Eu só vou se você for.
2 Capítulo 2
E la estava eu parado em frente ao ponto, olhando um sms de um numero sem nenhuma identificação, e eu só tinha uma informação: KAYLA! Esse era com certeza o nome da garota estérica e chorona, antes mesmo que eu pudesse dar um passo alguém esbarrou no meu ombro e automaticamente eu já me virei com aquele olhar de tipo: "Você encostou em mim, miserável."
–AI MEU DEUS, ME DESCULPA — Toda minha irá fora embora e eu fui abatido por uma onda de, não sei o que exatamente, mas eu estava rindo.
Quem tinha esbarrado em mim era um garoto bem mais alto que eu, deveria ter 1,83 de altura, o corte de cabelo dele era meio moicano sabe, aqueles que meio que vai ficando mais fino atras, o seu cabelo era de um castanho escuro e era curto e meio arrepiadinho, mas o que me chamou a atenção foi que ele usava, um mini short, do jeito que garotas usam, e estava com uma regata do robin, sabe, aquele robin do BATMAN E ROBIN, e pra deixar mais chamativo, ele estava com uma botinha que parecia muito com uma galocha de chuva, e tinha uma bandana verde limão, sabe aquele verde que diz: "ME OLHEM PESSOAS" arramado na perna.
–Eu não te vi, estava meio distraído, tenho certeza que aquele gatinho estava me olhando e mordendo a boca, eu posso jurar que ele estava flertando comigo. — Disse o garoto enquanto apontava para o trólebus que já estava seguindo seu rumo, era impossível não rir com aquela situação e ele ate que era simpático.
– Tudo bem, eu brizei aqui parado também, não foi nada.
–Então é isso ai, tiauzinho. -Ele acenou com a mão e continuou seu rumo, e eu fiquei ali, vendo o garoto alto de shortinho indo embora.
Quando olhei no meu celular, um humilde galaxy Y, que ironia né, já eram 07:20, eu tinha apenas 10 minutos para chegar na minha escola nova e rezar para dar a hora pra mim ir embora. A escola não era tão longe do ponto assim, ela ficava ao lado da avenida em uma rua paralela que tava entrada a uma rua que ia para o centro de um conjunto de casas. Caminhando em direção a escola eu pude perceber que ali não era um lugar tão ruim assim, é claro, se você tivesse dinheiro e estivesse fora da escola, tinha algumas loja de doce, uma sorveteria, e ate um quiosque onde vendia apenas açaí, uma pequena observação, eu amo açaí.
As poucas casas que ficavam ali na redondeza da escola eram antigas, não no sentido de velhas, antigas no sentido da arquitetura dela, a maioria eram feitas com tijolinhos marrons, que dava a impressão que foram colocados um por um, a maioria das casas tinham varandas e grandes janelas, o teto era em formato triangular e eram coberto por telhas, uma delas tinha ate uma rede na varanda, deveria ser perfeito ficar ali em um dia de chuva, balançando vendo as gotas caírem e observar o céu cinza-chumbo, eu ficaria ali horas e eu não me cansaria nunca.
Já estava em frente a escola e percebi a multidão de jovens que estavam transitando por ali, entrando e saindo de um portão de ferro azul, o portão se abria em dois que dava pra passagem aos carros que provavelmente seria dos professores, ele deveria ter certa de uns 2 metros e meio, da mesma altura que eram os muros brancos e pichados que faziam o contorno da escola. Passando por esse portão tinha uma declinação, tipo uma rampa de concreto, era mais o menos um caminho que levava para a porta de ferro azul que dava ao interior da escola. Passando por esse caminho não dava para não notar a tentativa frustada e fracassada de uma tentativa de jardim, ao lado desse caminho tinha tipo uns quadrados grandes e um pouquinho fundos uns 30 centímetros, era cheio de grama, capim, e tinha ate algumas poucas arvores crescendo e alguns arbustos, e pequenas flores brotando do chão.
–Cara, esse ano vai ser incrível, não vejo a hora de chegar logo ao final do ano e me formar na porra desse ensino médio de merda. — Disse um garoto todo barbudo que passava do meu lado com mais 3 garotos, e pelos deuses eu podia jurar que esse cara já tinha mais de 20 anos e no minimo deveria ter uns 2 metros de altura.
Quando passei pela porta do inferno, vulgo porta que nos trancaria dentro daquele inferno, tinha uma grande faixa que dizia: "SEJAM BEM VINDOS A ESCOLA ANTONIETA BORGES ALVES, ESPERO QUE TENHAMOS UM MARAVILHOSO ANO." Eu aposto a minha bola direita que não teremos nada de maravilhoso nesse ano. Peguei o Iphone fucei mais um poco nele e logo guardei, não queria que todos naquela escola começassem a me jugar por um celular que nem era meu, ainda pelo menos. Era só mais uma maldita escola pintada de azul e amarelo por fora, com caras que se achavam os fodas e garotas que se acham as super gostosas like a capa da playboy.
– Bem vindo ao inferno. — disse para mim mesmo num sussurro.
Tudo aconteceu tão rápido que eu quase não tive tempo para reagir, senti uma mão agarrando a minha blusa de frio e logo depois senti o impacto da minha mochila amortecendo a pancada enquanto eu era prensado contra a parede. Fechei os olhos na hora do impacto e quando eu abri o olho eu estava rodeado por 4 caras, e acreditem se quiser, o maldito troll de 2 metros de altura era o cara que me segurava contra a parede.
–Seja bem vindo ao inferno. — Disse ele.
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