Eu Te Amo
13 Capítulo 13
Notas iniciais
— Quando finalmente os olhos do Gustavo encontram a direção dos meus ele vê quem esta vindo em nossa direção.
— Oh legal, isso é ótimo. — ele exclama com alguma emoção em sua voz. Será que ele sabe sobre eu e o Artur?
— Posso saber o que está acontecendo aqui? — O Artur fala quando se aproxima de nós, seus olhos nunca saindo da mão do Gustavo nas minhas costas?
— Oi Artur. — eu falo sem olhar nos seus olhos.
— Oh vocês se conhecem? — O Gustavo surpreso pergunta olhando pra nós dois.
— Claro que sim. Nós... — O Artur começa a explicar, mas com medo do rumo que ele pode levar o assunto eu interrompo.
— Primos. Ele é filho da irmã da minha mãe. Então somos da mesma família. — eu falo nervosamente e justificando mais que o necessário.
E vocês se conhecem de onde? E cara você poderia, por favor, tirar suas mãos da minha PRIMA? — o Artur diz com a voz grave e eu posso ver nos olhos dele que ele está lutando pra não arrancar os braços do Gustavo fora.
— Desculpa Iza, não tinha percebido que eu estava te segurando.
— Tudo bem. — eu digo agora olhando para o Artur que não tira os olhos de mim. O momento de silencio e ninguém fala nada. Deus eu quero sair daqui. Melhor eu nem queria ter entrado aqui.
— Deus isso sim é o que eu chamo de coincidência. — O Gustavo diz nos tirando de momento constrangedor.
— Coincidência? — eu e o Artur perguntamos juntos, os dois surpresos.
— Artur, gostaria de lhe apresentar nossa nova editora. E Iza você fica sabendo em primeira mão que a Editora agora pertence ao Grupo Kopp.
— Merda! — eu sussurro, rezando para que o Gustavo não tenha escutado. Acho que não por que ele parece estar muito empolgado com a coincidência diante dele. Mas com certeza o Artur ouviu.
— Desculpa Iza não ter comentado nada antes, mas um processo de fusão precisa ser sigiloso, e nós só tivemos a confirmação oficial essa tarde. A empresa seria comunicada na segunda-feira
Eu não acredito que essa “infeliz coincidência” esteja acontecendo. Agora eu sou funcionaria do meu ex... Ex o que? Namorado? Não... nem sei.
— Tudo bem. — eu digo.
— E o que vocês fazerm aqui? — O Gustavo finalmente pergunta.
— Ah encontro semanal com o time de editores. Eu não sou mais um, mas...
— Desculpa rapazes, eu esqueci algo no carro, e preciso ir buscar. Com licença. — E me viro rapidamente para sair.
— Quer que te acompanhe. — O Gustavo se oferece.
— Não, Gustavo eu a acompanho. — O Artur, interrompe e da um passo na minha direção.
Não! — eu levanto os dois braços em sinal para ele ficar e falo um pouco alto de mais por que a mesa ao nosso lado olha para nós. — Não precisa, eu já volto.
Eu me apresso e saio pelas porta. Assim que eu saio do restaurante eu corro em direção ao meu carro. Quando eu finalmente entro então eu consigo respirar. Como será ser possível eu trabalhar sabendo que eu posso cruzar com ele a qualquer momento? Eu deito minha cabeça no volante e fico lá um tempo razoavelmente longo, eu preciso voltar pra dentro, quando eu pego minha bolsa e vou abrir a porta, a porta do passageiro abre e meu coração para. Estou sendo atacada.
— Droga! Você me assustou. Que Droga! Como você entra no carro de alguém assim? Pensei que fosse um ladrão, idiota. — Eu dou um murro no ombro dele.
— Você ficou louca, sozinha por quase dez minutos dentro do carro com as portas destravadas em um estacionamento deserto e essa hora? Iza você não tem nenhum osso nesse corpo com instinto de auto preservação?
— E daí, isso não é da sua conta.
— Não, não é? Eu te amo porra, como isso não é da minha conta?
— Ama? Sei... — Uma semana sem noticia e ele me ama. Nada, ele nunca tentou contato comigo. Ele me agarra pelos braços e me puxa em direção à ele. Me colocando frente a frente com ele, me obrigando a olhar em seus olhos. Os meus olhos verdes favoritos em todo o mundo.
— Nunca duvide do meu amor por você. Nunca mais. Você entendeu. Você pode nunca mais querer me ver, ou ter nada comigo de agora em diante, mas meu amor por você é real e pra sempre. Eu não suporto a ideia de não te tocar, mas eu estou te respeitando e te dando o tempo que você precisa.
Em nenhum momento ele tirou os olhos de cima de mim.
— E você não sabe a força que tive que encontrar em mim mesmo, pra não matar o filho da puta do Gustavo que estava com as mãos em cima de você. Você é minha e nenhum outro homem pode te tocar, você me entende? — eu vejo a necessidade na voz e nos olhos dele.
