Everlong
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Desculpem-me a demora para postá-lo! Desta vez eu realmente deixei-o mais rechonchudo do que de costume! *-* (vede o número de palavras *oo* ~encantada~)
Deixei o Hinata um pouco taradinho neste capítulo... Perdoem-me, mas tive que relatar a real U.U kk ~
Espero que esteja satisfatório *--* !! Estou muito ansiosa pela opinião de vocês ((: !!
Boa Leitura.
Passaram-se três dias.
Yui pegou as coisas que sua mãe havia lhe trazido. Coisas como roupas, flores, cobertas... Era uma mãe extremamente cuidadosa e preocupada.
Abriu a porta da enfermaria e de lá saiu.
Eram por volta de seis horas da tarde. As aulas já haviam acabado e por isso ela deveria retornar para sua casa. Ajeitou a mochila em suas costas e começou a andar rumo ao lar.
Após tocar a campainha uma mãe feliz e aliviada abriu a porta com um sorriso imenso nos lábios. Abriu os braços para acolher a filha num abraço apertado e pegou a mochila que ela levava nas costas, colocando-a em cima da mesa.
Sentaram-se uma ao lado da outra. A mãe estava ansiosa para colocar um assunto em debate, então pegou dois copos cheios de água e debruçou-se sobre a mesa.
- Diga-me filha, o que o Hinata queria quando ligou para cá ontem à noite?
- Ham?! H-hinata?
- Sim!
Yui apenas buscou um ponto para olhar que não fossem os olhos da mãe. Seu rosto ganhou uma coloração corada e algumas gotículas de suor caíam sobre a mesa denunciando o estado físico da garota. Ela estava feliz, ou talvez... envergonhada por ter de abrir o jogo com a mãe.
- Mãe... desculpe-me por não ter contado antes... Eu me lembro da promessa que te fiz, contar tudo sobre a vida amorosa... Nhéhehe...
- Ham?! Você está brincando! – disse rindo – Eu não poderia escutar coisa melhor da boca da minha filha! Estou tão feliz por você!
Claro que ela estava...
Ela queria que a vida de Yui fosse muito melhor do que a que ela teve.
Ela queria para Yui um rapaz que a amasse verdadeiramente... e sabia que Hinata o era.
“Eu já não sinto mais nada por você, Lena... Eu tenho um novo amor agora. Por favor, não guarde rancor sobre mim... Você mesma já sabia que nosso casamento não estava bem!”
“ Mas e a Yui?! Como você acha que ela vai reagir a isso?! Que você era um idiota eu já sabia, mas não a ponto de esquecer sua própria filha!”
Aquelas palavras ressoavam em sua mente a cada vez que escutava “amor” na elocução de alguém. Ela sentia vontade de voltar ao passado, quando eles eram felizes. Quando ele a amava... Pelo menos ela ainda tinha aquela garota maravilhosa como filha e amiga.
E como uma boa mãe e amiga, ela desejava tudo do melhor para Yui.
- Está tudo bem, mamãe? – disse a garota notando uma leve demência na mãe.
- Ham? Mas é claro que está! Como eu poderia estar mal após escutar algo assim? Conte-me, ele ligou para te chamar para sair, não foi?
- S-sim... ele quer que eu vá na casa dos pais dele... na verdade, os pais dele que querem isso. É tão confuso, mamãe! Eu sinto que não quero ir... mas ao mesmo tempo estou tão ansiosa para que esse dia chegue!
Antes que a garota terminasse a frase a mãe já estava tocando as teclas do telefone, digitando o número da casa de Hinata.
- MÃE!
- Alô?
Yui estremeceu ao escutar a voz dele.
- Oi, Hinata! Como você está?
- B-bem sim... Quem é?
- Bah, você é mesmo lerdo, ein? – disse em meio às risadas – Não viu o número não? Eu sei que daí da para ver!
- Desculpe-me, eu não o vi...
- É a mãe da Yui!
- S-sango-san! Desculpe-me! Eu sinto muito! Como você está?
- Bem sim! Yui já está de volta.
- Sério?! Ah, que bom... – disse num suspiro aliviado.
- Vou passar para ela.
Yui olhava com desgosto para a mãe que continuava sorridente, como era de seu costume. Pegou lentamente o telefone e postou-o em seu ouvido.
- A-alô?
- Yui! Eu não posso acreditar! Estou tão feliz que tenha saído dessa! Você não pode imaginar...- escutou a risada alegre do rapaz – Você não pode imaginar o quanto sofri.
- Desculpe-me deixá-lo preocupado... Não queria vê-lo sofrer...
