Notas iniciais
Estou super animado com a história, então estou escrevendo a mil por hora- Se gostaram da fic, por favor não deixem de comentar!
Logo mais teremos o capítulo 3

O sol alçava alto no céu, a escuridão já sedia espaço para a luz branda e acolhedora, enfim mais um dia raiava. A claridade transpassava o vidro da janela e batia no rosto de Teddy, ele virava-se para o lado e resmungava por já ter de acordar. Suspirando, o rapaz levantou-se vagarosamente e espreguiçou-se.

Com o cabelo completamente desorganizado, vestes amassadas e preguiça matinal, o jovem herói se levantou, arrastando-se para o banheiro. Jogava suas roupas em um cesto de roupas suja, terminando por ficar apenas de meias e cueca branca. Ele apoiava o braço na cuia da pia e sacava a escova de dente, demorava em fazer sua higiene pessoal, ainda estava com saudades da cama.

Quando retornou para o quarto, inflou as bochechas e fez uma careta, definitivamente precisava arrumar o cômodo. Recolhia suas roupas espalhadas pelos cantos e as guardava ou colocava para lavar. Arrumava as estantes, ajeitava o tapete e depois pegou uma vassoura para terminar sua arrumação. Uns bons 50 minutos perdidos do dia.

Olhando que o serviço tinha se acabado naquele espaço, foi à vez do restante da casa. Os pratos da pia foram severamente limpos e cuidadosamente guardados em seus devidos lugares, todo o piso varrido e passado o pano. Cada objeto fora cuidadosamente espanado e posto em ordem. Infelizmente ser herói é um trabalho não remunerado, fora o sentimento de felicidade por ter ajudado seu próximo, aquilo não rendia dinheiro suficiente para que Teddy contratasse uma empregada.

Terminado os afazeres domésticos, o relógio apontava 11 horas. Ainda estava cedo para o almoço e Teddy se sentiu no direito de descansar um pouco. Resolveu ir até o quintal e pegar um pouco de sol, dirigiu-se até a minúscula área verde em frente a sua morada e sentou-se em uma cadeira, vincada a uma mesa velha e um pouco enferrujada.

Hoje seria um dos raros dias de folga que o menino tinha para si. O calendário marcava domingo, por hora a escola não era problema e inexistia qualquer serviço para ele no momento. Infelizmente o rapaz era órfão e morava completamente sozinho, mas não tinha muita pena do destino que levava.

Teddy se divertia pensando no que haveria de novo para fazer hoje, quantos vilões tomariam uma boa surra de Hulkling. Infelizmente a lembrança da figura negra de ontem invadiu sua mente. Por causa do cansaço, o menino nem pensara mais nisso desde então, mas agora o assunto preenchia qualquer espaço em sua cabeça.

-Droga, provavelmente vamos nos ver de novo, vou soca-lo um pouco até ter algumas respostas.

Quanto mais pensava, mais ficava perdido em suas dúvidas, parecia que nada quebraria a concentração de Teddy, quando algo puxou sua visão. O loiro virou a cabeça para o lado e imediatamente cruzou o olhar com outro garoto na casa ao lado, de roupas simples e cabelos negros.

O novo personagem fez um tímido gesto de cumprimento, murmurou algo sobre ser o novo vizinho e tudo mais. Teddy não conseguiu esconder sua felicidade, ontem desejara uma oportunidade para ter um amigo ao seu lado, hoje o desejo tornou-se real.

-Oi, sinta-se bem vindo à vizinhança, eu sou o Teddy.

-Ah... Sim, eu sou Billy, Billy Kaplan.

Teddy praticamente saltou de seu lugar e andou radiante até Billy, estendeu a mão o mais amigavelmente possível, certamente ambos tinham a mesma idade e muito para conversar.

-Então cara, esta se mudando com seus pais? Deve ser difícil chegar em uma nova cidade sem amigos.

-Sim... É muito difícil, e por hora estou morando sozinho. Meus pais estão em outra cidade, cuidando de negócios, resolvi passar uma temporada sozinho e eles concordaram.

Um sorriso mágico invadiu o rosto de Teddy, estava tudo perfeito. Um rapaz aparentemente tímido e legal surgia em sua vizinhança, sem o apoio dos pais e em território desconhecido. Deus realmente existia, e era um velhinho muito bom.

-Não fique acanhado, vou ajudar você! Serei seu primeiro amigo, não há muitos jovens nesse bairro, e os que moram aqui, relutam um pouco em conhecer pessoas novas.

-Entendo... Bem, é um prazer conhece-lo.

Toda aquela amabilidade deixava Billy um pouco desconfortável, estava grato por seu vizinho ser amistoso, mas não se relacionava tão bem com as pessoas, logo de cara. Deu o seu melhor para sorrir e parecer animado, no fim das contas era ótimo ter alguém para recepciona-lo em seu novo bairro.

-Estou saindo para comprar algo, estou com um pouco de fome. Quer almoçar comigo?

-Comida congelada? Que horror, sua primeira refeição aqui não pode ser algo esquentado no microondas.

-Mas ainda estou ajeitando as coisas lá dentro, e nem comprei comida ainda.

-Não tem o menor problema, eu vou cozinhar em casa. Estou tão entediado ultimamente, é muito legal ter com quem dividir espaço.

Billy tentou recusar da maneira mais educada possível, no fim falhou, não conseguiu sobrepor a vontade do outro rapaz. Aceitou sem reclamar, era muita consideração de um total estranho, cozinhar para seu novo vizinho. Realmente Teddy era muito hospitaleiro.

Adentrando a casa de Teddy, o recinto cheirava a pinho e produtos de limpeza, claramente tudo estava recém-arrumado. O loiro pediu para que o outro se aconchegasse em uma pequena mesa de quatro lugares, enquanto olharia na geladeira o que fazer.

-Que tal macarrão?

-Qualquer coisa pra mim está ótimo... É muita gentileza da sua parte.

-Tudo bem, eu nunca recebo visitas mesmo.

Posto todos os ingredientes na bancada da cozinha, Teddy se mostrava um ótimo cozinheiro. Tantos anos vivendo só, fez maravilhas para a culinária do rapaz. Enquanto tudo era preparado, os dois garotos trocavam palavras amenas, conhecendo um pouco mais do universo um do outro.

-Então você gosta de games, Billy?
-Sim, estou com um portátil em casa, não teve como trazer outro comigo.

-Isso é ótimo, podemos jogar depois de comer.

-Ah... Seria legal, eu acho.

Foi uma refeição animada, Teddy estava muito empolgado e não parava de falar enquanto comia, tinha ficado com o rosto completamente sujo de molho de tomate, mas não ligava. Billy ficava um pouco mais quieto, rindo ocasionalmente. Ambos agora tinham a certeza que seriam muito amigos no futuro, Teddy com seu jeito espontâneo e exagerado e Billy, mais recluso e introspectivo.