorriso e respondo animada.
“Olá Sr Berry. Marquei com Rachel às três. Ela está pronta?”.
Ele me olha ainda mais confuso o que me faz começar a duvidar se realmente a chamei ontem, mas ele continua.
“Lerroy, querida. E Rachel estaria pronta para o que exatamente?”.
Ok! O que está havendo? Penso sem entender as perguntas dele, e porquê Rachel ainda não apareceu, afinal a pessoa pontual é ela.
“Eu chamei Rachel para fazer algo à tarde. Por isso estou aqui esperando por ela.”.
Ele arregala os olhos surpreso e diz enquanto finalmente se afasta da porta fazendo sinal para que eu entre.
“Oh não, você chamou? E ela está atrasada? Oh estrelinha, o que está fazendo?”.
É oficial! Estou perdida nos devaneios dele. Será tão difícil simplesmente chamá-la e dizer que estou esperando? Claro, na família Berry, sempre tem que ter mais drama. Penso exasperada enquanto o acompanho com o olhar.
“Espere um pouco Quinn, já vou falar com ela.”.
Faço que sim com a cabeça, finalmente me sentindo aliviada por aquele drama ter acabado e me sento no sofá para esperar uma Rachel que por sinal está muito atrasada, o que só pode significar algo muito grave.
Espero alguns minutos e ele volta sério e me diz sem rodeios.
“Ela disse que não vai.”.
“Tudo bem, eu esper...”.
Começo a responder sem realmente ouvir, até que a resolução das palavras dele me atingem.
“O QUÊ?!”.
Digo agitada me levantando do sofá rapidamente. Ele suspira e continua.
“Ela disse que não vai. Que é uma armadilha ou algo do tipo, mas que não sairá do quarto nem que Barbra venha lhe chamar no quintal.”.
Armadilha? É esse o crédito que me dá Rachel? Pois está enganada pensando que vou deixar isso passar assim, ou não me chamo Quinn Fabray! Penso determinada e digo ao pai de Rachel.
“Sr... Leroy, entendo que Rachel de repente queira refazer suas defesas contra mim, ela tem todos os motivos para isso, mas tem também motivos para me dar uma chance, a mesma chance que me ofereceu ontem e eu vou mostrar a ela que sou digna de uma nova oportunidade. Então, se me der licença, vou usar a árvore de sua casa por algum tempo.”.
Saio marchando em direção à porta com apenas uma coisa em mente: Você vai ver o quanto insistente Quinn Fabray pode ser Rachel!
Ele me sorri e faz que sim com a cabeça, enquanto me deixa passar pela porta.
Me aproximo da minha amiga e velha conhecida, a árvore da casa dos Berry, munida de uma cesta de piquenique e uma corda, pronta para colocar meu plano em ação. Claro que como ex-cherrio tenho habilidades incríveis e consigo lançar a corda pelo galho, que costuma me ajudar a alcançar a janela de Rachel, e assim me vejo pronta para subir.
Rachel está encolhida sob as cobertas, o que pode não ser um sinal muito bom, melhor chamá-la antes de entrar, ou invadir, isso é relativo.
“Rachel?”.
Ela parece se assustar e levanta da cama indo em direção à porta. Sorrio com a reação dela e chamo de novo.
“Rachel! Aqui na janela.”.
Ela se aproxima com cautela e diz, com um tom que revela sua surpresa.
“O que está fazendo aqui Quinn? Pensei ter dito ao meu pai que não sairia do quarto hoje.”.
Lhe sorrio alegremente, apenas por estar perto dela, e respondo simples.
“Sim ele me disse, mas caso não se lembre nós marcamos de sair hoje, esqueceu?”.
Ela suspira cansada e diz.
“Não esqueci Quinn, mas acredito ser melhor não irmos, então estou cancelando nosso passeio. Tudo bem?”.
Claro que não está tudo bem! Você poderia pelo menos me dar uma justificativa Rachel. Penso irritada e lhe questiono enquanto tento controlar meu gênio.