- Não se desculpe, por favor. O único que deve desculpas aqui sou eu.
- Não diga isso, idiota! Eu já o perdoei.
- Que seja – disse em meio ao riso – Yui, você virá aqui, não virá? Eu posso buscá-la.
- Irei sim! Não, não precisa, eu vou!
- Eu insisto. Pode ser amanhã?
Yui cochichou para sua mãe um “Pode ser amanhã, mamãe?”. A mulher confirmou com a cabeça.
- Sim, pode sim. Eu estarei pronta às 19h. Espero que não se atrase!
- Não se preocupe. Eu não irei deixá-la esperando.
No dia seguinte, Yui passou na casa de Otonashi e Yurippe confirmando de sua melhora. Trouxe um pedaço de bolo para cada um deles que sua mãe havia feito e voltou correndo para sua casa. Estava nervosa o bastante para permanecer mais tempo fora de seu quarto.
“O que será que vai acontecer...? Devo agir como a Yui de sempre ou devo ser um pouco mais formal e educada? Não... Seria falsidade... Mas meus modos são horríveis! Eles sempre diziam que eu era muito moleca... O que eu faço?!”. Pensou várias vezes enquanto olhava as nuvens da sacada de seu quarto.
“Eu serei eu mesma.”
Era um sábado com cara de quarta. Chovia e havia muito movimento nas ruas. Ela apertava os olhos para que eles permanecessem abertos. Tinha sono. Não dormira a noite inteira.
Não poderia ser tão difícil quanto ela imaginava.
Visto em seu relógio que fazia quinze para as seis, Yui correu ao banheiro e tomou um bom banho, aproveitando para lavar o cabelo que há tempos não o fizera por estar em coma. Pegou uma camiseta estampada da Girls Dead Monter e uma saia preta, juntamente com as luvas e botas da mesma cor. Concluiu prendendo seus cabelos rosados em quatro tiras, deixando a maior parte dos fios livres.
Após dar uma última olhadela no espelho, sentou-se afobada na cama pensando um pouco em Kimura e Yurippe... e em sua mãe.
“Ela está realmente contente...? Estava tão estranha...”
Chacoalhou a cabeça e a postou em seu travesseiro. Fechou os olhos e adormeceu.
Alguns minutos depois a campainha tocou tímida e fraca. Sango correu para atender.
- Olá Sango-san! – disse Hinata abrindo um enorme sorriso.
- Hinata-kun! – disse Sango abraçando o rapaz.
- Você já deve saber o porquê...
- Sim, sim, um instante. Acho que ela acabou dormindo... – disse em meio a uma risada torcida.
- Bem a cara dela... – olhou de canto para o gramado.
Sango correu os degraus e bateu três vezes com força na porta. Yui em um grande salto abriu-a correndo.
- O que aconteceu, mãe?
- Hinata já está aí!
- O que?!
- Sim!
Antes de sair atrapalhada, deu uma última ajeitada no cabelo. Chegando a porta o avistou como sempre: calça jeans, camisa estampada, tênis e um cabelo bagunçado. Não poderia estar melhor.
Ele estava como ele realmente era.
Assim como ela.
- De que forma você vai me levar hoje?
- Vamos a pé! Precisamos caminhar.
- O que você está insinuando?
- Oras, nada! Obrigada, Sango-san! Trarei sua filha inteirinha, eu prometo! – disse sorrindo alegre.
- Assim espero, hein? Confio em você, querido. – disse bagunçando ainda mais os cabelos azulados do garoto.
- Não vou decepcioná-la! Até mais!
- Tchau, mamãe!
- Até mais queridos.
E caminharam para dentro da escuridão. A mãe deu um último sorriso e fechou a porta.
Hinata deu uma olhadela para trás, já não podendo ver mais nada, a não ser a humilde casa de Yui.
- Não se importe caso meus pais comprem comida pronta... Eles não sabem cozinhar muito bem.
- Eu não vou me importar com algo tão pequeno, né?
- Não sei... De você eu espero todo o tipo de comportamento estranho. – disse sorrindo com os olhos vidrados para frente.
- Não seja idiota em pensar algo assim. Estou com saudades dos seus pais, qualquer coisa que eles fizerem estará bom!
- Sei, sei... E talvez eles não façam nada. Não costumamos jantar.
Yui olhou desolada para Hinata. O estômago dela reclamava desde as dezessete horas, ela não jantará esperando que fosse um jantar em família, e agora isso?
- Estou brincando, idiota.
- Pare de me chamar de idiota, idiota!
- Paro quando você parar.
- Que assim seja...
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada.
