Notas iniciais
Quatro meses se passaram desde a confusão na Batcaverna e as coisas andavam muito mais tranquilas que antes. Bruce havia restaurado o enorme buraco que Harley havia deixado com sua escavadeira e cortado a maioria das plantas da Hera — que Tim havia comentado achar bonitinhas, mas Bruce tinha certeza que ainda eram os feromônios agindo nele. Além disso, Bruce não teve mais notícias das duas e pensou que estariam aproveitando a companhia uma da outra antes de começarem uma onde de crimes.
Coringa, por outro lado, estava ficando cada vez mais rabugento e colocando a culpa no tédio, nos remédios, no próprio Bruce. Ele, como o vigilante havia prometido, estava recebendo tratamento adequado na Batcaverna, inclusive terapia com a doutora Thompkins, na qual Bruce confiava com seus segredos. O palhaço, obviamente, não queria aceitar de primeira, mas Bruce conseguiu convencê-lo depois de muita insistência e... presentes.
Ás vezes, Bruce via como o relacionamento atual deles parece uma de dono-cachorro, já que o Coringa só aceita fazer certas coisas se receber algo em troca — ele sempre pede beijos ou coisas perigosas, as quais Bruce jamais daria, então ele acaba recebendo beijos — e não era algo necessariamente ruim, já que o Palhaço estava visivelmente progredindo... ele não deixou de ter a personalidade excêntrica e meio perturbadora, mas não estava violento como antes.
Tim não gostou de saber sobre o Bruce e o Palhaço, principalmente depois do que ele havia feito com a Bárbara, mas ele aceitaria se fosse necessário, mesmo que significasse muito menos visitas á Batcaverna. Bruce também tinha orgulho do quão maduro Tim estava sendo durante toda essa situação, coisa que ele provavelmente não teria se estivesse no lugar do garoto.
— Que tédio! — Coringa reclamou pela trigésima sétima vez, interrompendo os pensamentos do vigilante enquanto Bruce olhava o que estava acontecendo em Gotham pelo Batcomputador. O outro se atirou dramaticamente em seu colo na tentativa de chamar atenção — Me entretenha!
Bruce ignorou-o enquanto ainda olhava para um dos vários monitores, atento para qualquer notícia que fosse necessária sua ajuda. Coringa ajustou-se em seu colo para que ficasse de frente para o outro, os braços em volta de seu pescoço.
— Brucinho, você podia me mostrar a mansão... — Coringa disse docemente. Ele vem tentando coagir Bruce para ir na mansão Wayne desde que começara o maldito tratamento.
— Você já viu ela — Bruce disse duramente — No dia que me atacou.
— Ops... — Coringa deu um sorriso desajeitado — Mas eu não estava na minha melhor ideia.
— Quando você está? — Ele perguntou ironicamente.
— Eu estou me entupindo de remédios por você, falando com uma doutora imbecil por você, fazem dois meses que não me machuquei ou tentei te machucar e você não me dá nada em troca? isso não é justo — Coringa disse em falsa raiva — Vou matar você e fugir se for pra viver uma vive tediosa e chata.
— E o que diabos você quer na mansão? — Bruce perguntou com indiferença, tentando olhar os monitores enquanto o palhaço entrava no meio de todos que ele tentava.
— Bom... — Coringa se aproximou e colocou os lábios extremamente próximos da orelha de Bruce — No quarto seria mais confortável que aqui.
— Eu já disse que não... até você melhorar... — Bruce disse, mas seu rosto estava quente.
— Melhorar do quê? — Coringa perguntou irritado, tirando a blusa e mostrando a cicatriz do tiro — Olha a merda da cicatriz! eu não vou simplesmente começar a sangrar... bom, não por aqui, pelo menos — Ele sorriu travesso — Vamos lá, Batsy...
— Eu falo do seu estado mental — Bruce dissera rapidamente, mas sentia que se o outro persistisse mais um pouco, ele cederia.
— Você acha que eu vou arrancar seu pau com os dentes? — Coringa perguntou sarcasticamente e começou a desabotoar a calça do maior — Que tal testarmos essa teoria?
— Coringa... — Bruce foi interrompido por um aperto em seu membro, fazendo-o grunhir.
— Que foi? — Ele perguntou inocentemente enquanto massageava-o.
Bruce reclinou a cabeça pra trás e fechou os olhos enquanto o outro continuava com os movimentos, até que ele sentiu o peso do palhaço sair do seu colo, o que o fez olhar. Coringa estava de joelhos entre suas pernas, abaixando ainda mais suas calças e ele tinha um olhar faminto e travesso no rosto, que Bruce não tinha certeza se estava deixando-o excitado ou preocupado.