“Não Rachel, não está bem, afinal passamos uma tarde agradável ontem, porquê não quer ir hoje?”.
Ela desvia o olhar e diz baixinho.
“E-eu tenho medo que você esteja apenas me enganando e tudo isso seja apenas uma armadilha para me humilhar mais.”.
O que?!? Que papo é esse Rachel? Essa não é a mesma garota que esteve comigo ontem e sexta-feira. O que houve afinal? Penso entre a irritação e tristeza, pois antes ela realmente poderia acreditar que estou aprontando algo, mas ontem ela estava tão tranquila com relação a mim, que só posso pensar que algo aconteceu.
“Pensei que você tivesse dito que já havia me perdoado e que agora éramos meio amigas. O que mudou de ontem para hoje Rachel?”.
Ele se assusta com minhas palavras, então percebo que ela começou a chorar baixinho, dando sinal que não vai me responder. Suspiro cansada, enquanto começo a puxar a corda com a cesta, quando esta está próxima o suficiente, a coloco na sua janela e vou desembrulhando os lanches e distribuindo por ali. Ela percebe e pergunta chorosa.
“O-o que está fazendo?”.
“Nós combinamos um piquenique Rachel, e como você se recusa a sair do quarto, o faremos aqui mesmo, na sua janela. E me recuso a aceitar um, não, como resposta.”.
Lhe digo sorrindo pois insistir em ter respostas para sua atitude, não é um bom caminho nesse momento.
Depois de alguns minutos parada no mesmo lugar, me olhando espantada, Rachel decide se aproximar e coloca a cadeira próxima à janela. E assim passamos à tarde, lanchando e às vezes conversando, com Rachel dentro do quarto e eu na árvore, pois só entraria se ela me convidasse. O pior era que Rachel estava muito quieta, o que não era normal, mas às vezes se soltava e se deixava levar pelo momento.
No final da tarde, com a cesta quase vazia, me preparo para ir embora.
“Você quer carona para a escola amanhã Rachel?”.
Ela parece triste novamente e responde baixinho.
“Não precisa Quinn. Finn virá me buscar.”.
Involuntariamente arqueio uma das sobrancelhas enquanto lhe pergunto calma.
“Pensei que você não quisesse vê-lo tão cedo.”.
Ela balança a cabeça e diz no mesmo tom que antes.
“Sim, mas ele esteve aqui ontem, nos conversamos e está tudo certo agora.”.
Maldito! Finn Hudson fez algo ontem, por isso ela está tão estranha comigo. Mas isso não ficará assim Hudson! Penso furiosa enquanto termino de arrumar as coisas.
“E foi ele que lhe disse que estou lhe preparando uma armadilha?”.
Lhe digo seca, esperando que ela veja a bobagem que está fazendo.
“Cuidado Fabray, ele ainda é namorado dela e a confrontar desta forma, pode não ser muito inteligente da sua parte.”.
Diz Charlie enquanto espero uma resposta de Rachel, que vem depois de alguns segundos.
“Ele me ama Quinn e se preocupa comigo. Está apenas tentando me proteger.”.
Cansada deste papo de sempre, onde Hudson é um herói, digo furiosa.
“E onde ele esteve enquanto eu lhe torturava durante anos? Onde ele esteve enquanto toda a escola lhe humilhava e maltratava? Eu lhe digo Rachel, ele estava escondido atrás da popularidade e posição no time.”.
Ela se assusta com minhas palavras e responde entre lágrimas.
“Mas ele se preocupa. Ele acha que você me fará mal, que está fingindo.”.
Me aproximo da janela enquanto digo baixo e suave.
“E você pode olhar nos meus olhos agora e afirmar, que estou fingindo? Que passei a tarde com você para colocar um plano em prática? Você pode Rachel?”.
Ele coloca as mãos no rosto enquanto nega com a cabeça, sem deixar de chorar. Estico minha mão para lhe acariciar os cabelos enquanto lhe digo baixinho.
“Então escute a si própria Rachel, você nunca teve problemas quanto a isso, porquê se recusa a fazê-lo agora?”.
