Eu Tentei
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Não sei se está ficando legal, então todos os comentários serão bem-vindos!
Bora lá .. boa leitura :*
- Maura o que aconteceu? Jane pergunta enquanto tira o pano da boca de Maura.
- Ah Jan.... – Não consegue falar mais nada, pois é interrompida pelo choro e pelo medo que havia tomado conta de si.
- Calma Maura, eu estou aqui!
Jane desamarra Maura e a levanta do chão, onde Maura dividia espaço com os talheres que havia derrubado.
Maura estava muito nervosa, o que deixou Jane muito preocupada, pois nunca havia visto a amiga naquele estado.
- Você não está nada bem! O que você está sentindo? – Jane perguntou com muita preocupação, e com medo da resposta de Maura, pois temia o que teriam feito ou falado para ela.
- Ele estava atrás de mim... E eu sabia que ele viria!
- Quem Maura?
- Ele me enganou! – Seus olhos encheram de lágrimas novamente.
- Quem Maura? Quem? – Jane começa a se estressar.
- Me abraça Jane. Apenas me abr...
Jane não pensou duas vezes, se ajeitou no sofá e abraçou Maura, acalmando os ares.
Depois de um tempo em pleno silêncio e abraçadas, são surpreendidas com passos firmes se aproximando, era Frost e Frankie.
- Vocês estão bem? – Perguntou Frost.
- Agora estamos! – Jane falou.
- O que aconteceu? Maura você está bem? — Perguntou Frankie.
Nesse momento Maura abraçou mais forte Jane, o que a fez notar o tal ato.
- Sim, agora estou bem. – Maura diz.
Jane pergunta a Maura se ela quer ir para o quarto. Trêmula e sem forças, Maura diz que sim, com um leve balançar de cabeça.
- Iremos passar a noite aqui Maura, não sabemos o que houve, então estaremos aqui para protegê-lá. – Diz Frankie.
Jane faz sinal com as mãos para que Frankie e Frost se acomodassem na sala.
Jane leva Maura até o quarto. Encosta a porta, acende as luzes e senta-se ao lado da amiga.
- Você está melhor? – Jane pergunta.
- Sim. Através de estudo realizados em Harvard, o que eu estava sentindo era o efeito da liberação de ...
- Shiu .. Já está melhor – Jane fala com um leve sorriso.
- Obrigada Jane. Obrigada por ser minha amiga.
- Não, pare com isso! Estarei sempre com você, e você sabe disso. – Jane fala pegando nas mãos de Maura.
Nesse momento Maura se levanta, indo em direção ao banheiro.
- Vou tomar um banho, quero esquecer o que eu passei há pouco.
- Ok, faça isso. Irei falar com os rapazes. – Jane se levanta, e encosta a porta do quarto de Maura.
Quando Jane chega, encontra Angela com os rapazes, sentados na sala.
- Como está Maura? – Angela pergunta preocupada.
- Ela ficará bem Mãe.
- Ela disse o que aconteceu? – Frankie questiona com ar de interesse.
- Não. Ainda não toquei no assunto. – Jane fala enquanto abria a geladeira.
- Bom, já que todos vocês estarão aqui com ela, irei para casa. – Angela diz.
- Isso mãe, vai descansar. – Jane fala após o primeiro gole na cerveja.
Quando Angela saiu, Jane se juntou a Frost e Frankie e disse:
- Algum suspeito?
- Só vimos algumas pegadas na calçada. – Disse Frankie.
- Temos que saber o que aconteceu aqui. Maura estava assustada e eu nunca havia visto ela desse jeito.
- Deixe conosco Jane, vá descansar também. – Falou Frost.
Jane se levantou, e foi para o quarto de Maura, com um copo de suco de laranja em uma mão, e sua cerveja na outra.
Entrou no quarto de Maura, e ouviu uma murmuração da Doutora vinda do banheiro.
-“ Por que tinha que ser assim?” “Por que não poderíamos apenas ser felizes?” “Por que esse sentimento?”
Jane estranhou aquelas palavras, mas logo imaginou que sua amiga estava cansada e pelo susto, até ela falaria sozinha.
Sentou-se na cama de Maura enquanto a esperava sair do banho.
...
Maura saiu de forma radiante, independente do que havia passado naquele dia, estava bela como nunca. Jane estendeu o braço, oferecendo o copo de suco a Maura, dizendo:
- Tome isso Dr. Isles. Você se sentirá melhor.
- Obrigada Jane. – Tomou aquele suco sem ao menos parar, estava faminta.
- Acho que dormirei aqui. – Jane falou enquanto tirava os sapatos e se acomodava ao lado da Doutora.
- Pois eu tenho certeza! – Maura apontou para os pés de Jane, sorrindo.
