Everything

5 O que está acontecendo com ela?


Notas iniciais
Agora começa a bagunça, rs. Nada mais seguirá os passos certos da série, então qualquer mudança drástica por aqui será normal, ok?
Então vamos parar de conversa fiada e vamos ao capítulo.
Espero que estejam gostando e me digam o que pensam sobre a fic.
Abraços e boa leitura.

Quinn

Essa semana foi terrível! Começou bem, afinal estava de volta, perto de Rachel e as coisas pareciam bem entre nós. Ela não parecia mais tão assustada com minha aproximação, e parecia realmente feliz com isso. Apesar de ainda não ter conversado com o Charlie sobre meu prazo de validade aqui.

E tudo realmente melhorou depois que ameacei Azimio de destruir a vida dele, caso ele não parasse com as raspadinhas nela, mas isso também ajudou a acabar com minha semana feliz. Que raiva!

Meu problema com Azimio aconteceu no dia seguinte à minha volta por aqui...

Estava no banheiro tentando lembrar qual aula Rachel teria agora, para que pudesse lhe dar pelo menos um abraço de bom dia, afinal, não estava me aguentando de saudades. Até que ela entra, totalmente encharcada pela raspadinha vermelha.

Quando finalmente levanta os olhos e me vê, ela diz triste.

“Bom dia Quinn. Não que o meu tenha começado muito bom, mas... bem... bom dia de qualquer forma.”.

Me seguro para não caminhar até ela e lhe abraçar, não queria que ela se assustasse, então decido me aproximar e começar a ajudar com a raspadinha nos cabelos enquanto digo.

“Quem fez isso com você? Pensei que as raspadinhas tinham parado.”.

Ela não recusa minha ajuda e diz tentando segurar as lágrimas.

“Também pensei, mas pelo jeito Azimio não se importa com o que pensamos e resolveu mostrar que ainda sou seu alvo preferido de raspadinhas matutinas.”.

Sinto meu sangue ferver, mas continuo ajudando ela a se limpar, tentando aproveitar o momento em que podemos ficar finalmente sozinhas.

Espero Rachel se trocar em uma das cabines do banheiro, enquanto penso em como fazer com que as raspadinhas parem, e não percebo que ela está na minha frente, me dirigindo aquele sorriso lindo.

“Obrigada Quinn, realmente não precisava disso, apesar de sua atitude me surpreender, fico feliz por ter me ajudado.”.

Suas palavras me acordam do meu devaneio e lhe digo sincera.

“Sei que essa atitude não é algo esperado de mim, principalmente devido ao nosso passado Rachel, mas como lhe disse ontem, estou disposta a lhe mostrar que mudei. Se você permitir é claro.”.

Digo essa última parte com um sussurro, abaixando a cabeça de vergonha por tudo o que aconteceu antes, o que a faz responder imediatamente enquanto coloca uma mão em meu ombro.

“Claro que sim Quinn. Sempre quis muito que fossemos amigas, você sabe disso. Fico apenas um pouco surpresa pela sua mudança radical, não que esteja reclamando, acho incrível, só me assusta um pouco.”.

Encaro seus olhos brilhantes por alguns instantes, então aceno com a cabeça em concordância. Ela sorri e se afasta para pegar suas coisas, enquanto diz.

“Fico realmente feliz que possamos nos dar bem Quinn, isso é importante pra mim”.

Sorrio em resposta e ela continua.

“Melhor irmos, senão chegaremos atrasadas para a primeira aula. E mais uma vez obrigada por me ajudar com a raspadinha, espero que Azimio se contente com apenas uma hoje, pois não tenho outra roupa reserva.”.

Meu sangue ferve novamente, ao lembrar como ela estava minutos atrás e digo antes que ela saia.

“Isso não vai mais acontecer Rachel, vou resolver isso.”.

Ela me olha surpresa e antes que possa dize algo, me aproximo lhe dando um beijo na bochecha e saio do banheiro com uma missão em mente: caçar, encurralar e colocar Azimio em seu devido lugar.

Dois corredores depois, encontro meu alvo conversando com alguns jogadores do time. Me aproximo e disparo.

