Eu Te Amo
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Chegamos em casa e fui deitar ainda estava cedo e o Artur insistiu, ele disse que ele mesmo iria preparar o jantar. Que lindo, meu amor na cozinha. Deito e fico pensando qual será a reação dos nossos pais diante do comunicado que vamos fazer logo mais. Antes eu estava tão nervosa que acho que foi isso que me fez adoecer. Mas agora não estou mais, eu o amo e estou determinada a viver esse amor, e com esse sentimento durmo um sono tranquilo. Algum tempo depois acordo com beijinhos. Meu Deus, essa sensação é muito boa. O cheiro dele é a melhor coisa do mundo.
— Acorda Anjo.
— Oi meu amor, é tão bom acordar assim. — e agarro ele pelo pescoço e envolvo minhas pernas em volta da cintura dele, puxando ele pra mim.
— Hmmm, parece que alguém está bem melhor. — rindo ele me beija na testa — E sem febre. Que coisa boa!
— Pois é, eu tenho um ótimo enfermeiro.
— Deve ser bom mesmo esse tal de enfermeiro, cuidando muito bem da minha gatinha. Ele deve ser o cara. — Rimos juntos.
— Que horas são? — eu pergunto.
— Então amor, nossos pais já devem estar chegando. Melhor você levantar essa bundinha sex da cama e se arrumar.
— Artur, por que você não me chamou antes, nossa apaguei. — levantei correndo, e dessa vez sem ficar tonta. Corri pro banheiro. Era só o que me faltava, meus pais me acharem toda amarrotada na cama do Artur, sem antes nós explicarmos a situação.
— Quer companhia linda? — ele me pergunta da porta do banheiro.
— Claro que não. Se você entrar aqui a gente não sai mais hoje. Então por favor, eu sei que estou abusando do seu banheiro, mas você se importa de se arrumar no outro quarto? Assim economizamos tempo.
— Claro que me importo de não poder usurfruir desse corpo delicioso que estão no meu chuveiro nesse momento. — ele disse fazendo beicinho — Mas você tem um ponto. Vou me arruma no quarto do lado.
— Ei, se você tivesse me acordado antes nós poderíamos ter tomado banho juntos.
— Ele riu e saiu pra se arrumar. Eu me arrumei tão rápido que nem sei como, assim que cheguei na sala o Artur ainda não tinha aparecido e a campainha tocou. Eles chegaram, nossos pais chegaram E agora seja o que Deus quiser. Abri a porta e... que que essa vadia faz aqui?
— Gabriela...
— Oi, Iza, que prazer, o Artur por favor ele está?
— Sim... Ele.. é... tá no.. Ele está no banho, posso te ajudar?
— Não querida, ele vai me ajudar, vou esperar. — ela já foi logo entrando e se apossando do sofá com muita intimidade, intimidade que deixa claro que ela já esteve aqui muitas outras vezes.
— Gabriela, qual o seu problema você não foi convidada, E eu ouvi quando ele deixou bem claro pra você ficar longe da gente. Se toca garota.
—Se toca você, essa casa não é sua e..
— Essa casa é dela sim. O que você está fazendo aqui Gabriela? Eu não te disse que pra você ficar longe, que eu não quero nada mais com você?
— É você disse, mas...
— Mas nada, nós estamos esperando visita e você não é bem vinda. — eu estava tremendo e o Artur veio pra perto de mim e segurou a minha mão.
— Artur, você precisa me ouvir.
— Não eu não preciso...
— Eu estou gravida...
— Gravida? — Tia Deli falou da porta que tinha ficado aberta.
Gravida? Ela disse gravida? eu estou presa em um mundo paralelo, a palavra gravida fica na minha cabeça flutuando como se eu tivesse drogada.
— O que você disse? — a voz grave do Artur, me tira do meu estupor.
— É e você é o pai.
— Como assim Artur? Eu não estou entendendo. — tia Deli perguntou confusa.
— Tia, como assim a Senhora não está entendendo? Ela disse que vai ter um filho do Artur. Parabéns, você será vovó. — eu falo cheia de ódio na voz.
— Iza... Por favor, se acalme. — O Artur, disse olhando nos meu olhos.
— Me acalmar? Você está falando sério? Como você acha que é possível eu me acalmar? Meu Deus, eu vou ficar louca se eu ficar mais um minuto aqui. Estou descendo e vou esperar meus pais lá em baixo.
— Espera você e a Iza tinham marcado esse jantar pra... eu sabia, eu sempre soube — Tia Deli olha pro Artur, depois pra Gabriela e pra mim novamente — Ah meu Deus, Iza querida...
— Não tia, agora não. — eu não conseguia olhar pra ele, eu tinha certeza que eu ia quebrar se eu olhasse, e eu não estava quebrando aqui na frente dessa vaca. Não mesmo.
