Eu estrelo você

1 Gabriel desgraçado !!


Notas iniciais
Yoooo pessoal !! A minha internet voltou :D e agora trago-lhes esta nova fanfic >.< eu espero que gostem =3 E bem... Hoje j irei postar o primeiro captulo da segunda temporada de "A Deusa Fujoshi", fiquem atentos u-u, vou colocar o link na primeira temporada =3

Gabriel POV

Estou em frente ao portão da casa do Vinícius, e meu dedo está á poucos centímetros da campainha.

E-eu não vou conseguir... Eu definitivamente não vou conseguir... ! Faz tempo que não nos falamos, e eu vir aqui de repente é muito... Eu não posso... Eu nunca conseguirei dizer isso à ele.. Vini...

N-não !! Gabriel !! Você tem que conseguir !! Você fez muita força para chegar até aqui na casa dele !! Seria tudo em vão se você voltasse agora !! Vamos... Falta pouco... T-toque a campainha !

V-Vini... Eu tenho que te dizer isso... É muito importante... Você precisa saber... E-eu não estarei fazendo isso por você, mas sim, por mim... Eu preciso te falar isso... E-eu preciso ! Será o único jeito de eu me libertar e seguir em frente !

Não Gabriel !! Mesmo que você a toque, ele não irá te ouvir. O Vini só vai brigar com você como se ele tivesse toda a razão !! Você sabe que ele é uma pessoa má, ele NUNCA se importou com você, e não é agora que ele vai se importar !

Mesmo que ele brigue comigo... Mesmo que ele me bata... Mesmo que ele faça o que quiser... E-eu terei dito... E isso já será o suficiente.

Mentira ! Não será o suficiente ! Você não quer apenas que ele te ouça... Tudo que você deseja é o...

— Amor e o carinho do Vini...— Sussurrei pra mim mesmo, enquanto aproximava meu dedo em 1 centímetro pra perto da campainha.

G-Gabriel... Falta muito pouco... Consiga ! Seja forte ! Toque a campainha !!

— T-toque... A-a campainha...— Sussurrei. Meu dedos estavam todos trêmulos, inúmeras lágrimas escorriam dos meus olhos e eu sentia uma dor enorme dentro de mim.

T-tudo que o Vini me fez à um ano atrás... Eu nunca entendi o motivo daquelas coisas... Têm que haver uma explicação... E-eu preciso que ele me diga.. !

Mentira ! Não há explicações, o Vini fez tudo aquilo porquê ele nunca se importou comigo, ele sempre só pensou nele mesmo... Tudo que ele quer é um seme bem forte pra ele, eu aposto...

Aquele besta possui todos os defeitos do mundo, fala muito palavrão e é um completo idiota !

M-mas mesmo assim... Eu não consigo controlar... M-meus sentimentos...

V-Vini... E-eu...

— Eu estrelo você...— Murmurei, enquanto tocava a campainha.

No momento em que ouvi o barulho da campainha, senti uma tontura fortíssima e uma enorme dor dentro de mim. Tudo começou a girar e a se apagar deixando minha visão totalmente obscura.

Vinícius POV

— Vinícius ! Vai lá atender a campainha !— Ordenou minha avó, Maria.

— Ah não vó ! Eu tô mexendo no tablet ! Vai lá você !— Gritei do meu quarto.

Meu nome é Vinícius, tenho 15 anos, sou um garoto comum que vive uma vida bem comum, estudo no segundo ano do colegial no período da manhã. Ainda estamos no começo do ano, hoje é dia 20 de fevereiro de 2019, são cerca de 14:30 da tarde.

Meus cabelos são loiros, minha pele é branca e meus olhos são azuis, eu tenho mais ou menos 1,75 de altura e peso uns 60 quilos. Sem querer ser metido, mas eu me acho bonito, embora eu ainda não namore ninguém.

Meus hobbies ? Hm... Eu gosto de jogar alguns jogos e de ver yaoi, eu simplesmente amo yaoi, espero que um dia eu encontre um seme pra mim... Daqueles que são bem dominantes na cama.. Ohoho.

Além disso, também gosto de dançar músicas k-pop, acho muito divertido (embora eu não consiga executar todos os passos das coreografias direito).

