Eu te amo Zoro!

1 Capítulo 1 (Atualizado)


Notas iniciais
Considero ela a minha primeira fic! Se tiver algum erro me avisem! E boa leitura ^^

Dou o último golpe e finalmente ganho do meu adversário, após tanto tempo de luta. Estou todo acabado, mas isso não era de se esperar, pois, sempre saio com algum machucado.

Guardado as minhas espadas, e sinto o cansaço dominar o meu corpo. Queria dormir naquele exato momento, mas não havia tempo para isso, eu tinha que ajudar os meus nakamas, o bando, o grupo, o meu capitão. Quando dou o primeiro passo minha visão falha e as pernas ficam bambas fazendo com que eu caia, não senti o impacto apenas lutava para que as minhas pálpebras ficassem abertas mais sem sucesso elas começam a se fechar e acabo desmaiando.

Quando eu acordo sentia que estava em um local macio, me sento e demoro um pouco para identificar o local em que estava, e percebo que estou no navio deitado em minha cama, e os meus ferimentos estavam cuidados.

“Com certeza, quem cuidou dos meus ferimentos foi o Chopper.”

Levanto-me e sinto um pouco de dor por todo o meu corpo, mas isso já não me incomodava mais, pois, já tive dores pior do que aquelas.

Vou até o convés onde vejo o Luffy sentado na cabeça do Sunny, ele se vira e nota que eu estava atrás dele.

— Yo Zoro! Você está melhor? – Ele fala se virando, mas sem sair do local e da posição em que estava, aceno com a minha cabeça e olho para os lados e reparo que não havia ninguém no local.

— Onde está o pessoal?

— Na cozinha. – Dou de ombros e me viro para ir para a cozinha, mas logo paro e penso um pouco.

Porquê o Luffy estava aqui? Isso era muito estranho, pois provavelmente nesse horário ele estaria comendo feito um loco, mas, agora, estava sentado na cabeça do Sunny. – Não vai entrar? – Falo.

— Não. Eu já comi – Ele olhava para o horizonte, e no momento estava passando uma pequena brisa. – Zoro você não acha que o céu e o mar são incríveis? – Aquela pergunta foi realmente estranha, mas ele é estranho, não é? Então não é de se estranhar que ele fizesse uma pergunta como aquela.

Olho para o céu azul e o mar que estava calmo e tranquilo, e naquele momento havia algumas nuvens passando com o leve soprar do vendo.

“Hoje o tempo está bom para dormir”.

Depois de alguns minutos decido ir até à cozinha, ao entrar vejo todos sentados em volta da mesa com alguns pratos, e Sanji estava no fogão preparando a comida. Todos olham para mim com uma cara cansada e de acabados. Chopper ao perceber que eu estava no local olha para mim e dá um pequeno sorriso.

— Oi Zoro, está se sentindo melhor? – Ele fala em quanto eu me sentava na cadeira.

— Sim. – Em seguida Sanji coloca na minha frente um prato de comida, e depois começo a comer em silêncio.

— Ei marimo o que você estava resmungando lá fora? – Fala Sanji se sentando com uma xícara de café em suas mãos.

— Não é da sua conta. – Rebato.

Depois do café da manhã fui até o ninho do corvo para treinar como de costume. O dia estava calmo e isso era muito estranho, depois de ficar treinando por algumas horas saio do local e vou até o convés.

Olho para Luffy que continuava na cabeça do Sunny. E sem ser convidado vou até ele e me sento ao seu lado olhando para o horizonte.

— O que houve Luffy? Hoje você está muito quieto e o pessoal também, tem algo que eu não estou sabendo? – Ele me olha com uma cara de interrogação.

— Do que você está falando, Zoro? – Sinto uma veia da minha testa sair, e uma vontade de bater me domina, mas me controlo.

— E que hoje todos estão agindo estranho, você não percebeu?

— Não. – Realmente aquele capitão era desligado, mas não falo nada e logo me deito, e fecho os meus olhos, e sem que eu percebesse durmo.

Estava eu e o Luffy em uma praia andando pela areia, eu não sabia como havia chegado lá, mas naquele momento isso não me importava, pois eu estava sozinho com o meu capitão e isso já bastava. Antes estávamos andando devagar até o Luffy começar a correr e eu corro atrás dele.

Por algum motivo ele começa a me chamar com um sorriso no rosto.

— Zoro! Você não me pega! – Ele fala acelerando o passo. E eu, por minha vez, fiquei determinado para poder pega-lo. Aperto os passos e dou um pulo que nos fez cair.

Eu estava por cima e ele por baixo nossos rostos estavam bem próximos, e o meu coração batia rapidamente, até que ...

— Ei Zoro, Zoro acorde já e a hora do almoço! – Sinto Luffy me balançar e quando abro os meus olhos ele estava do meu lado.

