Notas iniciais
YAAAAAAAYY!!! Gente! Hoje os personagens começaram a aparecer! Tenho que informar que ainda estou esperando uma ficha de um menino e uma ficha de professor... Quero que as fichas cheguem logo, entenderam? Rsrsrsrs...

Estou na frente do cemitério da cidade. Hoje mesmo eu irei para a tal escola, e ela é de uma cidade um tanto longe daqui, por isso preciso me despedir de alguém.

Eu respirei fundo e adentrei no cemitério.

O local estava coberto por uma fina e gélida neblina. Ainda bem que hoje eu trouxe meu casaco. Eu suspirei abraçando meus braços enquanto caminhava até a lápide desejada.

1977-2015

Aqui Jaz Aline Miller.

Uma esposa incrível, que com certeza, boa mãe.

Eu suspirei colocando as rosas brancas que eu tinha trazido. Sinalizando o seu descanso final.

– Oi mamãe... – Sussurrei – Já faz uma semana desde que eu não te visito... Às vezes eu gostaria de poder saber de sua aparência... Mas pelo que eu ouvi, eu sei que você é bonita... Mesmo que u nunca tenha lhe conhecido, ou pelo mesmo que eu lembre... Eu sei que você teria sido uma boa mãe...

Eu suspirei acariciando o tumulo. Às vezes eu tento imagina-la como ela seria atualmente. Claro que eu já vi as fotos dela, mas quando ela era mais jovem. Eu sempre a imagino como uma mãe divertida, com olhos violetas, como os meus, e cabelos negros.

– Mãe... – Eu suspirei – Hoje não vai ser somente uma visita comum... Eu vim me despedir... – eu sussurrei. O vento soou mais forte no local, fazendo o cabelo chicotear meu rosto.

– Sei que deve estar surpresa- Sussurrei – Mas eu recebi uma carta... – Falei tirando a carta do bolso – E me convidaram para uma escola interna, que fica um pouco longe daqui... Então essa pode ser a ultima vez que falo com você... – Sussurrei, lágrimas escorriam pelas minhas bochechas e caíam no solo. Eu posso não ter conhecido minha mãe direito, mas eu sinto que ela teria me apoiado, sempre estaria ao meu lado, ás vezes até acho que ela é melhor companhia do que a maioria das pessoas.

– Mãe... – Eu murmurei soluçando – Por favor, não fique triste... Isso não é um adeus... È um até em breve! Eu prometo mãe... Eu prometo que irei vê-la de novo... – murmurei enxugando minhas lagrimas – Você deve estar curiosa sobre o que têm na carta... – Eu murmurei – Bem... Aqui está... – colocando a carta sobre o túmulo – Espero que o correio também funcione no céu – Falei dando uma risada seca. Legal, agora estou usando humor negro... (Sarcasmo)

– Bem... – eu sussurrei – Eu também queria lhe entregar isso – falei pegando meu diário da bolsa – Eu escrevi várias coisas aqui... E estou querendo compartilhar tudo com você... – Murmurei. Em seguida cavei um pequeno espaço no solo, e enterrei o diário. Coloquei a terra por cima novamente.

– Até logo mamãe... – Sussurrei – Espero que nos vejamos em breve... – Sussurrei me colocando em pé. Olhei em volta. A neblina começou a aumentar, e o céu ficou nublado, como se á qualquer momento pudesse chover.

Eu suspirei começando a sair do cemitério. Fui direto para casa. Meu pai iria me dar carona até o aeroporto, e depois disso eu quem iria me virar sozinha.

Às vezes tento compreender porque Lucia e meu pai me odeiam tanto. Eu sei o porquê deles me odiarem, mas eu não gosto de pensar nisso, então se você leitor, está curioso, sinto muito dizer que agora não irei revelar o porquê. (N/A: Não seja tão má...) (N/Claire: D-desculpa... Mas é ruim ficar lembrando isso...).

Bem... Eu cheguei a casa e fui direto para meu quarto tentando evitar cruzar com meu pai ou com a Lucia.

Ainda estou meio abalada pelo que ouve ontem. Geralmente eu não sou de brigar. Eu sempre me mantive calada, sempre sou quieta, e sinto como se as coisas estivessem meio diferentes agora.

Eu somente chequei mais uma vez as malas e esperei até a hora de ir. Meia hora depois meu pai me chamou para ir. Eu desci levando minhas duas malas e minha mochila.

Ele nem se ofereceu para ajudar, somente pegou e jogou tudo no porta-malas do carro. Durante toda a viagem ele ficou inexpressivo e calado, igual a mim.

Quando chegamos ao aeroporto, eu saio do carro, peguei minhas coisas e fui em direção aos portões, mas meu pai me chamou antes, que me surpreendeu.

– Claire... – Ele murmurou. Eu lhe encarei – Boa sorte – Ele falou um tanto inexpressivo. Parecia que ele queria falar algo mais, mas somente se calou.

– Obrigada – murmurei abraçando os braços. Ele assentiu, e em seguida voltou para o carro. Eu o observei partir. Suspirei entrando no aeroporto.