“Nova ordem para você e todo o time: nada de raspadinhas em qualquer membro do Glee Club, principalmente Rachel Berry.”.

Ele me olha sem entender e diz rindo.

“E quem você pensa que é para me dar ordens?”.

Estreito os olhos para seu desafio e respondo fria.

“Acredito que não tenha esquecido quem eu sou Azimio, então é melhor parar de gracinhas e seguir o que digo.”.

Ele estremece com minhas palavras, mas continua, não mais sorrindo.

“Você pode ser Quinn Fabray, mas não é mais uma cherrio. O que significa que possui poder algum nessa escola.”.

Sorrio para sua declaração e me aproximo mais, dizendo cortante.

“Exatamente por ser Quinn Fabray que você vai me obedecer Azimio. Você e seus amiguinhos, pois apesar de não ser mais uma cherrio, todos sabem que ainda posso fazer da sua vida um inferno. E se me desobedecer, a primeira coisa em que pensará, será em pedir transferência. Fui clara?”.

Sim, fui clara, pois sua expressão de pavor com minhas palavras mostram isso, mas fiz uma pergunta e é obvio que teria uma resposta, e vendo seu estado catatônico, pergunto novamente.

“Fui clara Azimio?”.

Ele percebe o perigo em que se encontra e balbucia em resposta.

“S-sim Quinn. Nada mais de raspadinhas em membros do Glee.”.

“Ótimo.”.

Sorrio triunfante enquanto caminho pelos corredores enquanto penso. Problema resolvido. Agora tenho que fazer Rachel saber que as raspadinhas foram canceladas.

Não foi necessária uma atitude minha, para que no sinal seguinte, toda a escola soubesse o que eu tinha feito com Azimio. O que gerou reações totalmente inesperadas de três pessoas em especial: Rachel Berry, Santana Lopez e Finn Hudson.

A primeira, ao me ver no corredor, veio correndo em minha direção me dando o mais caloroso e apertado abraço, enquanto dizia feliz.

“Obrigada Quinn! Isso só confirma mais uma vez que você mudou, e me deixa muito feliz ao sabe que você realmente se importa.”.

Após o choque, circundo sua cintura, correspondendo ao abraço e digo com um sorriso nos lábios.

“Lhe disse que provaria que mudei Rachel. E me deixa muito feliz saber que você aprova e que não se assusta tanto agora.”.

Ela se afasta para encarar meus olhos e diz brincalhona.

“Claro que aprovo Quinn, mas agora o que me assusta é o que você poderá fazer para provar um ponto.”.

Gargalho em resposta a sua brincadeira, o que é seguido por ela. Quando consigo retomar o fôlego e perceber que ainda estamos abraçadas no meio do corredor, respondo tímida.

“Pode ter certeza que posso ser muito pior para provar o que quero Rachel.”.

Sinto seu arrepio com a minha resposta, então ela desfaz o abraço e me responde sorrindo.

“Se o seu pior for fazer o bem para as pessoas Quinn, pode ter certeza que adoraria que você fosse uma pessoa terrível.”.

Lhe sorrio bobamente e respondo antes de sair para minha próxima aula.

“Espere e verá então Rachel, o quão terrível eu posso ser.”.

Ela sorri em resposta e antes que eu dê mais um passo ela se aproxima e diz.

“Mal posso esperar Quinn.”.

Então me dá um beijo no rosto e sai, me deixando estática e feliz por sua reação e suas palavras.

Depois deste momento incrivelmente feliz, minha semana acabou, pois as duas outras pessoas que mencionei antes resolveram transformar o resto da semana em uma tortura sem fim.

Finn resolveu se proclamar guarda-costas oficial de Rachel e estava agindo praticamente como sombra dela. Não aguentava mais vê-lo agir como se fosse dono da minha garota. Isso estava me matando e pelo que pude perceber, não estava deixando Rachel muito feliz também.

