Eu estrelo você
2 Agora ferrou... Minha vida será um inferno !
Notas iniciais
Vinícius POV
— DESGRAÇADO !!!! EU VOU TE MATAR !!!! — Berrei.
— Te matar !! — Exclamou Gabriel, tentando imitar uma voz de bravo.
Fui até ele e dei vários socos em seus braços, pois ele os colocou na frente pra se proteger. Não demorou muito para que ele começasse a chorar de novo.
— O que foi !!? Por quê ele tá chorando ? — Perguntou minha avó, enquanto adentrava o meu quarto.
— Ele quebrou o meu tablet !! — Respondi.
— Meu tablet !! — Falou Gabriel, enquanto continuava chorando.
— NÃO É SEU, É MEU !!! — Exclamei.
— É meu !! — Disse ele, enquanto berrava igual uma criança.
— SEU UMA OVA !! VOCÊ TACOU ELE NA PAREDE E AGORA TÁ TODO QUEBRADO !! E-EU TE ODEIO, GABRIEL !! — Exclamei, enquanto saía do quarto.
Saí de casa e fiquei sentado na calçada, droga de Gabriel ! Agora não vou mais poder conversar com ninguém !!
Um carro parou em frente a calçada, e um homem desceu de dentro dele.
— É aqui que é a casa da Maria ? — Perguntou o homem.
— É sim. — Respondi.
— Eu sou o pai do Gabriel. — Falou o homem.
Eu já fui várias vezes na casa do Gabriel mas nunca tinha visto o pai dele lá, ele tinha me dito que o pai dele trabalha o dia inteiro e só chega em casa de noite.
— Pode entrar, ele tá lá dentro. — Fui com ele até dentro de casa.
Finalmente o Gabriel vai embora !
Levei o homem até o meu quarto. Gabriel estava sentado no chão, brincando com o meu tablet quebrado. Ele tinha parado de chorar.
— Solta... — Falei.
Gabriel soltou o tablet e começou a encarar o homem.
Maria adentrou o quarto junto com Roberta, e falou :
— Ele não lembra de mais nada, e agora está agindo igual uma criança.
— Você precisa levar ele no médico ainda hoje. — Sugeriu Roberta.
— Mas, o quê aconteceu ? Como ele perdeu as memórias ? — Perguntou o pai do Gabriel.
— Pelo que eu analisei, ele sentiu uma tontura forte, desmaiou e bateu a cabeça na guia da calçada. — Falou Roberta.
— Filho... Lembra de mim ? — Perguntou o homem.
— Lembra de mim. — Falou Gabriel.
— Sou eu, o seu papai. — Disse o homem.
Gabriel continuou olhando pro homem, mas provavelmente não se lembrou de nada.
— Parece que ele não lembra mesmo, a única pessoa que ele lembrou foi o Vinícius. — Contou Maria.
— Tam dam !! Foi o Vini !! — Exclamou Gabriel, dessa vez, com um sorriso no rosto.
— Desculpem eu ter demorado, é que o trânsito estava muito ruim.. — Falou o homem.
— Ah, então foi isso, é normal. — Disse Maria.
— Filho, levanta, vamos pro médico. — Falou o pai do Gabriel.
— Pro médico não ! — Exclamou Gabriel.
— Gabriel... Vai no médico com o papai vai, aí você vai ficar muito bom pra poder vir brincar com o Vini. — Falou Roberta.
— ... — Nem falei nada, melhor ficar quieto mesmo.
— Brincar com o Vini ! — Exclamou Gabriel, enquanto se levantava do chão.
— Vamos filho. — Falou o homem, enquanto pegava na mão do Gabriel e levava ele pra fora do quarto e pra fora de casa, em seguida.
— Não... Não !! Brincar com o Vini !! — Exclamou Gabriel, em um tom de desespero.
— Depois você brinca, primeiro você tem que passar no médico ! Olha a sua cabeça como está enfaixada ! — Exclamou o homem, enquanto andava com o Gabriel no corredor.
Fiquei olhando ele ir embora, do fim do corredor.
Gabriel ficou olhando pra mim com os olhos cheios de lágrimas.
