Eu estou sonhando? |Tsukishima Kei|
1 Capítulo 01
Eu estava olhando para os meus posteres de animes na parede, eu não aguentava mais aquela vida, eu só estudava, não tinha nada de ânimo, eu nem sabia o que eu queria fazer da minha vida, de cabeça baixa eu acabei pegando no sono em cima dos meus livros da escola.
"Naomi, seu amigo está ai, ele já chegou e você ainda esta deitada minha filha." Eu ouvi uma voz meiga, eu abri os olhos, e eu não sabia onde estava, o quarto foi ficando claro pelas cortinas estarem sendo abertas. "Naomi, você esta me ouvindo?"
"Desculpa, onde eu estou."
"Filha você tá bem?" Disse a moça de cabelos pretos se aproximando de mim, eu me assustei me afastando um pouco e concordei com a cabeça.
"Você sabe como Tsukishima é chato, se eu fosse você eu iria logo." Disse a moça, saindo do quarto.
Eu levantei da cama meio desnorteada, eu olhei para os lados, e aquele realmente não era o meu quarto. "Tsukishima? Espera o loiro de Haikyuu, eu estou alucinando, droga." Eu exclamei e procurei o meu uniforme em algum lugar daquele quarto, eu coloquei o uniforme, escovei os dentes e desci as escadas correndo.
Eu sai de casa, olhando para o endereço, e logo dei de cara com o loiro, que já estava bravo, e Yamaguchi ao lado dele, com um olhar um pouco preocupado.
"Kaguya-san? Tá tudo bem?" Ele perguntou me olhando, e eu apenas concordei com a cabeça olhando para eles, "Você tá diferente."
"Ah, eu só."
"Vamos logo, vamos acabar nos atrasando." Disse o loiro me dando um olhar mortal, e eu logo o segui, fomos andando até a escola.
Chegando lá eu fiquei um pouco perdida, eu não sabia qual era a minha turma, eu estava muito agitada, e andava de um lado para o outro, eu deixei os meninos em um canto, e fui pegar um iogurte na máquina.
"Você vai aproveitar esse dia, afinal eu não sei como eu vim parar aqui, mas eu sei que eu posso sair daqui a qualquer momento e eu nunca mais vou ter essa chance." Eu sussurrei para mim mesma olhando para Tsukishima, se isso era uma alucinação por que parecia tão real, eu ainda não tinha tocado neles, será que no momento em que eu tocar, eles vão desaparecer, só tinha um jeito de descobrir.
"Kaguya-san, a aula já vai começar, vamos para a sala." Disse Yamaguchi vindo para o meu lado, e eu apenas sorri concordando com ele, e o seguindo.
Eu estava na mesma sala que eles? Droga eu era tão inteligente assim. As horas foram passando e eram apenas aulas, aulas e mais aulas, eu não aguentava mais aquilo, estava cansativo, além de que aquela matéria era avançada demais para que eu pudesse entender por completo, o que acabou acontecendo é que eu fiquei meio avoada durante as aulas, e parece que eles perceberam, no horário do almoço eu fui atrás deles quando eles me olharam estranho ao ver que eu tinha comprado apenas batatas fritas para almoçar.
"Agora eu quem quero saber, você tá bem?" Perguntou Tsukishima, me olhando de baixo para cima, apontando para o meu prato. "Apenas batatas, você vai comer isso e em cinco minutos vai estar com fome novamente." Ele disse me olhando.
"Eu estou sem fome."
"Deu! Kaguya, fala o que tá acontecendo." Ele perguntou enquanto ele estava colocando o seu almoço na mesa, eu olhei para ele fazendo o mesmo, mas antes que ele pudesse sentar eu apenas sorri olhando para ele.
"Não briga comigo, eu preciso testar." Eu sussurrei olhando para ele.
"Testar o que? E não..." Antes que ele pudesse terminar eu o abracei, afundando minha cabeça no corpo dele, eu estava sentindo ele, sentindo o seu perfume, respiração e batimento cardíaco, se não era apenas alucinação, o que estava acontecendo?
Ele me empurrou um pouco para longe dele, foi quando ele percebeu meu rosto ardendo em vermelho, eu fiquei realmente envergonhada com aquilo, eu deixei minhas batatas, e sai do refeitórios, os deixando lá, era Haikyuu certo, então eu iria explorar a escola, que eu tanto achei que séria impossível eu estar ali.
Eu fui para o lado dos esportes, vendo a quadra de vôlei, e eu vi tudo, e logo eu senti uma mão grande no meu ombro. "Kaguya?" Eu virei e vi Tsukishima, ele sentou ao meu lado, e eu apenas o abracei novamente, dessa vez afundando o meu rosto em seu peitoral, ele não disse nada, e eu comecei a chorar descontroladamente. "O que tá acontecendo."
"Você é real não é, você pode me ajudar?"
"Real? É claro que eu sou real, te ajudar com o que?"
"Eu só quero ficar aqui passar a minha vida aqui, eu não sou daqui, entendeu, eu nunca estive aqui, eu nunca nem fui para o Japão, que idiota, eu estou desabafando com você esperando que você saiba o que está acontecendo, mas nem eu sei."