A menina não conseguia dar dois passos sem que o imbecil do Hudson estivesse em seus calcanhares. Assim, não consegui, pelo resto da semana, dar um mísero abraço nela, pois além de segui-la, Finn resolveu fazer de tudo para atrapalhar toda e qualquer chance de aproximação que eu tentasse. Até mesmo quando tentava entrar no mesmo banheiro que estava Rachel, Finnidiota ficava parado na porta, me fazendo quase bater na sua cara imbecil para que me deixasse passar. Mas não estava disposta a ser suspensa então dava a volta e tentava ao menos dar um oi para Rachel.

Isso estava me deixando louca, mas ainda tinha Santana Lopez, outra que agiu estranhamente toda a semana, seguindo com o olhar todos os meus movimentos nos últimos dias, como se estivesse me analisando. Credo!

E a latina resolveu mostrar o que estava fazendo esses dias quando me puxou para o armário do zelador para uma sessão de perguntas impertinentes.

Ah! Como eu aguento esse povo?!

Santana

Essa semana foi simplesmente bizarra! E isso se deu pelo fato de Quinn estar agindo como uma louca.

Desde segunda venho observando como ela age com Berry, na verdade bizarro não começa nem a descrever suas atitudes. Afinal, não é todo dia que vemos Quinn Fabray ficar de abraços e olhares melosos para cima do Hobbit. O que me faz pensar em apenas uma coisa: minha ex-capitã está aprontando algo e é obvio que ela vai me contar. É com essa ideia que espero Fabray se aproximar da sala em que estou, para uma sessão divertida de interrogatório Lopez.

Quando ela está passando pela porta a puxo sem dar a ela tempo para se quer pensar em recusar.

“O que deu em você Lopez?”.

Diz Quinn irritada pelo modo em que a puxei para a sala, o que claro, não me importa nem um pouco.

“Precisamos conversar Q, e vai ser agora.”.

Ela arqueia uma sombrancelha no melhor estilo Fabray e responde sarcástica.

“E o que você quer? Pensei que já tivesse saído do armário.”.

Estreito os olhos pela sua piada que se refere ao local em que estamos, o armário do zelador.

“Muito engraçado Fabray, mas não é sobre mim que vamos conversar hoje, e sim sobre você e sobre o que está planejando para o gnomo cantante.”.

A outra sombracelha se junta a primeira e ela responde calma, mas pela sua expressão sei que está prestes a soltar sua fúria Fabray, caso eu não diga as palavras corretas.

“O que quer dizer com isso Lopez?”.

“Observei você a semana toda Fabray. E pelo modo que tem agido com Berry, principalmente no dia em que ela voltou da suspensão, só me fez acreditar que você está aprontando algo pra cima dela. E caso seus planos sejam interessantes, vou participar, afinal nada melhor que tornar a vida do Hobbit um inferno para celebrar seu último ano no colégio.”.

Ela estreita os olhos, o que involuntariamente, faz soar o sinal de alerta em meu corpo. Quinn está preparada para o ataque e isso pode não ser bom, mas tento disfarçar o alerta de meus sentidos brincando com a ponta do meu rabo de cavalo.

“Não estou aprontando nada Santana. O que você viu esta semana, foi eu tentando me aproximar dela, mostrar que realmente me importo com ela e gosto da sua presença. Não que isso seja da sua conta afinal.”.

Ali estava o tom gélido e cortante, o que fez meu corpo estremecer de medo por um momento, mas ainda sim continuo.

“E desde quando você gosta da companhia do Hobbit? Pelo que me lembro, você a odiava até semana passada. E pior, porque você ameaçou Azimio para que ele parasse com as sessões de raspadinhas dela?”.

Sem alterar um músculo de sua expressão, Quinn me responde ainda mais fria, como se fosse possível.

“Desde quando não interessa Satan. Rachel é uma boa pessoa, e o que estou tentando fazer é mostrar que quero sua amizade. Como disse, me preocupo com ela e parar com as raspadinhas é o mínimo que posso fazer.”.

Ouço o clique em meus pensamentos ao entender o que Quinn quer, e disparo deixando claro o desprezo em minhas palavras.

“Esperava mais de você Quinn. Sinceramente não imaginava que você fingiria ser amiga da Berry para poder ficar com a orca. Por favor Fabray, supere isso.”.