— Eu quero brincar com o Vini, moço !! Não me leva !! — Exclamou Gabriel.
O pai do Gabriel fez uma cara triste.. Provavelmente ficou chateado por ter sido chamado de "moço" pelo próprio filho.
— Para com isso menino !! Você é homem !! Anda direito, engrossa a voz, para de manha !! — Falou o pai do Gabriel.
— E-EU "QUELO" FICAR COM O VINI !!! NÃO "QUELO" IR "EMBOLA" ! — Berrou Gabriel enquanto começava a chorar, e de tanto choro, até se embolou com as palavras.
Eles passaram pelo portão e fecharam o mesmo, minha última visão foi a do rosto triste do Gabriel cheio de lágrimas.
Finalmente foi embora, ufa, que chato. Tomara que ele recupere as memórias logo pra pagar o meu tablet.
Me deitei no sofá da sala e fiquei conversando com minha avó, que estava lavando louça na cozinha.
— Tomara que o Gabriel fique bom logo, não é ? — Falou Maria, minha avó.
— Uhum, ele vai ficar, ele foi pro médico agora. — Falei.
— Você viu menino, que engraçado ? A única pessoa que ele lembrou foi de você, ele deve te considerar bastante especial. — Falou Maria.
— Bastante especial mesmo, até deu um beijo na bochecha do Vinícius. — Implicou minha prima Thalia.
— Aff, ele nem se lembrou de mim, só lembrou do meu nome. — Falei.
— Só do nome ? Eu acho que não, por quê você viu ? Ele não quis desgrudar de você nem por um minuto. — Disse Maria.
— Ele quebrou o meu tablet... Aquele filho da pulta... Vou fazer ele pagar quando a memória dele voltar... — Falei.
— É só mandar pra consertar. — Sugeriu Thalia.
— aff. — Murmurei.
A tarde passou, e ao cair da noite a minha mãe chegou.
Minha avó aproveitou pra fofocar todo o acontecido pra ela... Droga, minha mãe nunca foi com a cara do Gabriel, porquê ela sempre desconfiou que nós fôssemos namorados... E graças à isso, ela também desconfia que eu seja gay.
Tudo porquê até antes de perder as memórias, o Gabriel sempre foi muito grudento comigo.
*Flashback ON ~~ Há um ano atrás*
Eu e Gabriel estávamos sozinhos no quarto da minha avó, ambos, assistindo televisão sentadinhos na cama.
Ele foi aproximando sua mão pra perto da minha, até que nossos dedinhos se tocaram. No momento que eu senti o toque, tirei minha mão de perto.
— O quê foi ? — Perguntou ele.
— Não fica tentando fazer isso, é desnecessário. — Respondi.
— P-puxa Vini, isso não é desnecessário... E-eu gosto muito de tocar na sua mão... — Falou Gabriel.
— E se alguém entra no quarto e vê ?? — Perguntei.
— A gente diz que somos namorados. — Respondeu ele.
Dei uma risadinha irônica.
— E qual o problema, Vini ? E-eu não ligo pra isso... Eu só quero ficar o tempo todo com você... Quero sair com você, ter o meu primeiro encontro com você... Quero te dar presentes, quero te fazer carinho.. — Falou ele.
— Para. — Falei.
Gabriel desviou o olhar, deu uma coçada no cabelo e depois de dois minutos, voltou à falar.
— Outro dia eu fui no shopping Tatuapé, e lá na entrada, vi vários garotos da minha idade andando de mãos dadas... — Contou Gabriel, com o rosto vermelho.
— HAHAHAHAHA, vai nascer o dia que vou andar de mãos dadas com você. — Falei.
— Você tem vergonha ? — Perguntou ele.
— Não, eu só não quero mesmo. — Respondi.
— Hunf, você não vai ligar pra isso quando amar alguém de verdade. — Falou ele.
— Por quê ? — Perguntei.
— Porquê quando nós amamos alguém, somos capazes de dar tudo por essa pessoa... Somos capazes de fazer qualquer coisa pra ficar perto dela... — Falou Gabriel. — Oquê quero dizer é que, sua vontade de querer ficar com a pessoa, sua vontade de tocá-la será tanta que você vai querer tocá-la até mesmo em locais públicos como um shopping, e isso resultará em andar de mãos dadas.