— Já esse horário. – Me levanto e fomos direto para a cozinha.

Todos já estavam em seus lugares, quando cheguei. Sento-me e espero o Sanji arrumar a mesa. Nesse pequeno tempo começo a pensar no sonho que tive, demorando um pouco para relembrar de todos os detalhes.

“Mas que merda de sonho foi aquele?”

Quando toda a comida é servida um ou outra pessoa começava a falar, mas nenhuma conversa durava até que Sanji se pronuncia.

— Ei marimo era impressão minha ou você estava falando sozinho.

— Do que você está falando? Hein? Love-cook.

— Como assim do que eu estou falando? Depois que todos nós terminamos o café eu vi você na cabeça do Sunny falando sozinho.

“Falando sozinho?”

Eu estava confuso naquela hora. Como assim? Falando sozinho? Eu estava falando com o Luffy, não estava?

Olho para o Capitão que estava com a boce cheia de comida e com um pedaço de carne na mão direita e não parecia se importar com a briga.

— Eu estava falando com o nosso capitão, além de tarado ficou cego é? – Quando termino a frase vejo a cara de todos mudarem de expressão.

Será que eu havia dito algo de estranho?

Começo a ficar com raiva da situação, pois ninguém estava dizendo nada ou sequer comentava sobre.

— Ei Luffy fale algo. – Digo olhando para o moreno que só comia calmamente. Demora um pouco até que Sanji toma coragem de falar.

— Ei marimo você está bem? Você não bateu a cabeça em algum lugar?

— Claro que eu estou bem. – Falo me levantando e começo a brigar com o Sanji, mas logo ouço a voz da Nami.

—Mais Zoro... O Luffy... ele... ele morreu já faz uns dois dias...

Choque. Foi a minha reação ao ouvir aquilo.

“O que? O Luffy morreu? Do que ela está falando?

Começo a procurar por ele. Olhando para os lados e na sua cadeira, mas ele não estava mais ali.

Tinha desaparecido.

“O que está acontecendo aqui?”

Solto o Sanji que o assegurava pelo colarinho da camisa, e depois fico parado. Sem saber o que fazer ou falar, mas sou tirado desse transe até ouvir alguém.

— Zoro você tem certeza que está bem? Se quiser eu posso te examinar. – Fala Chopper indo até a minha direção e parando ao meu lado com uma expressão de preocupação, junto com os outros igualmente preocupados.

Olho para frente e saio do local, deixando todos confusos e indo até o quarto.

Milhões de pensamentos vem a minha cabeça, e cada vez que pensava no assunto parecia que nada mais fazia sentido.

Em um ato de desespero, pego um peso que estava jogado em um canto e começa a malhar os braços sentado, para tirar aquela ansiedade de mim, e tentando me lembrar de algo, além de botar os meus pensamentos em ordem. E aos poucos, começo a lembrar do que houve.

Flash Black ON

Eu acordo com o Chopper na forma de rena de quatro patas me carregando, demoro um pouco até que eu entendesse a situação em que estava, e após me recompor fomos ajudar o resto do bando com os inimigos. Reunimos quase todo o grupo, mas ainda faltava o Luffy.

Olho para os lados para ver se o encontrava mais nenhum sinal dele era visto.

— Alguém viu o Luffy? – Todos se entreolham até que Nami e o Sanji fazem uma careta e gritam.

— Ah! – Fala Nami – Esquecemos do Luffy! – Já se desesperando e olhando para o Sanji.

— Calma Nami-san tenho certeza que ele está bem. – Todos saímos correndo até o local onde ele se encontrava. Chegando, vemos tudo destruído, e no chão em um canto cheio de escombros vimos o inimigo caído, provavelmente desmaiado, mas nenhum sinal do Luffy, então todos se espalharam para procura-lo.

Vejo um buraco meio afastado em uma parede, onde se escondia de tudo por conta de destroços. Entro no local e o encontro deitado no chão sem se mover.

— Luffy! – Grito, mas nenhuma reação vem dele e naquele momento aperto os meus passos indo em sua direção, quando chego mais perto vejo que ele sangrava muito e parecia que os seus hematomas eram graves. Checo a sua pulsação e congelo, pois ela estava fraca e isso fez com que eu começasse a gritar pelo pequeno médico desesperadamente.

— Chopper! Chopper! Achei o Luffy! Venha aqui logo! Ele está sangrando muito! – Grito vendo o pequeno médico correndo em nossa direção, mas logo sinto algo sendo tocado em meu rosto, me viro e vejo que é a sua mão e coloco a minha sobre a dele e falo:

— Calma Luffy. O Chopper já está vindo e já vai dar um jeito. Fique tranquilo. – Ele apenas me dá um sorriso, e a pequena rena chega e começa o tratamento rápido, mas depois de alguns minutos vejo Chopper chorar, e com isso eu já sabia o que estava acontecendo.