Ela arregala os olhos e diz incrédula.

“O que? Finn? Está louca Santana, quero nada com aquele imbecil, a não ser que seja distância. Credo! O que te fez pensar isso?”.

Quinn Fabray está realmente me confundindo, afinal, porque se aproximar de Frodo se não fosse para separá-la do Finnimbecil?

“Então qual o plano Q? Porquê se passaria por amiga dela se não quer separá-los?”.

“Mas que coisa! Será que não podem entender que nem tudo é sobre Finn Hudson? Claro que gostaria que eles se separassem, mas isso não significa que eu queria algo com ele, ou que esteja fingindo querer estar com ela.”.

E ali Quinn deixa escapar as palavras que fez com que me sentisse a descobridora do sentido da vida.

“Dios mio, você quer o Hobbit pra você!”.

Quinn me olha espantada, só agora percebendo o que deixou escapar e tenta mudar de assunto, mas é claro que não vou deixar.

“Está louca Satan? Quero ser amiga dela, de onde você tirou isso?”.

“Não se atreva a fingir que não é o que quer Fabray. Isso explica todos aqueles abraços nos corredores, a falta das raspadinhas, e principalmente os olhares melosos e a baba que você deixa por perto cada vez que ela se aproxima. Poxa Quinn, não poderia ser outra? Tinha que ser logo a Berry?”.

Ela suspira cansada, e vejo que se rendeu, afinal não se pode com Santana Lopez.

“Você não entenderia Santana. Eu só quero fazê-la feliz, nem que seja apenas pelos próximos dois meses. É como se fosse uma recompensa por todo o resto.”.

O que há com ela? Parece tão triste de repente.

“Não vou discutir seu gosto por mulheres Quinn, pelo visto você está caidinha pelo gnomo. O que não entendo então é porque você não fez algo para tirá-la do Finncapaz.”.

“Eles estão juntos S, não é como se eu pudesse simplesmente chegar e dizer que ela é minha e tirá-la dele. Nem sei se ela iria querer.”.

Ok, ela não está bem, mas poxa, tirar qualquer coisa do Finnútil é tão simples, ainda mais Berry, que se rende com um pouco de melação.

“Qual é Q. Tirar ela do Hudson é mais fácil que tirar doce de criança. Apenas diga que ele a trai ou algo do tipo e ela irá correndo para seus braços. Não que eu queria que você o faça. Como disse, existem outras garotas melhores por ai”.

Digo sorrindo e ela me responde irritada.

“É isso que não quero Santana. Rachel merece muito mais que mentiras mesquinhas. Mesmo que estar com ela seja o que eu mais desejo, quero que ela faça por sentir algo por mim, e não por causa de qualquer coisa que Hudson faça.”.

Cansada dessa conversinha dramática, disparo furiosa, esperando arrancar uma reação dela.

“Então faça algo Fabray! Pois a única coia que vi você fazer, foi babar toda vez que ela passa, e fechar a cara toda vez que Hudson se aproxima dela. Ou desista de vez, o que é bem melhor neste caso.”.

“Não vou desistir e estou fazendo o que posso Santana! Mas como disse antes, não é como se isso fosse seu problema!”.

Ela diz com raiva, se encaminhando para a porta, e antes que saia digo em resposta.

“É meu problema, pois somos amigas! Só quero te ajudar.”.

“E você me ajudaria a fica com ela?”

Diz Quinn baixo e cortante, ao que eu respondo.

“É claro que não, se fosse outra tudo bem, mas o Hobbit seria seu fim!”.

Ela se vira e vejo a fúria em seus olhos, e antes de sair diz.

“Então não vejo como poderia ser minha amiga Lopez, pois sendo meu fim ou não, é com ela que quero ficar.”.

Quinn me deixa sozinha na sala e praguejo furiosa.

“Você não perde por esperar Fabray! Vou lhe mostrar algumas coisas sobre amizade.”