- OH, Até que enfim arranquei um sorriso seu! – Jane falou, arrancando-lhe outro sorriso, dessa vez mais aberto.
- Shiu, vamos dormir. Quero esquecer o que passei aqui. – Maura falou se ajeitando na cama.
- Boa noite Maura.
- Boa noite Jane.
Maura fechou os olhos e logo pegou no sono, já Jane, não conseguia tirar os olhos de Maura. Passava diversos pensamentos em sua mente. “O que havia acontecido?” “ Por que machucar uma pessoa doce como Maura?” “O que queriam com ela?” ...
Jane tentou ligar alguma coisa que havia passado com Maura dias atrás, tentou se lembrar de alguém, de alguma coisa que a amiga provavelmente teria falado. Mas nada! Jane não se lembrava de algo concreto, e logo foi vencida pelo cansaço, adormecendo.
No dia seguinte, Maura desperta e sente que está sozinha na cama.
- Bom Dia Dr. Isles! – Jane se aproxima da beira da cama se sentando.
- Bom Dia Jane. – Maura diz sonolenta.
- Falei com Cavanaugh e ele ordenou que eu passasse o dia com você. – Jane falou dando uma piscada.
- Ótimo Jane. Não queria ficar sozinha mesmo. – Maura disse aliviada.
- Então, vamos levantar e correr? – Jane diz puxando a amiga pelo braço.
- Acho uma boa ideia! – Maura sorri. (...) Ah, Frankie e Frost estão aqui ainda?
- Não, acordei com a ligação de Cavanaugh, então desci e os avisei, e falei para eles descansarem que eu cuidaria de você.
Depois de tomarem café da manhã e se vestirem, Jane e Maura correm até um parque próximo. Onde costumam sempre se exercitar. Quando Jane, já com a persistente dúvida, resolve perguntar.
- O que aconteceu ontem Maura? – Jane diz com uma feição de aflita.
Imediatamente Maura para, e aponta para um banco livre.
- Vamos nos sentar ali.
- Sim. – Jane concorda.
As duas se sentam, e então Jane olha para Maura esperando a resposta da pergunta que ela havia feito segundos atrás.
- Jane, olhe, é uma situação complicada... — Maura abaixa a cabeça.
- Maura, não importa o que esteja acontecendo, ou quão complicada seja a conjuntura. Quero te ajudar, mas preciso saber o que está acontecendo. – Jane se vira no banco, como se quisesse ficar de frente para Maura.
- Ok, você precisa saber..
Nesse momento o telefone da Jane toca, e no visor aparece: “Casey”. Jane faz sinal para Maura ficar onde está, e se levanta do banco.
- Casey?
- Jane!
- Onde você está? Como você está?
- Jane, precisamos nos ver! – Casey fala como se estivesse apreensivo com alguma coisa.
- Ok! Onde você está?
- Estou no Dirty Robber.
- Ok, estou indo. Vou deixar Maura em casa, e em seguida vou te encontrar.
- Maura está com você? – Casey pergunta curioso.
- Sim. Estamos aqui no parque próximo a casa del... – Jane é interrompida.
- E como ela está?
Nesse momento Jane desconfia de tal pergunta. “Será que Casey sabia o que havia acontecido com Maura?” “Será que Angela já havia aberto a boca e fofocado para Casey?” - Mas ele havia ido embora, como das outras vezes. Será que ele estava atrás de mim, e foi me procurar na Homicídios, e como eu não estava foi falar com minha mãe? – Foi o que Jane concluiu.
- Ela está sim Casey. – Jane diz olhando para Maura.
- Ótimo. Estou a sua espera. Até mais.
- Até mais. – Jane desliga o celular, e o coloca no bolso. Senta-se novamente ao lado de Maura.
- Aconteceu alguma coisa?- Maura pergunta.
- Era o Casey. – Jane fala olhando para um espaço vazio.
- Casey? – Maura pergunta com um tom de voz mais alto do que o habitual.
Jane nota, e olha para a amiga, curvando a sobrancelha.
- Siiiim, C-a-s-e-y! Sei que ele sumiu, mas está de volta, e quer me ver.
Nesse momento Maura começa a tremer, sua respiração acelera. Olha para todos os lados.
- Onde ele está Jane? – Maura pergunta tentando manter a calma.
- Está no Dirty Robber.
Maura sente um alívio, pois Dirty Robber não era tão próximo da onde estavam.
- Bom, vamos indo. Te deixarei em casa, pegarei meu carro, e vou encontrá-lo. – Jane fala começando a correr, se esquecendo de que estava conversando com a Doutora sobre o que havia ocorrido no dia interior.
Maura se levanta e corre atrás da amiga.
“Sempre assim, Casey chama, ela corre atrás dele. O mundo dela gira entorno dele.” — Maura diz indignada.
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