- Não é o que parece. Você sabe que quanto mais negar em me contar mais irei encher o seu saco.
- Tá, tá... Minha mãe. Sinto que, no fundo, ela sente saudades dele.
- De quem?
- Do tosco do meu pai.
- Hm... Sua mãe é bonita e legal, se ela quisesse arranjava alguém rapidinho.
- Este é o problema, ela não quer!
- Então acho que é isso. Ela deve se sentir melhor sozinha.
- Deve ser mesmo...
Hinata beliscou-a fazendo-a ficar irritada.
- Pare Hinata! Não estou em clima para brincadeiras idiotas!
- Você que pensa!
Pegou-a e colocou-a em suas costas, correndo em direção a sua casa. Por mais que ela gritasse ele não dava ouvidos. Começou a pular.
- Pare Hinata!!!
Ela se segurou firmemente em suas costas deixando a cabeça encostada naqueles ombros ossudos. Não teria jeito. Teria de esperar eles chegarem. Garoto teimoso...
Mas esta teimosia... Porque ela era tão fascinante e a fazia rir? Não era para ela estar rindo. Ela não queria rir naquele momento. Queria chorar. Sua mãe não saía de sua cabeça.
Mas tudo o que a mãe queria naquele instante era o sorriso sincero da garota...
Confusão. Sua cabeça fervia com aquele sentimento.
- Hinata...
- O qu-
Tocou a campainha interrompendo a si próprio.
- Quem gostaria?
- Mamãe!
- Filho!
Abriu com pressa o portão e a porta de sua casa nem tão grande nem tão pequena. Yui foi colocada novamente em solo e tirou os sapatos e as meias pedindo licença para entrar.
O chão era de madeira e fazia um grande barulho ao ser pisado.
- Yui, querida! Por favor, sinta-se em casa!
- Obrigada, Ojira-san! Há quanto tempo!
- Sim, sim! Estávamos todos com saudades da sua presença alegre!
Riu tímida olhando para os poucos móveis que havia no corredor de entrada. Avistou uma foto de Hinata pelado tomando banho com seu pai. Aparentava ter pelo menos dez anos na foto. Yui começou a rir apontando para a foto.
- Idiota... Não faça isso comigo! – disse vermelho – Duvido que você não tenha uma foto tomando banho com sua mãe... – completou ofendido.
- Não aos dez anos de idade! – disse em meio a risada.
- Mãe, eu te falei que era humilhante...
- Eu acho uma gracinha! – disse a mãe sorridente.
- Eu também! – protestou Yui.
Hinata pegou-a pelo pulso e afastou uma cadeira da mesa para que ela pudesse se acomodar.
- Eu te disse que estava brincando.
- Ainda bem que costumo acreditar em você.
Hinata finalizou a discussão com um sorriso. Ajudou sua mãe pegar as coisas para colocar na mesa e Yui levantou-se para fazer o mesmo.
- Olá, povo!
- Fujimo-san!
- Papai!
- Amor!
Rindo, Fujimo cumprimentou cada um. Ele era um rapaz animado e feliz. Nunca se quer ousara contrariar sua esposa. Eram uma família humilde, porém, feliz.
- O que fez hoje, amor?
- Fiz Yamakake! Não sei se está bom...
- Vindo de você... – completou beijando o rosto da mulher, que estava centrada pegando os hashis.
Eles se sentaram cada um em seu lugar e começaram a comer. Não estava muito boa a comida, mas feito com o carinho que Ojiro havia colocado naquele alimento, ninguém se atreveu a comentar.
- Está tudo muito bom, Ojiro-san!
Tirando por Yui, que realmente havia gostado...
- Ah, que bom ouvir isto de você, querida! Como está sua mãe? Sentimos saudades dela!
- Ela está bem sim! “acho...”
- Que bom!
Comentavam enquanto comiam. Riam e discutiam. Fujimo acabou abrindo o assunto sobre o relacionamento dos dois. Na visão de pai, não havia pessoa melhor do que Yui para Hinata.
Por fim, acabaram. Yui havia acabado primeiro, mas permaneceu na mesa esperando Hinata finalizar também. Ambos se levantaram pedindo licença e começaram a caminhar em direção ao quarto do garoto.
- Ei! O que vocês dois pretendem fazer lá?
- PAI!
- Só estou me precavendo.
- Nada, Fujimo-san. Só precisamos conversar.
- Espero que você esteja falando a verdade, querida...
- Estou sim! Eu prometo que não deixarei seu filho me fazer nada!
- Ok... Confio em você!
- Eu também – falou Ojira.