Eu moro com minha avó, com meu avô e com minha prima numa casa bem comum. E minha mãe mora com meu irmão na casa aqui do lado.

— Vinícius !! Meu deus !! Vem aqui fora, rápido !!— Falou minha avó Maria num tom de desespero enquanto abria a porta do meu quarto.

— Affe Maria, se for pra ver coisa besta eu te mato, sua cachorra !— Falei. Minha avó têm 50 anos, mas possui uma aparência de 35 anos. Ah, sua personalidade também diz respeito à sua aparência, pois ela é alegre, extrovertida e tem um jeito bem jovem de ser. Eu e ela temos uma relação de amizade bem profunda, por isso eu falo com ela de qualquer jeito, assim como ela fala comigo de qualquer jeito também. Eu adoro isso. É a melhor avó do mundo.

— Vem logo caramba !!— Falou Maria. Eu fui com ela, nós passamos pelo quintal da casa e pelo corredor, até chegar ao portão.

Pela cara e pelo tom de voz da Maria parece ser alguma coisa muito grave... Mas, se ela estiver me aprontando alguma eu vou ficar muito bravo.

Quando a Maria abriu o portão, vi um corpo caído no meio da calçada com a cabeça tocando o asfalto da rua. Era o corpo do meu colega, Gabriel.

Havia sangue escorrendo da cabeça dele, e isso me deixou com muito medo.

— Nossa !! O que ele tá fazendo aqui !? O que aconteceu !? Ele está morto !?— Perguntei à minha avó.

— Eu não sei !! Meu Deus !!— Exclamou Maria, desesperada, quase chorando.

Será que mataram o Gabriel ?? Não pode ser... Ele fez alguma coisa ? O que aconteceu, droga !?

Eu conheci o Gabriel na sexta série, e ele foi o meu melhor amigo até o primeiro ano do colegial. Só que, aconteceram muitas coisas que acabaram nos afastando. Nós mal nos falamos agora, e eu não possuo mais afinidade com ele, então o considero apenas um colega.

— Eu vou chamar alguém !!— Corri pelo corredor e fui até a casa dos fundos, lá, chamei Denis, um tio meu que mora no fundo da minha casa junto com a minha tia.

— Tio !! Tem uma pessoa caída com a cabeça sangrando lá na calçada ! Preciso que você ajude !— Avisei à ele.

Ele nem pensou duas vezes, só de ver minha cara já foi correndo comigo até lá fora.

— Ele está vivo ! O sangue na cabeça dele deve ser por causa de uma batida na guia da calçada.— Disse meu tio, enquanto pegava o Gabriel no colo e levava pra dentro. Eu e minha avó o seguimos.

Ao chegar lá, ele deitou o Gabriel na cama e enfaixou a cabeça dele c-com... T-tenho até vergonha de dizer, mas é porquê não tinha mais nada pra colocar. C-com papel higiênico...

— E-ele vai ficar bem... ?— Perguntei.

— Não sei, é melhor levarmos ele no médico urgente para que possam examiná-lo. Eu não entendo muito de medicina, mas talvez possa ser grave.— Respondeu meu tio.

— Ai meu Deus... O quê nós vamos falar pros pais dele ? Vão achar que a culpa foi nossa...— Falou minha avó, enquanto tomava um copo de água com açúcar junto de um calmante.

— Acho que é bom nós chamarmos uma ambulância depressa...— Falei, assustado.— E se ele levou um traumatismo craniano ??

— A-AH !!!! N-nem me diga isso !!— Exclamou minha avó.

— Gente ! Eu falei pra Roberta vir, a vizinha, sabem ? Ela é médica.— Falou Thalia, enquanto adentrava o quarto.

Thalia é minha prima, ela possui 14 anos. Seus cabelos são pretos, ondulados e grandes. Seus olhos são castanhos e sua pele é branca. Ah, e ela é bem gordinha também.

Ficamos esperando por quatro minutos, até que a vizinha veio e começou a examinar a cabeça do Gabriel.

Gabriel está deitado na cama da minha avó e do meu avô, no quarto deles. E nós aqui, tremendo de nervosismo.

A médica retirou as faixas improvisadas da cabeça dele e colocou faixas de verdade.

