Eu não devia estar aqui
17 Remember: it's not you who plays with the demons .They are playing with you
Notas iniciais
Pov´s Shadowlim
Hmmm... Vamos ver... Por onde eu começo?
Senti uma pequena presença demoníaca vinda há duas casas ao lado. Eu ri. Como humanos são estúpidos... Eles estão mesmo tentando invocar um demônio? Se bem que... Eu podia tirar proveito da situação... Sabe... Fazer uma atuação ou duas... È vai ser isso! Eu coloquei minha mascara. È sempre bom esconder a identidade, sendo demônio, ou não.
Eu me transportei para dentro da casa. Nós demônios nem sempre precisamos do selo para se teletransportar. Dependendo do seu poder, podemos nós transportar até um local de certa área. E isso às vezes é bem útil, principalmente na hora de matar.
Enfim... Eu me teletransportei para casa, exatamente dentro do circulo de giz, cheio de sal e símbolos em volta. Como humanos são idiotas, pensam que colocar sangue e símbolos em volta podem aprisionar um demônio em um circulo de sal. Tudo bem, nós até ficamos presos, quando se é colocado os símbolos certos, mas é MUITO fácil de sair. È só assoprar o sal, e pronto, o circulo é desfeito.
– MEU DEUS! – gritou o humano assim que me viu. Ele deu um pulo e caiu de bunda no chão. Eu quase ri, quase, se eu o fizesse iria estragar a minha atuação – E-e-eu consegui? – Ele disse perplexo me encarando – Não acredito...
Eu fiz uma cara de surpresa e espanto e duvida. Não que eu queira me gabar, mas sou uma boa atriz. E está na cara que vai ser trabalho fácil.
– Onde estou? – perguntei na minha voz inocente mais convincente possível. Humanas são criaturas ingênuas e piedosas. Se eu fingir de desentendida, perdida e inocente, ele próprio humano acabará acreditando. E quando ele o fizer, eu começo a “brincadeira”.
– Está na minha casa – O humano disse inflando o peito – Eu lhe invoquei por causa de uma aposta de meus amigos... E agora você está presa no meu circulo de sal! – ele disse com um sorriso – Ou seja, por ora eu sou seu dono! – Mas que convencido pensei. Senti minha cauda de demônio ansiando para crescer por causa de minha raiva. Controle-se... Eu respirei fundo, contei até dez, e então falei com uma voz fofa.
– Mas eu quero ir para casa... – Falei com uma voz manhosa.
– Bem... – Ele disse meio sem graça. Hi, hi... Ele está começando a cair no jogo...
– Por favor... – pedi encostando a minha testa na barreira invisível que havia por causa do círculo de sal. Esse humano á minha frente não parecia ser muito forte psicologicamente, dava para ver que ele iria ceder logo, logo.
– Não... Acho melhor não... – Ele disse engolindo um seco. Okay Shadowlim... Pensa!
– Por favor... Eu preciso voltar para casa! – falei me ajoelhando. Okay, agora estou pagando mico.
– Casa? Nossa, eu não sabia que demônios tinham casa ou família... – Ele disse franzindo a testa. Sério, essa machucou.
– NOS TEMOS FAMILIA! – Gritei, quando percebi já estava em minha forma demoníaca. Não, ainda não estou insana, mas quase.
– C-calma... – Disse o humano dando um passo para trás. Eu respirei fundo, contei até dez. Não funcionou. Calma Shadowlim... Assim você vai estragar tudo... Lembre-se do seu treinamento... Eu fechai os olhos, mantive uma respiração lenta. Pense em coisas boas... Imagine que cada vez que expirar, estão vindo luz e coisas boas, e cada vez que expirar, está saindo uma fumaça negra com toda a raiva e coisas ruins.
Okay, isso parece patético, mas era isso ou perder minha sanidade por qualquer coisa. Eu ainda tenho sérios problemas de descontrole. Uma coisa que somente Abby sabe(porque e minha colega de quarto) é que uma vez por semana eu me encontro com a professora Lia para poder controlar minha raiva.
Enfim... Voltando... Eu finalmente me acalmei. Senti meus chifres diminuindo e minha cauda retrocedendo. Quando abri meus olhos, tenho certeza que meus olhos já estavam verdes, e meus cabelos já haviam voltado a cor ruiva.
– D-desculpe... – Eu falei com minha voz de inocente. Pois é, já estou atuando de novo. Desta vez meu controle da situação foi mais fácil. Deve ser porque estou longe das preocupações da escola.
– Está tudo bem... – Disse o humano com pena – Acho melhor eu te tirar daí... – Ele disse se aproximando.
Eu tive que me controlar para não rir. Como foi fácil. Mas, antes que ele pudesse desfazer o circulo de sal, outro humano, provavelmente amigo do que me invocara, entrou na casa gritando
– Joe! Não! – gritou um humano entrando na casa – Não faça isso – Mas era tarde demais. O tal Joe (como identifiquei) já havia me soltado.
