Eu não devia estar aqui
6 Confusões demais para um dia só
Notas iniciais
Jeff me encarava de uma maneira mortal! Parecia que tentava se controlar para não me matar agora mesmo. Eu fiquei confusa e apavorada ao mesmo tempo. Porque diabos ele está me encarando assim?
Meu olhar cruzou com o seu. Ele estreitou os olhos me lançando um olhar venenoso. Eu estremeci engolindo um seco.
Um garoto veio falar com o Jeff. Ele tinha cabelos castanhos e uma pele pálida. Não pude ver seus olhos, pois ele usava um tipo de óculos por cima e uma mascara cobrindo seu rosto.
– O que foi? – Eu o ouvi falar.
– Uma humana... – Respondeu Jeff em um sussurro.
– Onde?
– Ali! – Ele disse apontando para mim. Eu não me movi, ainda estava paralisada de medo. O garoto usando a mascara andou até a mim. Demorou um pouco, e então me dei conta do que estava acontecendo. Eu olhei para Sally que se encontrava no meu lado e perguntei.
– O que está acontecendo? – Perguntei.
– Eles te descobriram! – Ela disse perplexa. Eu lhe encarei franzindo a testa. Ela olhou para além de mim e engoliu um seco – O-oi T-tio Toby... – Ela disse. Eu me virei deparando-me com o garoto que usava uma mascara. Eu arfei lhe encarando. Ele me olhou de cima a baixo curioso.
– Quem é você? – Ele perguntou para mim.
– M-meu nome é Claire – Eu disse engolindo um seco.
– Sally... – Falou o garoto que reconheci como Toby – Você sabia que essa sua amiga aqui é humana?
– M-mas... – Ela tentou falar alguma coisa, mas eu a interrompi.
– Serio! Isso já esta ficando esquisito! Porque vocês ficam me chamando de “humana” afinal, vocês também são humanos! – Eu disse revirando os olhos. Eles me encararam – N-não são?
– Não... – Respondeu Toby – Não somos humanos... Somo Creepypastas!
– E o que diabos são Creepypasta? – Perguntei levantando uma sobrancelha.
– Algo que não lhe interessa! – Me responderam, mas não foi Toby ou Sally. Eu me virei, deparando-me com o Jeff. Ele me encarava com ódio, como se eu fosse inferior a ele.
– P-Por que não? – Eu perguntei engolindo um seco – Sou eu quem está confusa aqui...
– Ela não deveria estar aqui... – falou Jeff para Toby, ignorando-me totalmente.
– Eu sei – Toby respondeu – Mas se você ficar insano não ajudará em nada!– Disse Toby levantando uma sobrancelha.
– Eu não estou insano! – Respondeu Jeff entre os dentes.
– Alguém me explica o que está acontecendo aqui? – Perguntei. Eles somente me ignoraram. Ótimo! (sarcasmo)
– T-tio Jeff... Calma – Sally falou para Jeff.
– Eu estou calmo! – Ele disse rangendo os dentes e fechando as mãos em um punho.
– Jeff... – Falou Toby colocando uma mão em seu ombro.
– Me deixa em paz! Ticci Toby – Jeff respondeu dando ênfase no “Ticci Toby” em um tom de provocação. Toby lhe encarou lançando lhe um olhar venenoso.
– Cala a boca Jeff!
– O que está havendo aqui? – Uma voz autoritária gritou. Eu me virei, e percebi que todos os alunos nos encaravam. Eu corei de vergonha. Olhei para o portão, onde encontrei o dono da voz. Somente pela sua presença eu já me senti estremecer. Ele era alto e esguio, sua presença trazia uma sensação gélida de medo, e seu rosto... Bem... Ele não havia rosto...
– T-tio Slender... – Falou Sally engolindo um seco.
– O que está acontecendo? – Ele perguntou novamente, que dizer, quando ele falava parecia mais como se sua voz estivesse falando em minha cabeça, isso faz mais sentido do que a maiorias das coisas que vem me acontecendo em vinte e quatro horas, pois afinal, ele não tem boca!
– Quer saber o que está acontecendo Slender? – Perguntou Jeff cerrando os punhos – Eu também quero saber! – Ele disse rangendo os dentes. Eu lhe encarei estremecendo. Ele tremia, como se estivesse fora de controlo, ou como um brinquedo defeituoso.
– Há... Merda! – Uma garota exclamou, ela usava uma mascara branca que tinha os lábios e os olhos negros. Ela se aproximou de Jeff bufando – Anos de terapia para de perder no primeiro dia de aula! – Ela disse se posicionando na frente de Jeff – Ei! Retardado mental! Para com isso! Tá pagando mico! — Ela disse tanto um tapinha na sua cabeça.
– C-Cala boca Jane! – Ele respondeu rangendo os dentes – não está vendo que a porra tá seria aqui?
– Sim... – Ela falou suspirando – Eu estou percebendo isso, e por isso e estou aqui para salvar o sai de novo antes de você perder a sanidade!
