Eu Te Amo
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Obrigada por acompanharem e me cobrarem.. rsrsrs
Beijoss
Acordo com a claridade entrando no quarto, droga esqueci de fechar a cortina. Mas tudo bem, me levanto e sinto que preciso gastar um pouco de energia, decido então ir pra uma corrida, espairecer toda a tensão da noite anterior, desanimo de procurar roupa em tanta mala, encontro uma malha antiga no guarda roupa, fica um pouco grande, mas vai servir, a Maria, secretária da mamãe, vai desfazer minha mala, agora a tarde, depois que eu sair.
Queria ir correr na praia, mas já esta tarde e tenho o almoço com a Mari, então, resolvo correr aqui no condomínio mesmo. Depois de correr por uma hora eu voltei pra casa tomei um banho demorado e me arrumei, dessa vez eu precisei mexer nas malas pra encontrar uma roupa descente pra ir almoçar com a minha amiga. Escolhi uma blusinha branca com um shortinho estampado e um blazer azul. Maquiagem bem básica para o dia e o cabelo no infalível rabo de cavalo. Termino de me arrumar apenas a tempo de escutar o meu celular vibrando com uma mensagem da Mari “Já estou te esperando aqui em baixo. Bj”.
Antes de sair verifico mais uma vez no espelho, e dou uma leve olhada no meu quarto cheio de malas. E ai que eu percebo que o espaço está pequeno, eu me acostumei em ter minha casa, eu quero um apartamento pra mim. Mas não posso nem sonhar em falar isso com a minha mãe agora, acho que ela ficaria louca, e também preciso encontrar uma forma de me manter financeiramente, encontrar uma ocupação, faço uma nota mental pra discutir o assunto com o meu pai. Então, decido que já que a primeira opção não será possível no momento o que me resta é mudar a decoração do meu quarto, mudar tudo. E a Mari vai me ajudar, afinal ela é a melhor decoradora que eu conheço, minha amiga está fazendo fama, e ela trabalha muito bem. Quando fui embora ela ainda estava começando, mas ela sempre me mandou fotos de seus trabalhos e tem sempre alguma revista mostrando o trabalho dela. Minha mãe mesmo redecorou o quarto dela e do meu pai com a ajuda da Mari e ficou lindo. Meu quarto ainda está com cara de quarto de menina. Agora eu sou uma nova mulher e mereço um novo quarto.
Ela me levou em um bistrô muito bonitinho, com comidinhas leves. Logo que nos sentamos ela tocou exatamente o assunto que eu queria falar com ela, desabafar na verdade.
- Amiga, como você está em relação ao Artur? Ontem notei o maior climão entre vocês dois. Sei que ficou uma história inacabada entre vocês quando você foi embora.
A Mari é minha melhor amiga e ela sabe de tudo, ou melhor, quase tudo da minha vida. E eu preciso que ela saiba da história toda, na verdade eu preciso que alguém me escute por que eu vou explodir se eu não dividir isso com alguém. E ninguém mais indicado do que ela, que acaba sendo neutra nessa história. Por mais que o Pedro tenha deixado claro pra mim que está do meu lado, ele é da família.
- Mari, você me conhece desde sempre, e sabe que eu sempre admirei o Artur. Éramos grudados, você lembra. Onde um estava com certeza encontraria o outro. Ele vivia se metendo em encrenca por minha causa. A gente foi crescendo e essa admiração foi dando lugar a outras coisas, eu comecei a me sentir estranha quando estava com ele. Me incomodava o fato das outras meninas ficarem em cima dele, eu morria de ciúmes, mas relevava, por que achava que eu era ciúme de irmão assim como eu tenho do Pedro e de Você. Até que naquela noite, do meu aniversário de 23 anos, aconteceu o que você já sabe. Eu bebi muito e ele também, a gente transou. Quando eu acordei no outro dia e vi o que tinha acontecido eu fiquei com muita vergonha, eu queria sair logo, antes dele acordar, mas infelizmente ele acordou e viu que a “transa” da noite tinha sido a priminha. Ele ficou louco quando me viu, ele me olhava com cara de nojo e fiquei pior do que já estava, ele gritou comigo e me mandou embora. Que ódio que eu fiquei por que pareceu que eu tinha seduzido ele e o pior foi minha primeira vez, não era nada daquilo que eu sonhava. Como minha viagem estava marcada pra um mês depois daquilo e eu adiantei o máximo que eu consegui, e viajei 5 dias depois. Nunca mais falei com o Artur depois disso, até ontem.
