Eu e Você Para Sempre

8 Revelações Do Passado


Notas iniciais
Girls, olá, boa leitura ♥

—Mamãe! —Gabby exclama assim que me vê e meu coração se aquece. Aproximo-me dela e sento ao seu lado vendo Christian parado na porta com um olhar muito confuso. —Eu estava com muita saudade.

—Eu também. —Sorrio e acaricio seus cabelos castanhos. —Posso te contar algo?

—Sim. —Ela diz dando um largo sorriso.

—Assim que você se recuperar eu vou te levar para Seattle comigo, o que acha?

Gabby só sorri e já sei que ela gostou da ideia. Ela olha curiosa para a porta observando Christian parado ainda com um olhar confuso.

—Mamãe, ele é seu amigo? O que falou que perdeu quando era pequena? —Ela pergunta sorrindo.

—Ele mesmo. —Sussurro. —Vem aqui Sr. Grey, quero te apresentar alguém.

Christian se aproxima e senta do outro lado de Gabby.

—Christian, essa é minha filha, Gabriella, Gabby, esse é o Christian Grey. —Faço as apresentações.

—Filha? —Ele arqueia uma sobrancelha ainda mais confuso.

—É uma longa história. —Gabby diz sorrindo

—Depois eu te explico. —Digo dando um sorriso forçado.

Gabby começa a encher Christian de perguntas e eu fico surpresa por ele interagir tão bem com ela depois de tudo que passou. Eles conversam por umas duas horas e eu fico apenas observando, até que Gabby dorme segurando a mão de Christian.

Christian fica observando Gabby sem dizer nada, então eu tomo coragem.

—Eu tinha 16 anos. —Sussurro. —Fiquei grávida de um idiota. —Dou uma risada amarga. —Ele me abandonou logo em seguida, quando eu contei para o meu pai ele sugeriu que eu a aborta-se... Eu não tive coragem, isso seria horrível. Então durante nove meses ele me deixou em uma casa na Inglaterra, longe de todos os holofotes, para que ninguém descobrisse sobre a gravidez da filha do famoso Delegado Steele. Quando a Gabriella nasceu ele começou a jogar na minha cara o quanto eu era errado, para ele eu só cometia erros. Então eu fugi, abandonei minha filha com ele e a Carla... Mas quando eu conquistei minha empresa eu voltei de cabeça erguida. Eu pensei que ela me rejeitaria, mas ela me abraçou e disse que me amava. Só então eu percebi que ela era tudo o que faltava em mim... Mas mesmo assim eu a deixei com eles, ela já estava acostumada a morar com os dois, então eu vinha toda semana para visitá-la... Mas agora eu percebo que eu não posso ficar longe da minha filha por causa dos meus erros. Eu preciso dela mais que tudo.

—Há baby. —Christian se levanta e vem até onde estou, ele me puxa para os seus braços e eu choro como nunca chorei antes. —Tudo bem, você estava com medo. Todos cometem erros. Eu não vou te julgar, pelo contrário, eu e apoio e muito. Nenhum filho merece ficar sem mãe. E a Gabby é uma menina de sorte por ter você.

—Obrigada. —Digo soluçando.

Como eu senti fatal dele.

CHRISTIAN GREY

Já é noite, Anastásia está sentada no sofá dormindo enquanto eu estou sentado na cama hospitalar junto com Gabriella.

Ela é uma menina encantadora, assim como Ana. As duas são muito parecidas que poderiam ser a mesma pessoa anos mais nova.

—Você acha Seattle legal? Tipo: Uau! Que incrível é Seattle! —Ela diz empolgada e eu não contenho o riso. —Não ria de mim Christian, isso é muito sério. Eu vou ter uma vida nova agora que vou para Seattle.

—Ok. —Digo me recuperando do riso. —Sim, Seattle é incrível, tipo: Uau! E você vai adorar.

—E eu vou poder conhecer a sua casa?

—Se você quiser.

—Uau! Isso vai ser tão legal! Conhecer a casa do famoso CEO, Christian Grey. —Ela diz abrindo as mãos sobre o ar.

Gabby sorri e olha para Ana dormindo.

—Você sentiu muito a falta dela?

—Mais que tudo. —Digo encolhendo os ombros. —Ela é a garota mais especial que eu conheci.

—Sabe que ela sentiu muito sua falta? Ela ficou dez anos sem falar com ninguém, e toda vez que alguém tentava falar com ela, ela começava a chorar e chamava por você.

—Como você sabe de tudo isso?

—A vovó me contou. Ela também me contou que a mamãe teve depressão pós-parto, por isso foi embora, mas eu não acredito nisso.

—E no que você acredita? —Pergunto realmente interessado.

