Eu Te Amo

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Nem acredito que consegui terminar esse capitulo antes do prazo previsto. Por vocês meninas que me escrevem.

Jordana, mais uma vez muito obrigada pelas dicas.

E fantasminhas, vamos comentar, pra que eu fique mais empolgada e solte mais capítulos.

Amei escrever esse capitulo, por que as coisas estão começando a aparecer.. rsrs

Beijos e até breve, vou tentar postar outro até domingo. Me aguardem.

XoXo

Acordei assustada com o despertador, e como o calor era muito esses dias tomei um novo banho rápido. Levei um tempo anormalmente longo para escolher uma roupa, optei por uma saia azul royal que combinei com um tomara que caia preto, uma jaqueta de couro também na cor preta e escolhi uma sandália com saltos bem altos na cor preta. A maquiagem com um leve esfumaçado em azul e preto nos olhos, blush e um batom matte na cor nude e pronto, olhando no espelho estava muito bom.



Estava pronta, exatamente cinco minutos antes e agora era só esperar. Eu estava uma pilha de nervos quando escutei a campainha quando olhei no relógio que marcava 19:00 – “Maldita pontualidade, parece até um britânico” – Pensei comigo mesma. Dei a ele mais 5 minutos para cumprimentar minha família e também não parecer que eu já estava o esperando, não vou dar esse mole pra ele ficar se achando.



Quando desci as escadas ele estava sentado no sofá e se levantou imediatamente em sinal de seu cavalheirismo, ele olhou pra mim e eu tive a certeza que ele é o homem mais lindo que eu já vi, é a pura perfeição distribuída em mais de 1,90m de altura, com aquele cabelo bagunçado pós foda, a sombra da barba começando a aparecer por cima das linhas duras do seu maxilar e aqueles malditos olhos verdes que cada vez que eu olho eu tenho certeza que eu vou me perder.



– Boa noite pessoal. – eu disse.



– Boa noite filha, você está um espetáculo.



– Ai meu restinho de cabelo. Falou meu pai em tom de brincadeira. – Ela não está linda Artur?



– Pai, por favor????



Eu o repreendi, corando imediatamente enquanto os olhos do Artur me varriam de cima a baixo e ele concordava com a cabeça. Dei um beijo na bochecha de cada um inclusive na do Artur, antes que ele tivesse que responder meu pai. Ele tinha um brilho diferente no olhar essa noite, que eu não conseguia decifrar o que era.



–Iza, você está pronta?- Ele me perguntou.



– Sim podemos ir quando você quiser.



– Tia e Tio, nos desculpem, mas nós temos uma reserva para o jantar, vou leva a Iza pra conhecer um restaurante novo que foi recém-inaugurado, em Ipanema. E depois quero leva-la pra dançar um pouco, como nos velhos tempos.



– Ah! Pensei que fossem jantar conosco hoje. – Disse minha mãe.



– Hoje não tia, mas prometo que volto outro dia para jantar.



– Tudo bem querido.



– Cuidado vocês dois, nada de baladas estranhas, o Rio está uma cidade muito perigosa.



– Claro Tio, vamos nos comportar. E se não tiver problema, a Iza pode ficar no meu apartamento essa noite, vamos encontrar alguns amigos em um clube que fica bem próximo de lá, assim não tenho que voltar hoje de madrugada para trazê-la. – Eu não acredito que ele está fazendo essa proposta pros meus pais. Antigamente não tinha nenhum problema, eu vivia dormindo na casa dele, mas quando ele morava com os pais dele, agora ele está morando sozinho, ele é louco?



– Artur, não é necessário eu posso pegar um taxi se estiver muito tarde pra você me trazer de volta.



Ele me lançou um olhar irritado e abriu a boca pra contestar, mas antes que ele falasse qualquer coisa, meu pai respondeu.



– Iza, ele está certo, é perigoso e desnecessário vocês voltarem. E muito mais perigoso você pegar um táxi de madrugada sozinha. Claro que não nos importamos de você dormir na casa dele. Muito pelo contrário preferimos que você fique por lá e volte amanha em segurança. Assim não nos preocupamos com nenhum de vocês.



Ponto pra ele. – Tudo bem pai. Sendo assim até amanhã. – Eu disse enquanto me despedia deles. – Ah e dá um beijo no Pedro, eu não o vi desde que voltamos da praia.



