Eu Te Amo
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Espero realmente que gostem eu fiz com todo o meu carinho...
Beijos pra todas!!!
Ele me beijou com tanta necessidade, como se ele precisasse daquilo pra sobreviver. Eu sentia que o mundo definitivamente podia acabar naquele momento, só por estar nos braços dele. Eu esperei tanto por isso, que agora que estava acontecendo eu não podia acreditar. As suas mãos passearam pelas minhas costas e segurou firme no meu quadril me empurrando contra uma parede que ficava na rua atrás do clube, próximo onde tínhamos estacionado o carro. Eu meu forcei mais próximo ao seu corpo e pude sentir a sua ereção pulsando sob sua calça e deixei minhas mãos viajarem pelo seu corpo, quando eu cheguei próximo de tocar seu membro ele se afastou de mim e eu pude perceber um olhar sombrio em seu rosto antes que ele fechasse os olhos, me segurando afastado dele.
— Não... — eu tentei falar para ele não me afastar, mas ele me interrompeu.
— Me desculpe Iza, isso não é certo. Eu não posso.
Ele estava me afastando, como no passado. O que era isso em seu olhar? Nojo, raiva, tristeza uma mistura de vários sentimentos ruins.
— Por que você fez isso?
— Eu não sei. – Ele disse e abaixou a cabeça como se estivesse envergonhado.
— Eu não entendo. Você não sabe ou eu não sou boa pra você? É por isso que você me afasta? – eu disse completamente desolada, eu estava tremendo.
— Iza, por favor não é nada disso. Vamos pra casa, estamos na rua, está frio, você está tremendo. Vamos...
Eu não conseguia entender, ele prefere essas vadias de rua a mim, que sempre estive do lado dele pra qualquer coisa. O álcool, e a adrenalina do beijo estavam passando e realmente comecei a tremer, eu não conseguia responder, eu estava além de triste, envergonhada por de novo deixar as coisas chegarem a esse ponto. Eu só deixei que ele me levasse para o carro, e fizesse tudo da mesma forma como antes, abriu a porta, me ajudou a sentar colocou o sinto mas dessa vez eu estava muito distante, muito alheia a seus movimentos. Eu queria deitar, afundar minha cabeça no travesseiro e chorar. Ficamos em silencio enquanto ele dirigia para casa, eu liguei o automático, nem sequer olhei para o lado. Chegamos no estacionamento do prédio em que ele morava, ele abriu a porta do carro pra mim, me ajudou a descer e me conduziu para o elevador.
— Iza, você está bem? Fala comigo...
— Eu vou ficar bem Artur, não se preocupe.
Chegamos ao apartamento dele e era muito lindo. A decoração da sala de muito bom gosto. Era tudo muito claro, muito aconchegante. Parecia casa de família e não de um jovem solteiro. Fiquei me perguntando se tinha sido a tia Deli quem tinha ajudado na decoração. Ele me observava em expectativa como se quisesse minha aprovação.
— É lindo Artur.
— Obrigada! – Ele disse sem tirar os olhos de mim. – Iza por favor, não fica triste comigo, eu não sei o que deu em mim..
Como se eu não tivesse ouvido o que ele disse eu me dirigi para as portas duplas que davam para a sacada, era uma vista linda a praia deserta pelo horário, a lua, o vento, o barulhinho gostoso de algumas ondas quebrando. Eu me aproximei da proteção, e fechei os olhos, mas eu podia sentir que ele estava atrás de mim me observando a distância.
— Artur, me desculpe, se te coloquei em uma situação que você não desejava.
— Iza, pare com isso. Você não entende...
— Eu entendo sim. – eu o interrompi. — Nós somos primos e você me vê como uma menininha boba, sua irmã mais nova.
-— Você está certa...
— Não fala mais nada, por favor... – Eu me movimentei pra sair de perto dele, eu queria sumir, eu estava muito envergonhada pra ficar, mas eu não podia sair como uma louca sozinha pelas ruas do Rio de Janeiro, não a essa hora da noite. Se ao menos eu soubesse onde ficava o quarto...
— Porra Iza, me deixa terminar uma maldita frase. Você fica fugindo e não me deixa explicar. Dessa vez você não vai fugir de novo, por que eu não estou disposto a ficar mais 2 anos sem te ver. Nem que eu tenha que te amarrar.
