Even Love

10 Capítulo IX - Ciúmes? Certo, tudo bem.


Notas iniciais
OOOOOOOOOI, anjos.
Tudo bem com vocês? Espero que sim. u-u
Demorei para postar, né? Minha linda leitora anônima no tumblr ficava me lembrando disso á cada 5 minutos. q
E não, Aline Lerman, infelizmente eu não tenho um anjo sexy e seduzente do meu lado. :( Mas se bem que um Patch na minha casa não seria má ideia. q Amei sua mensagem, assustei com o começo, mas amei. Muito, muito, muito obrigada. ♥
Esse capítulo não tem taaaaantas coisas, só um pequeno desentendimento e algumas coisinhas sobre o que vai acontecer no próximo capítulo, que se depender da minha anônima, vai ser postado amanhã.
Espero que gostem, beijos.

A moto estacionou no gramado perfeitamente aparado em frente á casa.

Desci do veículo e entreguei o capacete a Patch, ele continuou sentado, mas agora virado para mim. As mãos que eu tanto desejava que estivessem passeando por meu corpo estavam, em vez disso, descansando sobre sua coxa.

– Obrigada pelo almoço. – Sorri para ele. Eu não queria que ele fosse embora agora, não queria ficar sem Patch. Agora que eu estava tão próxima, a ponto de sentir seu cheiro, era como se eu não pudesse imaginar minha vida sem o mesmo.

– Vou cobrar um dia desses. – Por um segundo, um brilho malicioso passou por seus olhos e ele abriu um sorriso irresistível. – Saia comigo de novo. – Não era uma pergunta.

– Não sei. – Mordi o lábio, insegura do que falar. – Vou pensar no assunto.

Patch deu uma risada rouca e sexy. Ele se levantou da moto e em dois passos, estava bem a minha frente, sua respiração já se misturava com a minha. Podia sentir seu hálito em meu rosto, cheirava á menta. Seus olhos estavam fixados em minha boca, lentamente ele passou a ponta do polegar em meus lábios. O toque era quente e deixou uma trilha de fogo por todo o percurso.

– Talvez eu possa te convencer. — Ele continuou, mas agora tocava meu pescoço com leveza.

– Acho que não. – Tive de fazer esforço para que minha voz não saísse tremula e nem desejosa demais. Não era bom ele ficar todo convencido sobre o efeito que causava.

– Se quiser que eu pare, fale agora. – Sua voz saiu embargada. Em seguida, seus lábios úmidos e mornos tocaram o lóbulo de minha orelha. Um tremor percorreu minha espinha, meus joelhos quase cederam. Segurei a frente se sua camisa com força.

Apesar de tudo, eu não queria que ele parasse. Pelo contrário, eu daria tudo para que ele continuasse.

– Ou agora. – Sussurrou em meu outro ouvido, mas dessa vez o beijo foi em minha bochecha. Como se sentisse que eu estava quase tonta com todas essas caricias, Patch levou ás mãos a minha cintura, num aperto firme. Seus lábios se moveram sem pressa para mais próximo de minha boca.

Minha respiração estava entrecortada, meus próprios lábios se abriram involuntariamente, apenas esperando pelo beijo que não vinha. Quando seus lábios finalmente chegaram próximos ao meu, um grito me fez dar um pulo para trás.

– Nora! – Era Brian gritando. Ele estava com o rosto vermelho e seus punhos estavam cerrados. Caminhou até onde estávamos.

Eu olhei para Patch, num olhar de quem pedia desculpas, mas ele nem ao menos olhava para mim. Do mesmo jeito que Brian o fitava, ele fitava Brian. Os dois pareciam ter ódio mortal um do outro.

– O que você estava fazendo? – Meu amigo perguntou com a voz indignada. – Ia mesmo beijá-lo? – Apontou para Patch.

– Sim, eu ia. Qual é o problema? – Coloquei as mãos em minha cintura esperando pela resposta. Ele não tinha direito de falar daquele jeito comigo.

– Você nem o conhece direito, Nora! – Brian gritou, olhando para mim com os olhos ligeiramente arregalados.

Patch que já estava com cara de poucos amigos, deu um passo á frente se colocando entre mim e Brian.

