Notas iniciais
Boa leitura. Não se esqueça. Sem plágio. Obrigado. Essa história é a minha primeira, e original.

Acordo com meu grito, estava tendo um pesadelo. Não me lembro muito bem do que estava acontecendo, mas me recordo que estava na praia quando Josh estava pedindo socorro, pois estava sendo afogado. Quando eu estava indo para buscá-lo, eu acordei gritando.

– O que foi filha? – diz meu pai, assustado.

– Não foi nada pai, apenas um pesadelo. – digo

– Pesadelos só acontecem quando você está preocupada com algo. Se quiser me contar estarei aqui. – ele diz me acariciando.

– Pai, mulheres podem servir ao SDRIS? — pergunto

– Sim filha, é bastante raro, porque? – ele responde

– Nada, só por curiosidade – digo

– Já estava quase na hora de levantar – ele disse – faltava dezessete minutos, eu ia vir te chamar.

– Obrigado por se preocupar comigo. – falo

Eu tenho certeza que não conseguiria dormir mais nem um minuto, nem sei como consegui dormir essa noite. Estou louca para encontrar Josh. Faço todas as obrigações correndo, como se o tempo passasse mais rápido fazendo isso. Quando volto para pegar minha mochila, vejo uma mensagem que ele me mandou às dez horas da noite.

Leslinda, ocorreu um imprevisto ontem à noite. Meu pai sofreu um ataque cardíaco, estou no hospital com ele. Qualquer coisa me liga.

Dou um pulo para trás que caio na cama. Como assim? Das duas hipóteses uma. Ou ele está mentindo friamente para mim, ou é realmente verdade. Para acabar com as minhas dúvidas resolvo ligar para a mãe dele, não me importando com o horário.

– Olá senhorita Rorless, como vai? – pergunto

– Oi Leslie, eu estou mal, você já deve estar... – diz ela, e começa a chorar.

– O Josh me contou, mas não deu detalhes, o que houve? – pergunto.

– O Clever, o pai dele, faleceu essa noite.- ela diz soluçando.

– Meus pêsames, vou avisar meus pais e vou para ai agora – digo.

–Muito obrigado. Mande um abraço à toda sua família.

– Pode deixar. Tchau – falo.

Naquele momento eu entro em choque, e começo a chorar. Eu nunca imaginaria que o meu futuro sogro morreria. Será que Josh inventou a desculpa de que estaria indo para o exército para suavizar a situação? Pouco provável. Estou com um remorso, por pensar coisas sobre Josh, pensando que ele estava mentindo?

– Que droga – grito, com a intenção de todos ouvirem.

Meu pai apareceu na velocidade da luz na minha frente, preocupado comigo, e pergunta:

– O que houve querida? – ele pergunta – porque gritou?

– O pai do Josh faleceu. É isso, e eu estava... esquece. – digo

– Filha, pode contar comigo para tudo. Que pena. – diz ele

– Pai, falando nisso, me leva lá na casa do Josh? – pergunto

– Claro, espere só eu terminar de fazer um contrato! – responde ele — Daqui 20 minutos sairemos, então já esteja pronta!

– Obrigada pai, te amo muito! – digo abraçando-o

Meu pai é muito bom comigo, ele faz de tudo para me agradar, mas nem sempre eu retribuo do jeito que tinha que ser. Ele é alto, gordinho, e tem os olhos verdes como os meus, e cabelos bem escuros.

Eu não vejo a hora de ver o Josh, aqueles olhos azuis lindos como o céu, e o cabelo loiro dele. Ele simplesmente me completa. Meu relacionamento com ele sempre foi estável, e estamos juntos há 2 anos, e só tivemos algumas brigas, mas é normal. Vou me arrumar, visto um vestido preto, em luto, e desço.

– Vamos pai – digo, andando em direção à porta.

–Vamos querida. – responde ele.

Quando chegamos na casa do Josh, meu pai me acompanha até a porta, cumprimenta a senhorita Rorless, fala algumas coisas de consolo e vai embora. Eu entro, e ele diz que quando quiser voltar para casa, é para mandar um sms, que ele vem me buscar.