— Olhem, pelo quê eu vi, fisicamente foi só um pequeno corte na cabeça. Ele caiu ?— Perguntou a dona Roberta.

— Nós não sabemos ! Quando eu cheguei ele já estava lá caído na calçada !— Disse Maria.— Você não sabe de nada Vinícius ? Ele é seu amigo !

— Eu não sei ! Nós nem nos falamos mais !

— É bom vocês o levarem pro hospital pra tirarem um raio x da cabeça dele, só por garantia. Aliás, têm uma coisa que eu notei aqui.— Falou a mulher.

— O quê ?— Perguntamos, eu, a Thalia e a minha avó.

— Ele está com pressão a baixa, provavelmente deve ter desmaiado por causa de uma forte tontura. Talvez ele tenha anemia ou labirintite.— Falou Roberta.

— Ah... Então ele desmaiou, caiu e bateu a cabeça na guia da calçada ?— Perguntei.

— Provavelmente foi isso.— Respondeu Roberta.

Uffa, isso já me descarta as possibilidades de terem tentado assassiná-lo, já pensou que tragédia seria se ele estivesse fugindo pra minha casa !? Eu viraria um alvo de ladrões !!

— Eu vou ligar pros pais dele ! É melhor, que aí eles mesmos levam ele pro médico.— Falou Maria.

Maria ligou pro pai dele e o homem falou que viria voando pra cá, aposto que ficou muitíssimo preocupado.

Que besteira. Se não foi assassinato então é só um pequeno corte, não há nada de grave nisso.

Fui pro meu quarto e continuei mexendo no meu tablet. Vi que meu amigo Victor estava online e fui puxar assunto com ele.

Eu : E aí vadia, ja deu o cu muito hoje ?

Victor : cala a boca vaca, vc que ama dar o cu :v

Eu : 100pri ♥, apenas amo ♥

Victor : kkkkkkkkkk

Eu : hoje nós vamos dançar ?

Victor : pode ser, mas só depois.

Eu : pq ?

Victor : tem gente aqui agora :v

Eu : ah... Aqui em casa tá um caos.

Victor : hm ? pq ?

Eu : a vizinha, meu tio e um colega meu estão aqui.

Victor : eita quanta gente

Eu : é uma porra mas nao posso fazer nada :v quero que eles vão embora logo :v

Victor : Eu entendo

Eu : quando eu arrumar um seme pra mim quero morar sozinho com ele ♥

Victor : ah, vai conseguir muito. Ô se vai.

Eu : vou sim sua vaca u.u e ainda vou esfregar na tua cara ♥

Victor : HAHAHAHA, eu pelo menos pego um monte de menino, vc não :P

Eu : eu so n tenho muita sorte T_T

Continuei conversando com o Victor por mais uns 20 minutos, ele mora do outro lado do estado, o conheço apenas pela internet, mas, ele é um amigo bem legal.

Minha avó entrou no quarto e me chamou

— Seu amigo acordou...— Falou Maria, enquanto se sentava na minha cama.

— É, e aí ? Ele tá bem ?— Perguntei.

— Não...— Respondeu ela.

— Por quê ?

— Quando ele acordou, ficou olhando assim pro teto... Pro quarto... Pra cama... Pra todo o canto, sem dar uma palavra.— Disse minha vó, enquanto imitava o jeito dele olhar pros lugares.

— Eita...

— Foi como se ele nunca tivesse visto nada daquilo antes, ele até ficou mexendo os dedos e olhando a própria mão, como se achasse incrível o fato de ter controle sobre os próprios dedos.

— Ele perdeu a memória ?— Perguntei.

— Parece que perdeu. Ele agora tá lá, todo encolhido no canto da cama com medo que a gente chegue mais perto. Sem dar uma palavra.— Respondeu minha vó.— A Roberta está tentando falar com ele, pra ver se ele consegue se lembrar, ou pelo menos, dizer algo.

— Aposto que ele tá fingindo.— Falei.

— Para, que palpite de mau gosto.

Eu e Maria fomos pro quarto dela, e lá eu vi o Gabriel sentado em cima da cama, todo encolhido no canto.

— Gabriel ? Tudo bem ? Consegue me entender ?— Perguntou Roberta.