Saí correndo, sem nem mesmo pegar minhas coisas. Deixando tudo pra traz, tudo inclusive meu coração. Corri o mais rápido que eu pude e eu podia sentir ele vindo atrás de mim. Assim que eu entrei no elevador, eu encostei na parede e olhei pra frente enquanto as portas se fechavam ele chegou mas não a tempo, eu já tinha desmoronado dentro do elevador sozinha e eu pude ver nos olhar dele o medo. Mas agora era tarde demais. Acabou. Ele vai ter um filho com ela. E não comigo. Meu bebe morreu, eu não consegui dar esse filho pra ele, e agora uma outra mulher ia dar a ele. Meu Deus como dói. Assim que cheguei ao térreo papai e mamãe estavam esperando o elevador. Assim que me viram nessa bagunça, eles me levantaram e eu só sabia chorar eu finalmente quebrei em milhões e milhões de pedaços.
— Iza, meu Deus, você está bem? Filha fala comigo, fala com o papai. — Era os braço do meu pai me segurando.
— Filha, por favor, não chora, conta pra mamãe o que houve.
— Casa... Por favor me leva... pra casa... — eu consegui falar nos intervalos dos meus soluços.
— Mas e...
— Nãããooo... — eu quase gritei — Por favor, me levem daqui.
Meu pai me pegou no colo e saiu me carregando o mais rápido que podia. Eu me agarrei a ele como se fosse a única coisa que me mantinha presa nessa vida. Vendo que eu não iria me soltar dele ele falou com a mamãe:
— Carol, pega as chaves no meu bolso. Dirige que eu vou com ela no banco de trás.
— Meu Deus, o que está acontecendo? Iza, mana que foi? — A voz do meu irmão. Ouvir a voz das pessoas que me amavam me fez chorar ainda mais.
— Vamos Pedro, não sabemos ainda, mas você dirige, eu não consigo, eu estou tremendo e a Iza não vai soltar seu pai.
— Claro, mas... — Eu já estava mais calma só que com o rosto enterrado no ombro do meu pai. Eu não queria falar ou olhar para os rostos deles. Eu não queria quebrar mais.
— Vamos filho, por favor... — meu pai insistiu
— Está bem.
— Entramos no carro e meu pai me segurou no colo todo o caminho. Eu amo tanto esse homem.
— Chegamos em casa acho que mais rápido que o normal. Papai desceu comigo ainda no colo.
— Filhinha, você quer conversar?
— Não pai. Agora não, posso ir pro meu quarto. Mais tarde quem sabe?
— Tudo bem princesa. Só promete que vai tentar ficar bem, seja o que foi que aconteceu.
— Eu não pude olhar pra ele, mais eu assenti com a cabeça.
— Nós vamos estar sempre aqui pra você, assim que você tiver pronta.
— Tá bom pai. Vai passar. Me da alguns minutos e eu desco e explico.
— Tudo bem, querida.
— E pai, por favor, eu não quero falar com o Artur. Não deixa ele chegar perto de mim. Eu te imploro.
— Querida ele fez alguma coisa... eu juro que eu mato...
— Não pai... ele não fez nada... é só que...
— Tá bem filhar estarei la em baixo te esperando.
Assim que ele saiu eu chorei, chorei tudo o que eu tinha, acho que quando não tinha mais uma gota de lagrima pra sair. Eu consegui levantar e fui tomar um banho. Quando eu sai do quarto meu irmão estava na minha cama.
— Oi. — ele me cumprimentou.
— Oi.
— Você está bem?
— Acho que sim, vou sobreviver.
— Iza, nem sei o que falar. Ele me...
— Por favor, não quero falar sobre ele. O pai e a Mae já sabem.
— Sim. Eu tive que contar, o papai queria ir lá e matar o Artur.
— Engraçado que de uma forma ou de outra eles ficaram sabendo. Mano, nós tínhamos preparado um jantar pra fazer o comunicado. Eu o amo tanto e ai aquela vadia tinha que aparecer e dar a noticia que vai ter um filho dele. Um filho, você sabe o que é isso? Acabou. Tudo acabou. Eu acabei..
— Não... não fala isso... não mesmo...
— Tudo dói Pedro, meu corpo dói, meu coração dói... minha alma está doendo.
— Você o ama mesmo né...
— Muito mais do que eu vou poder explicar algum dia. Mas agora, não importa mais.
— Claro que importa. E Iza, se isso te faz sentir um pouco melhor e mesmo você pedindo que não falasse. Ele está muito mal. Ele estava louco transtornado. Eu voltei no apartamento dele. Ele tinha mudado a decoração da sala dele. — meu irmão riu e eu também não resisti a uma risadinha.
— Que bom, um sorriso lindo... eu consegui. Vem aqui, deita comigo eu vou fazer você dormi.
— E eu deitei ele me abraçou e fez carinho no meu cabelo. Meu amigo, meu irmão, o que eu faria sem ele.
— A Mari, está preocupada, ela queria vir mas eu disse pra vir amanhã.
— Obrigada! — depois de algum tempo, não sei quanto eu dormi. Um sono carregado, escuro, triste....
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