Eu e Você Para Sempre
19 Quem é você?
Notas iniciais
CHRISTIAN GREY
Os dias começaram a se passar e parece que as coisas finalmente deram uma grande acalmada. Tudo está um pouco estável com Anastásia, as meninas e a nossa família. Ella está morando conosco. Sthella não voltou mais a ver Ana, mas tentou falar com ela umas três vezes, e eu impedi é claro! Não vou deixar minha mulher se magoar por causa da uma louca sem coração.
Grace e Ella se dão muito bem, e confesso que isso é um grande alívio. Na verdade Ella se dá bem com toda a família, inclusive com Carla que não para de agradecer tudo que ela fez por Anastásia.
Ana. Ela está mais feliz do que nunca, não para de sorrir e brincar com as filhas. Graças a Deus nossas empresas estão indo muito bem e nós decidimos tornar a empresa uma só. O que foi a notícia mais falada por mais de um mês.
As coisas estão indo tão bem que eu mal posso acreditar que tudo isso é real.
SEIS MESES DEPOIS...
—Mamãe! Papai! —Maysa grita assim que nos vê entrando em casa. Ela corre e abraça nossas pernas. —Oi.
—Olá. —Ana diz pegando a filha no colo. —Onde está a Gabby?
—Eu não sei. —Maysa fala fazendo beicinho. —Ela não ta aqui.
—Não? —Ana pergunta e vejo a preocupação tomar seus olhos. —Onde ela está?
—Saiu.
—Com quem?
—Eu não sei.
—Taylor. —Grito e Taylor aparece na sala. —Onde está a Gabriella?
—Saiu senhor.
—Como assim saiu? —Ana pergunta me entregando Maysa. —Ela não nos falou nada.
—A Srta. Kavanagh e o Sr. Elliot a levaram para a prova do vestido. —Taylor explica.
—Ah, é verdade. A Kate tinha me falado. Desculpa Taylor, obrigada. —Ana diz calmamente e Taylor me dá um olhar confuso.
—Nem questione. —Sussurro e o libero.
—Mamãe. —Maysa fala pedindo o colo de Ana.
Meu celular começa a tocar e eu me afasto para atender.
—Oi Lelliot. —Provoco.
—Chris, muito engraçado. Oi. —Ele diz meio nervoso. —Meu carro quebrou e eu estou no meio da estrada com a Kate e a Gabby, você pode vir nos buscar.
—Posso. Claro. Eu chego ai rapidinho, como está o movimento?
—Deserto. Nenhum carro passa.
—Não saia de dentro do carro. E cuide da Gabby e da Kate, e vou com o Taylor.
—Tudo bem.
Desligo o celular e chamo por Taylor.
—Aconteceu algo? —Ana pergunta enquanto escova os longos cabelos de Maysa.
—Não. Sim. Bom. O carro do Elliot quebrou, mas eu estou indo buscá-lo.
—Ok. —Ela diz sorrindo. —Amo você.
—Amo você papai. —Maysa diz sorrindo.
—E eu amo vocês. —Dou um beijo em cada uma delas e saio com Taylor.
Para irmos mais rápido Taylor vai com um carro e eu vou com uma moto, já que vou vir apenas com Gabby e ele levará Elliot e Kate para a casa dela.
Seguindo as informações que Elliot me deu eu chego ao local, logo avisto seu carro parado com as lanternas acesas.
Paro a moto e desço e logo um minifuracão de cabelos castanhos vem em abraçar. Pego Gabby no colo e lhe dou um beijo.
Ela realmente está ficando grande.
—Oi Daddy. —Gabby diz sorrindo.
—Oi bebê.
—Christian. —Elliot diz descendo do carro junto com Kate. —Obrigada por vir.
—O que houve? —Pergunto.
—Não sei, ele só parou de funciona.
—É e o tanque que estava cheio ficou vazio. —Kate fala com a sua tenacidade. —Aposto que foi sabotagem.
