Eu Te Amo

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Meninas lindas... Obrigada pelo carinho e pelos comentários. Amei cada um deles. Acho que agora nem da pra sumir de novo né. rsrsrs Fiquei tão animada, mas tão animada que segue ai um capítulo novinho...

Acordei no outro dia cansada, com uma dor profunda no meu coração. O Pedro disse que ele estava louco e que chorou ontem. Droga, deu tudo errado. Era pra eu estar acordando nos braços dele, começando uma vida com ele, tantos planos, tudo perdido. Ontem foi muito surreal, passamos um fim de semana tão lindo, tão bom e de repente tudo cai aos meus pés, como se fosse uma mentira. Eu acredito que ele me ame, mas eu não conseguiria viver sabendo que outra mulher está carregando um filho dele na barriga. Por que filho é pra sempre, filho é em primeiro lugar e eu não suporto a ideia de ser segunda opção na vida dele. Fico imaginando como seriam nossos fins de semana, com ela ligando pra buscar a criança, ou as reuniões da escola sempre os dois juntos. Dói muito ficar sem ele, mas eu sei que a dor será maior com o tempo.

Quando finalmente tive forças pra levantar sentei na cama e minha bolsa estava na mesinha de cabeceira. O Pedro deve ter trago ontem da casa do Artur. Meu celular... onze mensagens e mais de vinte chamadas não atendidas dele. Eu não consigo ler, não agora.

Fui para o banheiro e tomei um banho pra limpar minha mente, ou pelo menos tentar, quarenta minutos debaixo do chuveiro quente ajudou a relaxar e clarear um pouco as ideias. Fico me perguntando se fui infantil, se minha reação foi exagerada. Não sei, só sei que depois que a gente tem o que tanto quer, perder é muito doloroso. Mas eu preciso reagir, começar a trabalhar será ótimo. Nem tive tempo de falar sobre isso com ele.

Saindo do banho minha mãe estava na minha cama com uma bandeija de café da manhã.

— Oi minha linda, como você está hoje.

— Ai mãe... — eu não quero mais chorar.

— Eu sei querida, dói. A gente imaginava vocês dois juntos, mas não tínhamos certeza.

— Mãe como foi isso pra vocês? Eu e o Artur juntos?

— Filha, a gente te ama e ama ele. Ele é um filho pra gente, mas desde vocês crianças percebíamos o quanto vocês eram próximos e já cogitamos que vocês acabariam por casar. Mas nunca incentivamos porque a vida era de vocês, a decisão tinha que ser de vocês. Sua tia e seu tio também tinham esperança que quando você voltasse o Artur se alegrasse, por que...

— A tia Deli e o tio Afonso sabiam também?

— Iza, meu anjo, me desculpa, mas era tão obvio que só vocês dois não sabiam. — minha mãe riu.

— Ai mãe e agora? O que eu vou fazer? Eu o amo tanto...

— Minha filha eu não sei o que aconteceu, mas pela sua reação de ontem imagino que foi algo muito grave. Mas você precisa olhar dentro do seu coração e encontrar a resposta.

— Mãe, ele vai ser pai. A Gabriela está gravida dele.

— Oh meu anjo! E vocês tem certeza? Quero dizer certeza que ele é o pai?

Eu não tinha pensado por esse lado, nunca cogitei a hipótese de ela estar mentindo, que tipo de mulher faz isso? Caramba estamos na vida real, isso aqui não é novela. Será que realmente existe mulher que tem coragem de irromper na casa de um homem acompanhado da namorada e mentir aos quatro ventos que está gravida dele?

— Mãe, não sei e mesmo assim, vamos ficar na duvida até essa criança nascer e depois se realmente for filho dele? Como eu posso conviver com essa criança? Eu não consigo, eu sou egoísta pra isso.

— Filha eu te entendo e quero só que você saiba que seu pai e eu estamos aqui pra o que você precisar. Só não abandone a gente de novo.

— Ah mãe, eu não vou, dessa vez não. Mas vai ser tão difícil ficar aqui e não poder tocar nele.

Nesse momento batem na minha porta. Era a Maria.