Eu parei, olhando pro chão, negando contato com os seus olhos enquanto ele segurava um de meus braços impedindo que eu continuasse a minha fuga.
— Você não percebe que eu te afasto por que não é certo estarmos juntos. Mas que o desejo que eu sinto por você é muito grande? Iza, pelo amor de Deus, nós somos primos, eu cresci como seu irmão, me foi ensinado que eu tinha que te proteger.
— Mas você me protege...
— Não fala isso, por que foi muito pior. Eu te coloquei em risco há dois anos quando eu dormi com você. No outro dia quando acordei e vi o sangue no lençol e te vi saindo do banheiro eu fiquei com nojo, mas foi de mim. Como eu poderia ter feito isso com você? Logo com você? Eu aproveitei da sua fraqueza por que você tinha bebido e abusei da sua ingenuidade por confiar em mim.
— Artur, eu tinha 23 anos na época, eu não era mais uma criança. E passou alguma vez na sua cabeça que eu quis?
Ele me olhou perplexo, como se eu tivesse falando alguma blasfêmia.
— Eu sempre quis Artur, sempre foi você, a minha vida inteira eu te admirei, você era meu herói. Quando eu fiquei adolescente eu imaginava o meu primeiro beijo com você, mas nunca tive sequer esperança que acontecesse, então quando você começou a aparece com outras garotas perto de mim, eu não tive outra escolha a não ser me aproximar dos outros garotos. Mas eu coloquei na minha cabeça, que a única pessoa a quem eu entregaria minha virgindade seria pra você, e se você não me quisesse, eu não me importaria, mas, ninguém mais seria bom o suficiente pra isso.
— Iza... – Ele começou a falar, mas eu o interrompi.
— E naquele dia, eu acordei determinada que eu não iria pra cama sozinha quando a noite chegasse, você iria comigo. E na festa quando, você concordou “fugir” comigo e escapulimos para a praia e você me beijou eu tinha certeza que eu estava vivendo no céu. Foi à noite mais especial da minha vida e quando eu acordei no outro dia e você estava louco daquele jeito, gritando comigo como seu eu fosse suja pra você, como se fosse nojento estar comigo eu morri e fui pro inferno.
— Iza... – Ele me puxou pra perto dele e me beijou de novo, um beijo apaixonado, diferente de todos os outros beijos que eu já havia experimentado inclusive dele, ele tirou seus lábios dos meu e eu gemi com insatisfação pela sua ausência. — Eu nunca quis que você pensasse dessa forma. Eu fiquei bravo comigo e não com você.
Flash Back — On
— Priminha, você não acha que já passou da conta não? — O Artur disse me tomando minha taça de champanhe da mão e bebendo o resto.
— Não eu não acho que eu tenha passado da conta. — Eu disse enquanto pegava outra taça da bandeja de um garçom que estava passando por perto.
— Iza eu estou falando serio Essa é sua ultima taça da noite.
— Tudo bem, mas com uma condição.
— Eu não acho que você esteja em posição de negociar comigo, mas vamos la. Vamos ver o que você tem a me propor. — Ele disse com um sorriso lindo no rosto.
— Que tal se a gente fugir? É vamos pra praia, ver o sol se nascer. A gente rouba uma garrafa dessas. — Eu disse enquanto eu pegava uma garrafa cheia de outra bandeja.
— Iza, nós já bebemos o suficiente, eu só estou um pouco melhor que você, por que eu ainda consigo pensar um pouco.
— Por favor, Artur, essa é minha ultima festa aqui. Daqui a um mês eu estarei partindo para os EUA e eu vou estar tão atarefada até lá que você quase não vai me ver. Por favor?!
— Eu simplesmente não resisto à você e a esse seu “por favor”. Vamos então — Ele disse enquanto pegou a garrafa da minha mão e saiu me puxando pra parte de trás da casa.
Estávamos na casa de praia dos meus pais em Angra dos Reis. Comemorando meu aniversário de 23 anos, minha formatura em Jornalismo e não deixava de ser uma festa de despedida, já que eu estava indo viajar em breve. Eu nunca gostei de festas, por que qualquer ocasião virava motivo para eventos grandiosos, mas infelizmente eu não conseguia fazer minha mãe desistir de nenhum, então o jeito era me acostumar e aproveitar.