– E você é quem, exatamente? Você não manda nela. – Ao mesmo tempo em que ele estava com a postura relaxada e tranquila, sua voz era como ácido.

Os dois estavam frente a frente.

– Eu sou... – Brian começou, confiante, mas parou no meio da frase. Fitou-me como se esperasse que eu completasse ou o defendesse. Ele fez um gesto negativo com a cabeça. – O que eu sou para você, Nora?

Eu não pude responder. Afinal, nem eu sabia.

Abaixei a cabeça, em silêncio. Senti o peso do olhar de Brian sobre mim, eu queria poder me enfiar de baixo da terra, ou entrar dentro da casa fingindo que nem os conhecia.

Senti uma mão escorregar pela minha e entrelaçar seus dedos aos meus. Patch me virou e sussurrou, alto o suficiente para que Brian pudesse ouvir:

– Vamos sair daqui.

– Pensei que á noite fosse “complicado”. — Falei, apertando seus dedos.

– Ela não vai para lugar algum com você. – Brian estava ali num segundo, segurando meu outro braço como se fosse me puxar, cada um de um lado.

Abri a boca para dizer que eu não era propriedade de ninguém, mas uma voz aguda me interrompeu:

– Ei, ei! Soltem ela, seus idiotas. – Victoria apareceu atrás de Brian, ela bateu a mochila que carregava nas costas do mesmo, e ele me soltou rapidamente. Ela olhou para Patch. – Vai querer também? – Arqueou uma de suas sobrancelhas finas.

Patch, com uma expressão divertida, lentamente soltou minha mão da sua e levantou-as num sinal de paz. Vic sorriu abertamente para ele.

– De que lado você está?! – Disse Brian, irritado. Ele cruzou os braços como uma criança birrenta.

– Em lado nenhum. – Resmungou Victoria. – Só que o Patch é um idiota gostoso. – Deu os ombros e foi para meu lado, tomando minha mão.

Brian estreitou os olhos, fitando-a com raiva.

– Vamos, Nora, temos coisas de meninas para conversar. – Ela deu um “tchauzinho” para ele, e me puxou para dentro de casa. Só tive tempo de lançar outro olhar de desculpas á Patch, que em resposta mostrou o celular, como se quisesse dizer: “vou te ligar”.

Pouco antes de Vic fechar a porta, pude ouvir Bran bufar.

– Tudo bem. – Minha amiga se apoiou na porta de madeira, deixando a mochila pesada cair aos seus pés. – Você está me devendo. Vai ser minha escrava por dez anos.

Estava boquiaberta, repassando em minha cabeça o que tinha acabado de acontecer. Joguei minha franja para trás e parei com a mão ali, meio chocada.

– O que acabou de acontecer, Vic? – Perguntei, boba. Eu sabia exatamente o que tinha acontecido com Brian, porque ele tinha agido daquele jeito, dando um chilique de adolescente egocêntrico para cima de Patch. Ele estava com ciúmes.

– Aquilo, Nora. Foram dois gatos brigando por você. – Ela foi para a janela, abrindo um pouquinho a persiana para poder espiar o lado de fora. – Que sorte. – Deu os ombros e fechou novamente a cortina.

– Sorte? Eu acabei de brigar com meu melhor amigo e passar vergonha na frente do cara com quem eu estou saindo! – Cruzei os braços, irritada.

Victoria se jogou no sofá da sala, colocando os pés em cima das almofadas.

– Não é a primeira vez que Brian dá esses ataques, daqui a cinco minutos ele já está mandando um SMS pedindo desculpas. E você não passou vergonha alguma. É até bom o Patch, sabe, ver como você é uma garota disputada. Só o faz ficar com mais vontade ainda de colocar as mãos nesse seu corpinho. – Ela apontou para mim com um sorriso malicioso no rosto.

– Afinal, de onde você saiu? – Perguntei, lembrando-me de como ela chegou de repente. – E que papo era aquele de “coisas de garota”?

Na verdade, eu queria tirar o pequeno desentendimento da nossa lista de conversas.

– Eu tinha ido á casa do Jared. Fiz uma pequena encomenda, se é que me entende. – Deu uma piscadela. É claro do que eu sabia do que ela estava falando. – Depois vim para cá te convidar para ir ao novo ponto turístico da cidade.

– Ponto turístico?

