Eu Te Amo
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Segue um capitulo novo.
— Mãe... Cheguei
— Filha estou aqui, na cozinha.
— Oi — cheguei e dei um abraço gostoso nela.
— Oi filha, estava com saudade, voce sumiu. Como foi com o Artur? Se divertiram? — ela perguntou curiosa.
— Hum, claro mãe foi ótimo, eu disse enquanto praticamente entrei dentro da geladeira procurando algo, mas na verdade me escondendo dela.
— Que bom. Ele tem trabalhado muito. Praticamente triplicou a fortuna da família depois que assumiu os negócios. Ficamos muito preocupados com ele porque ele quase não saia pra se divertir. Mas tínhamos esperança que quando você retornasse, traria ele riria de novo pra vida. Aquele garoto é como um filho pra nós, e o amamos como amamos você e seu irmão.
— Realmente ele é muito especial, e não tem como não gostar dele. — e eu que o diga, nesse momento meu celular tocou com uma mensagem dele: “Princesa, gostaria de ter ficado com você na cama, morrendo de saudade já”. Não consegui esconder o sorriso.
— Uau que sorriso é esse? Por uma mensagem? De quem é?
— Eh.. uh.. da Mari. — meu Deus estou virando uma mentirosa.
— Uhum, sei. — ela disse bem desconfiada — E filha o jantar hoje está de pé?
— Claro. Ah e o Artur vem com a gente. Na verdade ele meio que se convidou.
— Ah que ótimo.
— Mãe, vou pro meu quarto deixar essas coisas e já volto pra gente conversar um pouquinho. Ah e a Mari vem mais tarde, vamos ficar na piscina.
— Tudo bem.
— Que horas o Pedro chega da faculdade? — perguntei enquanto saia da cozinha.
— Ele chega para o almoço. — ela gritou por eu que já estava subindo as escadas.
Fui pro quarto, deixei minha bolsa e coloquei uma roupa mais confortável, short, regata e chinelo, fiz um rabo de cavalo e desci pra fazer companhia pra minha mãe na cozinha.
— Ué, cadê a Maria? Hoje você que está na cozinha?
— Ela precisou de uns dias de folga, uma sobrinha dela vai casar este fim de semana e ela pediu pra ajudar nos preparativos, então liberei ela pelo resto da semana e vocês vão ter que comer da minha comida até ela voltar.
— Que por sinal é ótima mãe.
— Ah obrigada filha. Hoje termos lasanha.
— Ah mãe, que tortura, estou vendo que vou ter que me matricular em uma academia urgente.
— Que isso filha você está linda. Te achei até muito magrinha.
— Mães, sempre achando que a gente não se alimenta direito.... — nós rimos e eu a ajudei a preparar o almoço. O Pedro chegou junto com o papai.
— Mana, está sumida. Mãe que tem hoje para o almoço, estou morrendo de fome. — o Pedro perguntou.
—Lasanha, e ajude sua irmã a arrumar a mesa.
Estávamos arrumando a mesa para o almoço e eu tentando evitar o contato visual com meu querido irmão mas não teve jeito ele parou bem na minha frente.
— Não tem nada pra contar não maninha?
— Não. Porque?
— Por que o Leandrinho me contou o que rolou entre ele e o Artur.
— Pedro, não foi nada. O Artur só estava sendo... o Artur, você sabe. E quem é aquela que estava grudada em você? — Mudei de assunto e virei o jogo.
— É só uma amiga. E não adianta desconversar não por que eu estou de olho viu.
— A gente conversa mais tarde — nessa hora minha mãe entrou na sala de jantar com o almoço
Nós almoçamos e conversamos. O Papai disse que teria que fazer uma viagem para São Paulo amanhã e convidou a mamãe para acompanha-lo na e passarem o fim de semana por lá. O Pedro tinha uma aula, mas prometeu que voltava até as 15 pra ir pra piscina comigo e a Mari. Como o papai iria viajar amanha, disse que tiraria o resto do dia de folga e que ficaríamos todos na piscina e depois iriamos jantar todos juntos no clube.
Fui pro quarto arrumei minhas coisas de piscina e desci pra ajudar a mamãe a preparar algumas coisas pra comer e beber agora à tarde. Assim que terminamos ela disse que iria rapidinho fazer as malas da viagem e que já voltava e eu fui pra piscina. Me lembrei que não tinha respondido o Artur. “Oi, desculpa demorar te responder. Eu também adoraria estar na cama com você.
A Mari chegou eu estava sozinha ainda na piscina e isso era ótimo porque já chegou me interrogando, depois que eu contei o que aconteceu ela me perguntou até quando vamos esconder essa história?
— Mari, não temos nada ainda. Ficamos juntos e foi lindo, mas até então não temos nenhum compromisso e também não sei se a nossa família vai aceitar.
— Amiga só quem é cego pra não ver que entre vocês existe muito mais que simplesmente “ficarem”. E outra os pais de vocês não são carrascos, tenho certeza que eles não vão fazer esse drama todo que você está imaginando não, acho até que eles esperam que isso um dia aconteça.
— O que? Nós dois juntos? Por que você acha isso?
— Ah amiga, vocês dois são carne e unha desde criança. E qualquer pessoa que fica perto de vocês um pouquinho que seja consegue sentir. E desde sempre, viu.
— Ah Mari, por que você nunca falou isso. Eu teria disfarçado sei lá.
— Amiga, isso não da pra disfarçar, e é tão natural que as pessoas nem se incomodam.
