Notas iniciais
Música My Girl - http://www.youtube.com/watch?v=TnoepQAIEd4
Espero que escutem a música, na minha opinião é linda!!!
Boa leitura!!!

- Falando sozinha, tia? – Perguntou uma das crianças que tinha acabado de entrar.

Dorinha – Er... Sozinha?! Não, quer dizer... Só pensei alto... – Respondeu deixando o pequeno mais confuso. Começou a ajeitar uns livros. – É você não chegou cedo, Lipe?

Lipe – Já tá na hora da aula... – Disse olhando no relógio de pulso. Em menos de dez minutos a classe começa a encher de crianças. Começa dar sua aula sem Do Contra. Pediu para apanharem papel e ditou algumas operações matemática para efetuarem, estavam concentradas que nem perceberam a presença de Do Contra. Sentou-se à mesa ao lado dela.

- Olá, Justiceira...

Dorinha – Isso são horas?!– Cochichou para não atrapalhar as crianças. – Quero ver se a coordenadora te vê chegando esse horário.

Do Contra (Preocupado) – Ela me procurou? Você falou alguma coisa pra ela?

Dorinha – Não... – Imagina o provável sorriso que o garoto abriu. – Mas devia!!!- Lembra-se da visita de Julia. – Uma menina teve ai te procurando...

Do Contra – Quem era...

Dorinha – Uma tal de Julia... – Fingindo desinteresse. – Disse que é sua namorada...

- Julinha, Julinha... Gatérrima, um corpaço... – Disse saudoso. “Não me falta mais nada”, pensou a garota. – O que ela queria?

Dorinha- Pediu pra avisar que te procurou só isso... – O garoto faz apenas um movimento afirmativo.- Não sabia que você namorava...

Do Contra – Um monte de coisas você não sabe sobre mim... – Disse meio misterioso deixando-a vermelha. Ficaram calados até um garoto pedir ajuda.

- Vamos ver o que tá pegando... – Disse brincalhão agachando-se junto ao garoto. – Ah... É claro que vai dar errado né?! O folgadão só quer saber de somar os números e esquece de contar os que subiram?Apaga isso aí e vamos fazer certo... – Começa a explicar para o garoto de forma simples e paciente. Era gostoso ficar ali ouvindo a explicação. Mesmo contra sua vontade tinha que confessar: Ele sabia lidar com crianças. Deixou escapar um secreto sorriso que Do Contra percebeu quando levantou. Também era notável um sorriso no rosto do garoto não de deboche, mas estava se sentindo bem ali. Ainda mais percebendo que tinha sido aprovado.Dada á hora do intervalo, liberaram as crianças para lanchar e brincar. Só os dois ficaram na classe.

-Quer bolacha?- Ofereceu o metaleiro abrindo um pacote.

Dorinha – Não, obrigada... – Continuou em sua mesa. Lia algumas coisas em braile. “Será quem ela entende mesmo esses furinhos?” – Perguntava-se em seu canto. Ficaram um bom tempo em silencio até o celular dele tocar.

- Oi Julinha... É eu soube... – Foi para fora da sala.

“Julinha, agora mais essa?!” – Refletiu incomodada. Ele não pode ficar dependurado no telefone em horário de serviço. Era só da uma brecha que o folgado se aproveitava. Ou será que ela estaria sendo muito dura? É só um telefonema... Da tal Julinha, mas só um telefonema. Ouviu passos do garoto se aproximando.

- Do Contra, evita esse celular aqui, por favor...

Do Contra – Impressionante como você sempre tem uma queixa de mim engatada hein, Justiceira?!!! – Disse voltando ao ar de deboche.

Dorinha (Irônica) – Ah claro... E eu sou uma bruxa má que vive implicando com o pobre menino que sempre tem intenções benéficas... – Séria. – Se eu estou sempre te chamando atenção é que sempre você faz alguma coisa de errado...

Do Contra – E o que tem de errado em atender um celular na sala?

Dorinha – Já ouviu falar em norma, queridinho?

Em resposta o garoto apenas fecha a cara. “Saco viu?! Nunca um elogio de ninguém! Nunca!” O silencio voltaria a reinar se o celular de Dorinha que estava sobre a mesa não começasse a tocar. Mais rápido Do Contra toma o celular.