O palhaço aproximou o rosto até o membro de Bruce e encostou a língua provocativamente na ponta, fazendo Bruce soltar uma respiração que ele sequer sabia que estava segurando. Ele, então, enquanto seus olhos verde-ácidos não paravam de encarar o outro, abriu os lábios e lentamente colocava-o pouco a pouco dentro da boca. Bruce grunhiu relativamente alto desta vez, respirando pesado. Quando Coringa chegou ao final, o vigilante percebeu que ele não era tão experiente quanto queria que pensasse, já que seu rosto mostrava desconforto com o tamanho de Bruce.
Bruce tinha vontade de puxá-lo pelos cabelos e empurrá-lo de volta até que acabasse, mas não queria machucá-lo, então, por mais frustrante que fosse, ele deixou que o palhaço seguisse no próprio ritmo. Apos um momento, Coringa começou a mexer a cabeça lentamente para cima e para baixo, deixando Bruce completamente extasiado, até que o maior não aguentou e realmente puxou-o pelos cabelos, fazendo soltar seu membro com um barulho obsceno.
Sem paciência alguma, Bruce levantou-se e empurrou-o pelas costas, deixando-o de quatro e rapidamente rasgando as calças de moletom que o palhaço estava usando. O vigilante estendeu a mão ao rosto do palhaço e, sem precisar de aviso, o outro chupou-lhe dois dedos até que estivessem suficientemente cobertos de saliva. Bruce empurrou ambos os dedos de uma vez no palhaço, fazendo-o dar um gemido dolorido.
— Não. Pare — Coringa disse entre-dentes ao notar a hesitação do morcego. Bruce mexeu os dedos suavemente enquanto o palhaço respirava desconfortavelmente com a intrusão.
Bruce começou a aumentar a velocidade com os dedos e a dobrá-los, até que o palhaço deixou escapar um gemido que nenhum dos dois sabia que ele era capaz de fazer. Com o rosto vermelho e a respiração ofegante, Coringa mordeu o lábio inferior e Bruce jamais achara que viveria para ver o dia em que o palhaço príncipe do crime ficaria constrangido.
O vigilante começou a mirar nesse exato lugar com os dedos e o outro tentava sem sucesso esconder os gemidos e a forma como o seu quadril involuntariamente voltava para trás na tentativa de aprofundar ainda mais os dedos do Bruce. Ao ficar satisfeito, Bruce retirou os dedos e Coringa tentou protestar, mas antes que ele pudesse, seus dedos foram substituídos por seu membro, usando o próprio pré-gozo como lubrificante.
Coringa deixou escapar outro som doloroso e Bruce primeiro se preocupou, mas então o outro começou a mexer o quadril, fazendo o vigilante ver estrelas com a sensação. O morcego, não aguentando a lentidão, segurou tão forte nos quadris do palhaço que ele tinha certeza que deixaria marca, e começou a mexer-se com muito mais rapidez que antes. Coringa já estava se desfazendo em gemidos, até que Bruce colocou sua mão no membro dele, fazendo-o atingir seu clímax quase que instantaneamente e, ao contrair-se contra o membro de Bruce, fez com que ele o acompanhasse logo em seguida.
Ambos ficaram ofegantes por alguns momentos, até que Bruce começou a se vestir, sendo acompanhado pelo palhaço.
— Eu gostava dessas calças — Coringa reclamou e Bruce virou-se para olhá-lo segurando os trapos rasgados que antes era uma calça de moletom preta. Ele estava usando apenas a blusa que era grande o suficiente para que cobrissem suas partes íntimas, ele era uma visão completamente obscena desse jeito. Bruce limpou a garganta.
— Achei que não gostasse de preto — Bruce comentou e Coringa se aproximou o suficiente para que ele sentisse sua respiração.
— Não gosto — Ele disse simplesmente e então se aproximou para um selinho — Mas era sua. E eu disse que no quarto seria melhor — Ele reclamou e mostrou-lhe os joelhos, que estavam levemente ralados por causa do chão da caverna.
Bruce não conseguiu deixar de sorrir enquanto o palhaço se distanciava lentamente, até que uma chamada da mansão chamou sua atenção para a tela do monitor, era Alfred e, na câmera, ele parecia extremamente aborrecido.
— O que houve, Alfred? — Ele perguntou, esperando o pior.
— Uh... só queria avisar ao senhor, Mestre Bruce, que o microfone estava ligado.
Bruce sentiu suas bochechas esquentarem e não entendeu como diabos os microfones estariam ligados, já que ele tinha certeza de tê-los desligado, até que ele olhou novamente para o palhaço e viu-o sorrindo de modo travesso antes de dar-lhe uma piscadela.
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