– Meu Deus, ele me pediu pra acorda-lo às 18:30 por que ele queria estudar um pouco antes de sair hoje. – Minha mãe se despediu e subiu as escadas pra acordar o príncipe encantado e nós saímos.



***



Ele estava em carro esporte importado que eu não soube identificar qual era. Nos Estados Unidos era tão comum ver este tipo de carro nas ruas, mas aqui no Brasil não era. Mas era um carro lindo, branco. Ele abriu a porta do passageiro, ajudou a sentar e colocou o sinto de segurança em mim.



– Eu consigo fazer isso. – Eu disse reclamando de todo esse cuidado comigo.



­– Faço questão de te amarrar pra você não fugir mais de mim. – Ele disse em um tom descontraído, quase cantarolado. Eu abri a boca pra protestar, mas ele já tinha fechado a porta. Ele deu a volta e se sentou em seu lugar, prendeu seu próprio cinto e iniciamos nossa viagem rumo ao restaurante.



– Pensei que iriamos jantar em seu apartamento. – Perguntei em um tom desinteressado.



– Hoje não. Hoje nós vamos sair e nos divertir como antigamente.



Olhei pra ele enquanto ele dirigia e ele tinha o semblante tão relaxado agora, ele parecia feliz com aqueles olhos incrivelmente verdes.



Chegamos ao Restaurante, a garçonete que nos atendeu, ficou estranhamente desconcertada com ele, ela descaradamente não tirava os olhos. O lugar era muito bonito, com a decoração muito sofisticada e com a luz baixa, tornando o ambiente muito intimista, a nossa mesa era em um lugar mais reservado, em um canto do restaurante e ela nos acompanhou e nos acomodou nos entregando o cardápio.



– Gostariam de beber alguma coisa? – Ela perguntou pra nós dois, mas, sem tirar os olhos dele.



– Por favor, um Petit la Garele safra 2006. – Ele respondeu.



– Um Garçom já ira trazer o vinho e pegar os pedidos de vocês. Tenham um bom jantar. – notei quando ela se retirou para buscar nosso pedido com um sorrisinho no rosto, como se estivesse flertando com o Artur.



– E então me fale como foram esses dois anos fora do Brasil.



– Foi maravilhoso. Nova York é linda, a cidade em que tudo acontece. Foram dois anos excelentes.



– Que bom que você gostou e melhor ainda que você esteja de volta. – seu lábio curvou em um tímido sorriso.



– Eu estudei bastante. Fiz especialização em moda e diversos cursos relacionados ao mundo têxtil e das passarelas. Viajei bastante dentro dos EUA acompanhando os eventos de moda e conheci muita gente importante dentro desse contexto. Nos últimos 7 meses consegui estágio em um grande site de modas de Nova York e tive até alguns artigos publicados...



O Garçom trouxe a nossa bebida e recolheu os pedidos, me interrompendo, ainda bem, pois, não tinha nada que eu amava mais que falar sobre o meu trabalho e como eu me sentia bem com a profissão que eu havia escolhido. Muita gente acredita ser fútil, mas não é assim que eu vejo, eu me sinto realmente realizada.



– Eu os li, e por mais que eu não entenda muito sobre o assunto, posso lhe dizer que você é uma excelente profissional. – Eu corei, nunca imaginaria que ele tivesse lido. Eu mandei os artigos somente pra minha família e pra Mari.



– Como você sabia que eu estava escrevendo?



– Sua mãe comentou com a minha. Ficamos todos muito orgulhosos com as suas publicações.



– Ah obrigada!



– E como era a vida fora do trabalho, fez muitos amigos, teve algum namorado? – notei que ele ficou um pouco tenso.



– As minhas baladas eram todas relacionadas a moda, os desfiles, lançamentos essas coisas que por sinal foram bastante. Mas meu intuito em ir a esses eventos sempre foi pra escrever sobre o que eu estava vendo, sobre a arte, então quase que por regra meus amigos eram também desse meio. E sobre...



Nesse momento, o garçom trouxe as nossas refeições e nos serviu. Ufa, salva pelo gongo, porque não me sentia bem em falar sobre “namorados” com ele. Ele deu um olhar duro para o garçom por ter interrompido. Eu fingi que não notei e aproveitando a deixa, eu devolvi a pergunta, pra evitar que ele tocasse nesse assunto de novo.



– E aqui como foram esses dois anos? Vi que agora você está ocupando o cargo de presidente na fábrica. Como estão as coisas?



