Even Love

6 Capítulo V - Indiretas bem diretas.


Notas iniciais
Oi pessoas lindas. :)
Demorei para postar, sim ou claro? -qqq Então, algumas pessoas estão falando pra mim: "ai, tira esse +18, é exagero" ou "não coloque sexo na sua fanfic porque você vai perder leitores" ou até "suas cenas hentais estão muito hentais". Então... Vim perguntar se estão mesmo. Porque nessa fic eu decidi colocar uma coisa mais detalhada, sabe? Mas se vocês não quiserem eu posso voltar á tediosa e pouca descrição que era Darkness. .-. -q
Vocês que sabem. Boa leitura. :D ~obs: logo a capa estará pronta~

Quarta-feira, finalmente.

Dei uma ultima olhada no calendário pendurado na parede de meu quarto e sai de meu quarto com a mochila pendurada em um dos ombros. A casa estava silenciosa e sombria, as janelas todas fechadas, as portas trancadas e nenhum aparelho de som ou TV ligado, ou seja, pareceria uma casa abandonada se a Sr. Hale não tivesse limpado o jardim um dia depois de minha mãe ter ido.

Abri a geladeira e peguei a maçã mais vermelha que tinha ali, dei uma mordida enquanto encostava-me no balcão da cozinha. Senti um arrepio percorrer minha espinha.

Nesses dois dias que estava sozinha eu sentia que tinha algo me observando, toda vez que tentava investigar uma sensação ruim tomava conta de mim, uma dor bem no meio de meu tórax como se estivessem enfiando uma faca ali ou coisa do tipo. Balancei a cabeça para tentar espantar a idéia, mas só fez outra sensação tomar conta de mim. A sensação de estar preste a me lembrar de alguma coisa.

Eu estava enlouquecendo, só isso.

Sai da casa em silêncio, coloquei os fones de ouvido e caminhei até a escola, mas na metade no caminho uma mão agarrou meu braço e puxou-me para trás. O toque quente me fez pular de susto e eu olhei para a pessoa.

– Desculpe, não queria te assustar. – Brian sorriu para mim.

– Filho da mãe. – Ofeguei levando minha mão ao peito e tentando respirar fundo. Ele me olhou com preocupação, passou um braço por minha cintura e recomeçamos a andar.

– O que aconteceu com você? Está tão assustada esses dias.

– Não é nada. – Tirei seu braço de minha cintura e cruzei os braços sobre minha barriga.

– Tudo bem... – Brian levantou as mãos, num sinal de paz.

Resolvi mudar de assunto, antes que o clima começasse a ficar tenso.

– Então, você vai me levar á festa hoje, não é papai? – Levantei uma sobrancelha com sarcasmo e ele revirou os olhos.

– Claro, não perderia por nada. – Brian pegou um maço de cigarros de sua mochila e acendeu um, deu uma longa tragada.

– A escola já está bem ali. – Gesticulei com a mão para a grande torre da igreja. – Para que jogar um cigarro fora desse jeito?

Meu amigo deu os ombros, mas logo parou de andar. Parei também e virei-me para ele sendo surpreendida com Brian colando sua boca na minha. Uma de suas mão estava em minha cintura e a outra ainda segurava o cigarro, sua língua pediu passagem e eu deixei. O beijo foi lento e delicioso, até que eu tomei a iniciativa, me separando do mesmo e sorrindo.

– OK. O que foi isso? – Continuei a andar tentando não manter contato visual.

– Não posso te beijar? – Deu mais uma tragada no cigarro e sorriu, sedutor, para mim. Seu cabelo liso caia até os ombros, seu corpo magro e esguio, ele estava com uma calça jeans azul escuro, camiseta branca do AC/DC e all star azul de couro. Tive que me forçar a tirar os olhos de seu corpo para responder.

– Não. Na verdade, você não pode. – Disse com confiança e ele me olhou, surpreso.

– Pensei que a gente... – Não deixei ele terminar, não estava com cabeça para aguentar todo aquele assunto de como nós tínhamos uma amizade colorida e blá blá blá.

– Somos amigos, Brian. – O cortei com uma voz fria. – Só isso.

– Pensei que você gostasse de mim. – Murmurou e jogou seu cigarro no asfalto, estávamos em frente á escola.

– E eu gosto, só cansei de você me beijando e cinco minutos depois fingindo que nada aconteceu. – Pisei no gramado da escola, mas Brian segurou minha mão fazendo-me parar.

– Eu também gosto de você, Nora, mas não quero estragar nossa amizade.

– Devia ter pensado nisso quando me beijou á três meses atrás. – Franzi os lábios e dei as costas á ele, entrando na escola já recebendo um olhar zangado da “irmã” Elizabeth. Como sempre, ignorei, passei reto por ela.

