Eu te Amo, Para SempreII!!!
26 Temporal com hora marcada.
–Alô?
–Dinho?
–Oi Marrentinha... Bom dia, mas você acordou agora?
–Que horas são?
–13:30
–Nosss, é eu acordei agora mesmo, eu não dormi a noite toda
–Por causa do...
–Por causa da tua filha, chorou a noite toda, não me deixou dormir!
–Agora ela é minha filha, né?Eu também não dormi, mas foi por causa disso tudo mesmo, eu acho que nós dois precisamos conversar.
–Não existe nós dois, mas realmente precisamos conversar, na terça eu vou dar entrada na papelada da pensão da Mel.
–Lia, isso é mesmo necessário?
–Óbvio, Adriano! Você com certeza vai viver por aí viajando com a sua namorada, fazendo não sei o que, pelo menos uma garantia no papel eu vou ter, né?
–Namorada? Mas que namo...
–Valentina!
–Lia, a Valentina não é minha namora...
–Dinho? Essa? De novo? Outra vez? Esqueceu que quem nasceu quase ontem foi a Melita e não eu?
–Realmente, nós precisamos conversar...
–Outra hora, agora eu to morrendo de sono.
–Aheh, que história é essa da Melrrentinha chorando a noite toda? Ela ta doente?
–Eu não sei, só sei ela chorou a noite todinha, se ela resolver chorar hoje também nem sei o que eu faço, amanhã é dia de aula...
–Na próxima visita ao pediatra a gente pergunta. To morrendo de saudade dela!
–Que exagero moleque, tem nem um dia!
–Exagero? Não sou eu que fico choramingando a aula inteira, ligando a cada hora pra coitada da dona Paulina perguntando se a Mel está bem, né mamãe?!
–Não enche, idiota!
–Faz o seguinte, hoje de noite você traz nossa filha aqui em casa, aí a gente aproveita e conversa, aí ela dorme aqui, enquanto a gente ta na escola ela fica com a minha mãe, e depois das aulas você passa aqui e pega ela, que tal?
–Ok. Pode ser as oito?
–Combinado.
–Vou desligar agora, que a mel já ta acordando...
–Tá bom. Diz pra ela que o papai a ama.
– Tá, tchau
–Lia... você pode não acreditar em mim, mas eu te amo.
–Dinho, eu acredito! Tanto como acredito em papai Noel, coelhinho da páscoa e fada madrinha.
A cada hora que passava, nuvens ainda mais escuras tomavam o céu do Rio de Janeiro, dois temporais se anunciavam, um sem hora marcada, o outro marcado para as oito horas da noite.
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