— Isso aí é besteira... — Falei.
— Como eu disse, você vai entender quando amar alguém............ De verdade. — Falou Gabriel, com uma expressão triste.
*Flashback OFF*
Isso mesmo... O Gabriel sempre foi um menino estranho... Ele sempre foi de falar dessas coisas de amor e romance.. E toda hora ele tentava grudar em mim de algum jeito...
Tsk, que bastardo.
No dia seguinte, acordei cedinho pra ir pra escola.
— Eaí Vinícius. — Falou minha melhor amiga, Isabel.
— Eaí. — Falei.
Nós dois estávamos na frente da escada que levava ao segundo andar do colégio.
— Ontem meu dia foi terrível. — Falei.
— O que foi ? Tinha uma mulher pelada na tua cama com a xoxota à mostra ? — Perguntou Isa.
— Não !! Pior do que isso !! — Exclamei.
— Eita, deve ser muito ruim mesmo, hein. — Falou ela.
— Sabe o Gabriel ? — Perguntei.
Contei toda à história pra Isa, e ela ficou de boca aberta.
— Hahahaha, ele sem memórias e agindo igual a um bebê ? Essa eu quero ver. — Falou ela.
— E O PIOR ! ELE QUEBROU O MEU TABLET ! — Exclamei.
— Se fodeu.
— Quando ele recobrar as memórias, vou fazer aquela pulta pagar ! Se não, eu mato ele ! Eu juro ! — Exclamei.
Depois de um dia de aula comum, voltei pra casa e cheguei lá às 12:30, eu moro perto da escola.
— Vinícius, o pai do Gabriel ligou... — Murmurou minha avó.
— E o quê ele disse ? — Perguntei.
— Falou que o Gabriel desmaiou e perdeu as memórias por causa de um trauma psicológico. Ele vai precisar ir à um psicólogo. — Contou minha avó.
— Eita... — Murmurei.
— E têm mais. — Disse minha vó.
— O quê ? — Perguntei.
— Ele falou que o menino está muito triste, fica o tempo todo sentado na cama, sem comer nada, sem fazer nada, só falando que quer ver o "Vini", e às vezes chora, quando acha que você nunca mais vai ver ele. — Contou Maria.
— Err.... Ele têm alguma doença mental ? Ele é autista ? — Perguntei.
— Não. Mas pelo jeito ele gosta MUUUUUUUUITO de você. — Respondeu minha avó. — Nós vamos lá na casa dele ver como ele está.
— Ahhhhhhhh não !!! Pra quê !!? — Perguntei.
— Mas caramba Vinícius, o menino fica chorando lá falando que quer te ver, e você não liga nem um pouco pra ele ??? — Perguntou minha avó.
— Aff... Vamos logo. — Respondi.
QUE ÓDIO !! AQUELA VADIA VAI ME PAGAR POR TUDO ISSO !! VOU ACABAR COM ELE QUANDO ELE RECUPERAR A MEMÓRIA !!
Eu e Maria fomos até a casa dele, fica á uns 30 minutos da minha, apé.
Eu já fui lá várias vezes, é uma casa bonita e grande de dois andares, toda azul. Ele têm uma vida boa vivendo ali.
O pai dele nos recebeu no portão.
— Vocês vieram mesmo, hein ? O Gabriel tá lá em cima, parecendo um morto. — Falou o pai dele, com uma cara triste.
— O quê o médico falou ? — Perguntou Maria.
— Oquê eu disse no telefone, e além daquilo, disse que ele vai recuperar as memórias rápido, mas vai precisar visitar os lugares que ele visitava antes, e fazer as coisas que ele fazia para se lembrar. — Respondeu o pai dele.
— Ah, que boa noticia ! Então é melhor ele começar a frequentar a escola de novo ! — Sugeriu Maria.
— O médico sugeriu pra ele voltar pra escola só na próxima semana. Mas, não sei se ele vai poder ir desse jeito que ele está... Ele não levantou nem da cama, desde quando chegou do médico. — Contou o pai dele.