Vejo Taylor chegar com o carro, ele estaciona e desce esperando meus comandos.
—Nós vamos investigar isso. —Digo. —O Taylor vai levar vocês para casa e depois verá isso. Eu vou levar a Gabriella, está tarde a amanhã ela tem aula.
—Tudo bem. Tchau Gabby. —Elliot diz.
—Tchau tio Elliot. Tchau tia Kate.
—Tchau bebê. —Kate fala sorrindo.
Caminho com Gabby até a moto e lhe entrego o capacete depois coloco o meu.
—Posso sentar na frente? —Ela pergunta sorrindo.
—Claro. —Digo calmamente. —É até mais seguro.
Subo na moto e coloco Gabby sentada na minha frente, dou partida e nós seguimos para casa.
Como já é tarde e está à noite há poucos carros nas ruas. Poucos mesmo.
Tento não passar o nervosismo para Gabriella, mas noto que há um carro nos seguindo, acelero mais a moto e acho que ela não nota nada, pois está distraída em seus próprios pensamentos. As ruas vão ficando cada vez mais desertas e o carro ainda está atrás de nós. Tento ficar tranquilo, mas tudo piora quando vejo dois carros pretos vindos à contra mão e nos fechando. Freio à moto com tudo e Gabby grita, olho para os lados e vejo os três carros no cercarem.
—Puta que pariu. —Praguejo baixinho.
—Papai. —Gabby diz nervosa.
—Se segura. —Sussurro.
Ligo a moto e acelero fazendo a curva e indo contra a mão. Os três carros começam a nos seguir pelas ruas desertas de Seattle. Acelero mais a moto e ouço um disparo. Gabby grita, mas ele não nos acertou. Tento manter a calma e tudo que penso é proteger Gabby.
Corro o máximo que posso e vou chegar a um lugar mais movimentado, mas os tiros também aumentam. Sinto algo forte e quente acertar minhas costas e pescoço e a dor logo se instala. Vejo viaturas de polícias e tento frear a motos, mas os freios pararam de pegar.
Porra.
A moto está indo em direção ao lago e tudo que penso é tirar Gabby daqui. Perco o controle, mas já não importa apenas abraço Gabby e pulo da moto antes que a mesma caia no lago.
Gabriella grita, mas não se machuca pelo fato de eu estar protegendo-a.
Assim que paramos no chão bato com a cabeça no meio fio e mesmo estando de capacete vejo tudo ficar e escuro e logo se apagar.
ANASTÁSIA STEELE
Já faz cerca de duas horas que Christian saiu, e eu realmente estou ficando preocupada. Taylor não voltou assim como Christian, e isso está me deixando mais apreensiva. Maysa está dormindo no sofá e Ella está ao seu lado enquanto eu estou andando de um lado para o outro.
—Você vai fazer um buraco no chão daqui a pouco. —Diz Ella.
—Eu estou nervosa, ok? —Digo sem paciência.
O telefone começa a tocar e eu corro para atender.
—Ana. —Kate diz e parece estar chorando.
—O que aconteceu? —Digo aumentando o tom.
—Ana, eu preciso que você fique calma.
—E eu preciso que você vá se foder. O que aconteceu porra? —Grito.
—O Christian, ele caiu da moto com a Gabby.
—O que? —Grito e Ella se levanta aproximando-se de mim. —Como?
—Eles estavam sendo seguidos. Eu não sei, mas os freios pararam de funcionar.
—Como eles estão?
—A Gabby está bem, não sofreu nada. Ela estava na frente do Christian e ele conseguiu protegê-la.
—E o Christian, Kate?
—Ele esta na sala de cirurgia. Amiga, o Christian levou dois tiros e corro o risco de morrer.
—O que? —Sussurro sentindo tudo andar de vagar.
A porta se abre e eu vejo Taylor entrar com Gabby que tem alguns arranhões.