"Tá bom, nos vamos sair da escola, ir para outro lugar, e você vai me explicar o que tá acontecendo."
"Por que você tá se importando?"
"Por que você tá chorando, e porquê eu amo uma fofoca, você sabe que eu gosto de saber o que tá acontecendo." Ele disse sorrindo, e eu só concordei com a cabeça olhando para ele. "Você poderia comentar alguma coisa, além de só concordar com a cabeça."
"Tá bom."
Saímos da escola, e ele me levou para um lanchonete, comprou duas fatia de bolo de morango, ele colocou na mesa e parou me olhando, sentando na mesa.
"E seu boletim perfeito?"
"Como você acabou de dizer ele perfeito, apenas uma falta não vai estragar, agora me explica o que esta acontecendo."
Tentar explicar para ele foi a coisa mais difícil que eu já fiz, explicar para ele, que aquela não era a minha realidade, e que por incrível que pareça eu o conhecia, mas eu nunca vivi com ele, não contei da parte do anime, afinal acho que ele ia ter uma crise existencial.
"E é isso, eu acho que eu estou ficando louca, e também acho que eu vou sair desse mundo quando eu dormir."
"Então vamos nos divertir, afinal eu não sei nada sobre você." Ele disse sorrindo me olhando, ele parecia estar sendo sincero, eu achei engraçado a sua reação, e com um garfo com o pedaço de bolo em sua boca, ele me olhou ajeitando o meu cabelo para o lado. "Então o seu nome é mesmo Naomi Kaguya?"
"Sim." Eu disse concordando com a cabeça.
"Você disse que nunca veio para o Japão, mas é um nome japonês."
"Os meus pais são japoneses."
"Me conta mais."
"Bom, o meu nome você já sabe, eu tenho 15 anos, e minhas notas são ótimas, mas não nessas matérias que eu não sou avançada nelas, e eu não sei como eu consigo falar com você sendo que eu tenho fobia social, além de você ter quase dois metros de altura."
"Você que é pequena demais." Ele disse rindo.
"Afinal, eu posso perguntar o que eu sou para você, aqui nessa realidade?"
"Amiga." Ele excitou, mas acabou dizendo.
"Umm, achei que você fosse mais chato." Eu disse rindo.
"Sua aparência é assim na sua outra realidade?"
"Na verdade não."
"Então você não é loira, e tem o cabelo com as pontas azuis por que você me fez pintar um dia de madrugada?"
"Não, eu tenho o cabelo ruivo, comprido, cacheado, e os olhos castanhos." Eu disse olhando para ele. "Talvez eu possa desenhar para você se eu continuar presa aqui." Eu exclamei olhando para ele.
"Quer ir para o parque?"
"O que?"
"Hoje pode ser o seu ultimo dia aqui não é, tem um parque pequeno, e tem uma montanha russa e uma roda gigante muito alta, vai dar para ver a cidade inteira."
Ele disse levantando da mesa, saímos da lanchonete e ele me levou para o lugar, ele pagou alguns doces para mim, o que eu estava estranhando, ele não era tão fofo assim, andamos pelo parque enquanto as horas foram passando, eu já tinha visto boa parte da vista da província do Japão, era incrível, e como já estava ficando tarde decidimos ir em ultimo brinquedo e fomos para a montanha russa.
Na montanha russa eu olhei para Tsukishima, que sorriu me olhando, eu abracei o seu braço enquanto o carrinho subia, na hora em que iria despencar eu olhei para o loiro, que apenas ajeitou o meu cabelo, o carrinho começou a cair, e eu apenas levantei os meus braços me divertindo, o vento no meu cabelo, e toda aquela adrenalina foi incrível.
"Eu nunca te vi tão viva quando agora." Ele disse sorrindo.
"Sério, eu nunca me divertia?"
"Parecia que não."
Depois que saímos da montanha russa ele me vestiu com a sua jaqueta do time pelo vento e me olhou sorrindo.
"Então eu não sei voltar para casa." Eu disse rindo olhando para ele.
"Vamos para a minha, eu espero que se você não for mais você amanhã, você tem que me ver por último. Não se preocupa, seus pais não vão estranhar."
Ele não deixou eu discordar e fomos indo para a casa dele, eu olhei para ele meio confusa, mas eu o acompanhei, chegamos na casa dele, tiramos os sapatos e logo veio alguém nos receber.
"Kaguya, Kei, vocês demoraram hoje, tem comida pronta."
"Obrigada mãe, mas acabamos de comer." Ele disse e eu apenas concordei com a cabeça olhando para ele, e o segui até o seu quarto, ele entrou virando um porta retrato antes que eu pudesse ver.
"Kei?"
"Uhm."
"Por que eu venho para a sua casa."
"Eu já disse, somos amigos."
"Por que não me conta a verdade."
"Por que você não me fala como é na sua realidade."
"Chato." Eu disse me aproximando dele, que estava sentado na cama ao meu lado, eu o abracei afundando o meu rosto em seu peitoral, quando ele começou a passar a mão no meu cabelo, eu estava cansada lutando contra o sono, eu olhei para ele sorrindo, ele apenas sorriu para mim também.
"Volta mais vezes."
"Claro." Eu disse sorrindo me deixando levar pelo sono.
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