Evariny
2 - Luz e Fogo -
A tenda de Evariny se situava não muito distante da de Eragon, por questões de comodidade, já que ele seria seu professor. A amazona estava ansiosa pelo dia que viria, mas ao mesmo tempo se sentindo humilhada:
Ele é um bebê –disse a Nelow –querem que um... Um... Um humano seja meu mestre...
Mas Eragon não é totalmente humano – argumentou o dragão.
Arya havia lhes contado sobre a transformação do cavaleiro ocorrida durante o Agaetí Blödhren.
Mesmo assim. Ele nasceu humano, e tem menos de um terço da minha idade!
Espero que esse humano não te surpreenda- zombou Nelow.
Boa noite!- disse Evariny, protegendo sua mente.
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Na manhã seguinte, Eragon chamou-a para avaliar a extensão de suas habilidades em esgrima, de forma semelhante à avaliação feita por Arya.
Vamos ver de que ele é capaz!- disse Evariny para Nelow.
-O barracão onde guardamos as armas fica naquela direção- indicou Eragon- você pode pegar uma espada lá, até que...
O cavaleiro parou, assim que sua “oponente” retirou a capa que encobria-lhe as vestes, revelando a túnica de lamaré que vestia. Em sua cintura, havia um cinto, e nesse estava presa uma espada.
A bainha era simples, mas ainda assim bela: possuía apenas alguns entalhes na madeira em que era feita e, encoberta por uma espécie de cristal, a inscrição Gárjzla.
O nome da espada era Luz.
-Achou que vim desarmada, Matador de Espectros?- disse ela, em tom irônico.
-Apenas não esperava que possuísse uma espada. -ele respondeu calmamente. — então, já que está armada, podemos começar. Sabe como vedar a lâmina?
-Obviamente. Mas farei-lhe um pedido, Eragon. Dirija-se a mim na Língua Antiga, e assim responderei. Prefiro conversar na língua em que fui educada.
O Argetlan novamente se surpreendeu, mas desta vez tomou o cuidado de não demonstrar.
-Claro- disse a ela, dessa vez na língua antiga. – podemos começar?
-Sim. Que a faca fique cega! – disse ela, passando os dedos pela lâmina de sua espada desembainhada.
O cavaleiro repetiu o movimento, absorvendo a aparência estranha da espada da Cavaleira. Sua espada brilhava como se fosse feita de diamantes, refletindo em mil cores a luz que nela batia. Só então entendeu o motivo do nome dado à arma.
-Em guarda – ele falou – vamos começar.
Ambos se colocaram em posição de combate. Os cabelos de Evariny estavam presos em um gracioso coque, deixando apenas uma mecha solta. Ela se movia em círculos em torno dele, aguardando um ataque.
Eragon atacou primeiro, mirando sua barriga, mas no último segundo ela desviou, e com um movimento gracioso, mudou o curso da espada dele. Foi a vez de Evariny atacar, ela fingiu tentar acertar o peito de seu oponente, mas mudou a direção de Garjzla, atingindo a mão do cavaleiro. Eragon conseguiu se manter na luta, jogando Brisingr para a mão esquerda, e voltando a atacar. A luta foi uma das mais impressionantes de toda a história dos Varden. Após uma hora de incensáveis ataques e defesas, Eragon conseguiu confundir Evariny, e tocou a ponta de sua espada no queixo dela.
-Você passou- ele exclamou ofegante – te vejo aqui em duas horas, para seu teste de magia.
Então o “bebê” te venceu...
Calado, Nelow!
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