Ela balança a cabeça mais uma vez enquanto diz por trás das mãos que lhe escondiam o rosto.
“E-eu não sei... n-não sei o q-que fazer.”.
Suspiro me sentindo derrotada, por mais uma vez ver o quanto Rachel está quebrada, e sem cessar meus movimentos, lhe digo.
“Você não tem que saber sempre Rachel, mas quando isso acontecer, não significa que você é obrigada a ouvir outra pessoa. Escute seus amigos, mas tome a decisão por si e por seus sentimentos.”.
Ela faz que sim e percebendo que está mais calma, lhe pergunto brincalhona.
“O dia de ontem foi tão ruim assim para você precisar de conselhos de Hudson, sobre mim?”.
Ela gargalha com minha brincadeira e finalmente vejo aquele clima ruim ir embora. Então me dá um tapa no braço enquanto diz.
“Não seja ridícula Fabray, esses três últimos dias têm sido incríveis.”.
Sorrio feliz por ver que ela está melhor e ao constatar que ela está se referindo aos dias que tivemos momentos juntas, lhe digo convencida.
“Sei que sou irresistível Rachel. Mas está na hora de ir.”.
Ela faz que sim, se aproxima e me dá um beijo no rosto enquanto diz baixinho.
“Obrigada.”.
Lhe sorrio mais uma vez e digo antes de descer da árvore.
“Amanhã na mesma hora estarei aqui, ok? E até amanhã na escola Rachel. Boa noite”.
Rachel fica me observando descer da árvore, e quando acredita que estou em segurança, o que significa em chão firme, me acena da janela, ao que lhe respondo e vou embora.
“Me aguarde Hudson. Agora você terá guerra e garanto que não estará preparado para ela.”.
Digo enquanto vou para o carro e vejo Charlie escorado nele.
“Você está se arriscando demais Fabray. Sabe como ela é, e confrontá-la daquela forma, pode fazê-la se afastar de você.”.
Ele diz calmo, olhando para a janela. Entro no carro sem olhar para ele e respondo antes de arrancar com o carro.
“Talvez você tenha razão, mas esse marionete que ela se torna quando se trata de Hudson está me irritando e realmente perdi o controle naquele momento. Agora o que me preocupa é o que ele está aprontando para me afastar dela, então tentarei não ser tão rude com Rachel, mas não deixarei Finn me passar para trás.”.
Ele faz que sim com a cabeça, me despeço e vou para casa.
“Essa será uma semana daquelas!”.
–--
Santana
Eu sinceramente acreditava que até semana passada nada tão bizarro poderia acontecer, mas o trio da vez conseguiu se superar, e isso vindo de mim, com certeza significa muito.
Primeiro e totalmente descartável, mas fatalmente intrigante, foi Hudson, com aquele sorrisinho cretino grudado em seu rosto. Dios mio, o que esse moleque está aprontando, ou aprontou? Pois coisa boa não é. Assim, utilizando de incríveis técnicas de audição, ou espionagem, que seja, consegui informações preciosas do menino com meio cérebro.
Finnimbecil passeava alegremente com seu velho e querido escudeiro, digo Puckerman, pelos corredores quando fatalmente deixou escapar a frase que eu obviamente não esperava ouvir, mas aproveitaria muito bem.
“O que você disse cara? Tem certeza disso?”.
Pergunta Puck ao menino com dois pés esquerdos. Que o responde com aquele sorrisinho idiota, que eu retiraria em breve.
“Claro que sim Puck, já fiz minha inscrição para algumas universidades da Califórnia, e as que responderam, disseram que tenho grandes chances.”.
Ora, ora Hudson, fazendo planos para se mudar é? Interessante. Penso enquanto os acompanho calmamente, sem ser notada por nenhum. Como são lerdos.
“Mas e Rachel?”.
Boa pergunta senhor Puckerman. E o gnomo cantante, que como todos sabem desde o primeiro dia, quer ir para Nova York?
“Ela vem comigo é claro. Pois se não quiser, ficará presa em Lima, já que não recebeu sua carta de Nyada ainda. Sou sua única opção para sair daqui.”.