— Pode entrar Maria.

— Bom dia, menina, eu sinto muito, mas o Artur está lá em baixo e ele está muito nervoso e disse que não sai enquanto não falar com você. — eu olhei pra minha mãe.

— Pode deixar Maria eu... — Minha mãe vendo a angustia no meu rosto fala antes de mim.

— Não mãe, pode deixar eu preciso enfrentar mais cedo ou mais tarde. Maria, fala pra ele que já estou descendo.

— Tudo bem, criança. — ela já ia saindo quando minha mãe chamou.

— Maria, se prepare que vou sair pra comprar algumas coisas que estão faltando você pode ir comigo? — ela me olha especulativa. Eu sei que ela quer deixar a casa livre pra gente conversar.

— Claro, só vou pegar minha bolsa e espero a senhora na garagem. — ela fala e sai fechando a porta.

— Filha seu pai e seu irmão saíram cedo e não voltam até o fim do dia. Eu e a Maria vamos sair e não temos hora pra voltar. Mas eu quero que você coma o Artur disse para o Pedro que você esteve resfriada e com muita febre esse fim de semana e não comeu nada ontem a tarde e noite. Você precisa estar bem pra você mesma.

— Eu sei mãe, não tenho fome, mas eu vou tentar comer um pouquinho.

— Essa é a minha garota. Qualquer coisa liga no meu celular que estarei aqui bem rapidinho.

— Tá bom mãe. E obrigada!

— Filha não tem que agradecer, só tem que ser feliz. E tenha fé que tudo se acertará. No tempo certo. — falando isso ela jogou um beijinho pra mim e saiu. Eu ainda fiquei pensando como eu iria reagir na presença dele, o que nós íamos conversar.

Coloquei uma calça comprida e uma camiseta confortável, esse não era um encontro romântico, e desci as escadas. Ele estava de costas para a escada e minhas pernas tremeram ao ver aquele homem lindo na minha sala. Quando ele virou pra mim, continuava lindo como sempre, mas os olhos verdes lindo estavam nublados de vermelho, ele chorou e não dormiu. A roupa amarrotada era a mesma que estava usando ontem. Meu coração apertou ao ver o sofrimento dele.

— Iza, meu amor...

— Não Artur, por favor, não torne as coisas mais difíceis.

— Iza, não. Por favor, não fale assim. Eu te amo. — Lagrimas nos olhos dele.

— Eu sei, eu também, mas eu não consigo.

— Iza, não. Me escuta, eu não sei como isso aconteceu.

— Não sabe Artur? Mesmo você precisa que eu te explique como os bebes são feitos? Eu falei com a voz dura e com cinismo. E me arrependi imediatamente. Afinal ele também era vitima. — Desculpa! Eu não quis...

— Eu mereço, eu sei que eu mereço. Eu nunca imaginaria que isso fosse acontecer. Eu disse pra você que eu estava limpo e dai aparece uma mulher gravida de mim. Mas eu juro, eu nunca fiz nada com ela sem proteção eu não sei como isso aconteceu. Nem mesmo se essa criança é minha. Eu já disse pra ela que eu vou dar toda a assistência necessária pra ela enquanto ela estiver gravida, e se o beber for meu depois que nascer terá todo o meu apoio e meu carinho. Mas eu e ela nunca existimos e não vamos a partir daqui.

— Artur, eu não...

— Não me deixe, por favor. Eu preciso de você. Eu te amo tanto. Fica comigo, não vamos deixar que isso nos impeça de ser feliz.

— Não dá. Eu juro que eu não consigo. Só de imaginar que ela vai te dar um filho, o filho que eu não pude te dar, que eu perdi. — eu comecei a quebrar de novo, e ele me abraçou

— Shhh. Não fala isso, nós vamos ter quantos filhos você quiser, você e eu. — ainda me abraçando forte ele falou no meu ouvido e eu podia sentir as lagrimas dele molhando meu ombro.

— Artur, não faz isso comigo. Pensa em mim, eu vou ter que conviver com a sombra dessa mulherzinha odiosa para o resto da minha vida. E eu não quero ter que olhar pro seu filho com ela e ter algum sentimento ruim. É só uma criança que não tem culpa, mas eu sou egoísta e não saberia conviver com essa situação.