Quinn

Era tudo o que precisava para começar o dia, um interrogatório de Santana Lopez. O qual não levou a nada, como se fosse diferente, principalmente vindo da latina. Não entendo como elas puderam ser amigas naquele lugar, se agora Lopez nem quer me ajudar. Penso cansada enquanto ando pelo corredor em direção a minha aula de literatura, a única da semana em que poderei estar sozinha com Rachel, já que a de segunda ela não pode assistir por causa da suspensão e no Glee é impossível me aproximar por causa daquele imbecil. Nem falar com ela ele dá espaço, fica se metendo na conversa o tempo todo. Que coisa!

Então sou parada no corredor, por ninguém menos que Finn Idiota Hudson.

“Quero falar com você Fabray.”.

Era o que faltava para estragar de vez meu dia. Penso enquanto digo irritada.

“Não, você não quer. E mesmo que quisesse, não seria agora, pois tenho aula e não quero me atrasar, então suma daqui.”.

“Quero que se afaste de Rachel.”.

Passo por ele rapidamente, mas suas palavras fazem eu me virar e dizer indignada.

“Você quer o quê?”.

“Que se afaste de Rachel. Já percebi que você está aprontando algo para nos separar e poder ficar comigo.”.

Deus! Como ele pode ser tão pretensioso, ou seria apenas idiota mesmo? Penso e lhe digo debochada.

“Acorde Hudson, quero nada com você. E não vou me afastar dela, somos amigas e não será você ou qualquer outro a me dizer o que fazer ou não.”.

Ele se aproxima e diz enquanto segura meu braço com força.

“Você vai se afastar, pois sei que está aprontando algo. Tenho certeza que essa história de ameaçar Azimio foi fingimento para enganar Rachel e machucá-la, mas eu não vou deixar.”.

Me solto do seu aperto e digo furiosa enquanto lhe empurro contra os armários.

“Escute bem Hudson, pois não vou repetir. Rachel é minha amiga, e o que fiz com Azimio, foi apenas o que você nunca teve coragem ou interesse o suficiente para fazer, que é protegê-la. Então não me venha com esse papo de macho protetor, pois você está com ela apenas para não se sentir sozinho, como o grande imbecil que é. Não se atreva a dizer o que posso ou não fazer Hudson, é meu último aviso. E muito menos tente me afastar dela, pois isso, lhe garanto que não vai conseguir.”.

E antes que ele possa dizer qualquer coisa, Sue aparece no corredor com seu megafone e diz.

“Fabray e Hudson, matar aula não é aceitável por Sue Silvester. Na minha sala. Agora!”.

Não acredito que isso está acontecendo, só pode ser piada. E de péssimo gosto! Penso indignada enquanto me encontro na sala de Sue, com o idiota sentado do meu lado. Então ela começa seu discurso.

“Não esperava mais essa de você Q. De você Hudson não seria surpresa, mas você Q?”

“Treinadora, não estava matando aula. Na verdade estava indo pra ela, quando esse idiota resolveu me atrasar.”.

Digo irritada, e ela continua.

“Não me interessa o que estava fazendo Fabray. O ponto é que vocês estavam matando aula, e como educadora preocupada com meus alunos, devo punir os dois por esta atitude. Então, vamos à sala da ruivinha para uma sessão de aconselhamento.”.

Educadora preocupada?! Sue é comediante agora? E claro que o idiota ao meu lado ficou mudo desde que Sue gritou no megafone. Como ele pode ser tão frouxo? Penso enquanto somos escoltados até a sala da Srta. Pillsbury. Até que lembro o que estou perdendo e grito no meio do corredor.

“Não acredito que estou perdendo a melhor aula da minha semana! Que raiva Hudson, seu imbecil!”.

Chegamos na sala e para variar Srta. Pillsbury começa seu discurso em como é errado matar aulas e todo o resto. Assisto tudo indignada pela minha falta de sorte ao perder a aula com Rachel, quando o sinal toca me levanto correndo e antes de perder Hudson de vista lhe digo baixo e cortante, para ver se ele entende de vez o recado.

“Tente fazer qualquer coisa do tipo novamente Hudson e garanto que não estará preparado para o que pode acontecer nessa sua vidinha chata e vazia.”.

