Ever And Forever

4 De volta a velha nova vida


Notas iniciais
A pedidos eu postei mais um capítulo dessa fanfic que tem tudo para se tornar a minha preferida! Mas esse adiantamento de capítulos é algo raro! Não é para se acostumar, ouviu bem hahahaha.
Enjoy~

Capítulo III

De volta a velha nova vida

-

Alguns dias não vem fácil,

E alguns dias não vem dificilmente.

Alguns dias não vem de jeito algum,

E estes são os dias que nunca terminam.

I Would do Anything For Love, Meat Loaf.

-

- Kakashi! – Jun chamou, saindo apressada para a cozinha e o encontrando comendo torradas.

- Sim? – Perguntou de boca cheia.

- Eu estou indo trabalhar, devo voltar lá pelas três... – Explicou, enquanto punha uma xícara de café a a bebericava. – As chaves estão aqui, junto com o celular! – Apontou os objetos em cima da mesa. – Na geladeira tem alguns números importantes e alguns endereços importantes. Se você sair, deixe algum recado, se não eu ficarei preocupada. Alguma pergunta?

- Nope... – Ele não havia conseguido acompanhar metade do que ela havia dito, mas como ela parecia apressada, não ia pedir para repetir.

- Obito e Rin virão aqui mais tarde, você com certeza se lembra deles, já que são seus amigos de infância, certo?

- Claro que eu lembro! – Kakashi sorriu. Lhe faria bem ver algum rosto conhecido.

- Mas você não se lembra que agora a Rin é a senhora Uchiha. – Jun terminou de beber o café e foi lavar a xícara, por isso não viu a cara surpresa de Kakashi. – Eles se casaram cerca de quatro anos atrás.

- Se casaram?! – A surpresa na voz de Kakashi era evidente.

- Sim, se casaram e você foi o padrinho. – Jun terminou de lavar a xícara e secou a mão num pano de prato, indo para a sala pegar sua bolsa. – E eles tem um lindo filhinho chamado Daichi de dois anos, super levado por sinal.

- Filho?! – Se ele já havia se surpreendido com o casamento de Rin e Obito, eles terem um filho então... Ainda bem que Jun o havia avisado antes.

- Sim, filho. Então se eles chegarem antes que eu, por favor, os receba. – Jun parou com a mão na porta e olhou para Kakashi, que ainda mordiscava a torrada. – Eles vão tocar o interfone, atenda, e em seguida aperte esse botão, — Jun mostrou um botão ao lado do telefone peso a parede do lado direito da porta. – para poder abrir o portão, ok?

Kakashi assentiu.

- Ok.

- Alguma dúvida?

- No que você trabalha? – Ele já estava a três dias naquela casa, e pela primeira vez passara pela cabeça dele perguntar no que Jun trabalhava. E vendo-a tão bem arrumada e com uma pasta havia despertado o interesse dele em saber no que a jovem trabalhava.

- Sou musicista. Pianista clássica. Trabalho no conservartório de música da Faculdade de Música. – Respondeu com um sorriso e rodou a maçaneta. – Qualquer coisa me ligue. Ja nee.

- Mata nee... – Kakashi acenou e viu a porta ser batida. De todos os empregos que ele havia imaginado para aquela menina, musicista era o último deles. Pensaria nisso depois.

Suspirou e se voltou para a sua torrada, agora já fria e sem graça.

Ainda suspirando, se levantou e foi preparar outra torrada e pegar um pouco de café. Esses últimos três dias estavam sendo um pouco complicado, mas aos poucos ele estava se abituando, embora não tivesse nenhuma de suas memória recuperadas.

Preparou a torrada, pegou uma xícara de café e rumou para o sofá, se jogando nele e alcançando o controle remato para ligar a grande e fina TV de plasma. Ele nem acreditava que havia uma lareira naquela casa.

Quando ele havia perguntado se eles já a havia acendito, Jun disse que apenas uma vez, na sua noite de núpicias. Depois disso Kakashi não havia tido coragem de perguntar mais nada.

Zapeou pelos canais, até encontrar um de esportes e por lá ficar.

Essa estava sendo a sua rotina. Passar o dia todo sentado naquele sofá vendo TV.

E sua rotina só tendia a ser essa, já que Jun voltara a trabalhar. Pelo menos quando ela estava ali ele podia perguntar coisas, tirar dúvidas. Mas agora ela não estava mais ali para ele.

Suspirou.

Ele tinha que se virar afinal de contas. Não podia depender da jovem para sempre.

Entediado, mudou de canal, indo parar num canal de notícias.

Deixou a TV nesse canal. Ele precisava se atualizar do que estava acontecendo no mundo, já que ele ainda achava que estavam em 2007.

Terremotos, tsunamis e Osama Bin Laden morto.

O mundo estava se acabando ao redor dele e ele não se lembrava.

Frustado, desligou o aparelho.

Ele queria muito suas memória de volta. Queria muito mesmo. Pricipalmente por causa de Jun.