Entrando no quarto, Hinata fechou a porta com cuidado. Yui olhou o local um pouco abismada. Estava todo sujo e, pelo visto, ninguém o limpara a um bom tempo. Tudo que conseguiu localizar em seu lugar original foi o computador, a cama e o guarda-roupa.
- O que você andou aprontando aqui?!
- Nada ué! Então... Sobre o que você iria me dizer?
- É sobre Kimura... O que você acha dele?
- Estranho e sem noção. Se eu tivesse feito o que ele fez não ousaria encontrar seus olhos nunca mais.
- Hm... Eu pensava isso também... Mas agora eu não sei mais o que pensar!
- Está preocupada com Yuri, não? Eu também... Não vou com a cara daquele lá não...
- O que eu faço, Hinataaaaa?
Yui após gritar o nome do garoto em tom desesperador, jogou-se para trás, encostando-se no travesseiro macio de Hinata.
- Não seeeei! Eu vou saber? Temos que arranjar um plano para livrá-la daquele estorvo em forma de santo.
Ao terminar de falar, jogou-se na cama ao lado de Yui, que estava de olhos fechados.
Ela parecia aflita e realmente muito conturbada.
Mas ele não conseguir se limitar a olhar apenas para as feições da garota. Não. Além de mais nada, Hinata era um homem e não podia conter os hormônios masculinos, ainda mais ao lado da garota que amava. Olhou-a de cima para baixo com desejo de tê-la mais perto. Então se aproximou dela.
Começou a beijar o pescoço da garota delicadamente.
- Hinata... O que você preten-
- Yui, você sabe que eu te amo... Não vou resistir a você, principalmente você estando tão próxima ao meu corpo.
E continuou com as carícias. Mas foi além delas. Com aquelas mãos cheias de veleidade, postou-as nos seios de Yui, que logo arregalou os olhos, notando a verdadeira intenção do garoto.
Mas ela não o parou.
Mal sabiam que aquilo havia sido um grande erro.
Ojira entrou no quarto, como costumava fazer, sem bater. Era uma mulher extremamente ingênua e não conseguia ver seu filho crescido.
- Mas o que...
- Mãe!
Yui levantou-se apressada extremamente vermelha e sem reação. Gaguejava tentando explicar a situação, mas falhava miseravelmente.
- E-está tudo bem – disse rindo sem graça – Yui, sua mãe ligou aqui perguntando de você! Já é meia noite, querida.
- Já?! – disse apressando-se ainda envergonhada – Haa, eu não sabia! – riu tímida – Então vou indo!
- Yui, eu vou com você.
- Ok! – finalizou forçando um sorriso horrível.
Yui despediu-se correndo dos pais de Hinata e saiu atrapalhada pela porta, pisoteando algumas florzinhas que estavam no caminho. Hinata estava da mesma forma, se não pior que ela.
- Meu... O que foi aquilo?! – disse o garoto desacreditado.
- V-você me atacou, pervertido!
- E você nem se quer revidou! Nem vem, nós dois temos culpa de tudo!
- É... – disse rindo.
- Ai... Como vou encarar meus pais agora...?
- Não sei! – disse ainda rindo – Vamos arranjar um jeito juntos, ok? – tentou piscar.
- Ok... Mas haverá uma próxima vez, com mais cautela, né?
- Acho que sim... Sinto que você é o homem certo pra mim... – corou ao dizer.
- E eu nunca estive tão certo de que é você.
- Então... Com mais cautela...
- Quando?
- Pare de ser apressado! Não sei.
Chegaram na casa de Yui. Sango estava apoiada em um dos pilares da casa, impaciente.
- Como vocês demoraram, hein?! O que fizeram lá? – a mulher sorriu maliciosa, provocando as bochechas coradas de ambos.
- N-nada, mãe! Eu e Hinata conversamos bastante! Há há há!
- Ok... E como está Ojira, Hinata-kun?
- Está bem sim! Inclusive ela perguntou de você, Sango-san!
- Mande um grande beijo aos teus pais. Qualquer dia deste eu e Yui vamos lá marcar presença!
- Há há! – riu sem jeito – Vá sim! Será... Uma honra!
Hinata tinha total conhecimento do jeito de sua mãe. Amava uma fofoca, ainda mais quando se tratava de seu filhote. Suspirou desistindo da ideia de tentar camuflar a situação, mas voltou a sorrir ao ver o rosto alegre de Yui.
- Então, já vou indo! Nos vemos! Um abraço! – retornou rindo.
- Ele é um amor de criança, não é, Yui?
- É... É sim mãe.
Notas finais
Obrigada por lerem, amores (= !!
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