– Bem tudo muito corrido, quase não vejo mais o pessoal, minha turma agora é outra, um bando de velhos chatos falando sobre dinheiro, ações, negócios, políticas e mais dinheiro. Tenho pouco tempo de me divertir com as pessoas que valem a pena, como hoje.



– Obrigada pela lisonja e eu sinto muito que você não tenha se divertido muito.



Fiquei morrendo de curiosidade de perguntar sobre namoradas, mas ai ele tomaria sua pergunta novamente e eu teria que responder, preferi não falar nada.



– Ah, gostaria de te apresentar uma pessoa. – Nesse momento um homem bonito, moreno alto e muito bem fisicamente, usando um avental e um toque blanche se aproximou da nossa mesa.



– Artur meu caro, é um prazer te receber esta noite – Ele cumprimentou meu primo com um abraço de velhos amigos – Se eu soubesse que você estava aqui teria me juntado à vocês. E quem é a beleza que te acompanha? Seus olhos brilharam para o meu lado e eu senti certa tensão quando olhei para o Artur.



– Dante, essa é a Iza. Iza esse é o Dante, chef e dono do restaurante.



– Encantado! – ele pegou a minha mão e levou aos lábios e dando um leve beijo nos nós dos meus dedos. Eu senti os ombros do Artur se endurecerem com o gesto do seu amigo.



– Um prazer te conhecer Dante, realmente amei o restaurante, a comida é excelente e o ambiente é muito agradável e a decoração nossa é de tirar o folego. Confesso que nesses dois anos que fiquei nos EUA, não entrei em um restaurante tão bonito quanto o seu. Você e sua equipe estão de parabéns.



– Então você é a Iza, a prima, eu ouvi muito falar de você.



Então ele falava sobre mim para as pessoas. Mas o que? Será que ele contou da nossa noite? Preferi não pensar muito nisso, não agora.



– Espero que só tenha escutado coisas boas sobre mim. — Eu sorri pra ele cordialmente e olhei pra um Artur tenso, com os olhos vermelhos e o pulso fechado sobre a mesa, não entendi nada.



– Oh, claro, com certeza somente coisas excelentes. E se me dão licença, o dever me chama. Foi um prazer recebe-los. – Nesse momento, outra mesa chamava atenção de Dante e ele se afastou.



– Adorável o seu amigo, Artur.



– Ele estava dando em cima de você. – Ele fala de forma impassível e dura com o olhar vidrado em mim



– Pois eu não percebi nenhuma intensão, ele só quis ser educado com a gente.



– Iza, eu o conheço, e ele não brinca em serviço, se é que você me entende.



– Não tem nada a ver, e mesmo se tivesse qual é o problema? Ele não é seu amigo?



–Vamos embora, já está tarde e ainda temos muitas coisas pra fazer hoje.



Ele chama o garçom, paga a conta e se levanta de repente, me ajudando a levantar e segurando meu braço acima do cotovelo, praticamente me empurrando pelo restaurante. Isso me irrita até o ultimo fio de cabelo. Resolvo não fazer uma cena com ele em respeito ao Dante que foi extremamente educado com nós dois. Assim que ele me acomoda no carro seguindo o mesmo ritual que ele fez quando me pegou em casa e entra do seu lado, eu explodo.



– Qual é o seu problema? Você praticamente me arrastou de dentro do restaurante como um homem das cavernas.



– Você ficou interessada nele Iza? Ele me perguntou enquanto segurava no volante com tanta força que seus dedos estavam brancos. Eu não sabia o que responder. Não que eu estivesse interessada no Dante, por que definitivamente eu não estava, mas o que significa esse rompante do Artur? Eu não entendo.



– Responde a porra da minha pergunta. Você ficou interessada nele? – Agora ele estava gritando.



Não... – Foi a única coisa que eu consegui responder por que eu fiquei completamente sem reação.



– Ótimo! Agora vamos.



Ele e dirigiu para o clube, fomos em silencio e a tensão no carro era quase palpável, eu nunca o tinha visto dessa maneira. Quando chegamos lá, e entramos eu percebi que se tratava de uma festa particular, e quando eu vi a faixa de “IZA, SEJA BEM VINDA” pendurada em um canto, eu parei de repente na frente dele que trombou em mim não esperando que eu parasse tão abruptamente, senti o peito duro dele batendo nas minhas costas enquanto ele passou a mão no meu ombro me virando de frente pra ele, me apertando em um abraço disse no meu ouvido



– Eu não vou cansar de falar o quando eu estou feliz por você estar de volta. Seja bem vinda! – Eu quase me perdi nos braços dele, sentindo a respiração quente no meu ouvido.