- ME DEVOLVE!!!!

Do Contra (Divertido) – Já ouviu falar em norma, queridinha?!

Dorinha – Eu vou atender lá fora!!! – Impaciente. – ME DÁ!!! Tenta correr atrás dele.– DA ISSO AQUI DO CONTRA!!!! – Vai partir para cima do garoto e tropeça numa mochila caindo com tudo sobre ele. Vão ao chão. Os corpos colados.

Podia sentir o coração dele batendo veloz. O nariz solta um ar próximo ao seu pescoço proporcionando uma sensação gostosa.Gostosa?! Que doideira é essa??? Afasta-se assustada. Tem dificuldades para se levantar sem a bengala. Tenta tatear o chão, mas a única coisa que encontra é o abdômen bem desenhado do garoto por baixo de sua blusa e pouco mais acima os braços firmes alcançados exercendo a bateria.

I\'ve got sunshine
On a cloudy day
When it\'s cold outside
I\'ve got the month of may
I guess you\'ll say
What can make me feel this way

Mais vermelha do que nunca se solta do garoto e quase cai. É aparada por ele que segura seu tronco com firmeza. Causando outra sensação que poderia ser agradável, se não fosse o ódio dela. Ao sentir as mãos do garoto em sua cintura, Dorinha começa a despejar socos em seu peito.

My girl
My girl
My girl
Talking about my girl
My girl


-Calma, calma,calma... – Por ser muito mais forte, Do Contra puxa a garota para si para imobiliza com facilidade. Os rostos ficam muito próximos. Dorinha até pode sentir os arranhões que a barba mal feita do garoto causa em sua face, enquanto ele degusta do cheiro de menta que a boca da garota exala, um convite tentador. Ficam alguns segundos assim, quietos. Quando pensam em ensaiar alguma reação, uma voz quebra todo o clima.

- MAS O QUE SIGNIFICA ISSO? – Pergunta a inconfundível voz da inspetora Madalena. Dorinha finalmente desperta como se levasse um choque empurra Do Contra e cai sentada no chão, em cima de sua bengala.

- Coordenadora não é nada disso que a senhora esta pensando... – Tenta argumentar Dorinha, sem saber onde enfiar a cara.

Madalena – Embolando-se com um rapaz durante as aulas, quem diria dona Dorinha...

Dorinha – Mas a culpa não foi minha eu vou contar...

Do Contra – NÃO!!! – A Dorinha. – Eu explico Dorinha, faço questão... Coordenadora, eu vejo na senhora uma mulher esclarecida e lúcida, acho que a senhora tem discernimento total para resolver essa questão sem incomodar nossa diretora...

“ Que esse maluco esta fazendo?!”

- Acho mesmo, rapaz? – Madalena perguntou cheia de si, provando que uma massagem no ego não faz mal a ninguém.

Do Contra – É claro que tenho...Uma mulher tão percipicaz... Tão... – Mede a horrível Madalena dos pés a cabeça. Cínico. – Jovem... – Dorinha simplesmente não acreditava no que ouvia. Sedutor – Bonita!!! – “Endoidou”, a garota concluiu. – Uma mulher como a senhora não pode submeter em ser a segunda...

Madalena (Convencida)- Finalmente alguém lúcido nesse colégio... – Disse jogando charme para cima do espantado Do Contra. Dorinha também não fica para trás. Até tem um acesso de tosse de tanto nervoso. Só assim para Madalena lembrar que a garota estava ali e retomar sua postura profissional. – Mesmo tendo tanto apreço por minha pessoa, não posso deixar o caso passar em branco...

Do Contra – Dona Madalena, não peço por mim, mas sim pela Dorinha... Eu não posso prejudicá-la...

Ao ouvir a frase a garota não conseguiu disfarçar que tinha ficado corada.

Madalena – Prejudicá-la?

Do Contra – Sim dona Madalena, eu não quero prejudicar a Dorinha porque foi ela que me atacou...

Dorinha (Desesperada) – QUE?!