– Bom dia senhorita Rorless, eu disse que viria. – digo abraçando-a.

– Obrigada por vir Leslie – ela responde.

– Eu estou chocada com o que houve. Eu nunca imaginaria que esse momento chegaria tão cedo. Meus sentimentos.

–Obrigada querida. – ela fala

– Cadê o Josh? – pergunto.

– Está no escritório, pode subir — diz ela.

Subo, e entro no escritório como se nunca tivesse entrado. Aquela sala pequena e sem janela me deixa claustrofóbica, mas consigo aguentar.

– Oi amor — digo abraçando-o, e chorando junto com ele. – Não quero que você fique triste assim, dá um sorriso para seu pai como se ele estivesse te vendo. Você vai se sentir melhor. Eu tenho certeza que de onde ele estiver, vai estar te guiando.

–Obrigado. Eu te amo hoje, amanhã e sempre. – ele diz

– Amor, eu estou com 1001 coisas na minha cabeça. Por favor, me responda. É realmente verdade que você vai servir ao SDRIS? — pergunto

– É sobre isso que eu também queria te falar, não sei se você sabe, mas todos homens com 17 anos tem que obrigatoriamente se alistar. Se você não for, sua família perderá de tudo que você tem, que na verdade não tem, pois tudo é do governo. – ele responde limpando as lágrimas do rosto – Então, eu terei de ir daqui a uma semanas.

– Meu deus, sua mãe deve estar abalada com isso. Primeiro seu pai falece, e depois você terá de sair de casa. – falo , e depois o beijo – Eu estava conversando com meu pai, e eu perguntei só por perguntar, se eu podia servir ao SDRIS com você, e ele disse que é raro, mas pode.

–Porque você também quer ir? – ele me pergunta

– Para ficar sempre perto de você – respondo

– Estou muito abalado com a morte do meu pai, e já tenho que ir na semana que vem.

– Eu queria muito ir, eu tinha até esquecido disso, mas é a vida, se é para ser assim será. – digo – Não tem nada o que possamos fazer para impedir, apenas cumprir.

– Você sabe que se você se alistar, só poderá sair depois de um ano? – ele pergunta

– Eu não sabia disso, mas um ano com você vai passar num piscar de olhos. – respondo.

– Já acho bom você falar definitivamente com seus pais, e irem na filial da SDRIS aqui em Faels, fica na rua atrás da praça central. – ele diz

– Vou tentar convencer eles ao máximo, para ver se consigo tirar pelo menos um “vou pensar” deles. — respondo olhando para a porta, pois alguém está batendo. É a mãe dele, me chamando, e falando que eu tinha esquecido meu celular em cima da bancada. Eu pego, e fico olhando para um retrato no corredor, dos pais do Josh.

Eu nunca tinha reparado em como ele é idêntico ao pai dele. Resolvo ir para casa, pois prefiro deixar o Josh com a mãe dele um pouco, e ligo para o meu pai vir me buscar, e enquanto ele não chega, eu assisto televisão com ele, para ver se consegue se distrair um pouco.

Meu pai chega, e eu me despeço dele, beijando, e observando o retrato do pai dele, que parece estar me encarando. Depois me despeço da mãe dele, e vou embora.

Quando entro no carro, a primeira coisa que eu falo com meu pai é:

– Pai, lembra de quando eu te perguntei se posso servir ao SDRIS? – pergunto

– Sim filha, lembro, porque?

–Porque o Josh vai entrar, e eu queria ir também, para ele não ficar só. – respondo

– Minha filha, você sabe que pode entrar, mas eu e sua mãe temos de conversar muito ainda. – ele diz

– Mas pai, é na próxima semana, temos que fazer a inscrição até sexta-feira, depois de amanhã! – digo num alto tom de voz.

– Minha filha, eu prometo que vou analisar a situação com sua mãe, e te dou uma resposta. Pode ser?

–Tudo bem pai, pensa com carinho, ok?