- Amiga essa parte da história eu conheço, o Artur ficou muito mal depois disso tudo. Ele não me contou, mas só de olhar pra ele todo mundo via que ele estava vivendo o inferno, ele perdeu peso, não aparecia nos eventos. Ele estava péssimo. Mas o que eu não entendo é por que você não atendia as ligações dele, não retornava ou respondia os e-mails. Você sumiu Iza, ninguém te encontrava em nenhuma rede social. Você só manteve contato comigo, seus pais e seu irmão.
- Eu engravidei Mari. – Eu disse com os olhos cheios de lágrimas.
- O que? Você o que? – ela me perguntou completamente alterada.
- Eu não sabia quando eu fui embora, só descobri mais de um mês depois e já era tarde demais. Eu acordei no meio da noite sentindo muita dor e sangrando, me assustei muito e fui pro hospital. Era uma dor muito forte quando o médico disse que se tratava de um aborto espontâneo. Eu me senti muito mal, eu só queria que minha mãe estivesse comigo, que você estivesse lá, mas eu estava sozinha. E por mais que eu não soubesse da gravidez, que não tinha criado nenhum vinculo com o bebe, foi terrível saber que eu o tinha perdido. E eu o culpei, eu culpei o Artur, por ter dormido comigo, por ter me mandado embora e por eu está sozinha.
- Oh amiga, eu sinto muito. – Ela se levantou e me abraçou sem nem se importar com as outras pessoas olhando.
- Já passou, mas desde esse dia, eu prometi que eu não iria mais sofrer por nenhum homem. Eu me relacionei com outras pessoas enquanto estive em NY, mas nada muito sério, e sem sexo por que quando começava a ficar sério eu os afastava.
- Você está me dizendo que nunca mais transou? Desde a sua primeira vez?
- Sim. Eu não me senti pronta pra ninguém, e sempre que este momento chegava com outros caras eu simplesmente os afastava. Eu sinto que eu estou completamente ferrada pra outros homens no que diz respeito a sexo.
- Não fala assim amiga. E o que você sente por ele, pelo Artur?
- Eu achava que nada, que o sentimento tinha passado. Mas, ontem quando eu o vi, eu senti que o sentimento voltou e maior. Eu já o perdoei pelo que aconteceu. Na verdade ele não teve culpa.
- E ele? Você sabe se ele gosta de você?
- Só como amiga. – Olhei pra ela com olhos tristes. - É ele me disse ontem que sentiu minha falta como sua amiga.
- Iza, eu acho que ali tem muito mais que sentimento de amizade. Todo mundo naquela sala sentiu o clima entre vocês quando ele chegou. Ele faltou pouco pular em você e te ter ali mesmo.
- Ele me convidou pra jantar e conhecer o apartamento dele. Mas eu não sei se eu vou. Talvez eu possa inventar uma dor de cabeça, ou alguma outra coisa. Não posso me garantir fincando sozinha com ele. E qualquer coisa que eu faça pode piorar ainda mais a situação. Eu não suportaria ser rejeitada de novo. E tem nossos pais e não sei qual seria a reação deles, somos primos Mari, fomos criados como irmãos.
- Pode parar de se preocupar com as outras pessoas, isso a gente resolve depois. Amiga, você tem que ir. E tem mais uma coisa, ele merece saber o que aconteceu, o porquê você fugiu todo esse tempo. Que você engravidou e perdeu o bebe, afinal ele era o pai.
- Não sei Mari, essa história já passou, precisamos olhar pra frente.
- Pra você seguir em frente você precisa se libertar de coisas que te fazem mal e essa paixão mal resolvida, está te fazendo muito mal.
- Eu não sei... eu... vou pensar, mas eu estou com medo.
- Eu te entendo e estou do seu lado, pra o que você precisar.
Terminamos de almoçar, falamos sobre outros assuntos, me atualizando sobre o que aconteceu quanto estive fora e também expliquei sobre a decoração do meu quarto. Como a Mari, tinha que visitar um cliente, eu fui embora de Taxi. Preciso de um carro. Cheguei em casa e as minhas malas já tinha sido desfeitas, meu quarto estava limpo e organizado. Troquei de roupa por uma mais confortável, minha mãe não estava em casa, meu irmão estava na faculdade e o papai estava trabalhando. Então fui descansar. Acordei já eram quase 18:00, tomei um banho vi um pouco de televisão. Jantamos em família, como é bom isso.
