Eu beijei minha irmã.
1 Como você cresceu!
Notas iniciais
POV’S AXEL ON
Meu coração parece querer sair pela boca, tento olhar o tempo todo pela janela, mas fico tão ansioso que fecho meus olhos a todo o momento, como sempre faço antes de algo vai acontecer.
–Axel? – disse Ayuno com seus olhos abaixados.
–Fala Ayuno! Não aguento mais você falando olhando par ao chão do taxi, me dá nos nervos sabia?
–I’m afraid — ela olhou para mim por alguns segundos. Pegou seu queixo com força e o levanto a obrigando me olhar.
–Combinamos que desde que pisássemos em São Paulo, falaríamos em português!
–But, I... – ele deu uma pausa e organizou as palavras. – Tudo... Bem – ela fez uma careta como se dissesse ‘está certo não? ‘
–Irmã, logo que chegarmos você deveria se deitar parece estar cansada – os olhos de Ayuno estavam semiabertos.
–Eu estou bem Axel — ela sorriu e voltou a aninhar sua cabeça em meu colo.
Não víamos Matheus a um bom tempo, oito anos por ai, a não ser por fotos, sabe o Brasil nem é tão longe dos Estados Unidos, mas mamãe sempre nos mandava para o Japão com a vovó então nunca tivemos tempo de ir para o Brasil, mas eu passei em um faculdade de gastronomia em São Paulo então foi ótimo, agora poderemos resolver todos os anos que ficamos separados seremos os três irmão Ayuno, Matheu e eu, como gostava de pensar : os três mosqueteiros.
–Estamos perto – disse o motorista olhando pelo retrovisor em minha direção.
–Já!? – começo a tossir, não esperava ser tão perto. – Ayuno acorde, estamos quase lá!
–Pelo Amor que tenho por morangos você poderia tossir em outro lugar, não quero pegar uma gripe em nosso primeiro day em São Paulo!
–Day? – começo a rir, apesar que também dou uns escorregões, mas não é fácil mudar da água pro vinho, fizemos apenas 3 anos de português avançado, mas os últimos messes foram horríveis, as línguas se confundiam na garganta e o ‘ Olá ‘, saia “Moshimoshi’.
–Pronto! — o carro parou bruscamente e eu e minha irmã somos arremessados para frente.
–Ai – grita Ayuno se levantando.
–Chegamos – falo depois de me ajeitar no banco do carro novamente.
POV’S AXEL OFF
POV’S AYUNO ON
Saio do carro e o sol toma conta de todo o meu corpo.
–Que calor – grita Axel.
–Não diga – retruco com mau humor.
Sabe, eu odeio tudo isso, mas amo meu irmão, na verdade meus irmãos, mas se passaram tanto tempo que para mim Matheus será um mero desconhecido para nos, e já me considerava filha com apenas um irmão, e o amo mais que tudo! Amo meus pais, na verdade mais minha mãe, mas a odeio por nunca me deixar ver Matheus aqui, e odeio papai por nunca mandar que ele viagem para os Estados Unidos para nos ver, ou para o Japão ver nossos avós.
Só vim ver Matheus e estudar Cinema, mas eu sempre tive planos de estudar no Japão ou nos Estados Unidos, e olha onde cheguei! Mas ver meu irmão feliz encobre tudo que sinto, mas eu gostaria de sentir o mesmo, faz 8 anos que não vejo meu irmão o mínimo que deveria fazer é me animar, mas vou ficar mais de 300 dias morando aqui, quer dizer muito mais que 300 dias, meu irmão tem muitos anos de faculdade, e se ele quiser trabalhar aqui no Brasil? Será que serei capaz de fala ‘Eu não quero ficar aqui Axel ‘? Ele sempre me ajudou e me fez feliz, por isso sinto uma pequena obrigação por isso, e pensar em abandona-lo é contra tudo que aprendi a minha vida!
Passamos por um portão médio, de cor dourada, o taxista nos ajudava levando duas bagagens de rodinhas, eu levava outra e Axel levava uma de rodinhas e outra nos braços, concordamos em dividir uma das bagagens como sempre dividimos tudo.
Depois de 10 minutos as cinco malas estavam no elevador, pagamos o taxi e então pensei comigo mesma: Não tem mais volta.
O sétimo andar pareceu uma eternidade, foram os dois minutos mais calados e chatos de toda a viagem, meus pensamentos despencaram de uma vez. Como será que Matheus está? Como será sua namorada? Será que ele mora com ela? Com que será que ele trabalha? Estávamos a literalmente a um passo de saber de tudo, Axel bate na porta duas vezes. Nada. Então toco a campainha, um minuto. Nada. Axel e eu nos entre olhamos, então o silencio é quebrado quando o elevador se abre novamente, apresentando um homem de cabelos escuros, olhos escuros um nariz parecido com de Axel, uma boca avermelhada e uma cara de espanto.
–Ah?! Já chegarão?! – ele saiu apressado do elevador. Tinham duas sacolas em seu braço direito.
–Matheus? — disse Axel largando a mala de braço no chão e andando para um abraço.
–Alex? – eles se abraçaram como dois amigos de escola depois da faculdade.
–Como você cresceu! – disse Axel rindo de suas próprias palavras, era pura ironia já que se passaram oito anos.
–Você também! Amadureceu – Matheus ri -, não sabia que curtia culinária, sabe sempre achei que você seria engenheiro ou coisa do tipo!
–E eu achei que você seria medico – falei baixinho.
–Ayu...- ele para um pouco e pensa.