– Eu faço tudo por você com carinho, querida. – ele diz

– Obrigada. – digo beijando-o na bochecha.

– Ainda dá tempo de você ir para a escola, pro terceiro horário.

Pai, me deixa ficar em casa? Estou morrendo de sono, não preguei os olhos pouco tempo essa noite. – peço com a cara de quem quer algo.

– Ok. Só porque eu te amo – ele responde

– Deveria me amar mais vezes assim desse jeito. – digo rindo.

Chego em casa, e durmo como um urso que acabou de entrar em estado de hibernação, e só acordo na hora do jantar com meu irmão chutando a porta do meu quarto.

Quando desço, está a mãe do Josh, e ele, meus pais os convidaram para jantar.

– Meu Deus, que vergonha – digo sorrindo

– Porque você não me avisou que tinha visita pai? – sussurro para ele.

– Todos começam a rir , pois meu irmão colou um papel nas minhas costas, escrito:

Cuidado, zumbi solto!

Até eu ri, pois me olhei no espelho, e vi que estava com as olheiras de primeiro dia de aula. Que vexame.

– Filha, eu convidei eles , pois eu estava pensando com sua mãe, e nós decidimos que... – ele fala, e minha mãe completa.

– E nós vamos deixar você servir ao SDRIS. Boa sorte amanhã no alistamento, faça o seu melhor. – Ela fala como se não fosse me ver mais hoje.

– Sério? Eu amo muito vocês, são os melhores pais do mundo! — digo gritando, paro, e penso em como o Josh poderia ficar feliz assim, mas agora seu pai estaria morto. Coitado.

– Amanhã mesmo iremos fazer a inscrição – diz meu pai

Eu janto, um pernil assado muito delicioso, arroz com passas, e suco de uva. Eu termino de jantar, e me retiro. Quando estou subindo, chamo Josh para me acompanhar, e subimos para o quarto, e ele me beija , me congratulando, e falando em como seremos juntos no futuro. Ele diz que já fez todos os planos durante esse ano.

A mãe dele o chama para ir embora, e meu pai os levam. Eu me despeço dele, e volto para a cama, dessa vez vou ler uma história pelo celular, chamada de Rosas Flamejantes, uma história sobre vampiros, que eu curto muito.

Tento dormir, e eu acho que por causa da alegria, consigo dormir novamente, e acordo uma hora antes do despertador, e vou ler até dar a hora de levantar. Quando o despertador toca, já sei que é meu pai, pois ele disse que iria cedo.

– Bom dia Leslie, está preparada? É realmente o que você quer?

– Sim e sim. Eu estou decidida. Vamos logo, já estou ansiosa.

–Tudo bem, vamos. Vou me arrumar, e se arrume também. Quando terminar estarei na sala lendo meu jornal. – ele diz.

–Ok. – Digo

Termino de me arrumar, e desço correndo, e tropeço e quase caio na escada. Falo com meu pai para irmos logo, se não perderemos a hora.

– Vamos logo pai!

–Vamos filha.

Entramos no carro, e vamos em direção a praça central. Aqui em Faels ainda não é tão desenvolvido tecnologicamente, mas em comparação às fotos que minha mãe me mostrou de antigamente, está 300 por cento mais avançado. Quando estamos perto da filial do SDRIS, meu coração dispara, como se tivesse numa montanha russa, e começo a roer minhas unhas, soar, e ficar nervosa. Meu pai estaciona o carro, e descemos em direção a filial. Quando entramos, vejo um pôster grande, escrito:

Aliste-se meninos ou meninas entre 17 a 27 anos. A Arétida precisa de você.

Pergunto a uma moça que estava no balcão onde que fazia o alistamento, e ela com ela mesmo. Eu preencho todas as informações, obrigatórias e opcionais, para garantir minha vaga, e ela diz que eu fui aceita, e me entrega um papel, dizendo o horário em que eu tenho que estar aqui, pois seguiremos em direção ao aeroporto nacional de Faels.

Eu estou dentro da SDRIS.

Notas finais
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