- Pai, preciso de um carro. Não dá pra ficar dependendo de todo mundo pra me buscar em todos os lugares. Hoje precisei pegar um táxi depois de almoçar com a Mari, porque ela não podia me trazer em casa.
- Tudo bem, filha.
- Tudo bem, assim sem nenhuma contestação? – Ah meu Deus, as coisas mudaram aqui sem mim.
Eles se olham e meu pai dá aquele sorrisinho pra minha mãe e pro meu irmão.
- Gente o que vocês estão tramando? – Pergunto.
Meu pai se levanta e pega uma caixinha dentro da pasta dele e me entrega, eu abro e dentro está uma chave de carro.
- Pai eu não acredito. Você já comprou um carro pra mim? Oh meu Deus, eu tenho o melhor pai do mundo. – me levanto sento no colo dele e dou um abraço apertado — Eu tenho a melhor família do mundo. Um pai generoso e lindo. Um irmão que é minha vida. E uma mãe maravilhosa. Eu amo vocês. É muito bom estar em casa.
- Nós também te amamos, minha filha. Você e o seu irmão são a nossa razão de viver. Por vocês faremos o possível e o impossível. E nós só temos que agradecer a Deus e a vocês por nos transformar e pessoas melhores. – Fala minha mãe emocionada.
-Não vamos chorar, por que eu quero ver meu carro. Ah meu Deus, eu tenho um carro.
- Esta lá fora minha filha. Você vai adorar. Vamos lá ver então.
O carro é lindo, é uma Land Rover branca, no estilo que eu gosto, grande e imponente. Todo equipado e seguro. É a minha cara.
- Uau maninha, é demais seu carro. Vou querer ele emprestado de vez em quando pra pegar as gatinhas.
- Claro que eu empresto, sempre que você quiser. Mas até parece que você precisa de carro pra pegar mulher. Lindo desse jeito, até de ônibus elas iriam sair no tapa pra dar uma voltinha com você. – Falei pro meu irmão. – E você tem um carrão também.
- Isso sua irmã tem razão, meus filhos são lindos. – Minha mãe baba.
- Vamos dar uma volta, vamos estrear meu presente.
Saímos todos no meu novo carro pra dar uma volta pela praia. Desde que eu cheguei ainda não tinha vindo aqui. Meus pais encontraram uns amigos em um quiosque e ficaram conversando enquanto eu e meu irmão fomos dar uma volta na areia. Sinto-me tão bem com o barulho das ondas, com a areia sob os meus pés. Estava com uma brisa fresquinha, ótimo pra um passeio. Amanhã eu preciso voltar pra dar um mergulho.
- Volta comigo amanha? Preciso dar um mergulho.
- Claro maninha, amanhã tenho aula só de manhã. À tarde sou todo seu.
- Oba! Sinto saudade de quando víamos pra praia todos os dias. Lembra?
- Claro, éramos figurinha batida aqui. Você, a Mari, eu e Artur. Agora quase não venho mais. A faculdade não me da muita trégua.
- Mano, o Artur me chamou pra jantar amanhã.
- Você aceitou?
- Aceitei. Não tinha como fugir.
- Maninha você sabe que esse encontro pode não ser uma boa ideia. Mas estou do seu lado e pode contar comigo.
- Obrigada, Pê. Eu preciso ir e colocar um ponto final nessa história e partir pra outra.
Demos mais uma volta e fomos embora. Já no carro informei a sobre a vontade de mudar meu quarto e que a Mari já tinha sido convocada. Minha mãe deu força e disse que queria ajudar. Chegamos em casa já eram umas 23:00 e fui direto pro banho pra tirar o sal do corpo. E fui pra cama, e apaguei.
Acordei no outro dia com a Mari me dando um beijo de bom dia e com uma bandeja de café da manhã. Minha amiga é linda mesmo.
- Acorda Iza, vamos trabalhar, trouxe alguns projetos e quero que você dê uma olhada.
- Mas minha decoradora é muito eficiente.
- Pra você amiga. – nós rimos.