Disse o garoto bondoso e gentil que Finn sempre fingiu ser, mas como gostei da ideia, não comentarei nada agora, só deixarei claro para nosso querido capitão que ele pode se encrencar. Então digo sem rodeios.
“Fico extremamente contente por saber que você arrastará o Hobbit para qualquer buraco em que se meter Hudson, então trate de conseguir essa vaga no fim de mundo em que se inscreveu e suma logo daqui. E pare esse sorriso ridículo, está me dando nojo.”.
Finn e Puck se viram simultaneamente ao ouvirem minhas palavras e sem dar tempo de responderem, me viro e os deixo para trás, afinal tenho que resolver algumas coisas com a segunda pessoa mais estranha da semana.
–--
“Precisamos conversar Q. Encontrei a solução perfeita para seus problemas.”.
Digo assim que avisto a loira caminhando pelo corredor. Até que ela para de repente e diz furiosa enquanto se vira.
“Não estou a fim de conversar Lopez, ainda não entendeu isso?”.
“Qual seu problema Quinn? Ainda não percebeu que o Hobbit estar com Finn é a melhor coisa que poderia lhe acontecer? Se livra de dois problemas de uma só vez.”.
Digo irritada por causa do seu péssimo humor. Ela suspira e abaixa a cabeça, e quando encontra meu olhar novamente, vejo uma Quinn triste e cansada. Quanto drama por um playmobil, credo!
“O problema Santana, é que não se trata apenas de mim ou Hudson. É dela que estou falando, ou ainda não percebeu que a garota com a qual implicávamos e da qual desdenhávamos há algum tempo, não existe mais?”.
Amenizo meu olhar irritado com suas palavras, e lhe pergunto sem debochar.
“O que houve Quinn? Éramos amigas, mas algo mudou e nos afastamos. E agora você me vem com essa história de conquistar Berry, o que acontece afinal?”.
“Ainda lhe considero minha amiga Santana, mas o que aconteceu foi que parei de fingir não gostar ou me importar com ela, e como sabia que você não iria me ajudar, preferi ficar quieta. Mas isso não importa mais, você seguirá com o que planeja para fazer com que dê tudo errado entre Rachel e eu. E ainda tenho que encontrar uma forma de ajudá-la.
E sabe San, mesmo que o seu, ou o plano do Hudson derem certo, ainda farei com que a Rachel que conhecíamos volte, então mesmo sem ela, estarei tranquila por saber que ela ficará bem.”.
O que há com você Quinn? Você parece uma derrotada, esta não é a minha ex-capitã. Não mesmo!
“Então é melhor se apressar Fabray, pois o que estou planejando não apenas deixará seu gnomo com Hudson, mas a tirará de vez dessa cidade.”
Lhe digo debochada e de repente sinto minhas costas baterem contra os armários e uma Quinn espumando pela boca enquanto sibila.
“Pois venha com tudo Lopez, pois além de lhe mostrar que não consegue, lhe darei uma lição que jamais se esquecerá.”.
“Você acabará com sua vida.”.
Sentencio calma ao que ela responde fria.
“Minha vida é minha menor preocupação Lopez. Entenda de uma vez que ela vale mais que qualquer coisa que eu poderia ter. Então afaste-se antes que se machuque.”.
Sorrio diante sua ameaça e ela de repente me solta ao ver alguém no fim do corredor. Sigo seu olhar e vejo Berry nos observando. Frodo faz sua saída dramática e Quinn dá alguns passos em sua direção, mas para e se vira indo pelo caminho contrário, me ignorando completamente.
“O que está fazendo Quinn?”.
Pergunto para ninguém, enquanto decido vigiar a pessoa mais esquisita da semana, como se fosse alguma novidade, Rachel Carrie Berry ataca novamente.
E Berry ganhou por um motivo mais bizarro do que ver ela e Q se abraçando pelos corredores, afinal, RuPaul estava descaradamente evitando minha ex-capitã, que pagando pelos seus pecados, corria incansavelmente atrás do portador do um anel, digo, Berry.