Deixo o menino parado no meio do corredor, pelo visto, realmente assustado e resolvo ir para casa, pois não tenho cabeça para assistir mais aula alguma hoje, até que sou parada mais uma vez. Esse povo não vai me deixar em paz hoje!?

“Você sabe que aula acabou de perder Fabray?”.

Que raiva, ainda vai me questionar? Penso enquanto me viro e digo debochada.

“Claro que sei! A única em que poderia ter um tempo a sós com Rachel, mas aquele imbecil que ela chama de namorado resolveu dar uma de galã e me atrasou, então Sue apareceu e me conseguiu uma punição, por estar, teoricamente matando aula. E como não a verei mais hoje, o dia acabou!”.

“Onde você vai Fabray?”.

“Pra casa!”.

Ele me olha assustado e diz calmo.

“Você não tem que assistir aulas e coisas do tipo, para ir para a faculdade ou algo assim?”.

Sorrio em resposta e lhe digo debochada.

“Não preciso mais assistir aulas. Esqueceu que eu já passei em Yale? E não é como se eu realmente fosse certo? Vou morrer afinal.”.

Ele arregala os olhos e diz enquanto se aproxima.

“Espera, você.. Oh não! Você não se inscreveu? O que tem na cabeça Fabray?”.

“Tudo bem que realmente temos que conversar sobre sua morte, mas você deve agir como se realmente tivesse um futuro, algumas coisas não estão muito claras sobre você morrer.”.

Agora as coisas estão confusas. Porque esse drama todo? Supondo que eu não morra, eu passei não foi? Penso por um instante e como não me vem uma resposta lhe digo.

“Se eu não vou morrer, qual o problema então Charlie? Eu passei, não é como se tivesse que me matar para fazer provas ou assistir aulas por aqui.”.

“Você passou Fabray, e o que houve depois?”.

Olho confusa pra ele, que ao perceber diz exasperado.

“Você morreu! O que significa que...”.

“MERDA!”

Grito enquanto começo a andar de um lado para o outro no meio do corredor.

“Como pude esquecer isso? Porque você não me disse? E como assim não vou morrer?”.

“Temos que resolver sobre sua morte sim, mas sobre o resto o que você pensou Fabray? Que iria acumular prêmios enquanto voltava no tempo.”.

Diz ele com raiva o que eu respondo me desesperando mais.

“As inscrições terminam logo. O que eu faço? Ah, como foi tão idiota?”.

Ele percebe meu desespero, coloca uma mão no meu ombro e diz calmo.

“Primeiro você precisa assistir suas aulas, depois faça sua inscrição em Yale. Não é como se o prazo já tivesse terminado. Então acalme-se. E depois vamos esclarecer a situação da sua morte.”

Concentro-me em suas palavras e consigo me acalmar. Até que me lembro, o quão trabalhoso é fazer essa inscrição e digo mais desesperada que antes, ignorando totalmente o que ele disse sobre eu morrer ou não.

“É muita coisa Charlie, não sei se conseguirei fazer tudo a tempo. Ah, o que eu faço?”.

Me sinto em um show de comédia agora. Afinal, seria totalmente bizarro se alguém no corredor visse, eu me balançando, aparentemente sozinha, pois ele está me segurando pelos ombros, enquanto me sacode dizendo.

“Controle-se Fabray! Você vai precisar de ajuda. Mas primeiro assista sua aula.”.

Ele some me deixando sozinha no corredor. Então me lembro que teria uma prova e saio correndo para a sala.

Por um milagre o professor permite que eu entre e faça a prova. A sorte é que consegui me lembrar das respostas, afinal já fiz essa prova antes, e saio rapidamente da sala, pensando em quem poderia me ajudar com o problema Yale.

“Rachel! Isso, ela pode me ajudar.”.

E com um sorriso saio da escola, fazendo planos para quando encontrar Rachel e pedir sua ajuda.

Notas finais
Então, o que estão achando da fic? E o Charlie?
Qualquer dúvida, sugestão ou reclamação é só me mandar uma mensagem.
Abraços.
Ah, reviews?