Eu me transformei livremente em demônio, e abri um sorriso malicioso, me tele transportando para trás do humano que acabara de chegar, e assim, enfiei a mão no seu coração, matando-o. O homem caiu morto no chão, e então, aquele tal Joe me encarou perplexo. Como eu adoro aquela expressão. E então falei:
– Remember: it's not you who plays with the demons .They are playing with you!– E com isso eu me teletransportei para o andar de cima da casa, dando a impressão que eu havia desaparecido. Eu dei uma risada abafada enquanto andava devagar pela casa. O jogo começou.
Ouvi passos apressados, provavelmente o humano correndo para socorrer seu amigo. Como humanos são previsíveis.
Eu me teleportei para o primeiro andar novamente, onde encontrei o humano tentando encontrar algum sinal de vida no amigo. Sorri de orelha a orelha. Então cheguei bem perto, e sussurrei em sua orelha.
– Ele está morto! – Antes que ele pudesse virar para me encarar, eu me teleportei. Não vi a sua cara de horror, mas pude ouvir um grito de medo. Ai, como eu amo ouvir esse som.
Ouvi ele correndo desesperadamente até a porta da casa. Eu ri. Me teletransportei para a frente da mesma assim que ele chegou lá.
– Por aqui não!
– Por favor! Me deixa em paz! – Ele implorou. Eu ri.
– Não adianta! Você vai morrer do mesmo jeito! – Falei levantando uma sobrancelha, e em seguida me teleportei. Há... Gritos de horror e medo! Pude sentir o pavor do homem entrando na minha alma. Como eu adoro isso!
Ele começou a correr novamente. Hmpf... Humanos nunca aprendem?
Enquanto o tolo ser humano corria pela casa, eu me teleportei a sua frente. Ela arregalou os olhos dando um enorme grito enquanto pulava e caia para trás.
Eu ri diabolicamente enquanto me agachava a sua frente.
– Pronto para morrer?
– NÃO! NAAAAO!!! – Ele gritou. Eu abri minha mão, revelando minhas garras, e lentamente coloquei-as sobre seu peio, e pressionei, fazendo espirrar sangue para meu rosto. Eu sorri maleficamente , e em seguida arranquei seu coração.
– maldito... Você sujou meu rosto – Falei jogando o corpo morto em um canto qualquer.
Eu suspirei e comecei a vasculhar a casa. Sempre que eu mato minhas vitimas, eu procuro ter a posse dos bens materiais.
Estava olhando dentro de um armário, quando de repente eu ouço falarem sob minhas costas.
– Essa foi boa! – Murmuravam. Eu não me assustei, mas me virei lentamente para encarar a pessoa presente no local. Eu realmente pensei que estava sozinha.
– Você? – Vociferei trincando o maxilar. Aqui estava Masky, á minha frente. Por mais que a mascara cobrisse, tenho certeza que ele estava rindo.
– Pois é... Eu e Hoodie acabamos nos ferrando para caralho ao tentar matar o prefeito. Apareceram unas caras lá, e nós acabamos nos separando... – Ele murmurou tirando a mascara.
– Vocês tentaram matar o prefeito da cidade? – perguntei estreitando os olhos – Tudo bem que vocês querem matar... Mas isso é burrice!
–Isso sinceramente me ofende – ele disse rindo – Pode não parecer, mas eu sou um assassino de primeira, ouviu? Eu sou bem mais experiente que você imagina!
– Está mais para um idiota de primeira! Um fracassado, pervertido, filho da puta... – Comecei a falar, mas antes que eu terminasse, Masky agiu rapidamente.
Ele me segurou por um braço, e me puxou, de uma maneira que minhas costas batessem contra seu peito e passou por cima de meus braços de uma maneira que prendesse meu corpo ao dele. E então, com uma faca, ele colocou bem perto do meu peito. Admito que eu arfei, surpresa com seu ato.
– Só mais um centímetro mais fundo... E pronto, você morre! – Ele disse se referindo a faca que segurava parto de meu peito. Okay, ele conseguiu me pegar de surpresa. Tenho que admitir(para meu desgosto) que ele é bom. – Quem é o idiota agora? – Ele sussurrou roçando os lábios em minha orelha. Eu estremeci.
– Mas você esqueceu de uma coisa – Falei.
– O que? – Ele perguntou segurando com força em minha cintura.
– Que eu posso fazer... – Falei me tele transportando para trás dele -... Isso – Completei o empurrando no chão – Lembre-se de uma coisa! Mesmo que você seja bom, para mim vai continuar sendo um babaca, filho da puta, pervertido, idiota...
– E para mim... – Ele disse me encarando – Você vai continuar sendo uma garota chata, mimada, descontrolada, bipolar, raivosa, irritante...
– Garoto... – Eu disse levantando uma sobrancelha – Nenhum de seus argumentos me surpreende, para mim você vai continuar sendo um babaca, infantil... – Mas antes que eu pudesse completar, ele me puxou para perto de repente e me beijou. Eu fiquei sem me mexer, perplexa. Um segundo depois ele se distanciou, dando um sorriso debochado.
– Nenhum de meus argumentos lhe surpreende? Sei... – Ele disse rindo enquanto colocava sua mascara de volta, e em seguida saia da casa, deixando-me sozinha e totalmente confusa.
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