Evariny

11 - Dúvidas -


Notas iniciais
Outro capítulo pequeno... A parte já escrita está acabando, daqui a pouco vou fazer vocês esperarem mais (hahaha sou má )

=''

Roran correu até o acampamento, para chamar Angela. Acordou a herbolária e explicou rapidamente o que tinha visto, e juntos correram até o local. Chegando lá, ela foi até o ovo, e o pegou, levando até perto da fogueira. O menino-gato e Martelo Forte continuaram lá por mais alguns segundos, examinando o corpo. Roran logo se cansou, e voltou para perto do fogo, mas Solembum permaneceu no exame. Depois de muito olhar a dragão, sentir o ar a sua volta e imaginar, percebeu que Shuruikan (como ele havia percebido ser desde o inicio) não morrera realmente: seu corpo sim, mas em seu eldunarí continuava vivo.

Voltou, mas nada disse aos outros, que não se preocuparam em perguntar, extasiados com a novidade. Dobraram a velocidade no retorno aos rebeldes, chegando em poucas horas, e se dirigindo à tenda de Eragon.

-Eragon! Eragon, venha aqui agora!

-O que foi, Roran? O que aconteceu?

-Achamos algo que vai interessar muito aos Varden, mas decidimos que o melhor seria contar primeiro para você. – respondeu Roran.

-O que?

-Isso — disse Angela, retirando o ovo de dentro da bolsa e entregando a Eragon.

O Cavaleiro ficou atônito, se perguntando como teriam conseguido aquilo, mas sem conseguir pronunciar som algum. Saphira, por sua vez, soltou um rugido ensurdecedor, e levantou vôo, dando piruetas de felicidade no ar.

Evariny foi a primeira a correr, no que foi seguida pelos demais, alguns instantes depois. Nelow desceu, e ela montou em suas costas. Juntos, voaram até o local.

O que houve? Por que você está tão nervosa?

Não sei. Só sei que algo aconteceu, algo muito ruim.


Chegaram segundos antes de Arya, que mal teve tempo de segurar sua amiga, para impedi-la de saltar novamente em Nelow:

Thorn estava lá, envolto em uma estranha luz negra, e tentava voar em direção ao acampamento, enquanto era impelido para longe, na direção de Urû’baen, com Murtagh tentando de equilibrar em sua cela.

No momento seguinte, uma série de coisas aconteceram juntas: os outros chegaram, Evariny se soltou, a luz negra aparentemente venceu,fazendo o dragão rubro voar na direção do Império, e Murtagh não conseguir mais se segurar, e cair velozmente em direção ao solo.

A Amazona, sem perder tempo, pulou sobre seu dragão, e juntos voaram em direção a Murtagh. Percebendo que não iam chegar a tempo, ele apelou para a magia.

-Skölir! –gritou, formando um escudo protetor embaixo do Cavaleiro. Ela desceu, saltando a três ou quatro metros do solo, e Saphira foi ajudar Nelow a conter Thorn, enquanto Eragon corria para ajudar sua aprendiz e seu meio-irmão.

***/***

Thorn voava, rápido. Ao fugirem, esqueceram-se que Thorn ainda estava sob o domínio do Rei, que ao perceber que Shuruikan havia sido libertado, clamou pelo dragão vermelho, obrigando-o a voltar, abandonando Murtagh.

O coração do Cavaleiro parecia estar-se dilacerando. Ele sentia a aflição e o medo de seu dragão, mas nada podia fazer. Num estado entre a inconsciência e a consciência, percebeu a chegada de uma pessoa, seguida por outra, que o levantavam, e carregavam para longe.

Thorn! Thorn! Volte, por favor! Venha para cá, não me abandone!

Não recebeu resposta. A mente de seu dragão estava bloqueada, barreiras impenetráveis separavam-nos. Murtagh se rendeu ao torpor, e foi assolado por sonhos horríveis, te ouvir palavras serem sussurradas por uma voz suave, que formulava um encanto, e adormeceu suavemente, para um sono sem sonhos, um bálsamo para sua dor.

O dragão chegou a Urû’baen, e foi direto ao Rei, que o esperava. Com um encanto, Galbatorix prendeu-o, e extraiu dele cada lembrança e pensamento que já teve, sozinho ou com seu Cavaleiro, bloqueando-as em seguida, para que Thorn não se lembrasse. Um segundo antes de se tornar novamente escravo, mas dessa vez sem poder mudar isso, mandou um pedido desesperado a Murtagh:

Me ajude... não me deixe aqui, me ajude!