Nesse momento nosso assunto foi interrompido, pois meu irmão chegou com uma galera.
— Eu não acredito que essas vadias vieram. — A Mari disse quando a Gabriela e a menina que estava grudada no meu irmão na outra noite entraram na área da piscina. O Leandrinho também chegou e alguns outros rapazes.
— Ah meu Deus, é aquela garota que estava com o Artur não é? — Perguntei pra Mari.
— É sim. — Ela estava fuzilando a Menina que estava do lado do Pedro.
— Mari, está rolando alguma coisa entre você e meu irmão?
— Tá louca, Izabela? — ela nunca me chama de Izabela. Tem alguma coisa ai sim e eu vou descobri.
— Não. — Nessa hora todos chegaram pra nos cumprimentar.
— Oi, Iza. Nem tivemos tempo de conversar aquele dia, no clube.
— Oi, Gabriela. Pois é, você estava muito ocupada.
— É verdade o Artur me deixa um pouco indisponível para as outras pessoas. Mas não justifica a minha falha afinal era sua festa. E ai me conta como você está?
— Estou ótima, e você? — preciso fazer um esforço imenso pra não afogar ela na piscina.
— Eu estou bem sim. E ai noticia do Artur? Tentei falar com ele ontem e não consegui. — não acredito que essa vadia esta me perguntando sobre o meu homem.
— Tenho sim. Acabei de falar com ele. — ela me olhou de cima a baixo.
— Ele não deve ter visto minha ligação.
— Ou ele não quis falar com você — a Mari disse.
— Como? — Ela perguntou pra Mari.
— Isso mesmo que você ouviu. — A Mari respondeu
— Mari, você pode vir comigo? Vamos pegar algumas bebidas. — precisava acalmar os ânimos, por que minha mãe não iria gostar de ver a piscina dela suja de sangue. Nos levantamos e enquanto nos dirigíamos para dentro da casa, encontrei com meu irmão e o Leandrinho.
Oi Iza, você está linda. Me desculpa por aquele dia, espero não ter te causado nenhum problema.
Imagina Leandrinho, está tudo bem. Você pode me dar licença, preciso falar com meu irmão.
Claro. — e me deu um beijo na bochecha e foi pra piscina.
Pedro, você está maluco? Temos um jantar daqui a pouco. Já combinamos com a Mamãe e com o Papai e você traz esse monte de gente pra casa.
Relaxa Iza, todo mundo já sabe e vão embora daqui a pouco. Só vamos nos refrescar um pouquinho.
E essas garotas? — Perguntei e olhei pra ele e pra Mari que estava emburrada do meu lado.
Amiga, já vou indo pegar as bebidas, te espero lá. — a Mari me disse e virou as costas.
O que ela tem que ela está tão emburrada? — o Pedro perguntou.
Eu é que te pergunto. O que está rolando entre vocês dois?
Pergunta pra ela.
Pedro não brinca comigo. Eu perguntei e ela não me respondeu. Na verdade perguntou se eu estava ficando louca. Mas eu não sou boba e eu vejo as coisas.
Então maninha se ela te disse que não é nada, é porque de fato não é nada.
Sei e você está na minha mira. Eu não sei o que esta rolando aqui e se você machucar a minha amiga você me paga. E outra coisa, eu não quero aquelas meninas aqui em casa. A Mari nitidamente tem algum problema com elas. E aquela Gabriela estava grudada no Artur no clube. Como você pode trazê-las aqui?
Tudo bem maninha, não vai mais acontecer. Eu chamei só os meninos, mas elas chegaram na hora e foi inevitável. Não vai mais acontecer. — ele me deu um beijo na testa e correu pra piscina.
Encontrei a Mari na cozinha, pegamos as bebidas e voltamos pra piscina e encontramos meus pais sentados já.
As malas estão prontas? — eu perguntei.
Sim. Tudo pronto. Seu irmão acabou de me falar que vai pra São Paulo amanhã também. Vamos embarcar juntos. Você está sozinha esse fim de semana. — Minha mãe respondeu.
— Tudo bem mãe. — eu disse conformada, por que eu já tinha outros planos.
— Fica com a Mari, filha — meu pai sugeriu.
— Pai não precisa... — eu insisti.
— Ah tio, eu adoraria, mas estou também estarei fora esse fim de semana. Mas a Iza pode ficar com o Artur, tenho certeza que ele não vai se importar, alias ele adoraria. — ela disse alto o suficiente para a Gabriela escutar. Que ficou mais vermelha que um tomate.
— É verdade, vou ligar pra ele. — minha mãe disse.
— Não mãe, não precisa. — olhei e a Gabriela estava me olhando, ou melhor me fuzilando — Eu mesma falo com ele hoje a noite, e de toda forma já tínhamos planos para o fim de semana. Ele só precisa saber que ou vou ter que dormir lá ou ele dormir aqui. — fiz questão de mostrar que ela estava fora da jogada.
Finalizamos a piscina e nos arrumamos para o jantar. Chegamos no clube por volta das 20:00 e o Artur já estava no bar. Assim que nós entramos, ele se levantou e nos cumprimentou.
— Tio, tia, boa noite. — Ele disse para os meus pais e deu um abraço na minha mãe.
— Oi meu filho.
— E ai Pedrão, tudo bem?
— Bem cara.
E quando ele me olhou pude ver tanto desejo nos olhos dele que pensei que ia cair. A Mari estava certa.
— Oi Iza, você está linda.
— Obrigada — eu disse corando.
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