Eu acredito
8 Capítulo 7- "Filho da puta"
Notas iniciais
–Calma ai cara, fica de boa..- ele falava ao ver o modo que eu puxei a mili.
–É, agora eu tô de boa!- disse saindo com ela.
Ela realmente tava sem juízo, talvez eu tivesse mesmo exagerado, nós andavamos enquato ela ia na frente e colocava minhas mãos em sua cintura. Eu taria mentindo se eu falasse que não tava gostando daquilo, mas eu também taria mentido se eu falasse que queria me aproveirar dela, porque eu não queria.
–Mosca...- ela falava se virando pra mim.
–Oi...- disse tentando não beijar ela.
–Eu sou bonita?- ela falava fechando um pouco os olhos e quase caindo se eu não tivesse com as mãos em sua cintura. E... Que pergunta é essa hein? É, ta doida mesmo- ri da pergunta.
–Bonita? Você é muito linda...- falei no seu ouvido e ela arranhou minhas costas e foi acariciando ate chegar na minha barriga... Ela queria me deixar louco.
–Eu gosto muito de você sabia?- ela disse tirando a blusa e foi ai que eu me liguei e voltei pra terra.
–Mili, não! A gente tem que sair daqui, vamo!- falei enquanto tentava colocar a blusa nela, por sorte as luzes tavam apagadas e ninguém viu nada exceto...
–Mosca!!! -eu já sabia quem era-A mili ta mal e você ainda quer transar com ela numa boate ,no meio de todo mundo?- vivi me enchia vindo ate nós... Sempre ela! Na boa, essa garota me perssegue
–Puta que pariu! Cê me perssegue ne? Me erra garota! Eu não quis fazer nada ta, ela que tirou a blusa por vontade própria e sai da minha frente que eu vou levar ela pra casa- falei a empurrando.
–É sobre isso mesmo que eu quero falar... — ela disse me fazendo parar em sua frente de novo.- a pata mandou você levar a mili pra casa, ela vai dormir na casa de vocês hoje, e no quarto da pata ,não no seu!
–Ta, beleza ,agora vaza que eu quero passar!- falei
–Pode passar mosquinha...- ela disse dando um sorriso ironico e eu revirei os olhos.
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Fui andando com ela ate o carro e eu já tava imaginando o sácrificio pra essa garota entrar nele! Mas ate que não tava tão ruim... Ela me beijava o tempo todo, não na boca, mas só porque eu não deixava.
–Entra!- falei enquanto abri a porta do carro.
–Ah, não... Juca! Eu quero dançar!- ela disse dançando no meio da pista.
–Eu sou o mosca, e vesti logo essa blusa que ta fazendo frio...- eu entreguei a blusa a ela e ela acabou rasgando.- mili, vem, entra no carro!!- quase gritei.
–Que saco mosca! Me deixa..- ela falou tonta.
–Te deixar cair?- falei sarcástico.
Ela ficou em silêncio por no maxímo 10 segundos e depois veio ate mim e começou a desabotoar minha camisa.
–Mili.. Para...- falei, tentando me controlar.
–Não...-ela disse firme.
E eu não consegui me controlar, acabei encostando ela no carro e comecei a beijar ela , eu fui beijando o pescoço dela enquanto ela tirava minha camisa , passei minha mão por todo o seu corpo e ela arranhava minha nuca... Ela tava louca... Eu tava louco... Eu queria mais, eu mordia seu lábio inferior e ia descendo ate seus pescoço de novo... Eu tinha que parar, mas a esse ponto eu já não mandava mais em mim, foi tudo por impulsso e antes que ela tirasse o sutiã e eu a jogasse dentro do carro... Eu finalmente me controlei.
A uns anos atrás eu coloquei na minha cabeça que eu tinha que ser mal, o romântico otário tinha que morrer, mas o problema de quem finji é que finjir é o seu limite, você não pode fazer mais! Você finji que é um assassino , mas na hora de matar alguém... Você não consegue.
–Entra no carro!!- gritei e logo em seguida joguei ela no banco do carona e fechei a porta.- toma, ta frio..- disse dando minha camisa pra ela e por mais incrivél que pareça ela vestio.
Eu olhava pra ela enquanto dirigia e percebi que aos poucos ela ia se acalmando e quando a olhei de novo vi que ela já tava dormindo. Depois de uns minutos chegamos em casa e eu pude ver um carro ali perto , achei estranho porque eu nunca tinha visto aquela placa, mas não dei muita importância. Eu tava morto de sono....
–Mili, mili!- eu sacudia ela , ate eu lembrar que ela não ia acordar, então peguei ela no colo e fechei a porta com o pé.
Entrei em casa e a luz tava apaganda , coloquei a mili com cuidado no sofá e vesti uma camisa que encontrei na poltrona. Comecei a observar ela , "Eu podia ter me aproveitado dela"- sorri ao pensar. Essa garota cuspio na minha cara, me esculachou e quando eu podi ter a chance de me vingar eu vou e faço isso... Será que eu tô voltando a ser como eu era antes? Não! Eu não posso! Eu prometi pra mim mesmo. Mas eu nunca fiz isso, eu nunca tive pena das outras, mas dessa extressada eu tive, eu podia ter feito o que eu quisesse com ela, mas eu não fiz! Eu tenho medo... Eu tenho medo de voltar a ser quem eu era e essa garota é uma ameaça pra mim! Ela faiz meu finjimento servir de nada... Eu não sei como ela consegue, ela me tem em suas mãos e isso me da medo, ela me da medo!
Tentei esquecer esse lance todo e fui acender a luz, ate que...
–Paradinho ai moleque! Se não eu atiro!- uma voz falou e eu só consegui fazer o que ela mandou, ficar parado.
Naquele momento eu podia ficar medo, mas eu não tinha, já perdi as contas de quantas vezes fomos assaltados, os bandidos não vão muito com a cara do meu pai ,então ser assaltado já era rotina... Já briguei várias vezes com bandidos e ate levei tiro, então mais um assalto pra lista não ia fazer diferença.
–Agora, se vira devagar!!!- eu fui me virando e a única frase que saiu da minha boca foi " Filho da puta"- resmunguei.
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