Sabia que Brian estava logo atrás de mim, mas só me dei conta de proximidade quando ele colocou as mãos em minha cintura e me puxou contra ele.

– Me desculpe, não queria te magoar ou coisa do tipo. – Ele sussurrou em meu ouvido. – Podemos fingir que essa conversa não aconteceu, por favor?

Alguém pigarreou atrás de nós e eu me virei, dando de cara com a querida “irmã” Elizabeth.

– Entrem na sala, e sem agarração pelos corredores.

Sorrimos um para o outro enquanto seguíamos em direção á sala, tendo consciência de que Elizabeth estava bem atrás de nós. Abri a porta da sala e falei, sem olhar para Brian.

– Vou pensar. – Ouvi sua risada e sentamos em nossas carteiras.

A aula começou e eu apenas abaixei a cabeça e dormi.


Fiquei sossegada e quieta pelo o que pareceram ser apenas minutos. Uma mão me cutucou e eu levantei a cabeça, sonolenta.

– O que foi? – Murmurei e joguei os braços para cima, espreguiçando-me.

– Bela adormecida, é melhor se levantar agora se não quiser outra detenção. – Victoria puxou-me pelo braço em direção a porta, jogou minha mochila para mim no meio do caminho.

– Hora da saída? Já? — Ela apenas confirmou com a cabeça e seu cabelo loiro caiu um pouco em cima da bochecha roxa. Aquela crente metida á princesa batia forte.

– Posso passar dormir na sua casa hoje? O namorado da minha mãe vai dormir na minha hoje e eu não estou afim de aguentar conversas e mais conversas sobre jogos de futebol.

Eu estava distraída de mais para responder. Do outro lado da rua, um cara com Levi’s, botas, camiseta preta e uma jaqueta de couro. Patch. Observei-o enquanto ele andava em minha direção com aquelas lindas órbitas negras e aquele seu cabelo preto sendo jogado para o lado pelo vento.

– Alô? Nora? – Victoria estalou os dedos bem na frente de meu rosto e eu olhei para ela com a intenção de responder, mas bem nessa hora Patch conseguiu nos alcançar e uma sensação de calor me invadiu.

– Bom te ver de novo. – Ele disse e sorriu para mim. Sorri de volta como uma boba ajeitando a mochila em meu ombro e de repente uma mecha solta de meu cabelo pareceu bem mais interessante, então a coloquei de volta no rabo de cavalo.

– Digo o mesmo. – Consegui falar e toquei o piercing preto em meu lábio inferior, fazia isso quando estava nervosa. Uma mania chata.

Patch tirou minha mão de lá e apertou meus dedos por alguns segundos. Aquele toque morno era tão bom, tão aconchegante, tão prazeroso, tanto que aquele impulso de beijá-lo voltou e eu continuei ali olhando para ele como uma babaca.

Parecia que eu o conhecia, parecia que éramos próximos o bastante para eu fazer o que quisesse com ele. Victoria se intrometeu.

– Nora, não vai apresentar seu amigo? – Ela disse e abriu um sorriso enorme para Patch. Por um momento senti uma pontada de ciúme.

– Ele é mais um... Conhecido. – Disse em voz baixa e soltei minha mão para enfiá-la rapidamente no bolso da bermuda jeans. – Patch, essa é minha amiga Victoria. Victoria, esse é meu conhecido, Patch.

Eles riram da minha confusão e cumprimentaram-se, mas durante o aperto de mãos Patch não tirou os olhos de mim.

– Na verdade, nem um conhecido. Um estanho. – Completei dando uma boa olhada em sua expressão, levantando uma sobrancelha como se o desafiasse á mudar aquele status.

– Então aceita sair comigo hoje á noite?

Patch bem que podia ser um estuprador, sequestrador, psicopata ou sei lá o que, mas o fato de eu me sentir segura ao lado dele apagava tudo isso de minha mente.

– Não saio com estranhos. – Olhei para baixo, fitando o chão.

– Sorte sua que eu saio. – Disse e olhei para seu rosto rapidamente dando um sorriso. – Tem uma caneta? – Perguntou apontando para minha mochila.

Rapidamente abri o zíper e comecei a vasculhar em busca de uma caneta, acabei com um marca texto vermelho.

– Isso serve? – Joguei para ele, que pegou numa velocidade incrível e logo puxou minha outra mão escrevendo na palma dela.

– Meu número. – Disse entregando-me o marca texto, mas eu puxei a mão dele junto e escrevi meu próprio número de celular.

– O meu número. – Repeti enquanto jogava dentro da mochila o marca texto e dando uma piscadela para ele. – Mas hoje à noite eu vou estar ocupada, só avisando.

– Talvez ele possa ir á festa com a gente. – Victoria disse entusiasmada até demais e passou a mão pelo lado careca de sua cabeça. Quase dei um tapa nela, como ela podia ser tão oferecida? Quero dizer, eu tinha acabado de marcar um encontro com ele, minha melhor amiga não devia estar tentando dar em cima dele.

