Eu sempre vou estar aqui.
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Zoey contou ao pai sobre o que tinha acontecido no segundo andar, assustado com o que a filha contou eles caminharam lentamente em direção a escada, o Sr. Perkins pegou um taco de baseball antes de subi os primeiros degraus, a cada passo que eles davam ouvia-se a madeira dos degraus rangendo, chegando no início do corredor ele puxou Zoey para trás de sí e mandou esperar na escada, mas mesmo assim ela continuou o seguindo, ao chegar na primeira porta Zoey apoiou a mão na maçaneta enquanto olhava no rosto do pai, contou até três em silêncio e abriu-a rapidamente enquanto Justin entrou correndo com o taco em mãos, mas ele não encontrou nada apenas o vendo entrando pela janela do quarto, assim continuaram com todas as portas, reviraram a casa de ponta a cabeça, mas não encontraram nada nem ninguém.
– Zoey, não tem ninguém aqui.
– Mas tinha, pai eu senti o corpo de alguém, eu não sei mais tinha sim alguém lá em cima.
– Ta bom, você deve estar muito cansada por causa da viagem. — Ele passou a mão nos cabelos sedosos de sua filha. — Vamos tomar um banho e nos deitar amanhã nós continuamos a arrumar a casa. — Ele clareou a escada com a lanterna, e as desceu. — Há lembrei, amanhã você vai no centro comigo, comprar alguns cadernos para ir a escola na segunda. — Zoey caminhou até a escada.
– Escola! — Ela exclamou com um ar de desgosto. — Mas...
– Sem mais Zoey. — Ele parou no meio da escada, e se virou para ela. — Só por causa desta terrível tragédia que aconteceu a dois messes não quer dizer que você irá perder o ano letivo. — Ele voltou a descer a escada.
Zoey bufou, iluminou novamente o local onde jurou ter sentido alguém e desceu a escada.
No primeiro dia da mudança Zoey dormiu no quarto do pai, pois o seu quarto estava completamente bagunçado.
O Sr. Perkins levantou cedo na manhã do dia seguinte para tomar banho, preparar o café e acordar sua filha. Ele preparava ovos mechidos enquanto esquentava o pão no micro-ondas, colocou os ovos no prato, largou a frigideira em cima da mesa e foi chamar sua filha.
– Zoey acorda. — O Sr. Perkins chamou por sua filha. — Papai está fazendo ovos mexidos para o café. — Ela apenas grunhiu. — Sairemos em dentro de uma hora. — Para ela isso significava, dormir mais quarenta minutos, tomar banho em quinze e dar uma mordida na torrada.
Justin desceu as escadas com a intenção de lavar as louças enquanto Zoey continuava a dormir. Começou a lavar os objetos que tinha utilizado e percebeu que tinha esquecido a frigideira, olho para a mesa e ela não estava lá. Ele tinha certeza de que tinha deixado a frigideira lá.
– Cadê? — Ele coçou a cabeça. — Acho que eu subi com ela. — Caminhou até a sala e encontrou-a em cima do braço do sofá. — Eu estou ficando velho, não posso ficar velho.
– Zoe... — Ela desceu a escada antes que ele pudesse terminar de chamá-la. — Vamos?
– Calma. — Ela descia as escadas como se estivesse se arrastando.
Zoey nunca foi do tipo de garota que se arrumava para sair, colocava a primeira roupa que pensava, falava o que vinha em sua cabeça, ficava na sua, não gostava de fazer amigos, ela achava todos uns idiotas.
– Filha você vai assim? — Ele olhou para ela com desgosto. Ela usava uma saia rodada ate a altura dos joelhos, um casaco folgado e o cabelo bagunçado.
– Algum problema? — Seu tom de voz era forte.
– Não, não, claro que não. — Ele não queria começar outra discussão. — Vamos? — Ele segurava a porta enquanto ela deu uma mordida na torrada e passou pela porta.
Durante o caminho até o centro da cidade o Sr.Perkins dizia a sua filha tudo o que iria comprar no centro e dizia o que Zoey deveria comprar no centro, ela como sempre não dava ouvidos ao pai, apenas olhava a paisagem do lado de fora da janela do carro e escutava musica em seu iPhone. Justin parou o carro ao lado de uma caminhonete velha, com a pintura descascando e saiu do carro, Zoey fez o mesmo.
– Quanto você acha que vai gastar com os materiais?
– Vou comprar pouca coisa. – Ela não fazia a mínima.
– Zoey. – Ele disse com tom de lamento.
– Pai. – Ela respondeu, Pegou o dinheiro e caminhou sem direção pela rua.
– Aqui no carro às onze. – Ele falou um pouco mais alto, guardou a carteira e caminhou em direção ao outro lado da rua.
O Sr. Perkins foi ao supermercado comprar alimentos que faltava na cozinha, as lâmpadas para os corredores e quartos e um presente para sua filha, enquanto Zoey foi até a primeira papelaria que encontrou e comprou um único caderno, algumas canetas e voltou rapidamente para o carro, se encostou na porta e colocou os fones de ouvido bem alto como sempre fazia. Justin voltou exatamente ás onze como de combinado, guardando uma grande quantidade de bolsas no porta malas para que sua filha não reparasse.