Não derramei nenhuma lágrima, apenas saímos do local e voltamos para o barco, com todos chocados e tristes.

Depois do ocorrido, fiquei sem comer e beber mesmo depois de queimarmos o seu corpo. Tentando aceitar e aturar a sua morte.

Flash Black OFF

Era isso que havia acontecido? Não cheguei a tempo para salvar ele?

Meu coração começa a doer de tal forma que não havia explicação.

Essa dor. Eu já presenciei, e sei que é a pior dor que já tive e terei que aguentar.

A dor da perda, a mesma dor que senti quando perdi Kuina e agora o Luffy. Que irá durar anos, até que eu me acostume.

Sinto algo molhado o meu rosto e caindo em seguida.

Paro por alguns segundos o que estava fazendo e seco as pequenas lágrimas que haviam escorrido, quando ouso a porta abrir e sem se virar já sabia quem era, e isso me deixa tenso.

Há uma história que contão entre os navegadores de navio. Seja um pirata, marinheiro ou pescador. De pessoas que relatam ter visto o fantasma de entes queridos. Aqueles que apareceram para cuidar daqueles que eles se preocupam ou não se sente bem, ou apenas para dizer o seu último adeus.

Então, era isso que Luffy estava fazendo? Me daria o seu último adeus? Depois de cuidar de mim ao ver que não estava bem e me alimentando?

— Zoro – Fala Luffy, e sinto o seu olhar queimando as minhas costas e depois ouço ele entrando e fechando a porta.

Começo a malhar de novo, tentando não se importar com sua presença. Não queria falar com ele, não naquele momento.

Sua reação era de certa forma de medo, não saia do lugar onde ele se encontrava desde que ele entrou, e eu sabia que sua cabeça estava abaixada e com as mãos cerradas.

— Eu... – Fala, mas logo para demorando um tempo para continua. – Eu vim aqui... Para... para pedir desculpas... para você e... todos. – Quando aquelas palavras saíram da sua boca parei o que estava fazendo e o olhei, na hora pensei em dizer tudo em que sentia, mas me controlei.

— Luffy... – Falo e deixo os pesos que estava em minhas mãos no chão e vou até ele. – Não precisa se desculpar. – Aquela cabeça que estava abaixada até agora se levanta revelando as lágrimas que brotam dos seus olhos.

— Mas...mas! – Ele abaixa a sua cabeça novamente – Eu... Eu os deixei sozinhos... Eu jurei... Jurei a mim mesmo que nunca iria deixá-los sozinhos! – Perco a fala, pois não sabia o que falar, pois nessas horas quem costumava falar era a Nami ou o Ussop, mas no momento eles não estavam. – E também não pude dizer nada para você no final das contas. – Fico surpreso por ele dizer aquilo, afinal eu não esperava que ele tinha algo a me dizer.

No momento em que eu ia falar alguém entra.

— Luffy! – Era a Nami e atrás dela estava o resto do pessoal, que ao olhar Luffy ficam com uma cara de espanto, pois era a primeira vez que eles haviam visto ele depois do ocorrido, e aparentemente ouviram a voz do capitão quando o mesmo desabafava comigo. – Luffy... – Nami fala de novo já com os olhos cheios de lágrimas e aparentemente inacreditada com quem estava vendo. – Porque você voltou seu idiota!?

— Nami...

— Isso mesmo seu idiota porque voltou? Você poderia ter ido. – Fala Usopp com as lágrimas escorrendo em seu rosto.

Todos estavam chorando menos eu.

— Minna... – Ele se vira para o pessoal e se curva. – Gomen... Eu morri antes... Não pude ficar com vocês e achar o One Piece com vocês, não pude completar o meu papel como capitão desse navio, me desculpem por tudo! – Fala ele se curvando e colocando a testa no chão.

— Do que você está falando!? – Fala Nami com a voz alterada e o abraça pegando-o de surpresa. – Não cumpriu o seu papel de capitão? Até parece! Você podia ser um idiota completo mais sempre nos protegeu seu idiota. E nos apoiou com as nossas decisões.

— A Nami-san tem razão Luffy. – Fala Sanji.

— Isso mesmo! – Fala Chooper saindo do local onde estava e abraçando o mesmo. – Eu como médico não consegui te salvar, eu fui o culpado! Desculpe! Sou uma vergonha como médico!

— Você não teve culpa de nada Chopper. – Fala Luffy dando um pequeno sorriso. – Eu já estava fraco antes mesmo que você pudesse fazer algo.

— Luffy eu não te perdoo por ter morrido pensando nessas coisas seu idiota! Mesmo depois que eu saia do bando você me aceitou, como você pode dizer que não foi um bom capitão!? Quem sempre se preocupou com a gente, sempre arriscando a sua vida para nos salva! Eu não aceito Luffy! Eu não aceito de você ter morrido pensando dessa forma! – Fala Usopp.