As coisas estão mesmo erradas neste mundo e somente minha loira poderia manter o resto no lugar.
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“Realmente não entendo esse povo B.”.
Estávamos eu e minha Brit-brit em seu quarto, revisando alguma matéria que ela estava com problemas em entender e eu prontamente me ofereci em ajudar.
“O que não entende San?”.
Pergunta docemente, minha loira.
“Quinn, Berry e Hudson.”.
Ela me olha questionadora e a puxo para meu colo enquanto explico meu raciocínio.
“Veja bem. Antes Quinn queria o Hudson, e distância do Hobbit, enquanto que Berry fazia de tudo para ser amiga de Q. E agora está tudo ao contrário, pois Berry evitou Q durante toda a semana, enquanto Finn apronta algo e Quinn quer definitivamente matar o Hudson. Que povo mais doido.”.
Brit solta uma risada e diz enquanto se aconchega mais no meu colo.
“Ah San, agora que as coisas estão certas. Quinn finalmente tomou coragem de lutar pela Rachel e Finn só está com medo.”.
A olho incrédula, pois para mim ainda era uma grande surpresa Quinn querer alguma coisa com o gnomo, e antes que eu diga algo ela completa animada.
“Nós vamos ajuda-la certo? Vai ser tão legal! Assim poderemos ter encontros duplos, sair para dar de comida os patos. Ah San, fiz tantos programas para nós quatro, vai ser demais!”.
Sinto lhe desapontar Brit, mas meus planos para Quinn e Frodo são outros. Penso enquanto vejo Brittany andar pelo quarto enquanto lista seus planos.
Rachel
Passar um tempo com Quinn realmente estava me fazendo muito bem, pois por mais assustador que parecesse, estar com ela me permitia ser eu mesma, afinal, ela conhecia todos os meus defeitos, os quais me jogou na cara por anos, mas exatamente por ela saber disso que eu me soltava e deixava florescer toda a minha verdade, e estava mesmo decidida a seguir com nossa amizade, mas as coisas definitivamente não seriam boas essa semana.
“Então Rach, o que fez no resto do final de semana?”.
Pergunta Finn com um sorriso enquanto pego meus livros no armário.
“Ah, vi alguns filmes com meus pais, preparei alguns vídeos com minhas novas gravações e passei a tarde com Quinn, fizemos algo parecido com um piquenique.”.
Ele me olha com raiva e diz sério.
“O que conversamos sobre Quinn, Rachel?”.
Me surpreendo com seu olhar e lhe digo calma.
“Ela não me fará mal Finn, fique tranquilo. Conversamos muito e tenho certeza que Quinn só quer minha amizade.”.
Ele fecha os olhos com força e quando os abre me diz enquanto se aproxima.
“Não Rachel, você sabe que Quinn não presta, nunca prestou. Ela só quer lhe machucar ou pior, afastar nós dois. Então não vamos mais falar sobre isso, apenas faça o que lhe disse e se afaste dela, é o melhor.”.
Sinto a tristeza me invadir, simplesmente por pensar em me afastar dela, e digo tentando esconder meu desagrado.
“Mas Finn, tenho certeza que ela não me fará mal. E se ela tentar algo, você estará lá para me ajudar, não é? Então, não há mal algum em ser amiga dela.”.
Vejo ele ficar irritado, o que demonstra claramente com suas palavras e tom rude.
“Não Rachel, Quinn é má. E o melhor é se afastar antes que ela cause algum estrago. Por favor, meu amor, não quero mais brigar com você, então apenas faça o que lhe disse. Ok? Vou indo, pois não posso me atrasar para a aula.”.
Finn me dá um beijo no rosto e sai sem ouvir qualquer outra palavra minha, o que é extremamente frustrante. Então decido ir para minha aula também, até que vejo Quinn se aproximar com seu sorriso mais lindo, o qual involuntariamente correspondo, mas ao me dar conta do que estou fazendo, meu sorriso morre e me afasto antes que ela chegue.