Fiquei apenas observando a Roberta tentar falar com ele, mas aí percebi... Que minha "observação" estava sendo retribuída. Gabriel não desgrudava os olhos de mim.

— Ele tá olhando pra você Vinícius.— Falou Thalia, que estava sentada numa poltrona que têm no quarto.

— Eu tô vendo porra.— Falei.

Fiquei andando de um lado pro outro, e os olhos e o rosto dele me seguiam sem parar.

— Vini... ?— Perguntou Gabriel.

— Ele disse alguma coisa !! E foi o seu nome !! Ele lembrou de você !— Falou Maria.

— Oi... — Respondi.

— Vem cá Vinícius, me ajude.— Pediu Roberta.

Me sentei na cama, na frente do Gabriel e tentei me comunicar com ele.

— Oi Gabriel, você lembra de mim ?— Perguntei.

Ele ficou uns 20 segundos sem dizer nada... E só depois foi falar.

— Lembra de mim !— Exclamou ele, com um tom de voz bem alto.

— C-claro que eu lembro de você, mas... Está tudo bem ?— Perguntei.

— Está tudo bem.— Respondeu ele.

— Você lembra que lugar é esse ? E quem são essas pessoas ?— Perguntei, me referindo à minha avó, à Thalia e à Roberta. Meu tio Denis já tinha voltado pro fundo.

Ele ficou mais uns 20 segundos sem dizer nada, e apenas depois ele foi falar.

— São essas pessoas !!— Exclamou ele, num tom de voz bem alto.

— Quem ??— Perguntei.

— Quem ??— "Respondeu" ele.

Tá, ele está doido da silva.

— Ele só tá repetindo o quê o Vinícius tá falando...— Murmurou Thalia.

— Mas, já é um progresso, continue tentando, Vinícius.— Pediu Roberta.

— Errr... Bem... Gabriel, você lembra do pessoal da escola ?— Perguntei.

— D-da escola ??

— Sim, da escola.

— Sim !! Da escola !!

— Affe. Desisto.

— Desisto !— Exclamou ele.

Ouvi a Maria e a Thalia rindo da minha cara, e decidi sair do quarto, só que... Quando eu estava saindo...

— Não vai embora, Vini...— Pediu Gabriel.

— Não me chama de Vini.— Falei.

— Chama de Vini !— Exclamou ele, com um sorriso alegre no rosto.

Tá, agora eu desisto mesmo.

Voltei pro meu quarto e deixei o Gabriel pra lá, o garoto me inferniza até quando perde as memórias, que chato.

Continuei à conversar com o Victor pelo tablet quando ouvi gritarias com choro vindas do quarto.

— O VINI FOI EMBORA !!!— Gritou Gabriel, que pelo tom de voz, estava chorando.

— ÔÔ, ele não foi embora não, eu vou ir lá chamar ele pra você.. Calma..— Ouvi minha vó falando.

— CHAMAR ELE PRA VOCê !! CALMA !!— Ele continuou chorando.

Aff, não estou acreditando nisso.

Minha avó veio até o meu quarto e me chamou :

— Seu amigo tá te chamando, fica lá com ele.

— Ah não vó, eu tô mexendo no tablet agora.

— Larga de ser chato Vinícius ! O menino tá machucado, e é só até o pai dele chegar !

Resmunguei e voltei pro quarto da minha vó, onde estava o Gabriel.

Ele agora estava sentado de pernas cruzadas, enquanto chorava na cama. UM CHORO INFINITAMENTE ALTO QUE SE DÁ PRA OUVIR DE LÁ DOS CONFINS DO INFERNO

É muito ridículo ver um garoto dessa idade chorando desse jeito, eca.

Gabriel é um pouco menor do que eu, ele tem cabelos pretos e bem bagunçados, seus olhos são castanhos e sua pele também é branca... Bom, não sei descrevê-lo muito bem, ele é... Sei lá, estranho.

— Calma Gabriel, o "Vini" chegou.— Falou Roberta.

Odeio que me chamem de Vini, abreviação mais tosca do mundo.

— O Vini chegou...— Murmurou ele, enquanto começava a parar de chorar ao me ver.

— "eeee, o Vini chegou, ele está aqui, tam dam !!!"— Falei, imitando uma voz de criança.

