Eu nunca tive nada com Jason Grace
1 Nada, nada, nada...
Notas iniciais
“Eu nunca tive nada com Jason Grace.”
Era preciso ser estritamente claro quando dizia isso, pois as pessoas não costumavam acreditar. Elas viviam falando que eram lados opostos da mesma moeda (embora discordasse fervorosamente).
Mas ainda precisava dizer que nunca, jamais, teria nada com Jason Grace, porque Jason Grace era apenas um dia de glória entre tantos outros dias – trezentos e alguns quebrados, porque nunca é necessário exatidão.
Contudo, ainda insistiam em não acreditar nele.
Não tinha um álibi sequer que pudesse usar, mas ele realmente não o vira nos últimos dias. Juraria de pés juntos, se quisessem. Afinal, eles só estavam quase se trombando por um momento vazio no corredor.
Só aquele momento. Aquele único, precioso, silencioso e breve momento no qual nem mesmo se olhavam. Só sabiam um do outro pelo cheiro alheio tão singular. Aquele que nunca estaria escrito que sabiam reconhecer tão bem.
Queriam – todos eles, camundongos intrometidos — que Leo confessasse, mas ele mesmo insistia em não saber o que deveria confessar.
Só sabia mesmo era rir com certo deboche e contrapor:
“Eu nunca tive nada, nada, nada com Jason Grace.”
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