Tomei meu café na cama, levantei tomei um banho e fomos ver os projetos. Estava quase tudo do jeito que eu pedi, fiz só algumas alterações.
- Iza, você vai ter que mudar de quarto até eu terminar as coisas por aqui, acredito que até no fim de semana já esteja tudo pronto. Já pode ir embalando as suas coisas que minha equipe começa aqui na quinta feira.
- Tudo bem eu pego um dos quartos de hospede. A Maria vai me matar, coitada ela desfez as minhas malas ontem e já vou bagunçar tudo de novo.
- Até parece, ela faz tudo pra vocês e nunca a vi reclamar. Você e seu irmão são os mais mimados que eu conheço.
A Mari foi embora e eu fiquei em casa. Entrei na internet pra ver noticias dos meus amigos de NY. Na hora do almoço a família toda estava reunida, as refeições aqui em casa são o máximo. Depois do almoço o papai voltou pra empresa e a mamãe saiu pra fazer umas compras de algumas coisas que estavam faltando na despensa. Mesmo com a Maria ela sempre fez questão de ir ao supermercado, acho que das amigas dela, ela era a única que fazia isso.
Meu irmão e eu fomos pra praia como combinamos no dia anterior. Eu coloquei um biquíni preto estilo brasileiro, bem pequeno. Eu nunca consegui usar aqueles biquínis enormes que as americanas usam.
- O sol está ótimo e agua muito boa. – Eu disse pro meu irmão quando saímos da agua.
- Mari o Artur mora na cobertura daquele prédio. — É um condomínio de luxo, de frente pro mar, com um apartamento por andar.
- Uau! Ele está bem mesmo. Ele está trabalhando com o pai dele?
- Pois é. Ele assumiu os negócios do tio Afonso e desde então só tem aumentado o patrimônio e os negócios. Nesses dois anos que você ficou fora muita coisa mudou maninha.
- Percebi mesmo.
- Maninha, vou dar um mergulho, volto já.
- Tudo bem, vou ficar te esperando aqui.
Deitei um pouco mais a espreguiçadeira, abaixei o chapéu pra tampar o sol e liguei meu Ipod em um volume um pouco alto demais, de forma que eu não escutava nada, além da musica. De repente eu senti uma comoção perto de mim, um calor estranho no meu corpo, eu levantei tirando os fones do ouvido, tentando entender o que estava acontecendo e levei um susto quando vi um Artur raivoso praticamente em cima de outro cara que pela cor da pele muito clara e bem vermelha de quem exagerou no sol, eu imaginei que fosse gringo e que definitivamente eu não conhecia, um outro rapaz que eu também não sabia quem era chegou logo em seguida apartando o início da briga e levando o gringo pra longe.
- Desculpem-me pelo meu amigo, ele não é daqui e acho que a combinação caipirinha e sol quente não estão lhe fazendo bem. Vou providenciar que ele não perturbe mais. Com licença. – O moço ficou realmente envergonhado e saiu puxando o amigo e brigando com ele ao mesmo tempo. Eu ainda estava sem reação, tentando entender a cena que se desenrolava diante de mim, me perguntando de onde o Artur apareceu.
- O que você pensa que está fazendo? Ele me perguntou com a voz um tanto alterada. Só ai eu percebi que ele estava de terno e gravata e sapatos e não estava nem um pouco combinando com o ambiente. Minha vontade era ri.
- Do que você está falando? Não percebeu que eu estou apenas tomando um sol? E você o que está fazendo aqui vestido dessa forma?
- Isa, meu Deus, aquele cara estava praticamente em cima de você, quase te encostando. Cadê o Pedro? Como ele te deixa aqui sozinha com esse biquíni desse tamanho?
- Pra que o drama Artur? E Como você me encontrou aqui?
- Precisei pegar uns documentos em casa e resolvi te ligar pra confirmar o jantar de hoje, como você não atendeu o celular eu liguei na sua casa e a Maria disse que vocês tinham vindo pra praia, imaginei que fosse aqui e quando olhei pela janela eu reconheci você e seu irmão, estava vindo pra confirmar pessoalmente e vi aquele cara se aproximando de você e percebi logo quais eram suas intensões.
- Oh! Eu não tinha visto ele se aproximar.
- Claro que não viu. Você cobriu os olhos e colocou a musica em um volume tão alto que eu estou conseguindo ouvir daqui. Você pensa que está onde? Na piscina da sua casa? Meu Deus eu e se eu não tivesse chegado antes?
