Eu conheci o amor.

Ele chegou quando eu queria tirar minha própria vida.

Ele chegou quando eu ia tirar minha própria vida.

Quando eu me joguei da varanda o amor me segurou.

Antes que eu caísse o amor me segurou.

E o amor me pediu para viver mais um dia.

E o amor me pediu para viver mais um dia todos os dias.

E o amor me fez rir.

O amor me fez gargalhar.

O amor me fez dançar.

O amor me fez levitar.

E um dia o amor gritou comigo.

E no dia seguinte, o amor parecia cansado de mim.

Depois o amor me abraçou apertado.

O amor me fez de casa.

E um dia o amor gritou comigo na frente de outras pessoas.

Mas o amor nunca me feriu.

O amor nunca me feriu fisicamente.

O amor gostava de estar sempre com a razão.

Mas tudo bem, o amor me fazia rir.

O amor já não se importava tanto em me fazer rir.

Mas tudo bem, os planos do amor ainda me envolviam.

Um dia o amor me humilhou.

Mas tudo bem, o amor não fez por mal.

O amor me disse que eu nunca havia o amado.

Mas eu só vivia pelo amor...

O amor me humilhou de novo.

Eu briguei com o amor.

Depois o amor me beijou e me fez de casa mais uma vez.

E depois o amor foi embora.

Mas eu conheci o amor.

Eu conheci o amor.

Eu conheci o amor...

Eu conheci o amor?

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