— Sim. — que merda foi essa que eu acabei de concordar? Me internem por favor?? Mas eu não consigo dizer nada ao contrário. Parece que eu estou hipnotizada aqui.
— Tão linda! — ele acaricia meu rosto, e sinto meus olhos enchendo de lagrimas se eu piscar elas vão cair. — Eu te amo tanto, bebê — Finalmente uma lagrima cai no meu rosto, ele enxuga com um beijo e eu desabo.
Artur, eu... — eu tento falar.
Shii. — ele me puxa pro seu colo e me abraça apertado, enquanto eu apoio a cabeça no seu ombro — Não chora, por favor, eu não aguento te ver assim e ainda mais saber que a culpa é minha. — ele me segura até eu parar de chorar.
— Desculpa, acho que manchei sua camisa.
— Não tem problema. Você está bem?
— Bem. Não sei, eu sou uma bagunça agora. Eu preciso de você.
— Você me tem sempre que quiser. Você só precisa falar sim.
— Eu tenho medo Artur.
— Eu também. — ele olha dentro dos meus olhos e eu posso ver esse medo lá.
— Eu te amo tanto. — eu finalmente falo.
— Eu também te amo mais que o céu Iza. E eu sei que juntos nós vamos conseguir passar por isso. Eu sei que vamos. Eu sozinho eu sou fraco, mas com você eu sou o homem mais forte do mundo. Vamos tentar, vamos ficar juntos? — Eu olho para aquele rosto perfeito na minha frente por muito tempo, eu me sinto segura aqui com ele, é como se a minha vida dependesse desses braços me segurando. Eu pertenço a este lugar. Aqui. Então eu só balanço a cabeça assentindo.
— Sim? Isso é um sim? Você está disposta a lutar pela gente junto comigo?
— Sim. Eu não posso mais passar uma semana longe de você.
— Nenhum dia. Você sabe que pode mudar hoje para a minha casa se você quiser. Nossa casa. — ele fala rindo.
— Opa, calma ai ligeirinho. Rápido demais. — eu falo.
— Só expondo quais as opções que você tem.
— Engraçadinho. Então agora se você é meu chefe eu não acho apropriado estar sentada no seu colo.
— Não eu estou mais para o chefe do seu chefe.
— Merda! — Eu me levanto rápido — O Gustavo. Eu disse que ia ser rápido. Preciso voltar lá pra dentro.
— Não precisa não. Você está indo embora comigo.
— Mas...
— Não Iza, eu passei s porra de uma semana de merda. Só pensando em você e agora não tem nada que eu não queira mais que chegar em casa e ter você nua na minha cama.
— Eu preciso pelo menos dar uma satisfação pra ele.
— Sempre podemos usar um telefone. — ele pega o dele, mexe alguma coisa e me entrega — Está chamando.
— O-oi, Gustavo... não, não é o Artur é a Iza... Sim, ele me alcançou aqui no carro. Sinto muito, mas um imprevisto familiar, e nós temos que ir.... Não, não precisa, não é nada grave, ele vai me acompanhar. Obrigada! Te vejo na segunda. Beijo! — O Artur franze a testa pra mim. — eu desligo e entrego o telefone pra ele.
— Beijo? Serio você mandou beijo pra ele?
— Artur, ele mandou e eu mandei outro, foi reflexo. Só isso.
— Esse safado, ele te quer. Eu acabo com ele.
— Opa! Pode parar por ai. Ele é meu chefe e vamos ser profissionais aqui.
— Profissionais é o.. — ele fala com tom de sarcasmo.
— Parou. Vamos embora então? Cadê o seu carro? — eu interrompo mudando o assunto.
— Eu estava de motorista hoje, vim com um pessoal da empresa.
— Tudo bem. Vamos no meu então?
— Claro só vou passar um texto dispensando o Fred. — Ele abre a porta e me coloca no banco do passageiro me prendendo com o sinto. Como ele gosta disso.
— Meu carro. Eu dirijo. — eu tento, em vão.
— Não senhora. Eu dirijo. — eu vou contestar, mas ele já fechou a porta e está se dirigindo para o outro lado. Tudo bem, eu nem vou mais brigar por isso, pelo menos assim eu posso olhar pra ele. Fico no lucro ainda.
Ele senta no banco do motorista e eu não deixo de reparar o sorriso no rosto dele. Ele está muito mais relaxado que quando nos encontramos no restaurante, mas ainda existe preocupação dentro dele. Eu sei disso. Tenho certeza que é sobre a história da gravidez da Gabriela. Mas não toco no assunto, não agora, talvez mais tarde. No caminho pra casa dele eu liguei pra minha mãe e deixei ela saber que eu estava com Artur. Nossa história agora não é mais segredo. Ela só pediu pra eu tomar cuidado, pra eu não sofrer mais. Eu contei pra ele sobre como aconteceu o trabalho. Logo chegamos ao prédio dele.