Do Contra (Cínico) – Olha Dorinha, desculpe, mas eu vou ter que falar toda a verdade para a dona Madalena... – A Coordenadora. – Nós namorávamos!

Dorinha (Surpresa) – MENTIRA!!!

Do Contra – Ela não aceita o fim do nosso namoro como a senhora mesmo pode ver... – Dorinha fazia de todas as formas que “não”, mas a coordenadora já esta mais que envolvida na conversa de Do Contra. – Foi lindo, foi tudo, mas acabou... Desde então ele me persegue, me acua...

Dorinha – Ele que me inferniza desde que entrou aqui!!! – Tenta mais uma vez argumentar sem sucesso. A Do Contra. – Para com essa palhaçada!!!

Do Contra (Sem dar ouvidos) – Por causa dela eu me meti no meio de gente do mal... Pra fugir dela... – A Dorinha. – Você tem que entender que acabou e deixar eu seguir minha vida em paz!!!

Dorinha – Do Contra, isso não vai ficar assim!!! Tem volta!!! – Jurou com ódio.

- Dona Dorinha, ouça seu ex-namorado e siga sua vida em paz!!! — Pausa. — Eu não quero mais problemas particulares interferindo em suas aulas, ok?! Dessa vez passa, mas se continuar a perseguir o rapaz, dou suspensão a senhorita!!! – Ameaçou a inspetora e em seguida saiu sem ouvir os argumentos de Dorinha. Do Contra só se fazia rir com a irritação da garota.

- EU TE MA... – Antes de completar a frase, as crianças voltam do recreio. Evitando mais confusões , Dorinha resolve reiniciar a aula e engolir suas palavras. A segunda parte da tarde passou mais rápido, mas não menos tensa. Dorinha não dirigia a palavra ao garoto. Estava espumando por dentro, mas não deixou as crianças perceberem. Depois de encerrarem a aula estava se ajeitando para ir pra casa.

- Quer que eu acompanhe até em casa, namorada? – Perguntou o garoto ironicamente. Em resposta recebeu um forte tapa no rosto.

- Isso é só o começo!!! O começo, entendeu?!!! – Seguiu seu caminho para a casa sozinha. Do Contra, parado na porta do colégio, massageava o local do tapa. Sentia dor, mas não tirava o sorriso do rosto.

- É lógico que é só o começo!!!!

I don\'t need no money
Fortune or fame
I\'ve got all the riches baby
One man can clame
Well i guess you\'ll say
What can make me feel this way

Nimbus saia para a faculdade quando o garoto chegou em casa. Notou a expressão de felicidade do irmão.

Nimbus — E eu achava que você ia achar tudo aquilo um saco... — Comentou antes de sair.

Do Contra — Uma vez Do Contra, sempre Do Contra.. ra a faculd


My girl
My girl
My girl
Talking about my girl
My girl

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Magali e Cascão desfilavam pelos corredores do shopping do Limoeiro de mãos dadas, como muitos namorados. Ele falando de muitas coisas, ela mais ligada nas vitrines. Tinha prometido ajudá-lo a ver um smoking para a festa da Aninha que aconteceria dentro de alguns dias. Ele nem estava interessado na roupa, estava mesmo a fim de curtir o passeio com a namorada.

- Cas, ali olha que perfeito!!! – Admirou-se parada em frente a uma loja de moda masculina. O smoking era mesmo muito bonito, mesmo assim não animou muito o garoto.

Cascão – A Aninha é maluca de inventar de ir em festa com essa roupa de pingüim. Verão. Fevereiro,vou suar feito um porco dentro disso. – Reclamou. Em vez de criticá-lo preferiu ser mais amena, deu um beijinho nele.

- Vai ser o porquinho mais lindo que eu já vi... – Incentivou carinhosamente. – Vem experimentar... – Disse puxando pela mão. Entraram na loja e ficaram uns quarenta minutos lá dentro até encontrar a roupa ideal. Saíram da loja, aliviados. Ele que finalmente comprou a bendita da roupa e Magali por saber que ele não ia dar furo na hora. Caminhavam com as sacolas para a praça de alimentação quando um rapaz, uns dez anos mais velho que Magali, entregou um panfleto.