Não quero brigar com Finn, ele é tudo que tenho. É meu pensamento enquanto sinto a dor de me afastar e ver o olhar triste que ela possui com minha atitude.
–--
Evitar Quinn realmente estava me afetando. Não tinha mais ânimo para ir à escola e o tempo naquele colégio se arrastava todos os dias, mas o pior eram as tardes na minha casa. Isso porque Quinn manteve sua nova rotina, e aparecia todos os dias na minha janela, carregando uma cesta com lanches e um sorriso no rosto.
Evitava falar com ela, o que depois de algum tempo ela entendeu e se calou também, mas seu silencio não era lei e quando ela falava eu percebia o quanto estava nos machucando.
“É engraçado ser eu a dizer, mas não entendo o porquê disso Rachel. Antes tudo o que você fazia era vir atrás de mim, me propondo sua amizade, a qual eu negava com todas as forças, mas ainda sim você insistia. E agora, que quem quer sou eu, você nega, me evita como se eu fosse uma doença, mas não me manda embora. Eu realmente não entendo...”.
Diz Quinn sentada na árvore, enquanto eu estava sentada na janela olhando para a rua. Nós não nos falávamos, mas fazíamos nossas presenças serem percebidas. Ela na árvore e eu na janela. E antes que eu pudesse pensar em algo para lhe dizer, ela continua.
“Antes eu poderia acreditar que você finalmente tinha começado a usar sua racionalidade e resolveu me manter afastada, por segurança. Mas nem essa justificativa eu posso usar, pois pouco mais de uma semana atrás você me permitiu ser sua amiga, permitiu que eu estivesse com você, nos conhecermos, conversar...”.
Eu já chorava com suas palavras, pois era tudo verdade, mas as palavras de Finn se faziam presentes em minha mente, me impedindo de dizer a ela o quanto eu sentia falta daqueles três dias.
“Então você resolveu ouvir Finn...”.
“Ele é meu namorado Quinn, é normal fazermos coisas um para o outro.”.
Lhe digo entre lágrimas ao que ela responde prontamente.
“Você não precisa deixar de ser você mesma. Não precisa se anular para ter alguém do seu lado...”.
Quinn para de repente, e ao levantar o olhar, vejo a fúria velada em seus olhos, enquanto ela continua.
“E sabe o que vejo agora Rachel? Vejo a garota que ele manipula como marionete, que o obedece cegamente, sem conseguir pensar por si própria, que é incapaz de lutar pelo que quer. Que é controlada por um imbecil!”.
“NÃO FALE ASSIM!”.
Grito em resposta as suas palavras, sem conseguir conter o choro. Quinn sorri debochada, me trazendo lembranças da cherrio fria e venenosa que ela era, e com isso meu corpo retesta de medo, então seu tom de voz faz com que meu sangue congele de forma brusca e dolorosa, pois era um misto de dor e ódio.
“Ele não a merece. Não a garota que sempre teve uma personalidade tão marcante, tão determinada. Mas essa não é você, a pessoa na minha frente é apenas uma sombra da Rachel que eu maltratava, mas ainda sim se erguia. Você se escondeu. Enquanto isso, seu querido Finn está se mostrando cada vez mais, revelando a pessoa sem escrúpulos e egoísta que sempre ocultou ser.”.
Quinn termina seu discurso entre lágrimas e rapidamente desce da árvore, me deixando sozinha na janela, pensando que aquela pessoa era uma junção da cherrio rude e fria, e da garota doce e gentil que vi em poucos dias. E sem deixar de pensar nela e em suas palavras tento passar por mais uma noite chorosa.
Será que vai parar de doer?
Quinn
Apesar da sensação de que essa semana terminaria mal, eu tinha esperanças... Esperanças de que fosse tudo impressão minha e que as coisas com Rachel engatassem de vez. Ledo engano...
Primeiro Rachel resolveu ouvir Finn de vez, e começou a me ignorar totalmente na escola. Isso significava o óbvio, Finn havia aprontado, só não sabia ainda o quê, mas pretensioso como só ele pode ser, eu sabia que Hudson viria até mim, se gabar do seu grande feito, o que realmente não demorou muito, mas me tirou completamente do sério depois.