Sempre que ela pensava que ele não estava percebendo, ela o olhava. Kakashi fingia não perceber. Mas aqueles olhos verdes o fitando a cada movimento era um pouco incomodo, ainda mais pelo forte sentimento que ele podia ver estampado na testa da menina.

Ele queria lhe dar de volta o Kakashi que ela amava, e o Kakashi que a amava também.

Mas ele não conseguia.

E pior.

Ele não conseguia parar de pensar em Anko.

Frustado, bufou e se levantou, indo para o banheiro.

Parou em frente ao espelho e se avaliou.

Ele muito mal reconhecia o homem refletido. Era um Kakashi mais velho e maduro do que ele poderia se lembrar. Haviam rugas ao redor dos seus olhos que ele nunca havia percebido, ou melhor, rugas que ele não se lembrava. Não se lembrava de como ele as havia adquirido, se fora rindo ou chorando.

Contrariado, quase socou o espelho, mas se controlou. A situação estava difícil, mas não apenas para ele. Jun estava sofrendo também, e sofrendo muito.

E ele havia descoberto isso por acaso na primeira noite dele ali.

No meio da noite ele havia ficado com sede, então foi em busca de água. Ao sair do seu quarto, ele tinha que passar pela porta do banheiro e em seguida passar pela porta de Jun, para finalmente dobrar e ir em direção a cozinha. Só que a luz do banheiro estava acessa, estranhando isso, Kakashi havia se aproximado, e descobrira que Jun estava lá, agachada ao lado da privada, soluçando baixinho.

Ele sabia o motivo dela estar chorando. Era ele. Era por causa dele que ela estava sofrendo.

Resiginado, não pudera fazer nada e apenas se arastou de volta para cama, tendo cuidado de não fazer barulho para ela não perceber a sua presença.

Na sua segunda noite ali ele também acordou mais ou menos naquela mesma hora na madrugada, e só para conferir saiu do quarto e foi para o corredor.

A luz do banheiro estava acessa, e ele podia escutar pequenos soluços.

E a mesma coisa acontecera na terceira noite.

Ele sinceramente esperava que Jun parasse de chorar algum dia. Ele não a queria chorando, ela era demasiado jovem para suportar tal sofrimento. Ela deveria ser alegre, deveria aproveitar a juventude que tinha.

Suspirando, Kakashi saiu do banheiro e foi para o se quarto.

Jun havia dado a ele alguns albuns de fotos, para ver se ele conseguia se lembrar de alguma coisa. Não havia conseguido se lembrar de nada, mas pelo menos as fotos o ajudaram a ver que ele era feliz.

No meio daqueles albuns deveria ter algum do casamento de Obito e Rin, então ele se pôs a procurar.

Procurou, procurou e finalmente achou.

Sorrindo, passou pelas fotos.

Elas não lhe diziam nada. Era como ver fotos da vida de outra pessoa. Nada daquilo significava nada para ele. Era como se ele visse as fotos pela primeira vez.

Bufou irritado. Queria se lembrar, queria muito se lembrar.

Passou para mais uma foto, e nessa ele pode ver Obito e Rin trocando as alianças. Sorriu. A foto seguinte era a do beijo. Passou mais algumas fotos e essas eram da recepção. Gargalhou ao ver uma foto de Gai meio bêbado. O amigo nunca fora muito bom com bebidas.

Passou mais uma foto, e parou nessa, a analizando.

Eram ele e Jun. Abraçados. E pareciam bem intímos

Franziu o cenho.

Ela havia lhe dito que eles havia começado a namorar cerca de três anos atrás, porém essa foto era de quatro anos atrás. Será que eles já tinham alguma coisa nessa época?

Confuso, Kakashi passou para a próxima foto, e essa foto fez seu coração falhar uma batida.

Anko.

A sua Anko.

Engoliu em seco.

Ela não era mais a sua Anko.

Agora ele estava casado com outra, e provavelmente Anko estava com um outro alguém também. Ele deveria esquecê-la. Já havia feito isso uma vez, certo? Então com certeza poderia fazer isso novamente.

Passou a foto.

Viu o album todo. Duas vezes. E nenhuma lembrança lhe veio.

Frustrado, Kakashi jogou o álbum de lado e deitou na espaçosa cama. Ele só queria ter um flash. Apenas uma pequeno e curto flash para saber que a sua memória estava lá.

Não sabia quanto tempo estava deitado olhando o teto, mas levou um sobresalto quando o interfone começou a tocar.

Afoito, ele meio que correu meio que tropeçou até o aparelho e o atendeu.

- Sim? – Disse.

- Kakashi?! – Aquela voz era inconfundível.

- Obito! Vou abrir, só um segundo.

- Ok!

Kakashi pôs o telefone no gancho e apertou o botão que Jun havia indicado para abrir o portão. Pouco tempo depois escutou passos subirem a escada.

Contente, o Kakashi abriu a porta, e uma miniatura passou por ela, se agarrando as suas pernas.

