Notas iniciais
Espero que tenham tido um ótimo Natal. Aí vai mais um capítulo cheio de amor só pra vocês! Boa Leitura! * Acompanhem também no Spirit!

POV HELENA

Estávamos em um momento muito bom, comendo o bolo de coco que eu havia feito pras crianças, então a campanhia toca, e aquele homem que mais cedo transparecia toda a dor e preocupação com sua filha, logo abriu um grande sorriso e seus olhos também azuis, encheram-se de alegria ao ver Nathália dando gargalhadas de alguma besteira que Alan disse.

– Aceita que dói menos! – Nathália diz referindo-se ao jogo.
– Você roubou, não valeu Nathália Andrade! – Alan responde.
–Pai? –Nathália diz ao ver seu pai em pé na porta.
– Você quer me matar mesmo né? – Téo diz tentando conter a felicidade de ver a filha.
– Acho que quem tá quase morrendo aqui sou eu, não acha senhor Téo? – Nathália sorri o ironizando – Calma... pai, ta doendo ainda... – Nathália reclama, pois o pai a apertava num abraço.
– Aceita comer com a gente Téo? – pergunto.
– Sim, aceito! – ele responde desvencilhando-se do abraço.

POV NARRADORA

Eles comeram, Alan aproveitou para falar do casamento, e Téo autorizou a ida de Nathália na condição que ela chegasse no outro dia pra escola. Depois Téo, Helena e Bia ficaram vendo o ensaio de Nathália e Alan, não faltava muita coisa para acertarem.
Quando se deram conta da hora já era tarde, hora de ir pra casa.

– Vamos Nat! – Téo diz.
– Hum... Ta! – diz Nathália que já adormecia no ombro de Alan.
– Acompanhe eles meu filho! – diz Helena – E Bia, vamos pra cama! – diz levantando Bia – Foi um prazer tê-los aqui, podem contar sempre conosco! – se despede.
– Obrigada Helena, por tudo! – diz Nathália.

Eles se dirigem à porta e saem em direção a casa dos Andrade.
– Entregues! – diz Alan ao chegarem à frente da casa de Nathália.
– Obrigado Alan! – Téo agradece.
– Não fez mais que a sua obrigação! – diz Nathália brincando com Alan.
– Eu também te adoro! – diz Alan recebendo um abraço de Nathália.

Os três se olham por alguns instantes e Téo quebra o silêncio.

– Bom, vou entrando! Boa noite!
– Boa noite Sr. Téo. – Alan responde e Téo adentra a sua casa.
– Você podia ter ido mais simplesinha pra esse cemitério né? – diz Alan fitando o corpo inteiro de Nathália.
– E eu fui! – ela diz.
– Ok então! Ah, e só pra deixar claro que você não me incomoda! – diz Alan se referindo ao que Helena havia dito.
– Sua mãe...
– É, ela mesma. — diz Alan interrompendo-a — Não gosto de te ver assim, tão frágil, tão fraca... – Alan diz aconchegando Nathália em seu peito.
– Eu só preciso dormir! – Nathália diz baixinho.
– E isso me dá mais medo! Você não tem dormido bem... – Alan diz preocupado.
– Hoje eu irei. Cantei com a minha mãe Alan... – Nathália diz, e Alan a olha mais preocupado ainda, mas depois entende o que ela quis dizer.
– Tudo bem, se não conseguir dormir, me liga, ficamos conversando a noite inteira se for preciso. Amanhã venho ensaiar com você! – Alan diz beijando a testa de Nathália – E nada de aprontar! – ele diz apontando o dedo pra ela.
– Sim capitão! – ela diz sorrindo fraco.

Nathália se dirige a porta de casa, mas rapidamente volta e deposita um beijo no canto da boca de Alan.
– Sua delícia! – ele sussurra baixo sem que Nathália possa ouvir e ambos vão para suas casas.

POV NATHÁLIA

Entro em casa e vejo meu pai falando com alguém ao telefone, ele me vê e logo vem em minha direção.
– Já passou da hora de tomar os remédios mocinha! – ele diz colocando os remédios na minha mão – E toma, sua irmã quer falar com você! – diz me entregando o telefone.
– Ta, vou pro quarto! – digo indo em direção as escadas.

No quarto...