—Que ela foi embora pelo Ray, ele briga muito com ela... Sempre que ela vinha nos ver não dava certo, porque ele vivia dizendo que ela estava errada nisso, naquilo. Por isso eu não fiquei brava com ela... Ela achava que eu ficaria feliz com a vovó, e eu fiquei, porque ela estava feliz com isso... A vovó sempre diz que eu sou muito especial, e que a mamãe me ama acima de tudo... Porque independente de tudo os nossos filhos são nossas prioridades. Mesmo que nós erremos e os abandonemos, ou até mesmo quando não cuidamos direito deles. No fundo, no fundo nós sempre vamos amá-los, e o tempo que passamos sem eles é o pior do mundo.

—Você tem razão Gabby. —Digo impressionado por sua inteligência. —E sua avó também, você é uma garota muito especial.

—Obrigada! —Ela sorri e deita a cabeça no meu ombro.

Enrijeço, mas não recuo, pois a vejo como Ana, elas são tão parecidas.

Gabby lentamente pega no sono e fico pensando em tudo que ela disse até tomar uma decisão importante... Sei que as coisas mudarão depois disso, mas essa menina tem razão, o tempo sem nossos filhos é o mais doloroso de nossas vidas.

Minha mãe não me abandonou quando eu era pequeno, pelo contrário, ela sempre deu tudo por mim. Ela se deu por mim e por Ana, até não sobrar nada... E eu vou honrá-la e tomar a melhor decisão.

Arrumo com cuidado, Gabriella sobre a cama e saio do quarto encontrando Taylor na porta.

—Taylor, como a Leila está? —Pergunto preocupado.

—Sinto muito Sr. Grey, mas a Srta. Williams veio a óbito hoje pela manhã.

Sinto a notícia como uma facada e fico em silêncio por alguns segundos.

—E a Maysa? —Pergunto preocupado.

—Eu não sabia o que fazer com ela senhor, então sua mãe interviu e me mandou levar a menina Maysa para Aspen. Sinto muito se fui contra a suas ordens, mas eu sou um homem honrado, eu tenho uma filha e jamais a abandonaria, e acredito que o senhor também tem muita honra Sr. Grey.

—Obrigado Taylor. —Digo pegando-o de surpresa e bato em seu ombro. —Você tem razão. Você é um homem muito honrado, e graças a você sou impedido de fazer muitas besteiras. Você fez mais do que certo ao mandar a Maysa para Aspen.

—Obrigado Sr. Grey.

—Eu quero que você peça à Gail para preparar um quarto para ela, e prepare roupas e o que mais for necessário. Eu não vou abandonar minha filha.

—Acho que eu não sou a única que têm segredos, não é mesmo? —Viro-me a ouvir a voz de Ana. Ela está parada na porta com os braços cruzados e um maldito sorriso no rosto. —Quer dizer que o famoso CEO tem uma filha?

—Com licença Sr. Grey, Srta. Steele.

—Taylor. —Falamos juntos e Taylor se retira.

—Eu estou muito curiosa. Qual o nome dela?

—Maysa.

—Maysa? Como Ella Maysa? —Pergunta Ana curiosa.

—Sim, como Ella Maysa.

—Quantos anos?

—Dois.

—Um bebê?

—Sim.

—E a mãe dela? —Ana morde o lábio e bate os cílios.

—Era uma prostituta viciada em crack com quem eu transei em uma noite de bebedeira. Ela ficou grávida, me contou, eu fiz um testa e deu positivo. Paguei o tratamento dela enquanto estava grávida e depois também. Quando a menina nasceu eu a desprezei, mas quando a conheci vi como ela era importante para mim. A Leila, mãe dela, fugiu levando-a, pois achou que eu fosse tirá-la dela, eu a encontrei faz dois meses, em um estado deplorável. —Explico calmamente.

—E a menina? —Ana pergunta demonstrando preocupação.

—A Leila havia vendido ela para um casal rico. —Bufo frustrado. —Eu virei o mundo ao contrário, mas consegui encontrá-la. Depois a deixei sobre os cuidados da avó materna, mas ela era outra drogada que morreu depois de uma overdose... E a Leila teve o mesmo fim.

—E a Maysa?

—Está em Aspen com a minha mãe.

—Ela tem olhos cinza como os seus? —Ana pergunta feito criança e eu tenho que rir.

—Sim, e cabelos acobreados.

—Então ela é sem sombra de dúvidas, muito linda.

—Boba! —Exclamo puxando-a para um abraço apertado. —Obrigada por não me julgar.

—Por ter um filho? Desde quando ter um filho virou motivo para julgamento? —Ela diz sorrindo e eu a aperto mais.

Como senti sua falta Ana.

Notas finais
O que acharam babys? Comentem ♥ SPOILER DO PRÓXIMO CAPITULO : —Isso significa que eu posso chamar o tio Christian de pai? Arregalo meus olhos e quase caio do sofá com a pergunta de Gabby, Christian dá risada e eu fico rubra. Quando vou responder ele me corta. —Você pode me chamar do que quiser Gabby. —Ele fala sorrindo e eu fico mais rubra ainda. —Eu não me importo de ter mais uma filha.