- Daichi! – Exclamou Rin e pegou o pequeno nos braços. – Kakashi! Que bom lhe ver em pé e saudável! – Rin passou o braço que não estava segurando a criança ao redor do pescoço de Kakashi e o beijou na bochecha. – Diga ‘oi’ para o Kakashi, Daichi!

- Kakashi-oni-san! – Exclamou a criança e pulou no pescoço de Kakashi, o surpreendendo.

- Opa! Com calma pequeno! – Kakashi o pegou dos braços de Rin e o ajeitou com cuidado. Ele não fazia a mínima ideia de como se segurava uma criança, mas parecia que seu corpo sabia, e em segundos ele já havia acomodado Daichi. O pequeno era uma homogênea mistura de Rin e Obito. O pequeno Uchiha tinha os cabelos escuros característicos de Obito e os olhos castanhos claros de Rin. Sorriu, um pouco triste. Como ele podia ter esquecido desse pequeno Uchiha?

- Yo Kakashi! – Obito havia fechado a porta e se voltou para Kakashi, os olhos do moreno mareados.

- Nem se atreva a chorar baka! – Kakashi se abaixou e colocou Daichi no chão.

- Claro que eu me atrevo! – Obito se aproximou e abriu os braços, dando um forte abraço no amigo. – Não imagina o quanto nós sentimos a sua falta.

- Eu nem senti... – Disse. E era verdade. Nas suas lembranças, ele havia visto Obito e Rin a pouco.

- Baka... – Obito o soltou e secou as lágrimas. – Onde está a Jun? Ela me prometeu fazer lámen!

- Ela ainda não voltou do emprego, mas ela me instruiu a ser um bom anfitrião, por isso, entrem e se sentem! – Kakashi lhes deu passagem e os levou a sala. – Vocês já estiveram aqui antes?

- Essa é a minha terceira ou quarta vez... – Obito observou o lugar e se jogou no sofá. – Mas a Rin vem muito aqui, para fazer companhia a Jun.

- Sim. – A jovem concordou e puxou Daichi para o seu colo. – Eu estive bastante aqui, mas parece que a Jun deu uma mudada nesses últimos dias...

- Seu cabelo cresceu Rin. – Kakashi observou. Se lembrava de Rin possuir cabelos curtos, abaixo do queixo, porém agora, o cabelo castanho arruivado dela passava dos ombros.

- Na verdade eu o mantenho desse tamanho a algum tempo já... – Ela sorriu. – Mas a cinco anos atrás meu cabelo era sim curto.

Kakashi assentiu. Cinco anos realmente fazia muita diferença.

- Você realmente não lembra de nada desses últimos cinco anos? – Perguntou Obito. – Nada de nadinha?

- Nada de nada.

- Nem da Jun? – Obito tinha os olhos escuros arregalados em curiosidade. Até parecia uma criança curiosa.

- Nem da Jun.

- Deve estar sendo muito difícil para vocês... – Disse Rin e cobriu a sua mão com a dela, a apertando. – Você estar com alguém que você não conhece. Algum que na verdade era suposto você conhecer e amar!

- E bota amar nisso meu amigo! – O moreno disse e riu. – Nunca vi você gostar tanto de algo quando daquela menina. Era um grude terrível!

Obiro riu e Kakashi deu um leve sorriso.

Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, o trinco da porta rodou, e Jun entrou pela porta carregada de bolsas.

- Jun-one-san! – Daichi pulou do colo da mãe e fui em direção a Jun.

- Oh Deus Jun! – Rin se levantou também. – Você não deveria carregar tanto peso. Deveria ter pedido ajuda!

- Ai, ai, ai Jun-chan! – Obito também se levantou e foi ajudar a Jun. – Você não pode fazer esforço menina!

- Eu estou ótima! – Ela lançou um olhar ao casal que os fez ficarem quietos. Obito engoliu em seco e olhou pelo canto dos olhos para o confuso Kakashi.

Por que Jun não podia fazer esforço? Era o que o grisalho se perguntava. Mas antes que ele pudesse expor seus pensamentos Daichi começou a chorar por não estar recebendo a devida atenção.

- Oh querido... – Rin o pegou no colo. – O que foi?

- Que tal um pouco de lámen Dai-kun? – Perguntou Jun se aproximando do menino. – Você quer?

- Quero! – Exclamou. E o clima tenso que havia se instalado se dissipou.

- Ok, vou só lavar as mãos e começarei a fazer o lámen!

- YOSHAA! – Exclamaram pai e filho, e Kakashi teve certeza que aquela criança era mesmo filho de Obito.

Riu e se levantou para se juntar aos amigos.

Se ele não podia recuperar as suas antigas memórias, ele faria novas.

Continua...

Notas finais
Bem, bem, bem... Como Kakashi não consegue reaver as suas memória perdidas, ele tentará fazer novas. Mas será que as suas memória de Anko o deixarão em paz? DUVIDO MUUUITO hahaha.
Ja nee~