– EU NÃO ESTOU INSANO! CARALHO! – Ele gritou descontroladamente.
– CHEGA – Berrou o tal Slender. Tentáculos negros saíram de suas costas e seguraram Jeff o suspendendo no ar. - Sally – Ele se virou para a mesma com a voz já amena, enquanto Jeff tentava se livrar em vão do tentáculo em torno de sua cintura – Me diga, já você que é a única sã aqui... – Ele disse lançando um olhar venenoso a Jeff (Como, se ele não tem olho?).
–... Conte-me – Slender continuou a “falar” – Em nome de Zalgo, o que diabos está acontecendo aqui?
– F-foi por causa dela ali... – Disse Sally apontando para mim.
– Por quê?
– Porque ela é humana... – Ela sussurrou, mas com certeza todos ouviram. Ouvi várias exclamações pelo salão, todos ficaram perplexos e chocados, eu somente abaixei a cabeça e corei. Mesmo sem saber o que acontecia, eu sentia que coisa boa é que não era...
– HUMANA? — Ele perguntou Perplexo me encarando – Qual seu nome? – Ele me perguntou de uma maneira autoritária curiosa e raivosa.
– C-Claire... – Falei engolindo um seco.
– E o que você está fazendo aqui, Claire?
– E-eu não sei... – Falei sentindo lagrimas escorrerem as minhas bochechas – E-eu recebi uma carta para vir estudar na escola... Eu não sabia... Eu não sabia q-que... – Não consegui completar a frase, senti o bile subir na minha garganta. Eu o engoli enquanto enxugava as lagrimas.
– Carta? – Ele perguntou confuso – Estanho... Geralmente sou eu mesmo quem preparo e envio as cartas... Eu lembro-me bem de cada Creepypasta de qual escrevi, mas não me lembro de você... – Ele disse confuso – Deixe-me ver a carta – Ele suplicou. Eu assenti, e peguei a carta em minha mala e entreguei e em sua mão. Ele a leu e franziu a testa (Se é que tem testa...).
– Estranho... Essa letra realmente é parecida com a minha... – Ele encarou os alunos ao redor – Atenção! – Ele chamou atenção de todos os presentes no pátio – Temos aqui e agora, um evento que nunca ocorrera em mais de cem anos! Uma humana está aqui na escola! – Ele falou, fazendo que os murmúrios começassem no local – Está mais que claro que não fui eu quem mandará a carta á garota! E com certeza essa carta não se fez sozinha! Iremos investigar sobre como a carta veio parar nas mãos da humana, e as aulas seguirão normalmente até segunda ordem, entendidos?
– Sim! – Todos responderam em uníssono, menos eu, que ainda estava perplexa.
– Espera! – Gritou Jeff se desvencilhando do tentáculo de Slender e caindo no chão com agilidade – E o que será feio dela? – Ele perguntou apontando para mim.
– Hmm... – Slender murmurou pensativo – Ela irá ficar aqui até desvendarmos o ocorrido.
– O QUE? – Eu e Jeff perguntamos em uníssonos incrédulos. Jeff me encarou lançando-me um olhar venenoso me fazendo estremecer.
– Vocês ouviram bem! Ela já sabe demais, será arriscado demais deixa-la ir embora!
– Então vamos mata-la! – Gritou Jeff furioso.
– M-me matar? – Perguntei perplexa. Ele me encarou com ódio no olhar. Ele pegou uma faca no bolso do moletom e apontou em minha direção.
– Se fosse por mim você já estaria aos pedaços agora! – Ele ameaçou apontando a faca em minha direção. Eu estremeci, tropeçando para trás e caindo de bunda no chão.
– Jeff... – Repreendeu Slender – Não aja precipitadamente... E não, não iremos mata-la! Seu desaparecimento provavelmente chamará muita atenção, e além do mais... Se ela fora convidada para cá, deve ser por algum motivo... — Ele disse entendendo um tentáculo em minha direção e puxando meu pulso ajudando-me a ficar em pé. Eu estremeci ao toque do tentáculo, ela frio, gélido, viscoso e mole e gelatinoso.
– Não! – Reclamou Jeff – Uma humana aqui dentro? Fala sério? De vários anos conservando a cultura Creepypasta vocês decidem jogar tudo fora por causa de uma humana maldita que por algum motivo que não interessa veio parar aqui dentro? È isso que vocês estão dizendo?
– Sim Jeff... È exatamente isso que estou dizendo... Algum problema? – Perguntou Slender me modo ameaçador. Jeff lhe lançou um olhar venenoso.
– Não – Falou Jeff cuspindo as palavras – Nenhum problema, “diretor Slender” – Ele disse fazendo sinal de aspas.
– Enfim... – Prosseguiu Slender ignorando Jeff – Alguém gostaria de se oferecer para ser colega de quarto da humana?
– Eu! Eu! Me escolhe! Me escolhe – Uma voz aguda e animada ressoou no salão, uma mão se levantou na multidão, e quem quer que a tenha erguido estava pulando.
