Eu e Você Para Sempre

18 Um Alguém Do Passado


Notas iniciais
Hi' Girls', desculpem a demora, mas hoje o dia foi corrido. Aqui está mais um capítulo para vocês. Espero que gostem. Boa leitura Darling's, adoro vocês ♥

—Onde você está morando? —Christian pergunta depois de soltar Ella.

—No conjunto habitacional.

—E ele sabe disso?

—Sim, ele foi atrás de mim lá.

—Então você não vai voltar mais lá. —Digo. —Nós podemos comprar uma casa, ou se você preferir vem morar conosco.

—O que? —Ella diz surpresa. —Não. Eu não posso.

—Não é um pedido. —Christian diz. —Nós ficamos vinte anos sem você. Não vamos te deixar sozinha agora. Você é minha mãe.

—Sua mãe? —Gabby pergunta confusa. —Mas e a Granny Grace?

—O papai tem duas mamães Gabby. —Explico calmamente.

—Então ela também é Granny?

—Sim. —Christian diz sorrindo. —Então Granny, qual vai ser? Prefere nos aturar ou uma casa só para você?

—Já que eu não tenho muita escolha, eu fico com a casa.

—Ok. Nós temos uma casa para comprar. —Digo sorrindo.

—E uma mamãe atrasada para a reunião com o embargador da empresa SIP. —Gabby diz rindo.

—Merda! —Exclamo. —Eu preciso ir. Encontro vocês mais tarde.

—Você ficará bem? —Christian pergunta preocupado.

—Sim. Só cuide da Ella. E qualquer coisa eu te ligo. Amo vocês. —Digo correndo para o carro.

Chego à empresa com vinte minutos de atraso e vou correndo para a sala de reunião onde encontro um homem de terno preto, olhos azuis e rabo de cavalo. Angel está com ele e isso me alivia.

—Ai está ela. —Angel diz e eu sussurro um pedido de desculpas.

—Anastásia Steele. —O homem me olha de cima abaixo e uma sensação ruim me corre. —É um prazer conhecê-la, mesmo que esteja atrasada.

—Desculpe. —Dou um sorriso forçado. —A vida de uma CEO é corrida.

—Claro que é. —Ele diz comendo meu decote com os olhos e eu quase peço socorro para Angel que também nota os olhares.

—Eu acho que o senhor não vai encontrar nada no decote dela. —Angel diz e eu prendo o riso.

—Me desculpe. —Diz o homem.

—Anastásia, esse é Jack Hyde. Embargador da SIP.

—Muito prazer Sr. Hyde. —Digo sentando em minha cadeira. —A Angel vai explicar os termos para criarmos um cotrato, então nós podemos começar.

Angel começa a explicar detalhadamente os termos para que possamos investir no ramo das edições. Nós ficamos cerca de duas horas dentro daquela maldita sala e de reuniões, e aquele maldito do Hyde realmente conseguiu me estressar. Ele não ficou um minuto se quer sem jogar cantadas baratas ou olhares maliciosos. Estou começando a ter nojo dele. Começando não. Eu tenho muito nojo dele.

—Acho que já terminamos, então. —Digo me levantando.

—Há, Srta. Steele. O que acha de um almoço? —Hyde pergunta.

—Olha Sr. Hyde. Eu não sei se percebeu, ou se não ouviu por ai, mas eu sou comprometida, e com você eu não quero ter nada além da relação profissional, então, por favor. Não se iluda.

Saio da sala de reuniões e sigo direto para a minha sala sem falar com ninguém.

Sento-me sentindo-me mais estressada que o normal. Quem aquele babaca pensa que é? Ele acha que pode ficar se insinuando para mim como se eu quisesse algo com ele? Que ridículo!

Meu telefone toca pegando-me de surpresa. Assim que me recupero do susto eu atendo.

—O que foi Mical? —Pergunto impaciente.

—Srta. Steele tem uma senhora querendo falar com você. Eu disse que tinha quer marcar horário, mas ela insistiu muito. Mando-a embora?

—Sim. Mande. Eu não quero receber ninguém.

—Ela está insistindo muito Srta. Steele.

—Grr... —Bufo frustrada. —Mande-a entrar e diga que tenho apenas cinco minutos. E eu realmente espero que seja urgente.

A porta se abre e nem olho quem entra, eu apenas continuo assinando alguns papéis.

—Olá princesinha.

Minha respiração acelera e eu fico estática.

Puta que pariu!

Levanto a cabeça e encaro a mulher a minha frente com os olhos marejados.

—Não vai me cumprimentar filha?

—Sthella. —Digo com a voz embargada. —O que você faz aqui?

—Eu precisava te ver. Ver o que a minha princesinha se tornou.