–Ayuno – sorriu e não me mexo.
–Nunca entendi seu nome! Nos três deveríamos ter nomes japonês não?
–Não. – digo e sorriu já que foi um enorme fora, ele arregala os olhos e me abraça.
Finalmente entramos e posso ver um apartamento digamos médio! Logo de cara entramos em uma sala, composta de um sofá que parecia mais uma cama, tinha a aparecia confortável, e uma TV uma pouco grande, um pouco menor que a nossa dos Estados Unidos, havia um tipo de carpete branco e peludo no chão. E da sala se podia ver que havia uma sacada grandinha.
–Vamos, eu vou apresentar o apartamento! – ele fechou a porta atrás de nós e seguiu para uma porta próxima a sala, quase do lado da entrada. – A cozinha!
Era um grande quadrado, cercado por uma pia, geladeira, fogão e alguns outros utensílios. Ele largou as sacolas em cima de uma bancada de madeira bem polida e delicada, maravilhosa.
–O banheiro principal é no final desse corredor – ele saiu da cozinha, e nós os seguimos, de volta a sala, ao lado da parede onde fica a Tv há um corredor onde tem as exatas quatro portas, todas de madeira e enormes. O final do corredor ficava o banheiro, era grande para um banheiro, havia um chuveiro circular, então uma porta ao lado era o quarto de Matheus, havia uma cama de casal coberta por um lençol xadrez azul, tinha uma televisão não tão grande como a da sala, mas era fina como tal. A porta ao lado havia uma cama de solteiro, uma tevê igual a do quarto de Matheus, havia um tapete azul, e um guarda roupa, cabiam umas quatro pessoas ali dentro.
–Bom a outro quarto, eu não sabia se vocês iriam dormir no mesmo quarto, então deixei a outra cama lá.
–Você tem três quartos?! – falei surpresa.
–Na verdade dois, o outra era um tipo de escritório, mas eu posso fazer meu quarto de escritório então...
–NÃO – gritou Axel -, imagina brother, a gente sempre dormiu juntos não vai ter problema não!
–Ok... -Matheus -, vocês me ajudem a pôr a cama lá então!
–Yes – digo sorrindo.
***
POV’S AYUNO OFF
POV’S NEIVA (Matheus) ON
Foi difícil levar a cama para o outro quarto, mas Axel e eu demos conta.
Rever meus irmãos, foi complicado segurar o choro, ambos estavam diferentes, na verdade a genética da minha família era estranha, uma mistura com alemães e japoneses, na verdade meu pai era brasileiro, mas com descendência alemã ou seja loiro dos olhos claros, no qual Ayuno e Alex herdaram os cabelos e eu os olhos. E minha mãe americana, descendente de japonês com os cabelos negros e olhos escuro, no qual herdei o cabelo e os gêmeos os olhos.
Ayuno estava diferente as pontas de seus cabelos estavam roxas, mas meio azuladas, seus olhos eram cobertos por uma tipo de lápis preto e seu batom era um vermelho escuro e bonito. Como sempre a vi, estava magra e branquela, na verdade magra e pálida demais. Seus cabelos passavam dos ombros e isso me chamava atenção, adoro cabelos longos, e seus olhos estavam um pouco mais fechados do que quando pequena, mas ainda estavam redondos como o de nosso pai.
Alex estava com um loiro meio ruivo, e os olhos era mais claro do que de Ayuno, ambos tinham os mesmos lábios rosados e seus rostos eram de uma mesmo formato, ele tinha alguns músculos, e estava bronzeado diferente da sua pálida gêmea. Como deve ter sido suas vidas?
–Nossa Alex, você ficou bem forte não? – digo rindo e me sentando a cama de um deles.
–Alex é muito formal! Me chame de Axel! – diz Alex se sentando na outra cama em frente.
–É inteligente Axel! – riu, como criar um apelido desses? Axel. Gostei.
–Brother, aqui tem regras ou horários, qualquer coisa do tipo talvez? – diz Ayuno em pé em minha frente.
Ele de frente pra mim é tão bonita, ela está de calça, mais imagino suas pernas e isso me dá enjoo, ela é minha irmã caçula, mas mesmo assim não deixo de reparar que a alça do seu sutiã pula um pouco para fora.
–Bem... – penso um pouco, nunca pensei em regras ou horários, mas já que ela perguntou. – Eu fico fora das 8 da manhã até 6 da tarde, fico em algumas aulas na faculdade antes de ir para o estágio no hospital aqui perto. Então eu almoço fora na maioria dos dias, vocês podem cozinhar se quiserem e fazer o que bem quiserem só não gosto de muita bagunça porque eu chego cansado, e gostaríamos que pudéssemos nos dividir para as tarefas domesticas, talvez deveríamos fazer um quadro de faxina ou coisa do tipo? Será o triplo de tudo então ninguém sozinho vai dar conta já que todos temos afazeres durante o dia!
–Sim – Ayuno ri e me sinto algo.
Balanço a cabeça, minha irmã! E outra tenho a Rebecca que aliás é minha namorada.
***
Enquanto eles se ajeitam eu ‘preparo o almoço’, eu comprei comida e só os coloco em pratos. Quando acabo vou até os gêmeos que estão no quarto, bato na porta e abro em seguida. Vejo ayuno, ela está de sutiã.
–AYUNO – grito, começo a tremer e a soar.
–Hey, irmão – ela sorri e continua tirando roupas de dentro da mala, como se não estivesse sem blusa na frente de seu irmão.
E penso em apenas uma coisa. Belos peitos.
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