— Então? Fome? — ele me perguntou e nesse momento meu estomago roncou. Lembrando que sim eu estava faminta. Ele riu. — Ótimo eu vou preparar algo pra gente comer. Você pode ir tomar um banho. Ah deixa eu te mostrar uma coisa.
— Ele me leva pra o quarto dele e abre algumas portas do closet, com prateleiras e gavetas vazias, só com algumas roupas minhas que ficaram aqui da semana passada. Eu não pude deixar de sorrir.
— Você tinha certeza que eu voltaria, não é mesmo? — bato meu obro nele de brincadeira.
— Ele deu de ombros — Eu tinha certeza. Ninguém resiste ao meu charme. — ele fala brincando, mas eu posso ver uma tristeza nos olhos dele.
— Eu te amo — eu falo abraçando ele.
— Eu também te amo, muito — ele beija minha testa, me solta e vai em direção à porta, mas antes de sair ele vira e olha pra mim. — Não Iza, eu não tinha certeza, mas eu me agarrei a qualquer fio de esperança que restava que você iria me perdoar e voltar. Mesmo agora, eu estou me borrando de medo de você ir embora de novo. E eu vou viver com esse medo para sempre, porque eu fui um fodido irresponsável. Mas eu te amo e viver sem você é só impossível pra mim.
— Eu não vou a lugar nenhum — eu falo baixinho e ele não me ouve, por que ele já tinha virado e estava em seu caminho para a cozinha. Deus eu amo esse homem. Eu fico ali olhando para a porta esperando ele voltar, mas ele não volta penso em ir atrás dele, mas mudo de ideia, resolvo tomar o meu banho e deixar as coisas serias pra mais tarde. Trinta minutos depois eu saio do quarto de pijama e o encontro na sala, ele tomou banho e usa só uma bermuda de cintura baixa. Com uma cerveja na mão. Ele levanta e vem me encontrar.
— Humm se eu soubesse que você ia tomar banho tinha te convidado para o meu.
— Pois é eu fiquei esperando o convite. Como ele não veio eu tomei sozinho mesmo. — Ele sorri e beija minha testa — Brincadeira amor. Eu estava cozinhando e tinha uma pausa ali, então corri e tomei banho pra adiantar. Mas podemos tomar outro se você quiser.
— Não engraçadinho. Eu estou morrendo de fome. O banho fica pra depois.
— Então vem, vamos comer.
— Nossa que cheiro maravilhoso!
— Frango com molho de amêndoas.
— Humm delicia!
Nos servimos e estávamos jantando. Mas eu sabia que tinha alguma coisa incomodando ele.
— Eu sei que você está com medo que eu vá embora de novo.
— Muito medo. Iza eu não sei como enfrentar isso. Essa tempestade. Esse, aqui agora é único momento de paz que eu tive durante toda essa semana. Primeiro e mais difícil você estava longe de mim e sofrendo, isso me mata ver você sofrer. Depois... — ele faz uma pausa avaliando como vai falar sobre o assunto “gravidez da vadia”.
— Pode falar, Artur, a gente precisa falar sobre esse assunto.
— Essa gravidez da Gabriela. Eu não sei, mas tem alguma coisa errada, algumas coisas não batem.
— Você acha que ela não está gravida? — esse é meu subconsciente querendo que isso fosse verdade.
— Não. Ela está. Eu... eu... é... acompanhei ela ao medico essa semana.
E? — eu aperto minhas mãos em punhos e suspiro, ele nota imediatamente que eu não gostei. Realmente não gostei e não gosto dessa proximidade dela com ele, mas eu não posso fazer nada.
— Ela está gravida. Nove semanas, ou seja, pouco mais de dois meses. Bate com a última vez que nós estivemos juntos, mas eu tenho certeza que usamos camisinha e não éramos exclusivos. E eu não estou aguentando a pressão dela em cima de mim. Ela está me esgotando.
— Como assim? — Eu levanto e sento no colo dele.
— Ela me liga, me cobra atenção, diz que esse filho também é meu que eu tenho que estar presente. Ela é maluca Iza eu tenho medo que ela faça algo estupido pra prejudicar a gravidez.
— Meu amor, ela não vai fazer nada, por que essa criança é a única coisa que aproxima ela de você.
— E não é só por isso Iza, eu tenho medo que você vá embora. Que ela faça alguma coisa que te afaste de mim.
— Agora eu estou aqui. É a única coisa que posso falar “agora”. Eu o abraço apertado para que ele não perceba o medo que eu sinto nesse momento. Eu quero, Deus como eu quero estar com ele. Ele se solta do meu abraço e olha pra mim.
— Iza, eu só quero que você me prometa que antes de você tomar qualquer decisão, que você sempre fale comigo. Sempre. Nós dois precisamos estar na mesma sintonia. Você promete?
— Sim. Eu prometo.
Ele me beijou com um beijo demorado, quente,, me levou até o quarto e nos amamos a noite toda. Como eu precisava dessa noite.
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