– Vamos querida? – Ele estava parado na porta. Ela concordou com a cabeça.
Zoey nem sempre foi “largada” na hora de se arrumar, antes de tudo isso acontecer Zoey era o tipo de garota de Los Angeles, andava sempre na moda, usava as melhores roupas e acessórios, mas após o trágico acidente ocorrido em sua família sua vida mudou completamente. Uma musica que marcou a infância de Zoey quando ela morava no Canadá começou a tocar na rádio e Zoey começou a cantarolar.
Here comes the sun
Here comes the sunAnd I sayIt's all right – Ela sussurrava. E seu pai logo cantou o próximo verso.
Little darling
It's been a long cold lonely winter
Os dois começaram a cantar juntos.
Little darling
It feels like years since it's been here
Here comes the Sun
Os dois continuaram a cantar durante o caminho de volta, ao chegar na casa Justin colocou as lâmpadas nos cômodos enquanto Zoey arrumava as compras.
– Pai, essa água que está na geladeira foi você que comprou um já estava aqui?
– Eu que enchi a garrafa ontem. – Zoey pegou a garrafa, e bebeu um copo d’água, depois colocou o copo na beira da mesa.
Continuou a organizar as compras, tudo em seu lugar. Zoey era bastante organizada. Ela estava abaixada guardando as caixas de cereais nos armários quando o copo caiu, Zoey virou-se rapidamente.
– Já quebrou um copo filha? – Perguntou Justin. Zoey ficou parada olhando para a mesa. O Sr. Perkins chagou à cozinha.
– Não fui eu, eu estava colocando os cereais no armário. – Os degraus da escada rangeram. – O que é isso?
– Deve ser rato. Essa casa está toda velha.
– Eu vou lá em cima, isso não é rato.
Ela subiu os degraus tranquilamente e parou no início do corredor. Um pequeno barulho veio do lugar onde era o quarto do seu pai. Ela caminhou vagarosamente até o quarto e se deparou com um garoto com uma bandeja onde tinha um bolo. Assustada ela logo perguntou.
– Quem é você e o que você está fazendo na minha casa? – Zoey ainda estava no corredor, com medo do tal garoto.
– Não se assuste. — Ele se virou. — Desculpa entrar na sua casa assim é que eu bati na porta mais ninguém atendeu, eu sou o Maison, moro. Ele parou por um instante. – Moro na casa ao lado, minha mãe pediu para trazer isso para vocês.
– Ah sim, obrigado, sou Zoey. – Ela pegou a bandeja. – Você nos assustou. Meu pai está no andar de baixo, vem deixa eu lhe apresentar. – Eles desceram as escadas. – Pai, esse aqui é o Maison, ele é nosso vizinho e trouxe bolo.
– O que ele estava fazendo no segundo andar?
– Pai ele trouxe bolo. – Ela sussurrou.
– Nós estamos arrumando a casa Maison. Agradeça a sua mãe pelo bolo por nós.
– Há, eu posso arrumar a casa com vocês, se vocês quiserem claro. – Zoey olhou para ele sorrindo.
– É uma boa, tem muita coisa para se arrumar.
– Nós dam.. – Zoey o interrompeu.
– Nós aceitamos sim. — Ele sorriu. – Quer me ajudar a arrumar meu quarto? Está uma bagunça. – Eles subiram as escadas.
Zoey e Maison conversaram sobre tudo um pouco enquanto arrumavam o quarto, mesmo com estilos diferentes, — ele era como um atleta do time escolar. – eles tinham muitas idéias, estilos e gostos em comum. Após arrumar toda a bagunça, — por volta das três da tarde – eles se sentaram no chão do quarto e ficaram conversando e escutando musica.
– Eu gostei muito dessa musica. – Ele disse. – Qual o nome dela?
– Radioactive, da banda imagine dragons. Conhece?
– Não, mas é muito boa. – Ele concluiu. – Sabe eu gostei muito de você, seu estilo de se vestir é um pouco diferente para quem se mudou de Los Angeles.
– Ah eu nem sempre fui assim, eu era literalmente uma louca pelo estilo L.A, mas depois que minha mãe morreu, eu larguei.
– Ou desculpa. – Ele falou um pouco cabisbaixo.
– Tudo bem, mas eu vou voltar a me arrumar, cansei de ser zoada na escola, as pessoas olham para mim na rua com medo porque eu pareço uma mendiga. – Eles começaram a rir.
– Você vai estudar aonde?
– Na Hollis, as aulas começam amanha mas eu não estou muito afim de ir.
– Entendi. – Maison disse. O Sr. Perkins acabou de chegar a porta.
– Maison, acho que já está na hora de você ir, sua mãe deve estar preocupada.
– Tudo bem. Tchau Zoey. – Ele passou pela porta e poucos segundos depois pode-se ouvir o barulho da porta fechando.
– Desnecessário mandar o garoto ir embora pai. – Ela disse se levantando.
– Eu mandei, porque eu tenho que te dar um presente vem cá. – Ele passou pela porta e Zoey foi guardar o celular, quando ouviu o seu pai rolando pelas escadas, desesperada Zoey correu em direção ao corredor.
– Pai, você está bem? – Ele estava deitado no chão e não respondeu.
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