— Tam dam !!— Exclamou Gabriel, enquanto dava um sorrisinho.

— Isso não está dando certo, porra, ele tá parecendo um nenem.— Falei.

— Tam dam !!!!!!— Gritou Gabriel, com um enorme sorriso no rosto.

— Isso é estranho, talvez seja algum problema psicológico que envolva você.— Falou Roberta.

— V-Vini... A-ah... E-e....— Murmurou Gabriel. Ele parecia ter se esquecido das palavras, enquanto fazia força pra lembrá-las.

O quê será que ele quer falar ?

— O que foi ?— Perguntei.

— E-ee.... Iii...— Murmurou ele, e logo, pareceu ter desistido de tentar se lembrar das palavras esquecidas.

— Gabriel, sua cabeça dói em algum lugar ?— Perguntei, enquanto me sentava na cama de frente pra ele.

— Dói em algum lugar...— Falou ele.

— Aonde ?— Perguntei.

— Aqui ó...— Respondeu ele, enquanto tocava no peito e fazia uma cara triste.

Nós todos nos espantamos muito com a resposta... S-será que o problema era no coração dele ? Será que ele tinha sofrido um infarto !?

— É... Melhor ele fazer vários exames, e urgente.— Falou Roberta.

— Vini.— Disse Gabriel.

— O quê ?

Gabriel se aproximou bem perto de mim e deu um beijo na minha bochecha, na frente de todos que estavam no quarto.

E após beijar, ficou com um rosto sorridente e inocente.

— HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM— Zoou a minha prima, Thalia.

— Mas nossa...— Murmurou minha avó.

Passei a mão no rosto, limpando.

— ECA !! O-O QUE DIABOS FOI ISSO ?— Perguntei.

— Foi isso !— Respondeu ele.

— RESPONDE DIREITO !!!

— Tam dam !!!— Falou Gabriel.

— Tam dam não !!!— Falei.

— Tam dam sim !!!!!— Falou ele.

Me estressei e sai furioso do quarto da minha avó. COMO ELE PODE ME DAR UM BEIJO NO ROSTO, NA FRENTE DE TODO MUNDO !!? ELE É LOUCO !!? Não vou mais ficar perto dele, de jeito nem um !!! Aposto que ele vai me infernizar e me causar muitos problemas !!

Entrei no meu quarto e me preparei pra desabafar com o Victor.

— O VINI FOI EMBORA DE NOVO !!!!!— Berrou ele do outro quarto, chorando.

Não vou me importar desta vez ! Chega !

Gabriel se levantou da cama, no início ele teve um pouco de dificuldade, mas, começou a ir se apoiando pela parede até que conseguisse equilíbrio suficiente pra andar sozinho (apesar de andar de um modo desajeitado).

Roberta, Maria e Thalia não fizeram nada pra impedir.

— Ele tá indo atrás do "Vini"— Falou Thalia, enquanto gargalhava.

— Ele consegue andar, isso é bom.— Disse Roberta.

Gabriel entrou com o rosto cheio de lágrimas no meu quarto, e ficou olhando pra mim.

— Foi embora, Vini !!— Falou ele.

— FUI !! E vou de novo !— Falei, enquanto pegava meu tablet e ia na direção dele pra sair do meu quarto.

Gabriel pegou o meu tablet e se jogou em cima da minha cama.

— Devolve !!!— Falei.

— Tam dam !!!— Gritou ele, de um jeito alegre.

Subi em cima da cama pra tentar pegar o tablet dele.

Ele tentou me impedir colocando o pé na minha bochecha, e me empurrando pra trás.

Tentei de mil formas pegar o tablet sem machucá-lo, mas não consegui. A única coisa que me resta à fazer é usar a força.

— Dói, dói, dói !— Falou ele.

— E-estou q-quase... P-pegando...— Falei.

Gabriel fez um pouco de força no braço e arremessou o Tablet na parede do quarto, para que eu não pegasse.

— Tam dam !!!— Falou ele, com um rosto sorridente.

M-meu... T-tablet...

Fui inconformado até o tablet que caíra no chão, e quando tentei ligá-lo, não obtive sucesso.

— DESGRAÇADO !!!! EU VOU TE MATAR !!!!— Berrei.

Continua no capítulo 02.