— Nossa... — Murmurou Maria.
Subimos as escadas e fomos até o quarto dele.
Gabriel estava sentado na cama, de cabeça baixa sem mover um músculo.
Seus olhos estavam... "Vazios". Dava até medo.
— Espera, não deixem ele os ver ainda... Olhem isso.. — Falou o pai dele.
O pai dele entrou sozinho no quarto e foi até o Gabriel.
— Filho... ?
— ... — Gabriel ficou quieto.
— A comida está quentinha... Quer que eu traga pra você... ?
— Cadê o Vini... Moço ? — Perguntou ele, com um tom de voz sério e baixo.
— O Vini... Tá ali... — Respondeu o pai dele.
Aff.
Entrei no quarto e me sentei na cama, na frente do Gabriel.
— Oiii ! — Falei.
— Vini... — Murmurou ele, enquanto olhava pra mim.
— Eu cheguei ! Estou aqui, Gabriel. — Falei, fazendo uma voz alegre.
Gabriel colocou sua mão em cima da minha, e começou a olhar dentro dos meus olhos com uma expressão triste.
— E-eu pensei... Q-que você fosse m-me abandonar... D-de novo... — Falou ele.
Eu, Maria e o pai dele ficamos totalmente quietos e imóveis ao ouvir aquelas palavras.
C-como assim... De novo ?
— Ah não, vamos parar com isso !! Você está todo triste e eu não quero te ver assim !! — Exclamei, enquanto puxava ele pra fora da cama.
— Eu vou te ensinar a dançar. — Falei.
— Ensinar... A dançar... ? — Perguntou ele.
— Sim ! É só imitar meus movimentos ! — Respondi.
— Movimentos ! — Exclamou ele.
Se eu pelo menos tivesse meu tablet pra colocar a música.. Mister mister...
— Primeiro você coloca a perna assim, e o braço assim. — Falei.
— O braço assim ! — Exclamou ele.
— Não !! Assim tá errado !! — Exclamei. — É assim.
— É assim !
— Não, assim também não ! Você tá todo torto ! — Exclamei.
— Tam dam !!! Assim !!! — Exclamou ele, com um sorriso no rosto.
— Isso ! — Falei. — Aí depois você tem que fazer dess... — Parei de falar, quando me lembrei que a próxima parte é sensual demais para mostrar na frente do pai dele e da minha avó.
— V-Vini... Você tá bravo... ? — Perguntou Gabriel.
— Não, por quê ?
— O "cableti"...
— Ah, o tablet... Deixa ele pra lá, depois eu compro outro. — Falei.
Mentira, ainda estou com raiva.
O pai dele e Maria saíram do quarto, deixando nós dois sozinhos.
Gabriel deitou na cama e ligou a televisão no desenho.
Me sentei na cama, ao lado dele.
— V-v-v-vini.... — Murmurou ele.
— O quê ?
— M-me faz carinho.. ? — Perguntou Gabriel.
O quê raios de pergunta é essa ?
— Não. — Respondi friamente.
Ficamos nós dois em silêncio, assistindo o desenho depois da minha resposta.
Alguns minutos depois, o pai dele adentra o quarto com uma bandeja com um prato de comida. Arroz, feijão, salada de alface e tomate e batata frita.
— Filho, quer comer agora ? — Perguntou ele.
— Quero moço ! — Respondeu o Gabriel.
— Gabriel !! Não chame ele de moço !! Ele é o seu pai, você não lembra dele !? Você têm que chamá-lo de papai, pois ele faz tudo por você ! — Exclamei.
— Papai ! Eu quero comer ! — Exclamou Gabriel.
— Espera. — Falei.
Peguei a bandeja da mão do pai dele, me levantei e fui até a cozinha. Lá, coloquei duas salsichas no prato e voltei pro quarto.
Eu me lembro que o Gabriel não comia salsicha antes, será que ele se esqueceu disso e vai comer agora ?
Me sentei na cama e dei de comer pro Gabriel.