Gabby me olha com os olhos inchados de tanto chorar, solto o telefone e corro para abraçá-la. Ela me aperta e chora no meu colo soluçando alto.
—Mamãe, ele se machucou muito. —Ela soluça. —Eu não quero perder meu papai mamãe.
—Shii... —Sussurro balançando-a.
Depois que Gabriella se acalma e dorme eu deixo ela e Maysa com Gail e vou para o hospital com Taylor e Ella.
Quando chegamos ao hospital encontro Grace, Mia, Carrick, Elliot, Ethan e Kate na sala de espera. Grace me vê e começa a chorar vindo me abraçar e só agora me permito chorar.
—Como ele está? —Pergunto num sussurro.
—Na sala de cirurgia, nós não temos notícias.
Solto um suspiro e de repente o medo me invade.
Se eu perdê-lo, como vou viver?
Solto Grace que abraça Ella. Caminho até Kate e ela me abraça, o que me faz chorar mais. Todos nos juntamos e ficamos juntos, com a fé que temos oramos para que tudo de certo. Quando a porta se abre e o médico com um olhar exausto sai de lá, nós nos levantamos.
—Dr. Robert. Como ele está? —Grace pergunta.
—A cirurgia foi delicada, muito delicada. Um dos tiros atingiu o pescoço dele, mas nós conseguimos retirar as duas balas. Ele sofreu uma batida forte na cabeça e o capacete não o protegeu, então sugiro que tenham paciência se ele ficar meio desnorteado.
—Nós podemos vê-lo? —Pergunto apreensiva.
—Mais tarde. Ele está sobre o efeito de sedativos e será levado para o quarto logo. E não se preocupem, ele está muito bem.
Todos soltam um longo suspiro aliviado.
O Dr. Robert sai e nós sentamos e ficamos esperando até que Christian possa receber visitas.
A enfermeira vem nos avisar quando ele é liberado para visitas, e eu peço que Grace, Ella e Carrick entrem primeiro. Depois Mia e Ethan, Elliot e Kate, e por fim eu entro.
Aproximo-me da cama e vejo-o dormir tranquilamente.
Há um curativo retangular em seu pescoço e imagino que seja onde ele levou o tiro. Acaricio seus cabelos acobreados e ele solta um pequeno gemido. Olho para o criado-mudo ao lado da cama e vejo seu colar. A metade do meu coração. Seguro o colar e sorrio ao lembrar-me de tudo que passamos. Eu fico tão feliz que depois de tudo ainda estejamos bem.
Christian solta um pequeno gemido de dor e se remexe, logo me deparo com um par de olhos cinza. Sorrio para ele que me olha confuso.
—O que você faz com isso? —Ele diz e toma o colar das minhas mãos de forma grosseira.
—Calma Chris, eu só estava vendo.
—Chris? Por que está me chamando assim? Quem é você?
Dou um passo para trás e o encaro confusa.
—Você não lembra quem eu sou? —Sinto meus olhos marejarem.
—Não. O que aconteceu? Onde eu estou e quem é você?
—Do que você lembra?
—De estar em um carro, indo para o restaurante onde seria o jantar de noivado do meu irmão. —Ele olha nos meus olhos e sei o que imagina. —Espera... Eu acho que eu te conheço.
—Não. —Sussurro. —Eu não sou ninguém. Você sofreu um acidente. Sua mãe vai te explicar.
Lagrimas rolam pelo meu rosto, mas saio do quarto antes que ele possa me ver. Chego a sala de espera e todos me olham assustados.
—O que aconteceu? —Kate pergunta.
—Ele acordou, mas é melhor vocês irem vê-lo. —Sussurro com amargura. —Ella, eu sugiro que não entre. Ele não se lembra de nada desde o dia em que estava indo para o jantar de noivado do Elliot e da Kate.
—O que você quis dizer com isso? —Mia pergunta.
—Ele não sabe quem eu sou.
Lágrimas rolam pelo meu rosto e eu sinto tudo se destruir dentro de mim.
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