—Sua princesinha? —Levanto-me sentindo o ódio me dominar. —A menina de quatro anos que você jogou em um beco. Sozinha. A própria sorte? —Grito. —Ela deixou de ser sua princesinha a partir desse momento. Eu passei vinte anos tentando entender porque minha própria mãe me abandonou.

—Ana, eu estava confusa... Eram tantos problemas...

—Foda-se! Eu não tinha culpa. Eu era uma criança. Uma criança que precisava de cuidados. E você me jogou fora. Você me abandonou naquele beco. Sozinha. Já pensou nas coisas que poderia ter me acontecido? Eu tinha quatro anos. Quatro!

—Me desculpe... Eu estava tão confusa... Tudo acontecera ao mesmo tempo.

—Para! —Grito colocando as mãos sobre os ouvidos. —Para com isso! Para com desculpas. Eu era sua filha. Sua responsabilidade. Eu precisava de você. Eu precisava da minha mãe. E você me deixou! Meu Deus.

—Ana...

—Cala a boca!

Coloco o rosto entre as mãos e começo a chorar. Bagunço os cabelos passando as mãos por eles e encaro a mulher à minha frente.

—Como você me encontrou? Como soube onde me achar?

—Você é famosa Anastásia. É fácil te encontrar.

—E por isso você veio? Pela minha fama?

—Claro que não. —Ela diz se fazendo de ofendida. —Eu queria te ver. Pedir desculpas. Eu errei muito com você.

—Me poupe! —Dou uma risada amarga. —O que você realmente quer?

—Eu preciso de dinheiro. —Ela diz depois de minutos em silêncio.

—Mas você não vai ter! —Christian diz entrando na sala.

CHRISTIAN GREY

Estou em casa com as minhas duas mães sentadas ao sofá, cada uma delas de uma de minhas filhas nos braços. Confesso que essa visão é linda. Minha mãe Grace ficou muito emocionada ao conhecer Ella. Grace a abraçou e agradeceu pela minha vida. E Ella a agradeceu pelo homem que eu me tornei. Por ela ter cuidado de mim esse tempo todo.

Elas ainda estão emotivas e tem os olhos marejados, mas agora estão conversando e mamãe está contando a Ella, meus momentos de quando eu era criança.

Maysa adorou Ella, principalmente o fato de que os olhos das duas são iguais. Maysa não para me olhar minha mãe e tentar colocar o dedo em seus olhos. Gabby que está no colo de Grace também ficou encantada com Ella, principalmente pelo fato de que ela salvou Ana. E Grace. Bem, ela está adorando conhecer minha mãe.

Meu celular começa a tocar e eu atendo recebendo um olhar desaprovado de Gabby por não ter pedido licença.

—Alô.

—Sr. Grey. Sou eu, Angel. —Ela diz parecendo nervosa.

—Aconteceu algo? —Pergunto e minhas mães me olham.

—Não, na verdade, sim. Uma mulher chegou aqui para ver a Srta. Steele... Eu não tenho certeza, mas acho que pode ser a mãe biológica dela. A Anastásia está gritando muito. E eu...

—Eu chego em dez minutos. —Digo desligando o celular.

—O que aconteceu meu filho? —Grace pergunta.

—A Ana está com problemas. Por favor, fiquem à vontade. Eu vou vê-la.

Pego a chave do meu carro e vou correndo para o elevador.

Como a empresa fica a apenas quinze minutos de casa, o transito está favorável, e eu com pressa, levo apenas seis minutos para chegar à empresa Steele. Estaciono o carro e desço correndo indo diretamente para o elevador. Quando chego à recepção vejo Mical e Angel apreensivas perto a porta. Nem falo com elas, caminho diretamente para a porta e consigo ouvir a mulher falar algo.

—Eu preciso de dinheiro.

—Mas você não vai ter. —Digo entrando e encaro a mulher.

Ela é como se fosse a Ana anos mais velha, a única diferença é que tem algumas mechas loiras no cabelo.

—Quem você pensa que é? —Ela pergunta com petulância.

—Christian Grey! —Declaro e seus olhos se arregalam. —Futuro marido da sua filha.

Caminho até Ana e envolvo meu braço em sua cintura. Ela me aperta e percebo que suas pernas fraquejam.

—Para o seu bem sugiro que vá embora e não procure minha mulher outra vez. Ela não te dará nada.

A mulher me olha com ódio e sai da sala batendo a porta.

Ana desaba nos meus braços e começa a soluçar alto. Como uma criança, pego-a em meus braços e sento em sua cadeira. Ela chora em meus braços por cerca de uma hora e só para quando pega no sono.

Começo a observá-la e percebo o medo que tenho de que ela se machuque. Que ela sofre de novo. Eu a amo tanto e não mediria esforços para fazê-la feliz. A Ana é a pessoa que me fez perceber o quando a família é importante na nossa vida. O quanto ter aqueles que amamos ao nosso lado nos faz pessoas melhores.