Peguei a colher (é melhor usar uma colher pra não derramar), a enchi de arroz com feijão e coloquei na boca dele.
— Está gostoso ? — Perguntei.
— Está gostoso ! — Respondeu ele.
Peguei um pedaço de salsicha e misturei com arroz na colher, em seguida, enfiei na boca dele.
Ele deu duas mastigadas e cuspiu a salsicha no prato.
— Que nojo !! Não cuspa a salsicha no prato ! — Falei.
— "Saxixa" é ruim, Vini. — Disse Gabriel, enquanto fazia uma cara feia.
— Bom, o médico falou que o Gabriel deve se lembrar de coisas como... O sabor dos alimentos, ir ao banheiro, tomar banho, beber água e mexer no computador. — Contou o pai dele.
— Há... — Murmurei.
— Batata. — Pediu ele.
Espetei duas batatas fritas com o garfo e coloquei na boca dele.
Maria entrou no quarto e falou :
— Vinícius, o Gabriel vai ficar lá em casa até ele ficar bom de novo.
— O QUÊ !!!??? — Exclamei.
— Eu e o Flávio (nome do pai do Gabriel) conversamos, e é melhor ele ficar lá por causa de você, se ele não for, vai ficar todo deprimido e isso não vai ser bom pra ele. — Contou minha avó.
— Batata. — Pediu Gabriel.
— É, mas não se preocupem, eu vou ir lá visitar o Gabriel sempre, e vou sempre mandar dinheiro pra comprar as coisas dele. — Falou o pai dele.
— Vai ser legal, os berros dele vão deixar a casa mais animada. — Falou minha avó.
— M-mas... M-mas... — Murmurei.
— Batata. — Pediu Gabriel, De novo.
— Aonde ele vai dormir ? — Perguntei.
— Na sua cama, ué. — Respondeu Maria.
— NA MINHA CAMA !!!!?????????
— Batata Vini !! Eu quero batata !! — Insistiu Gabriel.
— Aaaaahhh ! Você não pode comer só batata frita ! Você tem que comer o resto também ! — Falei, enquanto enfiava um pedaço de tomate na boca dele com a colher.
— Sim, ele vai dormir na sua cama. — Afirmou Maria.
— E eu vou dormir aonde !!? — Perguntei.
— Você dorme no chão. — Respondeu Maria.
— Batata. — Pediu Gabriel.
— NÃO !!! VOCÊ VAI COMER ALFACE !! — Enfiei uma folha de alface dentro da boca do Gabriel com o garfo. — Por quê eu tenho que dormir no chão e ele na cama ???
— Porquê ele tá doente, e você não.
— M-mais... M-mais... Q-que injusto !!
— Agora eu quero batata. — Pediu Gabriel.
— Toma logo a batata... — Falei, enquanto enfiava um pedaço de salsicha na boca dele.
— Arggh... "Saxixa" não Vini ! Eu quero batata ! — Exclamou ele, enquanto cuspia a salsicha no prato.
Depois do Gabriel acabar de comer, eu, ele e minha avó fomos pra minha casa apé.
O pai dele colocou junto do material escolar do Gabriel, algumas roupas na mochila pra que ele pudesse levar.
Chegamos em casa. A tarde seria um tédio sem o meu tablet pra mexer.
Fiquei deitado de barriga pra cima na minha cama, e o Gabriel ficou fuçando alguma coisa dentro do meu armário.
Ele estava com o corpo inteiro dentro do meu armário, apenas com as pernas de fora... Aposto que fez a maior bagunça. Mas, estou com preguiça de ir arrumar... Q-que tédio.
— Tam dam !!! — Exclamou Gabriel, enquanto saía de dentro do armário com algo em mãos. Fiquei com preguiça de olhar pra ver o que era.
— O que foi... ? — Perguntei.
— Vini ! Você tem um "saxixão" ! — Exclamou ele.
— Hã ? Que salsichão ?
Olhei pra ele e vi o que ele segurava em mãos...
.. AQUILO É O MEU....
V-VIBRADOR !!
Agora ferrou... Minha vida será um inferno com o Gabriel morando comigo.
Continua no capítulo 03.
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