- Artur, Isa, o que está acontecendo?
- Nada maninho, o Sr. Estressado ai se preocupando com coisa a toa.
- Pedro como você ousa deixar ela sozinha aqui usando praticamente nada como roupa? Ela quase foi atacada se eu não chegasse a tempo.
- Você está bem, Isa? Alguém te encostou? Que aconteceu?
Depois do Artur explicar o que tinha acontecido o Pedro me pediu desculpas e prometeu ao Artur que não iria me deixar sozinha novamente na praia. Ele se sentiu realmente culpado.
- Pedro pare já com isso, por que não foi sua culpa. E vamos embora que esse showzinho já deu pra mim.
- Vamos sim, vou só pagar o quiosque e já volto. Artur se importa de ficar com ela um pouquinho?
- Eu não preciso de babá – Eu disse em um tom petulante enquanto o Pedro se afastava em direção ao quiosque. Reparei que o Artur passou de um Sr. Ranzinza para a um Sr. Divertido em poucos milésimos de segundos. – E do que você está rindo?
- Você não mudou nada, continua a mesma engraçadinha de sempre. E eu preciso admitir que você está mais linda do que nunca nesse biquíni.
Ele disse enquanto me olhava dos pés à cabeça e parou o olhar bem nos meus seios e só então eu percebi que meus mamilos estavam duros, eu corei até os dedos dos pés e me virei de costas pra ele me abaixando procurando na minha bolsa uma saída de praia e então eu percebi o que eu tinha feito quando escutei um gemido engasgado, eu simplesmente tinha virado minha bunda para o lado dele. Ah meu Deus, existe forma maior de humilhação que essa? Encontrei logo o que eu queria e me levantei rapidamente me cobrindo, me senti um pouco menos nua.
- Você não tem mais o que fazer no trabalho não? Provavelmente está estragando todo o seu terno aqui nesse sol quente e nessa areia.
- Eu já estou voltando pra empresa, mas preciso passar em casa pra tomar um banho gelado e trocar de roupa, por que essa aqui realmente está toda suja. – Ele disse em um tom zombeteiro.
- Hum! – Eu disse enquanto observava seu corpo perfeito dentro do terno maravilhoso, que parecia ter sido costurado em seu corpo. Deus ele estava perfeito, ombros largos e braços fortes, o peito por baixo da camisa parecia reto e eu imaginava ele sem camisa nesse momento, meus olhos chegaram as suas calças, que pernas maravilhosas, grossas e me perdi quando olhei sua virilha, era impressão minha ou eu percebi um volume nada normal ali? Balancei a cabeça, não querendo saber a resposta. – Desculpe, eu vou ser mais atenciosa, e obrigada!
- Qualquer coisa por você, Iza. Família protege família. – Notei que seu tom de voz ficou um pouco serio demais agora, quase profissional. – O nosso jantar está de pé hoje? Te pego à 19:00?
- Claro, estarei te esperando.
- Artur cara obrigada de novo por estar aqui quando eu não estava. – Meu irmão deu um soco leve em seu peito.
- Não foi nada. Só fiz o que você faria se fosse ao contrário.
- Mesmo assim obrigada. Vamos Iza, a Mamãe me ligou e eu disse que já estávamos indo. Tchau Primo, até mais.
- Até.
- Tchau Artur, e obrigada mais uma vez por me ajudar, mesmo eu achando que não era grande coisa.
- Sem gracinhas Iza, e até mais tarde.
Fomos embora caminhando pela areia até um pouco mais embaixo onde estava o nosso carro. O Pedro me pediu desculpas de novo por não ter me protegido eu disse que não precisa já que nem foi grande coisa e que o Artur estava exagerando e eu implorei a ele pra não falar nada pra os nossos pais por que ai sim eles fariam uma tempestade em um copo d’agua. Combinamos que o assunto tinha morrido. Chegamos em casa e a mamãe tinha preparado uma mesa de café da tarde excelente com várias coisas que eu e o Pedro amamos. Nós comemos sem nem mesmo tomar banho por que estávamos mortos de fome. Subi pro meu quarto, tomei um banho, coloquei o relógio pra despertar as 17:30 e deitei pra descansar por uma hora, era tempo suficiente.
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