Eu vou até você

1 Capítulo 1- Onde estou?


Notas iniciais
Olá a todos! Faz muito tempo que não publico aqui, na verdade, faz um longo tempo que não escrevo. Então gentileza sempre, ok?

https://www.youtube.com/watch?v=a29QYyeYJjQd

Tremores, lapsos, mais tremores. Alguma coisa estava errada com a máquina. Mina nunca vira ocorrer tal coisa, estava assustada não pelo que estava ocorrendo, mas sim porque era sua primeira missão e ela tinha um grande pavor de falhar, resolver esse caso seria como ganhar uma patente nova. Olhou ligeiramente para os homens de jaleco branco naquela pequena sala, todos estavam correndo de um lado para o outro, mexendo em seus computadores. Mina não podia crer que a máquina estava dando algum tipo de curto, isso não ocorria há mais de 200 anos. Todo aquele alvoroço a fez pensar que agora era tarde, dera tudo errado. Apesar de toda a confusão, ela já sentia suas moléculas se dissolvendo, começando pela ponta dos dedos, a máquina dando curto desse jeito a jovem não sabia onde iria parar e se iria parar em algum lugar, era como aceitar a morte.

Os cientistas estavam com um semblante assustador, quando um de jaleco azul olhou para Mina com uma expressão de pesar e ela entendeu e chegou a ponto de aceitar, dera tudo errado. Seu gene não era compatível de fato com a máquina e ela iria morrer ali, com suas partículas deixando de existir, ela deixando de existir aos poucos... aos poucos...

Viajar no tempo não era algo fácil, mesmo para uma civilização tão avançada. Ninguém disse a Mina que seria fácil, e ela aceitou o risco.

Toda sua euforia de participar da sua primeira missão agora havia virado um misto de tristeza.

Último tremor, um forte brilho surgiu dentro da máquina, eram suas moléculas se expandindo ao máximo, seu corpo sumiu. Suas partículas se dissiparam.

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Aquele corpo já não possuía mais vida, estava gelado, imóvel e o sangue escorria pelas escadas. A menina morta no chão do segundo andar daquela casa gigantesca poderia ter uma vida repleta de felicidades e amores, mas fora ceifada antes que pudesse ao menos desabrochar. Era uma cena triste que todos daquela cidade pacata iriam lembrar e se lamentar. A pequena Sana de apenas 16 anos fora brutalmente assassinada.

Você deve estar se perguntando quem eram os culpados. Na cena do crime havia 4 pessoas, os pais da menina, um padre e um amigo antigo da família. Por que um padre estava lá? Mais tarde falaremos sobre. A informação que devemos guardar é que o padre também estava ferido, o sangue corria no salão de jantar e ele não estava acordado, fora nocauteado na nuca. O amigo da família tinha uma ferida imensa no estomago a qual saia uma quantidade considerável de sangue, ainda estava vivo e um pouco consciente apesar de sua situação. Os pais da menina estavam cobertos de sangue, a mãe abraçada com ela. O pai sentado nas escadas com a mãos na cabeça, curvado, fraco.

Sirene tocaram. Os policiais chegaram na cena do crime.

Fora socorrer o único dos feridos que parecia ter alguma consciência, antes que os policiais pudessem perguntar algo, rapidamente ele disse "foi o pai..." e em seguida desmaiou.

O pai com a feição perplexa não acreditava no que ouvira, seu grande amigo, seu único amigo fiel, acabara de jogar a culpa nele do assassinato da própria filha. Assustado, olhou para os policiais que vinham com algemas em sua direção. Não, para ele aquilo não era real, Sana estava morta. Morta.

—Sana filha, você pode me ajudar com a louça?- Perguntou uma voz feminina sutil.

Ainda atordoada, Mina não estava entendendo a situação. Estava viva? Ela se questionava. Era estranho, ela vira máquina dando pane, vira todos os cientistas com aquele olhar de quem perde um combatente, ela já até imaginava seu nome exposto em todos os cantos "jovem é a primeira morrer na máquina Transcendental 0025 Asiática. Viva, porém com muitas dores. Ela se encontrava em um quarto um pouco infantil, com excesso de rosa. Relógios estranhos, antiguidades ela julgava. Tudo era muito antiquado, deveria ser uma fortuna ter artefatos tão raros, ela não sabia no quê estava deitada, parecia uma cama daquelas que ela lia em livros antigos de princesa, aquilo era mesmo uma cama. Tudo era muito estranho. Lembrou que a missão a qual era fora designada era para solucionar o caso da morte de um menino de 6 anos que havia morrido brutalmente. Mas era apenas 300 anos no passado, aquele estilo de quarto com condiziam para o lugar o qual ela foi mandada. Não se viam uma cama a pelo menos um milênio.

— SANA!- A mulher gritou abrindo a porta- Não está me ouvindo filha? Hoje temos muita coisa para fazer.

Mina levou um susto, Sana? Eu? Sana?

—Eu?- Perguntou.

— Quem mais, né filha? Vista roupas formais. Vai ser apresentada a sociedade hoje.

Notas finais
Assistam o trailer por favor, e se puderem comentem aqui. Deixem essa autora feliz >—
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.