Saímos pra noite e nos afastamos da minha casa indo mais próximo da casa do Artur. Os pais dele também tinham uma casa aqui, que ficava á umas cinco casas depois da nossa. Ele foi todo cuidadoso em pegar duas toalhas antes de sairmos e as estendeu para nos sentarmos um ao lado do outro. E ficamos ali conversando e bebendo. A nossa champanhe já estava no fim, ele passou os braços sobre meu ombro e me aproximou mais dele de forma que eu me aconcheguei no seu peito e me deu um beijo na minha cabeça.
— Eu vou sentir tanto a sua falta pequena.
— Eu também Artur, muita falta. — Eu disse e uma lágrima escorreu.
— Não chora Iza, vai passar rápido você vai ver. E a gente vai se falar pela internet e telefone todos os dias e eu prometo que eu vou te visitar.
Nesse momento ele levantou minha cabeça e enxugou as lagrimas que teimavam em cair no meu rosto. Eu olhei bem no fundo dos olhos dele e não resisti mais. Ele estava ali na minha frente, o amor da minha vida, parecia sonho. Eu levei meus lábios próximos aos dele e nos entregamos ao momento.
— Iza não...
— Por favor, Artur...
Ele me pegou no colo e caminhou comigo até a casa dele e fomos direto pro seu quarto e ele trancou a porta. Ele me olhava com tanto desejo que eu pensei que eu pegar entrar em combustão. Ele se aproximou beijando o meu pescoço e gemendo no ouvido. Eu fiquei imóvel curtindo o momento e sentido o calor que irradiava do seu corpo. Ele deslizou suas mãos por baixo da minha blusa, apertando as minhas costas me fazendo estremecer com vontade que ele me apertasse mais. Em um único movimento ele tirou meu vestido e eu fiquei só de calcinha na sua frente e eu não sentia nenhum tipo de vergonha por esse momento tão intimo. Ele me empurrou até em direção a cama e me segurou pra que eu deitasse, ele tirou a camisa e deitou em cima de mim.
— Tão perfeita — ele disse tocando meu seio e beliscando um mamilo que ficou duro reagindo ao seu toque. Ele levou o a boca e chupou quase me levando a loucura. Ele desceu as mãos pela minha barriga chegando até a minha calcinha, e com as mãos em cada lado da calcinha de renda com de rosa ele puxou de uma só vez enquanto ela rasgava. Ele levou uma mão pra baixo entre as minhas pernas e mantinha a boca em um dos meus seios.
— Hunm!! — eu gemi.
— Merda, você tá muito molhada — ele começou a esfregar em círculos apenas nos pontos mais perfeitos enquanto meu olhar começava a escapar com o prazer e eu me perdi no mais doce clímax. Ele começou a me beijar e lentamente passou para o meu pescoço, chegou aos meus seios, lambendo cada um sem e continuou descendo pela minha barriga, deixando uma trilha de beijos suaves e pequenas mordidinhas, quando ele chegou ao meu sexo eu quase gritei com a sua intenção, ele passou a língua lá e fazendo movimentos circulares com a língua ele encontrou meu clitóris enquanto penetrava um dedo dentro de mim. Ele lambeu, chupou e usou suas mãos para me levar a outro orgasmo inacreditável.
— Artur, eu preciso de você dentro de mim.
Ele assentiu com a cabeça enquanto tirava a sua roupa, e eu pude sentir o peso de seu pau duro batendo nas minhas pernas. Ele lentamente aproximou a cabeça do seu mebro duro da minha entrada e começou a me penetrar bem devagar.
— Vai doer, me desculpe, mas é inevitável, e eu me sinto mais canalha ainda por estar te fazendo passar por isso.
— Cala a boca Artur, eu estou amando, não poderia ser mais perfeito, por favor, não para.
Ele continuou me penetrando bem lentamente até encontrar uma resistência, meu hímen, o sinal que eu ainda era virgem, e que a partir daquele momento eu seria dele pra sempre. Ele pressionou mais forte e perfurou a barreira, doeu muito, mas a sensação de estar sendo preenchida e possuída pelo amor da minha vida superava qualquer dor e incomodo. Ele começou a bombear mais rápido um pouco e ficamos ali por vários minutos, meu clímax estava chegando de novo, eu já estava na borda quando ele começou a bater pesado dentro de mim até que eu não aguentava mais e comecei a apertar em volta dele explodindo em outro orgasmo, gritando o nome dele. Ele gemeu alto quando começou a tremer chegando em sua liberação.