Ela é tudo para mim.

Até hoje não sei o que teria acontecido se eu não tivesse visto a sombra de uma menina em um beco. E aquela sombra se tornou a minha outra metade... Na verdade não a considero só metade, e sim tudo aquilo que faltava em mim, e de uma coisa eu tenho certeza: sem ela eu não sou nem a metade de um homem.

Ana geme baixinho e acho que pode estar sentindo dor por ter chorado tanto, então decido levá-la para a casa, mesmo sem acordá-la. Levanto-me com ela em meus braços e saio da sala. Angel e Mical me olham preocupadas.

—Ela só está dormindo. —Sussurro. —Eu vou levá-la para casa, depois Taylor virá pegar as coisas dela.

—Está bem Sr. Grey. —Mical diz.

Angel me acompanha até o elevador e aperta o botão para mim, entro com Ana e agradeço-a.

Assim que chego ao carro, abro a porta de trás e coloco Anastásia deitada cobrindo-a com o meu blazer, ela geme, mas não acorda. Fecho a porta e dou a volta entrando no carro, depois sigo para o apartamento. Quando estaciono o carro vejo Taylor e Sawyer conversando.

—Sr. Grey. —Taylor diz a me ver sair do carro.

—Olá Taylor, Sawyer. —Digo enquanto fecho a porta.

—Sr. Grey, nós temos notícias de Detroit. —Diz Taylor. —Rastreamos o homem. Ele está na casa que o senhor residia quando criança.

—Pegue-o Taylor. —Digo sentindo ódio. —Encontre-o e me avise.

—Nós estamos rastreando-o, e esperaremos o momento certo.

—Ótimo. Fique de olho. Eu preciso que pegue as coisas de Ana na empresa.

—Está bem Sr. Grey.

Abro a porta do carro e pego Anastásia que ainda dorme com uma expressão de dor.

Levo-o para casa e quando entro nossas meninas vem correndo nos ver.

—Papai. —Elas gritam.

—Shii... —Sussurro.

—A mamãe está dormindo? —Gabby pergunta.

—Sim. Onde estão as vovós?

—Fazendo minipizzas. —Gabriella fala com os olhinhos brilhando.

—Ok, vão lá ver TV ou brincar, eu vou levar a mamãe para a cama.

—Nós podemos ficar com vocês?

—Claro. —Sussurro.

Vamos para o quarto e eu coloco minha baby na cama, tiro seus saltos e cubro-a com um lençol. Tiro meus sapatos e minha blusa e deito ao seu lado e as meninas deitado do outro. Maysa deita em frente a Ana e começa a passar o dedo pelo seu rosto e pescoço, Ana se remexe e a abraça, ela ri baixinho e fecha os olhos fingindo que está dormindo.

—Papai... —Gabby sussurra olhando para Ana. —Você acha que quando eu crescer eu vou ser como a mamãe?

—Sim. Você é uma garota muito bonita, e vocês duas são muito parecidas.

—Não. Não em questão de beleza, mas como ela, sabe? Forte. Decidida. Boa...

—Sim. Vocês duas serão parecidas em todos os quesitos. Assim como ela, você é forte. Sempre sabe o que quer. É muito boa e lida muito bem com as pessoas. Vocês são parecidas, querida e isso não vai mudar.

—Eu tenho medo de perdê-la.

—Eu também. —Sussurro. —Muito. Na verdade eu tenho medo de perder todas vocês. Vocês três, as vovós, a nossa família sabe? Vocês são tudo que eu tenho de mais importante. Eu abriria mão de qualquer coisa só para estar ao lado de vocês. Eu não sei o que seria de mim se não fosse pela nossa família. Eu amo muito vocês.

—Nós também te amamos papai. —Gabby diz com os olhos marejados e vem me abraçar. Ela deita nos meus braços entra mim e Ana e fica por um bom tempo acariciando meu nariz e meu rosto. —Cuide de nós. Não deixe que nada aconteça com a nossa família.

—Minha missão de vida é proteger vocês.

—Eu te amo papai. —Ela declara e meu coração explode. —Eu sou a garota mais sortuda do mundo por ter você.

—Não Gabby. Eu sou o homem mais sortudo do mundo por ter você. Por ter vocês.

Ela sorri e um rubor suave toma conta de suas bochechas.

Exatamente como a mãe.

Aos poucos ela vai pegando no sono e dorme tranquilamente e só então percebo que Ana estava acordada, ela se vira e olha para mim sorrindo com aquele brilho lindo no olhar.

—Eu te amo. —Anastásia sussurra sorrindo com os olhos marejados. —Mais que tudo.

—E eu te amo baby.

Notas finais
Então girls? Gostaram ?