— Iza, mas não sabemos se realmente é meu.

— E vamos ter que esperar nove meses para descobrir, eu não posso viver ao seu lado até a criança nascer com essa dúvida. Vamos dar tempo ao tempo, esperara a poeira baixar.

— Iza, por favor. — ele já estava soluçando.

— Não. — Eu levantei minha cabeça, limpei meu rosto e enxuguei as lagrimas dele. — Eu já tomei minha decisão, e é essa. Só que eu preciso que você fique bem, eu prometo que eu vou ficar.

— Você tem certeza. Juntos a gente pode passar por isso.

— Artur, nós vamos ter que encontrar outro meio de passar por isso que não seja juntos.

— Iza, você é a mulher da minha vida, é o meu amor, eu te amo desde que eu me entendo por gente. E eu não vou desistir de você. Eu juro que não vou desistir e não vou parar de tentar ter você de volta. Vou fazer o que estiver ao meu alcance pra que você me perdoe.

— Artur, eu não tem nada pra te perdoar. É uma fatalidade, mas eu não consigo passar por isso. Pelo menos não agora.

— Então você está dizendo que ainda há uma chance.

— Eu não sei, meu amor... Eu não sei... eu sei que estou com a cabeça quente, nós estamos, não vamos fazer promessas que não vamos poder cumprir. Vamos dar tempo ao tempo?

— Tudo bem. Eu vou respeitar o seu tempo. Mas saiba que eu te amo e nada no mundo vai mudar isso.

— Obrigada! — De um abraço nele e me afastei e voltando para o meu quarto. Algum tempo depois não sei quanto, escutei o arranque do carro do Artur e mandei uma mensagem para a minha mãe dizendo que o estava bem, que ele já havia saído e que estava no meu quarto pedindo pra não me chamar, eu precisava de um tempo. Deitei na cama, chorei o resto do dia. A Mari me ligou, mas não atendi. Mandei uma mensagem falando que estava bem e que amanhã eu ligaria pra ela. Acho que a mamãe avisou o Pedro e o Papai por que não tive noticias deles o resto do dia.

Acordei cedo no dia seguinte, ninguém tinha levantado ainda e sai pra correr. Corri 10 km e voltei com a alma renovada. Não estava feliz mas pelo menos estava parecendo um ser humano novamente. Mandei mensagem pra Mari pra nos encontramos, eu ainda ia ter que explicar tudo pra ela. Tomei um banho, me arrumei e desci pra tomar café. Ainda não tinha noticias do Artur, ele estava cumprindo e respeitando meu tempo.

— Bom dia! — Eu disse na mesa do café.

— Bom dia, princesa. Eu não tive ontem, você está bem. — Meu pai me perguntou e percebi os olhares da minha mãe, do meu irmão e até da Maria.

— Estou bem. Podem ficar tranquilos, não vou fugir nem cortar os pulsos.

— Izabela! — mamãe me repreendeu.

— Desculpa, mãe. Mas parem de me olhar assim. Eu estou bem, e vou ficar melhor. A vida continua. Vou só pegar esse pãozinho que está com a cara ótima e vou sair com a Mari. Beijos. — Tomei um gole do café e sai com o pãozinho na mão.

— Fui para o escritório da Mari e chegando la ela veio me abraçar como se tivesse morrido alguém. De fato morreu, mas não no sentido real da palavra. A velha Iza morreu e essa nova não vai mais sofrer por amor, vai trabalhar e viver pra ela. E emprego é numero um na minha lista.

— Amiga você está bem.

— Estou Mari, estou bem sim.

— O Pedro me contou, abaixo de tortura, diga-se de passagem. Você quer conversar?

— Amiga é isso, ela esta gravida dele e eu não consigo ser segunda opção. Não dá.

— Mas vocês não tem certeza se é dele.

— Isso, é o que ele e minha mãe me disseram, mas eu não vou esperar, sei lá, nove meses pra descobrir a verdade.

— Eu te entendo.