Quando terminamos ele cuidou de mim e passamos o resto da noite juntos, e fizemos amor uma e outra vez até que caímos em um sono profundo, deitados de conchinha. Acordei no outro dia, e a primeira coisa que eu vi foi o meu amor ainda dormindo em um sono tranquilo. Fiquei ali o observando por alguns minutos, mas eu estava com muita vontade de fazer xixi, corri para o banheiro e fiquei admirada com o que vi no espelho, eu estava uma bagunça mas me achei linda. O que o amor não faz com a gente? Fiz minhas necessidades e voltei pro quarto. Ele estava acordado e confuso, pelo seu olhar que ele direcionou para mim e percebi que não era o mesmo Artur que passou a noite comigo.
— Oi, bom dia!
— Oi. — ele disse com a voz dura.
— Que houve Artur?
— Eu não acredito. Isso não pode estar acontecendo. Iza você esta bem eu te machuquei? — Ele me perguntou olhando para os lençóis sujos de sangue,
— Artur, eu estou bem, que história é essa de me machucar? Foi perfeito...
— Não fala assim. Isso não podia ter acontecido. Ah meu Deus que vergonha.
Vergonha? Ele estava com vergonha de ter passado a noite comigo?
— Eu não estou entendendo...
— Iza, por favor me deixa sozinho. Eu não consigo te olhar, vai embora.
— Eu... lagrimas começaram a cair no meu rosto.
— AGORA, saia daqui. — Ele estava gritando.
Eu peguei as minhas roupas corri para o banheiro e me vesti o mais rápido que pude, quando voltei para o quarto ele estava olhando para a parede e nem me olhou enquanto eu me retirava de seu quarto. Corri para casa, meus pais ainda estava dormindo eu dei graças a Deus, por que eu não tinha nada para explicar sobre o meu estado. Corri para o meu quarto e me joguei na cama e chorei até dormi. Acordei já era quase noite, minha mãe tinha tentado me tirar da cama mais cedo mas dei uma desculpa que estava com ressaca e ela me deixou. Quando finalmente consegui levantar apenas tomei um banho e voltei para cama, mas não conseguia mais dormir. Liguei meu computador e adiantei minha viagem que estava marcada para daqui a um mês, para daqui a cinco dias.
Flash Back — OFF
— Iza, eu vivi o inferno depois que eu te expulsei do meu quarto. Eu acordei e vi o sangue na cama, e quando você saiu do banheiro eu não acreditei que fosse você que eu tinha te seduzido e abusado de você.
— Artur, pelo que me recordo eu que te seduzi, eu te convenci a ir comigo pra praia.
— Mas eu era o homem, e mais velho. Eu tinha que ter me afastado quando eu percebi o que estava acontecendo, mas já era tarde eu estava preso. Não tinha mais volta.
— Então por que me afastou daquela forma?
— Eu nunca achei que seria possível, por nossas famílias, os seus pais sempre confiaram em mim como confiam no Pedro, por que eu te protegia. Mas no meu coração você sempre foi a mais doce, esperta e inteligente, e desde que eu me lembro eu sempre fui apaixonado por você. Me perdoa? Eu fui um cafajeste quando te mandei embora, eu não devia. Eu tinha que ter sido homem e assumido essa paixão naquela época e evitado tanto sofrimento pra mim e pra você. Eu fui fraco como medo do que os outros iriam achar. Mas agora eu não tenho mais medo, fica comigo? Por favor, não me afasta como eu fiz no passado. Eu preciso de você Iza.
Eu não sabia o que falar, eu fiquei ali parada olhando pra ele com as lagrimas escorrendo pelo meu rosto. O que tinha sido isso? Uma declaração de amor do homem que eu amo? Eu estava com medo de me machucar de novo. Eu iria me fechar pra esse sentimento e evitar o sofrimento ou eu acreditaria nele e correria pro seus braços? Se eu optasse por ficar com ele como seria a reação dos nossos pais? Ele iriam aceitar nosso relacionamento? Mil coisas passando na minha cabeça e ele ali me olhando em expectativa. O que eu faço Senhor?
— Artur...
Continua no próximo capitulo...
Notas finais
não fiquem curiosas, por que eu já estou escrevendo... posto até quarta, se eu não tiver nenhum imprevisto.
beijosss
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