De repente todos gritam seja bem vinda e a Mari, meu irmão e muitas outas pessoas que eu não via há dois anos começam a se aproximar para me cumprimentarem. Eu estava em estado de choque eu não podia acreditar nisso, eles conseguiram esconder isso de mim direitinho. Assim que as pessoas tinham se dispersado eu pude pegar a Mari e o Pedro sozinhos.



– Seus cachorros vocês sabiam e não me falaram nada. Eu passei horas com vocês hoje e eu nem desconfiei?



– Claro, fizemos bem nosso trabalho, né Pedro. – Eles batem as mãos no alto.



– Maninha você não está brava né? A gente sabe que você não gosta muito disso e que já teve uma festa em casa, mas muita gente aqui não pode comparecer, por que foi em cima da hora então o Artur teve a ideia e nós dois adoramos.



Eu fiquei passada com a informação que a ideia era do Artur, porém eu fiquei mais feliz ainda. Eu não sabia o que estava acontecendo com ele, primeiro os olhares, depois a crise de ciúme no restaurante e no carro, ainda teve aquele abraço quando chegamos aqui e agora a ideia dessa festa era dele. Eu precisava descobrir se tinha algo ou se era coisa da minha cabeça. Eu olhei em volta procurando por ele e o encontrei rodeado por garotas, mas tinha uma em especial que estava grudada no braço dele, meu corpo inteiro pinicou de ciúmes. A Mari percebeu e saiu me puxando em direção ao bar enquanto o Pedro voltou pra turminha de amigos dele.



– Quatro shots de Tequila. – Ela pediu para o barman.



– Quem são elas? – eu perguntei apontando para o covil de cobras em volta do Artur.



– Aquela que está grudada no braço dele é a Gabriela, eles ficaram por um tempo antes de você ir embora, agora ela está diferente, cabelo maior, loira. Acho que eles saem de vez em quando. Ela é caçadora de imprensa, adora os holofotes, seja com quem for jogador de futebol, ator, ou empresário rico, ou quem tem dinheiro pra os presentes caros que ela gosta de ganhar. Ela é parceira de crime da vadia grudada no seu irmão ali. E as outras só ficam por perto pra comer as sobras.



Eu notei certa animosidade na voz dela quando ela apontou pro meu irmão e pra “vadia” grudada nele. Ah meu Deus será que eu estava vendo coisas? A Mari e o Pedro? Não, melhor deixar isso pra lá, por que hoje minha cabeça já está muito cheia com as minhas merdas, ou melhor, com as merdas do Artur. Nossas tequilas chegaram e cada uma virou duas. Nossa eu precisava disso. Depois do vinho no restaurante e com essas tequilas já fiquei mais relaxada, nós conversamos, dançamos e vi muita gente legal que eu não via ha muito tempo. A tal da Gabriela que eu nem lembrava que existia antes de eu ir embora e que estava em uma festa de boas vindas em minha homenagem, nem veio falar comigo, ficou grudada o tempo inteiro no Artur e ele ficou lá, me encarando, mas dando moral pra ela e eu já estava com ódio dos dois. Tomei mais duas tequilas, tirei minha jaqueta e pedi pro barman guardar pra mim. Já eram quase 1 hora da manha e o Leandrinho, um dos meus amigos, me chamou pra dançar e eu aceitei. Já tínhamos dançado uma música e ele estava com os braços em volta da minha cintura e eu rebolava junto com ele acompanhando a musica.



– Iza, você está muito linda.- Ele falou no meu ouvido, meio gritando por causa da musica alta.



– Obrigada! – Eu ri e joguei minha cabeça pra trás.



– Com licença, eu posso?– Uma voz gritou a trás de mim e me cutucou. Era o Artur querendo dançar comigo, e por que diabos ele não ia dançar com a Gabriela? O Leandro me olhou querendo saber se tudo bem, eu assenti pra ele e ele voltou pra turma dele. O Artur chegou perto, passou o braço na minha cintura me apertando junto dele e borboletas começaram a levantar voo no meu estomago.



– O que diabos você pensa que está fazendo? Aquele cara estava passando a mão em você. E onde foi parar sua jaqueta?