— Obrigada! Eu te amo.

— Também te amo, e você pode contar comigo pra qualquer coisa.

— Pois bem, preciso de um emprego. Ocupar minha mente. Me ajuda???

— Ótimo, por que eu tenho uma ótima noticia pra você. Aquele meu amigo, diretor da Editora Letras está criando uma nova revista de moda e adivinha só, ele te quer.

— Como assim?

— Eu não sei, ele me ligou ontem pra falar que viu alguns trabalhos seus e que você é o que ele precisa, ou melhor o que a revista dele precisa. Então eu disse que iria falar com você e se você estivesse interessada passaria o seu telefone pra ele. E ai? Posso?

— Claro amiga. Isso é maravilhosos. É só tudo o que eu precisava.

— Que bom.

— Está vendo as coisas se ajeitando.

— Isso mesmo garota. Espera ai me deixa passar uma mensagem pra ele com o seu número. — enquanto ela digita o texto eu me imagino trabalhando em um emprego real. — Pronto, feito.

Poucos minutos depois o telefone dela apita, sinal de mensagem.

— É ele amiga, disse que vai te ligar amanha às 09:00, que hoje está fora da cidade e que tem certeza que vocês vão dar certo.

— Ai, tomara. Preciso me ocupar. Qual o nome dele Mari?

— Gustavo Fontes.

— Eu já ouvi falar dele, mas nunca o vi. Você sabia que aqui no Brasil ele é “O CARA” nesse ramo.

— Sim. E Ele é quente.

— Isso é o que menos me interessa nesse momento.

Aquela tarde passou rápido, minha amiga é um anjo. E só me dei conta do Artur quando cheguei em casa, ele ainda não me ligou ou mandou mensagem. Dormi tristinha naquela noite.

Acordei no dia seguinte ansiosa. Ainda não contei pra ninguém e só vou comunicar quando der tudo certo. Assim, às nove horas ele me ligou e combinamos de nos encontrar pra um almoço no dia seguinte. O restante do dia passou normalmente e novamente fui dormir acabada, sofrendo. Durante dia eu até passava bem, mas na hora de dormir eu sofria. Sem noticias do Artur até agora. Acordei no outro dia e fui correr, voltei pra casa tomei banho, café e vi um pouco de TV. Me arrumei e fui para a reunião. Era um restaurante muito bonito e com certeza, muito bem frequentado.

— Reserva senhora? — A recepcionista me abordou.

— Ah sim, acredito que já estão me esperando. Senhor Gustavo Fontes.

— Sim. Me acompanhe por favor.

— Obrigada! — eu disse e a segui.

Chegando a mesa eu me deparei com um homem realmente muito bonito, de aproximadamente 30 anos, muito bem vestido, ele tinha um físico um pouco menor que o Artur e era moreno, dos olhos bem escuros, ele me olhou de cima abaixo. E tinha presença, era o tipo de homem que se faz notar sempre que entra em um ambiente, e aqui não era diferente, pude notar pela recepcionista que não conseguia tirar os olhos dele. Assim que ele nos viu se levantou

— Izabela Gerber? — vendo que eu estendi a mão ele segurou firme, nunca tirando os olhos de mim. — Prazer, Gustavo Fontes.

— Prazer é meu, Senhor Fontes.

— Por favor, sente-se e me chame de Gustavo.

— Tudo bem, Gustavo. — Nós rimos.

O almoço transcorreu normalmente, bem ao modo de uma entrevista mesmo, eu falei sobre as minhas habilidades e minha experiência, meu tempo morando em NY, ele me explicou o trabalho de muita responsabilidade pra uma recém formada como eu. Ele está me oferencendo o cargo de Editora, liderar uma equipe de mais 5 jornalistas, é uma revista pequena por enquanto com tiragem apenas no estado do Rio. E om previsão de integrar o Estado de São Paulo no próximo trimestre. E crescer para o restante do País nos próximos dois anos. Uma iniciativa ousada, mas que me cativou, se realmente me quiser para o cargo eu estou dentro.

