Eu queria nascer bonita
2 Capítulo 2
Até poucos meses atrás eu não tinha ideia de quem era Olga Kurylenko. Um comentário extremamente infeliz fez que eu resolve-se saber mais sobre ela. Atriz e modelo ucraniana. Descoberta aos treze anos por um caça talento, enquanto passava as férias em Moscou (Oh! pobre de nós, feias e meras mortais). Modelo que já foi capa de revistas como Elle, Marie Claire e Vogue.
Eu gosto de modelos, nunca tive nada contra elas, gosto das magras, das gordinhas e das baixinhas… Os diferentes padrões, uma sociedade mais igualitária, porém o comentário dela sobre a beleza foi bastante infeliz. Não sei se foi para promovê-la ou algo parecido, mas decidi compartilhar. Segue abaixo:
“Não pedi para nascer bonita. Se todas as mulheres bonitas fossem tão burras quanto dizem, as feias deveriam dominar o mundo”.
Como mencionei não sei nada sobre Olga Kurylenko, mas deste desaventurado comentário posso deduzir que ela tem noção de que é bela (e que noção). Toda essa beleza não parece condizente com suas palavas.
Comentários como esse acabam com a autoestima de uma “feia” inteligente. Me faz concluir que “bonitas” são inteligentes e “feias” são burras.
O que uma menina com a autoestima baixa pensaria sobre isso? Se é que pudesse (depois disso) existir um pouco de amor próprio.
Gostaria que as pessoas pensassem um pouco antes de falar. Se colocassem no lugar do outro, afinal o ser humano é o único animal que tem discernimento para isso.
Olga Kurylenko é uma atriz, é uma modelo; por isso tem a capacidade de atingir o público. Se ela é tão inteligente como cita, por que usou toda essa inteligência para criticar e machucar? Talvez por maldade, talvez para se sentir superior e talvez por algo que nunca saberemos.
Há questão é que palavras ferem, machucam a alma e parece que ninguém se importa com os sentimentos alheios.
A boca se fecha, as lágrimas rolam e no coração se faz mais uma cicatriz invisível e custosa de se fechar.
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