–--
“Ora, se não é a grande Quinn Fabray, almoçando sozinha.”.
Diz Finn Suicida Hudson, ao me ver na arquibancada durante o almoço.
“Se não estou louca Hudson, você também está sozinho no momento. Então diga logo o que quer e suma daqui para que não tenha mais que lhe ver.”.
Lhe disse furiosa, pois sabia o que ele queria.
“Não demorarei Quinn, minha NAMORADA está me esperando. E por falar nela, vocês não têm se falado?”.
Pronto, ali estava o Finn de verdade, baixo e covarde. Então digo ríspida.
“O que quer Hudson?”.
Ele sorri e diz contente.
“Sabe Quinn, você sempre teve tudo o que quis, todo o poder e glória desde colégio. Mas nunca teve Rachel, e eu nunca tinha entendido por quê. Até que você resolveu ser amiga dela e para acabar com isso, só havia uma forma, fazer a própria Rachel se afastar, afinal você não ia desistir.”.
O encaro fria, esperando que termine seu discurso imbecil e revele o que havia feito. Mas realmente não esperava que Hudson fosse tão longe.
“E foi mais simples do que imaginava. Foi só dizer a ela que você queria nos afastar, que se ela insistisse nós brigaríamos e terminaríamos. E a última coisa que Rachel quer é ficar sozinha, então foi muito simples.”.
Meu olhar incrédulo representava tudo o que sentia pelas atitudes de Hudson. Como ele pôde usar o medo que ela tem de ficar só para nos afastar? Como ela permitiu? Eram meus pensamentos quando uma fúria imensa se apossou do meu corpo e antes que resolvesse descontar nele, sai apressada do colégio, enquanto ouvia sua gargalhada debochada.
–--
Me sentia perdida, sem saber o que fazer e só Rachel poderia me trazer a paz e tranquilidade necessárias para que eu pensasse, assim, preparei nosso lanche e fui para sua casa novamente, mesmo que para apenas ficar por perto, pois ela não mais falava comigo, mas eu tinha que tentar, tinha que insistir e ao fazer isso discuti feio com ela, pois toda a dor e tristeza por vê-la daquela forma, me afetavam mais que imaginava. E depois de deixá-la chorando na janela, após minhas palavras duras, ele veio, e ficou ainda pior.
“Você não poderia falar com ela daquela forma Fabray! A menina não pode ser pressionada desse jeito, você sabe que ela acabará ouvindo o rapaz novamente, e ai, o que você fará?”.
Pergunta um Charlie furioso, enquanto me seguia pela rua, a caminho da minha casa. Mas estava cansada de nada dar certo, cansada de ficar medindo todas as minhas ações com receio de virar a esquina e morrer, com receio de que Rachel não acordasse e visse a pessoa que Finn realmente era, e no estado em que me encontrava, após dizer palavras tão dolorosas a Rachel eu iria explodir, e Charlie estava me provocando.
“Quer saber? Chega! Você é o guardião dela, mas o que tem feito para ajudar? Entendo que não possa influenciar os sentimentos dela, mas não é possível que não haja algo que você possa fazer! Pelo contrário, fica aí me dizendo como agir ou que fazer com relação a Rachel. Até mesmo naquele outro lugar, o que fez para ajudá-la? Vamos Charlie, me responda!
Você a conhece melhor que ninguém e é obvio que percebe o quanto ela está se perdendo, então não venha mais me dizer que não posso vir aqui e jogar as verdades sobre ela, não espere que eu me sente e veja a mulher que amo se tornar esse ser vazio e submisso a uma pessoa que não a merece! Aquela não é a Rachel, aquela é só uma garotinha assustada e medrosa o suficiente para se deixar levar por um imbecil como Hudson. E se para trazer de volta, a mulher forte e decidida que Rachel sempre foi, eu precisar vir aqui todos os dias e lhe dizer algumas verdades, eu o farei. Afinal, você mesmo disse que eu não deveria mais ser covarde e lutar por ela, então se não vai me ajudar, fique e observe o quanto Quinn Fabray pode ser corajosa. E mesmo que com isso, eu ponha em risco todas as chances de ficar com ela, Rachel estará de volta antes que você decida me matar de novo.”.