– Victoria! – Sussurrei, dando um tapinha em seu braço, mas o assunto parecia ter interessado á ele.

– Festa? – Perguntou olhando para Vic, sabendo que eu não ia dar mais nenhuma informação.

– Sim, um amigo nosso vai patrocinar tudo. Era para ser uma festa á fantasia, mas a maioria vai normal, nem precisam, afinal são um monte de góticos.

– Então é claro que ele não vai querer ir, Vic. É melhor irmos. – Sorri para Patch e dei um sorriso antes de puxar minha amiga pelo braço e praticamente arrastá-la em direção á calçada de minha casa.

Eu queria sair com Patch, claro, mas não queria ficar no mesmo ambiente que minha linda melhor amiga, não duvidava nada dela agarrá-lo por ai se o encontrasse de novo. Sentiria-me até mais segura se saíssemos da cidade para nosso encontro.

– Ei! Onde você conheceu aquele cara? Ele tem um irmão?

– Não, ele não tem. – Ignorei todo a alegria dela e caminhei até a minha casa, que ficava apenas á duas quadras de distancia da escola, com Vic praticamente correndo para me alcançar. Entrei na casa e ela veio logo atrás de mim, entrando e jogando sua mochila vermelha no chão da sala.

Ficamos em silêncio enquanto íamos para a cozinha e eu servia um copo de suco de laranja para cada uma.

– Já são quase seis horas. Quer começar a se arrumar? – Disse enquanto jogava o resto da bebida na pia.

– Pode me emprestar uma roupa sua? Eu não trouxe nenhuma na minha mochila... – Ela levantou-se do banco alto e foi em direção á sala.

– Claro, vamos achar alguma coisa. – Subimos as escadas, eu estava pensando se alguma roupa minha realmente serviria nela.

Victoria era da minha altura, ela era magra, mas seus quadris eram mais largos que os meus e seus seios então... Ganhavam dos meus sem sombra de duvidas. Quando saiamos na rua, quem chamava mais atenção, claro, era ela. Seus cabelos eram loiros – pelo menos do lado que tinha cabelo -, olhos verdes, pele de porcelana e os piercings davam um estilo selvagem á ela, faziam com que ela ficasse rebelde e livre.

Enquanto eu tinha seios de um tamanho médio, a barriga lisa — já que eu estava magra até demais para minha altura -, uma bunda normal, e as pernas eram a única coisa que eu realmente gostava. Grossas na medida certa e compridas.

Uma hora e meia depois eu estava sentada em minha cama, entediada, enquanto esperava Victoria acabar de jogar todas as minhas roupas para fora do guarda roupa e tentar achar alguma coisa para vestir. Eu tinha escolhido meu look em menos de cinco minutos. Estava usando um corpete curto preto com o zíper na parte da frente e com tachinhas douradas na altura do busto, mostrava metade de minha barriga, calça jeans azul escuro colada e sneakers de salto pretos com detalhes vermelhos.

– Eu nunca vou conseguir achar uma roupa. – Ela jogou uma blusa em meu rosto. Suspirei, levanto-me na cama e indo ajudá-la.

– Que tal isso? – Joguei o short que Brian tinha pedido que eu usasse para ela. Era jeans, claro e curto, muito curto. – E isso? – Joguei agora a maior camisa de banda que eu tinha, uma do Nirvana.

Ela tirou o uniforme do colégio e vestiu a roupa que eu falei, amarrou a camisa na altura no umbigo. Deu uma volta na frente do espelho, olhou para mim e mostrou a língua.

– Estou parecendo uma puta com esse short, Nora. – Ela me repreendeu, tentando puxar o short para baixo. – Você acha que eu vou para a esquina depois da festa?

– Não, você está linda. – Parei ao lado dela. Estava um pouquinho mais alta pelo salto, mas estávamos realmente bonitas assim, mas como Vic nunca está satisfeita, ela foi para minha penteadeira e praticamente acabou com minhas maquiagens pretas.

Quando finalmente estava satisfeita com seu visual, ela jogou para mim um gloss pink que minha mãe tinha me dado de aniversário numa tentativa de fazer eu ficar mais “feminina”.

– Não vou passar isso.

– Vai sim, vai ficar ótimo em você. – Fui até o espelho e passei o gloss, ficou forte, marcando bem meus lábios. Victoria riu ao meu lado.

– Eu disse. – Deu os ombros e pegou uma bolsa pequena preta e com tachinhas que eu não usava fazia anos. – Pronta para ir, Srt. Price?

– Claro. – Disse pegando sua mão puxando-a para o andar de baixo onde íamos esperar a boa vontade de Brian de ir nos buscar.



Notas finais
Reviews? Recomendações? Favoritem a história! :D