– Oi Rê, que saudade d’ocê! – digo animada.
– Oi meu amor, tudo bem? – ela diz carinhosa, como é bom ouvir essa voz...
– Na medida do possível, e você? – pergunto.
– Eu também, essa data nunca foi fácil pra gente... – Rê diz pela primeira vez num tom tristonho.
– Realmente. Como está o estágio no Canadá? – pergunto mudando de assunto.
– Nossa, está uma loucura! Mas estou me saindo bem, tenho possibilidades de ser efetivada. – ela responde animada – E provavelmente vou poder passar o fim de ano no Brasil.
– NÃO ACREDITO! – digo incrédula.
–Pois é! Feliz?
– Há dias não me sinto tão feliz! – eu respondo.
– E então mocinha, você já está 100%? – ela pergunta.
– Bom, 100%... 100% não. Mas tô dando pro gasto! – digo rindo.
– Espero que o Alan esteja cuidando muito bem de você! – Renata diz parecendo minha mãe.
– O que... o Alan tem a ver comigo? – eu pergunto gaga.
– Me responda você, em que pé está a "melhor amizade" de vocês? – ela pergunta, como se soubesse bem mais que eu.
– Olha Renata, eu não sei do que você está falando. – respondo fingindo não entendê-la.
– Ah, ok. E se você soubesse?
– Responderia, que está numa fase boa, talvez... TALVEZ tenha futuro! Repito, talvez. – respondo e imediatamente ouço um grito estridente de Renata no meu ouvido – Minha cabeça ta doendo sua louca! – digo.
– Ai irmã, desculpa, mas não pude me segurar. – ela diz eufórica.
– E aí, não arrumou nenhum gatinho? – pergunto tirando-me do foco.
– Ah, não deu muito tempo pra isso, mas tem um cara aqui que me encanta, ele trabalha no prédio ao lado do meu. – ela diz toda manhosa.
– Ai que bom irmã, que dê tudo certo pra vocês. – eu digo.
– Pra você também, agora vou desligar, porque não é nada barato ligar pro Brasil. – ela diz.
– Tudo bem, não se esqueça da gente, eu te amo muito e estou morrendo de saudade de você. – eu digo com as mais sinceras palavras.
– Te amo Nat. – ela responde, e logo escuto a ligação cair.

Assim que desligo o telefone ouço o meu celular tocar, dou um suspiro de cansaço e atendo.


– Oi Nat! É o Diego, tudo bem? – ele diz animadamente.
– Oi Di, que surpresa você ligar a essa hora, estou melhorando, e você?
– Estou bem, fiquei sabendo o que houve com você, fico feliz por estar melhor.
– Mas quem te contou? – eu perguntou curiosa.
– Bia! – ele responde e eu estranho.
– Não sabia que conversavam. – digo.
– Nos conhecemos por um acaso, ela é linda. – ele diz com voz de bobo.
– Ah, to sacando a sua já! Quer ajuda? – pergunto dando gargalhadas.
– Não exatamente, mas queria convidá-las para ir a praia fazer um circuito amanhã cedo. Sei que vocês gostam dessas coisas... – ele diz sem jeito.
– Eu não to podendo fazer essas coisas, mas posso ir com vocês sim, não tô indo pra escola esse dias, estou de atestado médico. – respondo.
– Então ta marcado, passo amanhã para pegá-las! Boa noite Nat. – ele diz animado.
– Boa noite! – eu respondo.

Meu Deus, por um lado fico feliz dele estar desencanando de mim, mas por outro me preocupo, se ele realmente começar a ter algo com a Bia, o Alan vai fazer um inferno na vida dele, e se a Bia também gostar dele, eles irão sofrer muito... E agora?

No dia seguinte...

POV NARRADORA

Nathália se levanta cedo, faz suas higienes matinais, põe uma roupa de praia e acessórios (óculos e chapéu), toma seus remédios e o café da manhã e se dirige até a casa de Bia.
Helena é quem abre a porta para Nathália, estava de saída para o trabalho e permitiu que Nathália subisse até o quarto de Bia. Ela passou pelo quarto de Alan e pôde vê-lo dormindo como um anjo, ainda era 7h da manhã, depois foi até o quarto de Bia e viu que a ruiva ainda dormia como uma princesa.
– Quem é que vai a praia comigo hoje? – Nathália diz toda animada balançando Bia.
– Alguém devolve a Nathália? – Bia faz piada ainda sonolenta.
– O Diego convidou a gente pra ir a praia fazer um circuito, ta cedo ainda, vai dar pra você ir pra escola numa boa. – eu explico a ela que ainda acorda.
– O Diego?! – ela diz despertando e levantando-se depressa – Vamos sim, mas o Alan não pode nem sonhar uma coisa dessas.
– É, eu sei disso, se ele souber a gente ta ferrada. – Nathália diz imaginando o que poderia acontecer – Mas vamos, um-dois, um-dois, levantando! – Nathália diz e Beatriz levanta-se colocando uma roupade fazer exercícios.

Em poucos minutos Beatriz já está pronta, prende os cabelos no alto e seguem às escadas na pontinha dos pés.

POV ALAN

Acordo e escuto um barulho, na verdade dois. Duas vozes, e uma delas não é a da Dona Helena, levanto-me ponho uma roupa, desço as escadas, e vejo que a porta está entreaberta.
Quando abro a porta pra ver se havia alguém ali, vejo do outro lado da rua Nat e Bia entrando no carro de ... DIEGO!
Fico fora de si, mas decido não segui-las, entro de volta pra casa e vejo o celular que Bia deixou na bancada, faço uma coisa muito feia, olho as mensagem dela...

Bi ♥: Foi um prazer te conhecer, se não fosse por você... Nem sei o que aquele garoto teria feito comigo. Pena que nem todos os homens são tão doces quanto você!

Di ♥: O prazer foi meu, princesa de fogo!

PRINCESA DE FOGO? Daqui a pouco esse cara ta pegando até a minha mãe. NÃO MESMO!

Notas finais
Iiih! Acho que vai dar problema pra Princesa de Fogo... O que acham? Vai rolar Biego? Espero vocês nos comentários! *-*