Notas iniciais
Espero que gostem, comentem e conversem bastante comigo.
Boa leitura :D
- Quarto mês de aula e só vi regresso da sua parte, Verônica. –Douglas, meu professor de arte visual, pela milésima vez estava me dando sermões por ser uma aluna tão desinteressada.
- Não entra na minha cabeça, já disse! –revirei os olhos e jurei que seria a última vez que faria isso, já que a cada palavra pronunciada por ele eu fazia o mesmo gesto.
- Vou te passar um trabalho de recuperação e posso convencer os outros professores também, mas você tem que tentar antes de dizer que não consegue. –assenti colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha, enquanto ele folheava um livro que continha o nome de sua matéria escrito na capa. –Vou te pedir a história da arte visual, mas com o conhecimento que você irá gerar lendo livros sobre o assunto.
- Puf! –revirei os olhos e percebi que minha promessa não havia sido válida. –Você quer me ajudar me jogando uma onça dessas?! –perguntei retoricamente e tinha noção da resposta.
- Eu só quero te ajudar! –é, eu realmente tinha certeza da resposta.
Meus olhos foram tomados por um garoto esquisito que posicionou-se em minha frente. Seus olhos eram claros, quase verdes e sua boca em um tom de rosa incrível. Sua pele branca claríssima e seu cabelo tinha um tom negro. Ele era indiferente. Me deu calafrios só de ver aqueles olhos frios me encararem e mudar a direção para o professor. Eles trocaram palavras rápidas e pude vê-lo sorrir. Olha, que sorriso magnífico! Suas presas eram grandes e bonitas, nada exagerado, mas que deixava um ar de único. A cor era de um branco quase perfeito.
Eu estava chocada por nunca tê-lo visto antes. Sua beleza seria marcante e eu lembraria, com certeza. Continuei olhando-o até que ele se virou e o Douglas olhou para mim.
- Anotou direitinho?! –ele olhou para o meu caderno jogado entre meus braços.
- Vou anotar... –disse em um sussurro e abaixei-me para escrever. – Quem é aquele garoto? –tentei parecer o mais transparente possível.
- Marcelo. –havia acabado de escrever e olhei para cima. Douglas me encarava ainda. –Um grande colega meu!
- Ele estuda aqui desde quando? Sempre foi da minha sala? –perguntei desesperada e fiquei com receio dele achar que estava impressionada demais com aquela beleza nova para os meus olhos.
- Ele fica com você na minha aula e na de literatura. –afirmou desinteressado, concordei com a cabeça. –Ele está aqui no colégio desde o ano passado. –e era o tempo que eu também estava.
Este tem uns jeitos esquisitos de dar aula. Fui expulsa do Mérito Estudantil ano retrasado por dormir muito nas aulas e meu pai me colocou no Colegial Meneara, jurou para si mesmo que acompanharia meu desempenho escolar e participaria de tudo: mentira! Até hoje não perguntou nem quais foram as aulas que escolhi para colocar nas atividades extracurricular. Voltando ao assunto, a escola separa os alunos por tempo. Raramente fico na mesma sala que alguns amigos ou na sala do meu rolo-quase-namorado.
Hugo Perini é o meu boy-magia. Desde que entrei aqui ano passado, nós ficamos. Temos altos e baixos, confesso que, mais baixo do que alto... brigamos sempre, direto e dizem que é por conta da inveja alheia, já que somos populares e isso é máximo! Eu me sinto feliz assim, já que nos dias que estarei malvestida ainda terá garotas querendo ser eu.
Notas finais
Até a próxima, queridas! -rezo para que tenha próxima-
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