— Iza, uma das razoes que eu escolhi você pra chefiar esse projeto é que eu conheço o seu trabalho e ele é ótimo e também pelo fato de você conhecer o circuito NY, você estará indo com frequência pra la, pelo menos nos próximos dois meses. Algum problema?

— Não claro que não.

— Então isso quer dizer que você aceita o cargo?

— Deixa eu pensar.. Claro que eu aceito. Como você sabe eu cheguei ao Brasil recentemente e realmente ainda não tinha nada em mente, e esse emprego veio no momento certo. Pode ter certeza que você e a equipe terão o melhor de mim. Estou 100% dentro da ideia.

— Perfeito, é disso que precisamos. — Pegando a taça ele à levantou e brindamos ao meu novo emprego. Terminamos o almoço e a primeira coisa que fiz foi ligar para a Mari, assim que ela atendeu eu disse:

— Pode, por favor, dar os parabéns, para a nova funcionária da Editoria Letras.

— Que bom amiga. Fico tão feliz por você. Parabéns, você merece.

— Obrigada! Então você está convidada para um jantar na minha casa em minha homenagem. Que acha?

— Ótimo, que horas e chego?

— Não sei, vou ver com a mamãe e a Maria e mando mensagem.

— Combinado.

Na parte da tarde, levei meus documentos para contratação, eles precisavam para inicio imediato e iria começar já amanha pra conhecer empresa e as normas. O serviço de verdade começa na segunda feira, onde eu vou participar da primeira reunião de pauta com a minha equipe.

Meus pais e meu Irmão ficaram tão felizes por mim. O Jantar foi bom apesar de que meu coração querer que o Artur estivesse aqui. Pra que eu pudesse dividir com ele a minha felicidade. Ele ainda não me ligou. No fundo eu ainda espero que ele vai me ligar, mas esse afastamento dele foi eu quem pediu, por que eu fico reclamando? Os próximos dias passaram tão rápidos. Conheci o prédio que eu vou trabalhar, minha sala mas ainda não tive contato com os demais jornalistas, somente com alguns diretores que o Gustavo fez questão de me apresentar e me acompanhar. Ele é muito atencioso, às vezes acho que até demais, pelo tanto que me olha.

Na sexta feira à tarde, tive uma reunião com os demais editores e fui convidada para o Happyhour que eles são acostumados à fazer sempre que conseguem uma folguinha e geralmente acontecem às sextas após o expediente. Era em um bar movimentado que fica próximo ao prédio da editora. Como era um encontro dos Editores fiquei surpresa quando ao descer do carro o Gustavo estava estacionando o seu próximo ao meu.

— Olá. Como tem sido o início?

— Muito bem obrigada! Acho que ainda não tive a chance de te agradecer, mas muito obrigada pela proposta, veio em um momento muito complicado e tem me ajudado bastante, essa mudança de rotina.

— Que bom, fico feliz em ajudar. — ele me olhou e riu sedutoramente. — Então, Happy hour dos Editores?

— Pois é, me enturmando. — rimos juntos. — E você?

— Então, eu era um editor também, e agora estou na Diretoria. Velhos hábitos. Que bom que ainda sou convidado.

Quando chegamos à porta do bar ainda estávamos rindo e para entrarmos ele colocou a mão nas minhas costas, em um gesto cortês. Ainda com as mãos nas minhas costas, me guiando, caminhamos em direção ao nosso grupo. Mas no meio do caminho eu vi aqueles olhos verdes, a razão da minha vida, e as minhas pernas vacilaram. E infelizmente, o Gustavo teve que me apoiar mais ainda. Olhando de novo para o Artur, eu vi tristeza, mas eu vi raiva também e ele estava vindo em nossa direção.

Oh Deus! — eu sussurrei só pra mim, mas o Gustavo escutou.

— O que? Você está bem? — ele me perguntou ainda não notando a direção do meu olhar.

Notas finais
Meninas, gostaram? Comentem e Recomendem.. oba quero ver vários comentários e várias recomendações. E agora preciso da ajuda de vocês. A Iza começou a trabalhar vocês viram né. E a revista dela é nova, preciso de sugestão de nomes para a revista. Obrigada, gatinhas... Até mais...