Meu voo sairia em uma hora. Decidi passar na lanchonete do aeroporto e comprar um sanduiche.

Subi as escadas rolantes e fui em direção ao Mcdonalds do local. Eu suspirei entrando na fila. Assim que comprei meu lanche, chequei o horado. DROGA! Eu estava atrasada.

Eu peguei minhas malas e sai correndo em disparada até os portões da sala de embarque. Por ironia do destino acabei esbarrando em alguém. Nós duas caímos de bunda no chão.

– D-desculpa... – Murmurei encarando-a. Ela parecia ter minha idade, a mesma tinha cabelos castanhos e olhos também castanhos, e uma pele clara. Ela me fuzilou o olhar durante um segundo como se quisesse me matar ali mesmo, fazendo-me estremecer, mas então ela relaxou a expressão e suspirou.

– Há... Foi mal... È que eu estava meio atrasada para meu voo – Ela murmurou com uma cara séria enquanto se levantava e tirando a poeira, e eu fiz o mesmo.

– Atrasada para o voo? – Perguntei – Eu também – Falei rindo.

– Há é? Para onde você vai? – Ela perguntou um tanto curiosa.

– Para a cidade Estrange Hills... – Murmurei.

– Sério? – Ela falou surpresa – Eu também! – Ela falou andando em direção ao portão, eu a acompanhei.

– A proposito... Eu sou Claire. Prazer – Falei estendendo a mão.

– Prazer... Eu sou Abby – Ela disse ignorando minha mão.

– O que você vai fazer na cidade? – Murmurei.

– Você vai ficar me enchendo de perguntas? – Ela murmurou me encarando.

– D-desculpa – murmurei abaixando a cabeça, afinal é o que faço na maioria das vezes, abaixo a cabeça e espero a bronca...

– Tudo bem... – Ela disse revirando os olhos — Eu vou para uma escola interna...

– Eu também – Falei inclinando a cabeça para o lado.

– Que conhecidencia – Ela disse rindo.

– Bem... Melhor a gente ir logo senão o avião vai partir sem a gente... – murmurei.

– Ai meu deus? O que a gente está fazendo? Rápido corre garota! – Ela disse disparando pelo salão.

Eu não pude evitar rir, e a acompanhei correndo ao seu lado.

Bem... Com bastante esforço e correria nos chegamos ao avião a tempo.

– Bem... – Ela falou – Eu vou sentar em minha cadeira... A gente se vê depois? – Ela falou me encarando.

– A gente se vê depois – Afirmei indo em direção a minha cadeira.

Fui em direção á minha cadeira e me sentei no lado da janela. Não demorou muito e logo um garoto veio e se sentou ao meu lado. Ele usava uma camisa preta, calça jeans preta, sapato preto. Seus olhos eram verdes e seu cabelo era dourados. Logo em seguida o avião começou a subir. Depois de um tempo decidi tentar puxar conversa com o garoto ao meu lado.

– Er... Oi? – Falei com um sorriso simpático. Ele não me encarou. Percebi que usava fones de ouvido. – Olá? – Chamei novamente.

– Você é barulhenta – Ele murmurou.

– Há... – Comprimi os lábios – Desculpa... – Murmurei engolindo um seco. Ele deu um riso revirando os olhos – Q-qual seu nome? – Perguntei.

– Me chame de Luck – Ele falou sem nem me olhar, somente concentrado na tela de seu celular.

– Er... Eu me chamo Claire – Falei com um sorriso simpático. Ele me ignorou continuando a olhar o celular. Bem... Como sou curiosa (E ainda acho que essa curiosidade um dia ainda vai me matar) Decidi espiar o que ele estava fazendo no celular.

– O que está espiando – Ele falo cuspindo as palavras.

– E-eu fiquei meio curiosa... – Falei engolindo um seco.

– A curiosidade matou o gato...

– Estava assistindo o anime Death Note? – Perguntei tentando desviar o assunto. Ele me encarou, e sorriu.

– Você já assistiu? – Ele falou.

– Já! – Falei – De vez em quando eu assisto alguns animes.

– ainda bem que o avião tem Wi-fi, pois a única maneira de me manter acordado é assistindo animes... – Ele murmurou pensativo.

– Porque você quer se manter acordado? – Falei levantando uma sobrancelha. Ele me encarou.

– Nada... – Ele disse bufando – Bem... Se me der licença eu preciso assistir animes agora... – Ele repuxando os lábios, e em seguida voltou sua atenção para a tela do celular.

Eu suspirei me aconchegando na cadeira. Eu bocejei. Já percebi que essa viagem vai ser longa... Pensei. Não demorou muito e logo minhas pálpebras ficaram pesadas, e o sono me dominou. E então eu dormi

Notas finais
Vocês já devem ter percebido que a Claire não é uma garota com uma personalidade muito forte, ela é até bem tímida e gentil :3 Ps: Se eu errei em alguma coisa na personalidade dos personagens, por favor me avisem... '-'