Eu e a vida da garota ao lado

2 Capítulo 2 Insistência


Notas iniciais
purpurr... Palavras ou frases marcadas com ( * ) serão explicadas nas notas finais do capítulo.

—Está bem...- Ele suspirou, hesitou em continuar a historia mas o colega de quarto o encarava como um cachorro com fome.-Era uma amizade inocente, como a de qualquer outra criança ,sabe... Mas eu não podia negar que sentia algo diferente mas como dizer para alguém o que sentia algo e não sabia explica o que era.—Ele fala começando uma croqui de uma casa.- O verão tinha sido divertido, íamos aos playgrounds , as vezes de mãos dadas, e a mãe dela ou a minha sempre nos levavam pra tomar sorvete, eu tenho varias fotos desses passeios. Você sabe muito bem já que andou bisbilhotando as minhas coisas.

—Hehe...­-Atsuhiko riu constrangido pensando que havia sido discreto como um ninja.

—Então um dia brincando no quintal...Eu sinto muita vergonha de te contar isso mas já que quer tanto saber. Nós brincávamos no quintal da casa dela debaixo da sombra de uma arvore e eu acabei beijando-a.

—S-senpai?!

— Sim, nós brincávamos de princesa perdida e cavaleiro solitário, quando a princesa caiu em sono profundo, na a fada madrinha que também era interpretada por ela tinha me explicado que era somente um beijo no rosto que a acordaria do sono profundo...-Ele deu risada e quando se recuperou voltou a contar.-Depois ela volto no papel de princesa e se deitou no chão. Mas na noite anterior eu havia assistido um filme medieval com a minha mãe e eu sabia que aquele não era o jeito certo, e no meu raciocínio eu teria que beija-la na boca e assim foi feito, ela estava ali deitada de olhos fechados e foi surpreendida com um beijo rápido nos lábios.-Ele riu e não conseguiu ficar vermelho.—Cara... Como isso é constrangedor-

—E muito engraçado!—Ele fala com a boca cheia de arroz.

—N-não! Continuando... Ela se sentou surpreendido e logo em seguida um “ EECA!” vindo das duas crianças, nós dois limpamos as bocas e mudamos de brincadeira.-O colega de quarto riu e continuou ansioso pelo resto da historia.-Assim que foi resolvido! Quem dera os problemas se resolvessem assim...Logo o verão terminou e começamos o shoogakkoo juntos, íamos de mãos dadas a escola, nas primeiras semanas nossas mães nos seguiam escondidas, Asuki sempre ia chorando a escola mas quando chegávamos lá tudo melhorava, ela sorria e passávamos o dia juntos. Foi tudo uma maravilha, mas foi um tempo que passou muito rápido. No ano que eu completei sete anos tudo parecia melhorar quando eu recebi a noticia de que e ganharia um irmãozinho, a minha mãe e meu pai me deram a notícia com uma felicidade inexplicável e eu me lembro de ter ficado mais feliz do que nunca! Mas a felicidade durou apenas três semanas depois, ela completou dois meses de gravidez e pufff!O feto escorregou pelo vazo junto com a minha felicidade de ser um irmão mais velho... Infelizmente as brigas começaram por ai, mas o motivo não foi só o bebe perdido mas o ciúmes também, muito ciúmes de ambas as partes, e as brigas começaram a ficar cada vez mais frequentes e mais serias, eram pratos voando e tapas no rosto do meu pai, xingamentos e tudo mais, e antes mesmo que eu completasse sete anos os meus pais se divorciaram.

—Que triste senpai...

—É ...Foi uma fase muito difícil da minha vida. E eu lembro de todas as noites turbulentas eu assistindo pela janela do meu quarto a família da Asuki jantar e rir, e antes de dormir o pai ou a mãe ler uma historia enquanto os meus brigavam ou saiam e voltavam tarde enquanto o meu jantar era um lámem instantâneo...-Ele bufou ao notar o erro no desenho.- No terceiro ano do *shoogakkoo as coisas começaram a mudar, eu me tornei uma criança egoísta e comecei a fazer maldade com alguns colegas de turma, eu não culpo os meus pais e nem ninguém por eu ter me tornado aquilo,e a Asuki continuou sendo a garota feliz de sempre, ela gostava de ser ela mesma e a mãe não o impedia, se ela dissesse que seria feliz andando nua a Sra. Hirota não se importava, e nada a deixava mais feliz do que fazer diferentes penteados todos os dias para ir a escola. Infelizmente, mesmo sendo assim ela deixava a timidez tomar conta, ela não tinha muitos amigos ou amigas, exceto eu, digamos que naquela época eu não estava fazendo muito bem esse papel , eu deixei com que nos dois fossemos ficando cada vez mais distantes, os meus amigos tiravam sarro de mim por eu andar com a garota do “cabelo mágico”, então eu a evitava o máximo possível durante as aulas e por fim estava me tornando uma criança cada vez mais desagradável. Ela sempre me impedia de fazer alguma brincadeira de mal gosto quando estava por perto, então “as minhas vitimas” sempre corriam para perto dela, mas nenhum deles nunca sequer tentou tornar algo próximo a ela. Mas tudo mudou no inicio da primavera quando a garota nova chegou, Miyake Yui...

Notas finais
* equivalentes ao Ensino Fundamental no Brasil (eles teriam em media uns 8 anos)