Eu poderia te amar de qualquer maneira.
12 Sofrendo sozinha enquanto meu sangue jorra.
Notas iniciais
POV Luke
Haviam se passado duas semanas desde o ocorrido da enfermaria e Thalia estava diferente, ela não conversava mais, não sorria mais, nem comia mais. Seus olhos estavam tristes e opacos, tinham perdido o brilho que tinham e, na maioria das vezes estavam vermelhos assim como suas bochechas. Ela tinha a pela deu um tom branco doente e as grandes olheiras abaixo de seus olhos me provavam que ela passava a noite chorando.
Ela estava negando até mesmo o toque da própia família e amigos, o que nos deixava todos muito tristes, principalmente Annie, que negava e mascarava a tristeza com frieza e indiferença. Quando perguntavamos á morena se ela queria comer, ou entimavamos ela a comer ela simplesmente negava e dava a mesma resposta de que passou muito tempo na floresta sozinha e sem comida, e que conseguia viver assim por meses.
Ela estava se arrastando para o fundo do poço e inconcientemente me levando junto, mais eu não ia deixar, não ia deixar que o desgraçado que fez isso com a minha Lia vencesse, eu iria atrás dela e iria resgata-la do fundo do poço até ter minha Thalia de volta, a garota por quem eu me apaixonei, a minha guerreira, a minha vida.
POV Thalia
Depois da experiência de quase morte que vivi, eu simplesmente desabei, desmoronei, eu ja não tinha mais forças pra lutar a muito tempo, e finalmente eu parei de fingir que tinha; eu tinha que ser forte por todos: por mim, por Luke, pela minha família, por Percy e por Annabeth, só que eu ja não tinha forças pra mim mesma como eu teria pelos outros?
Sinceramente, eu acho que sou somente um peso morto, um fardo pesado demais pra todos carregarem e que ja estava na hora de partir... novamente.
Por mais que minha mais profunda vontade fosse de pegar uma de minhas adagas e cortas os pulsos pra acabar de vez com esse sofrimento eu sabia que não podia, e eu não faria, mais isso não me impedia de me machucar.
Eu tinha que ficar viva, por Luke, pelo meu Luke, se ele não for feliz ao meu lado, se ele não acordar todos os dias de sua vida ao meu lado, tudo bem, eu só quero estar la ao lado dele, apoiando ele, vendo ele ser feliz. Somente pensar nisso ja doia, se isso acontecesse eu não saberia o que seria de mim, eu estaria quebrada, em ruinas por dentro, mais sorrindo por fora, feliz pelo meu loiro, meu único e primeiro amor.
[...]
Estava na sala de música do meu chalé, a sala de música era uma sala (N/A Avá?) subterrânea que Apolo havia mandado construir pra mim embaixo do meu chalé repleta de instrumentos musicais, os quais eu tocava a maioria. Eu estava novamente no canto, chorando compulsivamente abraçada aos meus joelhos enquanto me torturava ao lembrar de cada detalhe daquele dia maldito.
Olhei para o lado e vi minha adaga, puxei pra cima a manga do meu casaco de moletom e cortei. Varios cortes em locais estratégicos decoravam meus braços e minha barriga. Larguei a adaga no chão e me deitei nele, sofrendo sozinha enquanto meu sangue jorrava.
CONTINUA...
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