Disse ao guardião que estava estancado no meio da calçada, com o olhar mais triste e culpado que já vira. E sem pensar mais sobre isso, ou com a quantidade de besteiras que havia feito em um único dia, fui correndo para casa.
“Parece que a jovem Fabray deu uma lição no grande Charlie.”.
Ouço antes de chegar em casa, subir correndo as escadas e me permiti chorar e sentir de uma só vez a dor por ter mais uma vez ter machucado Rachel, e sem querer Charlie, o único que parecia disposto a me ajudar.
“Parabéns Fabray, você estragou tudo.”.
–--
E a partir dali a semana se arrastou. Finn mantinha seu sorriso vitorioso, Rachel me evitava e Charlie havia sumido. Mas ainda havia Santana. Oh céus, como pude esquecer que a latina ainda estava preparando algo para me atrapalhar? Como se eu precisasse de ajuda para isso! Foi meu pensamento antes de me virar o começar a discutir com a latina.
E suas palavras me preocuparam, afinal Santana poderia ser muito ruim quando queria, e se ela realmente tinha artifícios para me afastar de Rachel, ela os usaria. Assim decidi que o que realmente importava era aproveitar meu tempo com Rachel e fazê-la ao menos voltar a ser a mulher que sempre foi, mesmo que da pior forma.
–--
Eu continuava indo todas as tarde para sua casa, me sentava na árvore próxima à sua janela e ela silenciosamente se mostrava presente, pois ficava na janela, e sua atitude velada era a única que me dava esperança suficiente para continuar vindo, para continuar tentando, mesmo que não soubesse mais como agir ou que caminho seguir, eu viria todos os dias. Viria para mostrar a ela, que mesmo com as brigas, as palavras dolorosas e a distância imposta por ela, eu estaria do seu lado, estaria com ela e por ela.
“Sabe, eu sinto falta da Rachel. A garota irritante que falava em parágrafos, que tinha sonhos maiores que esta cidade e não tinha receio de lutar por eles ou de mostrar a todos quais eram, mas sinto mais falta da garota doce e sensível que ela sempre foi, da garota com personalidade, força e coragem o suficiente para não hesitar e lutar por seus sonhos, que apesar dos seus momentos de diva, fazia o possível e impossível pelo grupo, que foi a mais persistente pessoa a lutar por uma aproximação comigo, que queria a todo custo minha amizade... Sinto falta de tudo nela, desde as coisas mais irritantes, às mais adoráveis. Você sabe onde ela está?”.
Digo tristemente entre lágrimas e ao ouvir o soluço de Rachel, direciono meu olhar para a janela, então ela diz, como que para se convencer de algo.
“Eu sou Rachel Berry. Sou tudo o que você disse e mais.”.
Suspiro cansada e digo olhando diretamente em seus olhos.
“Não, você não é Rachel Berry. É apenas um fantoche controlado por alguém que não lhe conhece, que não a valoriza ou respeita.”.
Ela continua a chorar baixinho enquanto diz.
“E você sabe quem eu sou então?”.
Lhe olho por alguns segundos e digo triste.
“Não sei, mas gostaria que trouxesse Rachel de volta.”.
Ela desaba em lágrimas mais uma vez e depois de um tempo, quando estou me preparando para ir embora, lhe digo calma.
“E você sabe?”.
Ela me olha confusa então refaço a pergunta.
“Você sabe quem é? Quais são seus sonhos? Quem são seus amigos? Com quem você pode contar? Você pode responder a essas perguntas?”.
E com isso, salto da árvore e vou para casa, deixando ali, parada na janela, a esperança de que Rachel tenha me ouvido e volte para casa, que volte para mim.
Notas finais
Por favor, me digam para que eu possa fazer o possível para melhorar o texto e a fic cada vez mais, ok?
Abraços.
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