- Já pensou em ser modelo, menina?

Magali – Modelo?

Cascão já não gostou da conversa.

- Nossa agência é mundialmente conhecida. Nosso site esta ai no panfleto, porque não vem nos visitar e quem sabe fazer um teste? Estamos procurando novos talentos e você tem todo o perfil...

Magali – Eu não sei... Tenho que falar com meus pais...

- Nosso endereço esta aí... Compareça com ela pra uma visitinha... Até mais!!! – Despediu com uma piscadinha. Cascão saiu arrastando a garota com raiva. Pararam quase perto do elevador.

- O que é isso?! – Perguntou assustada.

Cascão (Ciumento) – Aquele babaca te paquera deslavadamente e você ainda pergunta o que é?!

Magali – Aí Cascão... Pelo amor né?! O cara tava fazendo o trabalho dele...

Cascão – Trabalho dele... Sei... E você vai cair nessa esparrela de modelo? Lembra da Agência do Homem Sombra...

Magali (Despreocupada) — Se atualiza criatura, eu conheço essa agência. Todo mundo deve conhecer, ela existe mesmo. E é famosa... Até promoveu aquele concurso do Fantastico...

Cascão – Ah... Agora você vai querer ir nessa conversinha de modelo?

Magali – E se eu quiser fazer o teste, o que tem?

Cascão — Como o que tem? — Perguntou indignado. — Você vai ficar ai com foto espalhada pela cidade inteira pra qualquer vagabundo achar no direito de mexer com você...

Magali (Rindo) – Nem o Piteco acho que pensa assim, Cascão!

Cascão (Ditador) – Mas eu penso!!! Namorada minha não sai tirando foto aí... Conversa encerrada!

Aquilo já estava passando de ciúme. Agora Magali se sentiu mexida.

Magali – Conversa encerrada não senhor!!! A vida é minha!!! Você pegou suas férias, que todo mundo viajou com a namorada, e se enfiou em um campeonato de skate lá no fim do mundo!!!

Cascão – É diferente...

Magali (Decidida) – Diferente coisíssima nenhuma... Conversa interrompida que a gente vai retomar em casa,ok? – Mesmo não recebendo nada de resposta puxou novamente o namorado pela mão decidindo-se pelos dois. –Vamos que ainda tem que comprar seu sapato...

Cascão (Com cara de saco) – Sapato...

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Outra casal da turma também freqüentava o shopping do Limoeiro. Carmem e Jeremias. Estavam em uma loja de roupas femininas. A vendedora insistia com o cartão de débito de Carmem que não passava. Jeremias ofereceu o seu e a vendedora e foi aceito pela máquina.

- Tô morrendo de vergonha... Isso nunca aconteceu... – Disse Carmem abraçada com o namorado que saia com a sacola nas mãos.

Jeremias (Tranqüilo) – Esquece isso amor, deve ser só algum problema com o magnético dele... – A expressão da garota não muda, continua preocupada. Recebe um beijo dele. – E de vez em quando posso dar um presentinho para minha namorada né?

Carmem (Brincalhona) – Ah isso pode...

Continuaram a caminhar namorando até passar pelo rapaz do panfleto. Fez o mesmo discurso que fez para Magali. Visivelmente Carmem ficou animada.

- O que você acha Jê?

Jeremias – Esquece isso, Carmem, é bobagem... – Assim como Cascão não tinha gostado nada da abordagem, mas resolveu ser mais ameno.

Carmem (Sonhando) – Esquecer? Jamais...

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O Bardoka não estava cheio como no fim de semana, mas tinha um publico considerável. A maioria pessoal da turma mesmo. Como se fazia intima de todos assim que chegou no bar sem cerimônia nenhuma, Denise anunciou:

- Gentem, vocês não acreditar!!! A melhor novidade de todos os tempos!!!

-Amanhã não tem aula!!! – Já comemoravam Dudu e Maria Cebola.

Denise (Animada) – Não, gente de pensamento pequeno, é muito melhor!!! O meu noivo... Ele chega amanhã...

Notas finais
Espero que tenham gostado e se gostaram deixem um comentario. Se não gostaram também deixem... =D Bjos, bom fds!!!