– Abriu um novo bar na saída da cidade. Apareceu da noite para o dia, sabe. – Sentou-se ereta no sofá, animada com a noticia. – No único dia que esteve aberto, fez o maior sucesso.

– Qual é o nome? – Entediada, sentei no sofá ao seu lado.

– Fangtasia. Nome legal, não é? É meio místico, meio sombrio e... – Eu parei de ouvi-la no momento em que ela disse a palavra “Fangtasia”.

Meu corpo gelou e eu olhei para ela com os olhou arregalados. Só o nome do local me causava arrepios, não sabia qual era o tipo de atração que eles tinham, mas também não queria conhecer. Todos os pelos do meu braço se arrepiaram quando eu tentei visualizar como seria o lugar.

– Nora? – Vic chamou e estalou os dedos bem em frente aos meus olhos, tirando-me do transe. – Você anda tão estranha.

É talvez seja pelo fato que eu sou uma possível esquizofrênica e comecei a ouvir vozes. Pensei, mas por fora apenas sorri.

– Continuando. Você não vai acreditar quem é o dono do bar. – Como eu não disse nada, ela fez um gesto exasperado com as mãos. – Vamos, tente!

– Não sei... Edward Cullen? – Brinquei. Eu sabia que, secretamente, ela amava a série Twilight.

– Ninguém mais do que Eric Northman. Aquele loiro lindo que se apresentou para a gente na noite passada.

O nome pareceu me fazer acordar de um sonho, lembrando-me que o que tinha acontecido comigo na noite passada era realidade. Que eu tinha mesmo ouvido aquela voz em minha cabeça, e que ele tinha me beijado. Parecia que alguém tinha me jogado um balde de água fria.

– Nós vamos hoje á noite.

– Vamos? – Perguntei tristonha. Era assim entre nós duas, eu ia onde ela queria e ela ia onde eu queria, mesmo que uma das duas detestasse o lugar, mas era assim que funcionava entre a gente.

Antes que ela pudesse responder, meu celular vibrou e tocou em meu bolso. Eu o tirei de lá e vi uma mensagem não lida. Era de Brian.

– Eu disse. – Se vangloriou, jogando uma mecha de seu cabelo loiro para trás.

Abri a mensagem e dei um longo suspiro.

Desculpe pela cena. Só me surpreendi de você querer beijá-lo. Me perdoa?

– Ah, isso é... Ótimo. – Mordi o lábio enquanto respondia:

Não devia ter gritado comigo, e nem ter ficado com tantos ciúmes. Somos só amigos, não é?

– Você vai acabar com o coração dele assim. – Victoria riu e levantou-se do sofá num pulo, e andou até a cozinha.

Eu já tinha me acostumado a vê-la agindo daquele jeito em minha casa que nem me incomodava mais.

– Sua mãe deixou alguns daqueles iourguts de morango? – Ouvi o barulho das portas de madeira dos armários. Revirei os olhos.

– Está na geladeira, Vic. – O telefone tocou de novo em minhas mãos e eu abri outra mensagem.

Ciúmes... Certo, tudo bem. E temos que conversar sobre isso, você sabe que eu não quero ser apenas seu amigo. Victoria te contou sobre o bar novo? Podemos ir lá hoje á noite...

Quando terminei de ler a mensagem, Victoria já estava de volta com um pote de um litro cheio de iourgut. Ela estava com um bigode rosa, pela bebida.

– Se vamos hoje á noite, melhor nos arrumarmos.

Desbloqueei a tela do celular e digitei uma mensagem rápida.

Sim, ela me contou. Pode pedir o carro da sua mãe emprestado?

A resposta veio quase instantaneamente:

Posso sim. Eu passo na sua casa.

Guardei o celular no bolso e me voltei para Victoria. Ela estava remexendo em sua mochila, segundos depois, tirou de lá uma saia roxa e uma blusa preta, seguida por sapatos de salto pretos.

– Dessa vez eu trouxe minhas roupas. – Vic subiu correndo as escadas e eu fui logo atrás dela, devagar.

Eu definitivamente estava com medo do que podia acontecer no Fangtasia. Afinal, eu ia encontrar Eric lá.


Notas finais
Reviews? Favoritem a história! :3 Aceito recomendações também. u-u