– Alguém mais? Mais ninguém? — Slender perguntou olhando em volta, ele suspirou — Tudo bem Kate, pode vir... – Disse Slender suspirando pesadamente. Rapidamente uma garota começou vi a nossa direção. Ela parecia radiante e animada.
– Olá Slendy! Quanto tempo! – Ela disse para Slender – Oi Sally, como vai o Ben? – Ela perguntou para a mesma fazendo carinho na sua cabeça.
– E-Ele vai bem... – Respondeu Sally.
– E aí Jeff – Falou a tal Kate piscando para Jeff – Você continua com a mesma cara de coringa de sempre!
– Vai se foder! – Ele falou estre os dentes.
– Xii! Está de mal humor... Mas tudo bem, eu perdoo! – Ela disse rindo. Jeff somente revirou os olhos trincando os dentes. Kate parou de rir e finalmente me encarou, ela me analisou de cima a baixo, e então sorriu.
– E você! Prazer em lhe conhecer – Ela disse pegando minha mão e apertando – Você mal pisou na escola e agora já é o assunto mais falado! Enfim! Meu nome inteiro é Katlyn Lugwood! Nome de Creepypasta é Kat Blood!
– Prazer, meu nome é Claire... — Eu disse gaguejando. Ela é animada e histeria. Eu a encarei. Ela tinha cabelos dourados e cacheados que caiam em cascatas sobre suas costas, e em sua longa cabeleira haviam varias mechas vermelhas. Ela tinha olhos vermelhos profundos e tinha uma pele levemente bronzeada.
– Katlyn, leve as bagagens suas e de sua colega de quarto para o quarto 008 – Slender falou para Kate, que sorriu, e em seguida fez o que ele pediu – E eu gostaria que o Sr.Jeffrey e a Sra. Claire me acompanhassem! – Ele pediu. Eu engoli um seco e assenti. Jeff revirou os olhos e cruzou os braços. Nós dois acompanhamos Slender até o lado de fora do pátio, onde provavelmente estavam-se decidindo os colegas de quarto.
Slender nos levou até uma porta onde dizia “sala do diretor” e nos estramos na mesma.
Ele se sentou-se à mesa, e sem seguida pediu para eu e Jeff sentarmos nas poltronas a frente. Eu me sentei relutante, tentando ficar o mais longe de Jeff possível.
– Devem estar se perguntando do porque de eu ter chamado vocês aqui... – Disse Slender nos encarando.
– Um pouco – admiti. Jeff somente rosnou em resposta.
– Enfim... Primeiramente eu gostaria que você, Jeff, repetisse a regra numero um da escola...
– Por quê? – Jeff perguntou revirando os olhos.
– Somente repita!
– Tudo bem! – disse Jeff bufando – “Regra numero um: A não ser em aulas de treinamento não se deve machucar o colega! Se um aluno cometer tal delito será repreendido! Se um aluno for morto, o culpado será , ou expulso da escola, ou punido fisicamente” – Falou Jeff em uma voz monótona!
– Exatamente... – Disse Slender – Eu gostaria de deixar claro, Jeff, que agora Claire também deverá ser considerada uma aluna, ela irá frequentar as aulas normalmente, ou seja, você não terá o direito de ataca-la. – Disse Slender cruzando os braços.
– quem disse que eu quero ataca-la?
– Eu pude ler em sua mente...
– HÀÀÀ!!! PUTA QUE PATIU SLENDER! CADÊ A PRIVACIDADE? EU QUERO MATAR ESSA FILHA DA PUTA AQUI NO MEU LADO! MAS EU NÃO VOU FAZER PORQUE NÃO POSSO! PONTO FINAL!- Gritou Jeff de modo insano. Eu estremeci, tentando-me manter o mais longe possível dele. Slender percebendo meu incômodo falou:
– Fique calma, ele não poderá lhe machucar dentro dos limites da escola – Disse Slender me acalmando. Eu suspirei aliviada – Claire, eu chamei você aqui para lhe avisar que, você irá visitar todas as aulas normalmente, como em uma escola qualquer, a diferença que aqui os estudos podem ser mais sanguinários e diferentes para humanos como você, entende?
– E-eu acho que entendo – eu sussurrei.
– Muito bem – Disse Jeff se levantando bruscamente. Ele me encarou com um sorriso psicopata no rosto – Vamos ver quanto tempo irá aguentar – Ele disse em tom de ameaça, e logo em seguida se retirou da sala.
– Bem... – Disse Slender suspirando e me entregando um papel – Aqui estão seus horários! Diferente de outras escolas, nós não temos matérias para você escolher, aqui todos os alunos tem os horários iguais! Entendido? – Ele perguntou me encarando.
– Entendido! – Falei assentindo.
– Está dispensava, procure o seu perspectivo quarto, e prepare-se amanhã começam as aulas!
Eu assenti pegando meus horários e sando do escritório do Slender. Eu tremia, pois no fundo eu abominava cada segundo mais próximo do dia seguinte.
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