— Capitão-kun todos estão certos, não tem o que se preocupar com isso, pois sabemos que você não queria isso. – Fala Robin visivelmente segurando o choro enquanto sorria.

—Isso... Isso... Seu cabeça oca- Fala Franck e Book chorando do lado dele concordando com a cabeça não conseguindo falar nada.

— Minna... –Fala Luffy.

— Isso mesmo. – Eu falo colocando a minha mão em sua cabeça e a bagunço um pouco. – Agora você pode ir, sem nenhuma culpa. – Ele dá um sorriso para mim e depois para todos e aos poucos ele começa a desaparecer, e as suas últimas palavras foram “Obrigado”.

Depois do ocorrido todos choraram muito, e naquela noite Sanji fez carne na hora da janta, para lembrar daquele último momento feliz e, ao mesmo tempo triste com a despedida do capitão dos mugiwara. E também foi naquela noite que eu fiquei de vigia, na verdade, iria ser o Chopper, mas ele havia dormido antes do esperado então eu me ofereci a ficar de guarda.

Sanji por sua vez se ofereceu também, mas eu não o deixei. Depois de muita briga ele cedeu por conta da minha insistência.

Me deitando no gramado, olhando para o céu nublado daquela noite e sentindo o ar gelado, deixo que os meus pensamentos se divagam.

“Ahh ah... No fim, não consegui ouvir o que ele tinha a me dizer...”

Penso e logo fecho os olhos, e uma pequena brisa bate em mim, percebendo em seguida a presença de alguém e me sento.

— Pensei que você já tivesse partido. – Só ouso a sua risada e passos se aproximando de mim por trás, me viro e o vejo parado em minha frente.

— Eu não podia ir sem dizer a você o que eu sempre quis dizer. – Me levanto e coço a minha cabeça e fico de frente para ele.

— E seira? – Ele olha para mim e depois dá o seu sorriso e fala:

— Eu gosto de você Zoro! – Me engasgo comigo mesmo, não esperava aquilo tão de repente, e ele tinha sido muito direto, e o meu rosto estava ruborizado com tal atitude, demoro um pouco para formular uma frase e depois de muito esforço falo.

— Eu também gosto de você Luffy. – Falo, logo vejo lágrimas brotando em seus olhos e depois começa a pensar.

“Será que eu falei algo errado? Ou ele falou no sentido diferente?”

— Não Luffy! não foi isso... gosto de você no sentido de sermos bons amigos e companheiros... – ele para de chora e depois fala.

— Então é assim que você sente por mim Zoro? – Heh?! Eu não estou entendendo mais nada. Como assim? – Zoro seu idiota! – Ele fala e depois pula em cima de mim, e me dá um selinho, fazendo eu cair de bunda e ele sentado no meu colo.

Demoro um pouco para entender a situação, mas logo coloco as minhas mãos em sua cintura e depois aprofundo o beijo que logo foi correspondido e ele coloca as suas mãos atrás do meu pescoço. Depois de alguns minutos nos separamos e nos entreolhamos, e percebemos que começava a nevar, ele olhava maravilhado para os flocos que caiam, e depois para mim.

— Zoro eu te amo!

— Eu também.

— Não dessa maneira! – Ele fala. – EU TE AMO!

— Já entendi Luffy – Dando agora um pequeno selinho que logo ele cora de leve.

— Mas agora pouco...

— Aquilo... Você que me deixou confuso... Chorando daquele jeito. – Ele para por alguns segundos e começa a pensar.

— Ah, aquilo? Eu estava chorando por que estava feliz. – Fico com uma cara de interrogação. – Eu estava feliz por você ter dito que gosta de mim Zoro! – Fico constrangido ele realmente era uma caixinha de surpresa. – Eu te amo Zoro!

— Eu também te amo Capitão – Aos poucos o Luffy foi desaparecendo e pequenas luzes apareciam a cada momento que ele desaparecia.

Um sentimento de desespero me toma, enquanto o meu coração apertava e lágrimas saiam do meu rosto aos poucos, e logo não conseguia ver o seu rosto que estava com um sorriso, e falava algo que não conseguia mais escutar, mas sabia o que era, e quando o tentei agarrar de novo ele desapareceu deixando apenas as luzes que iam para o céu nublado e a neve que começou a cair sem avisar, começava a preencher a paisagem.

Suas últimas palavras eram “Eu te amo Zoro!”.

Chorei muito. Chorei o que não havia chorado por dias, e aquele sentimento de perda parecia que não iria embora, e que demoraria mais alguns dias até que eu me recuperasse ou não.

Notas finais
Happy End ou não?Comentem por favo!