– Desencana Artur, eu estou em uma pista de dança, está fazendo calor e aquele cara é o meu amigo Leandrinho, ou melhor, era nosso amigo, lembra? E a minha jaqueta está no bar.



– Você não está nem ai pela sua segurança, não é verdade? Não se esqueça que você está aqui na minha responsabilidade.



– Você realmente é louco. – Viro as costas e deixo ele falando sozinho. Ele vem atrás de mim.



– Galera alguém ai viu o Pedro?



– Ele acabou de ir embora com a Vanessa, as coisas estavam digamos que meio quentes aqui. – O Leandrinho me respondeu.



Uh!!! Que nojo!!! Meu irmão e a vadia.



– Por quê? – ele pergunta.



– Ia pegar uma carona com ele pra casa. E a Mari?



– Olha eu não a vejo há algum tempo, mas se você quiser ir eu te levo. – ele se ofereceu com o sorriso maior que a boca.



– Nem por cima do meu cadáver Izabela, você veio comigo. – Ele segura meu braço e lança um olhar que é capaz de atirar balas no Leandrinho.



– Mas eu estou indo com ele. – O Leandrinho segurou meu outro braço e agora eles estão brincando de cabo de guerra comigo.



– Que merda é essa? Querem parar com isso vocês dois? Estão me machucando. – Puxei meus dois braços.



– Izabella, não tem nenhuma chance na vida, de você sair daqui com esse cara. Em primeiro lugar ele bebeu e em segundo lugar o combinado não foi esse. — O Artur estava mais que irritado e se eu não concordasse com ele ia ter sangue essa noite porque ele estava a um passo de partir pra cima do Leandrinho.



– Leandro, me desculpe, mas eu tenho que ir com ele. – Tive que cair em mim, o maldito tinha razão, combinei com meus pais e não queria quebrar a confiança deles.



– Se você quer assim. Tudo bem, não quero te colocar em apuros.



– Mas obrigada assim mesmo, essa carona fica pra próxima vez. E fala pra Mari que eu tive que ir e que eu ligo amanhã. – Ele me da um abraço e um beijo, e o Artur foi pra cima dele. Meu Deus esse menino tá possuído.



– Para agora Artur, ele não fez nada e você está ridículo. Vamos embora agora. Preciso passar no bar e pegar a minha jaqueta – eu falo enquanto coloco as duas mãos no seu peito pra frear o impulso que ele deu pra pular no Leandrinho.



Eu saio puxando ele, que continua com o olho vidrado no rapaz. Ele paga a nossa conta e vamos embora. Eu andando na frente em direção ao carro soltando faísca de tanta raiva e com vergonha pelo que ele fez.



– Iza, espera?



Eu não respondo e continuo andando rápido na frende dele.



– Caramba, será que dá pra você me esperar e andar mais de vagar antes que você caia e se machuque?



Ele me alcança e me puxa pro seu abraço e as borboletas voltam a voar no meu estomago. Esse é o melhor lugar do mundo, estar nos braços dele, parece tão certo, parece que esse é o único lugar do mundo que eu devo estar todos os dias. Mas aí eu me lembro que ele é um grosso sem noção.



– Artur, pelo amor de Deus para de me tratar como criança. Eu sei me cuidar e eu não estou na sua responsabilidade, já sou bem grandinha. O que há de errado com você?



Eu o empurro e saio do seu abraço, mas ele me alcança de novo e me aperta mais apertado em seus braços e olha dentro dos meus olhos com tanta luxuria que eu não consigo mais respirar. De repente sua mão direita desliza na parte de trás do meu pescoço e seus dedos estão enrolados no meu cabelo, e nesse momento eu me senti completamente possuída, então eu fiz o que eu esperava nos últimos dois anos, eu me pressionei mais ainda o meu corpo no dele e levei minhas mãos no cabelo, nunca perdendo o contato com os seus olhos que estavam me olhando em adoração, quando eu consegui respirar o cheiro dele me derrotou, era o mesmo cheiro de homem limpo de sempre. Uma de suas mãos desceu da minha cintura diretamente para minha coxa e passou pela barra da minha saia. Agora a única coisa que importava éramos nós dois, era como se estivéssemos em uma bolha de pura atração, não tinha mundo lá fora, e ai aconteceu o beijo mais apaixonado, mais quente e eu me perdi profundamente nesse momento.