Notas iniciais
Boa leitura!!! Dessa vez sem músiquinha!!!

Do Contra (Complicado) – Verdade?

Dorinha – Do Contra, você mandou os garotos fazer isso ou não?!

Do Contra mais confuso do que nunca encara as crianças que olham curiosas para o desfecho. Sabia que estava sem saída, mas tinha que pelo menos ter a chance de se explicar.

- Dorinha, será que a gente pode conversar lá fora?

O zum zum zum das crianças cresce, Dorinha procura pelo garoto que sofreu a queda.

- Tem certeza que você está melhor? – Pergunta.

- Eu to bem sim tia... Nem tá doendo mais...

Dorinha (A Do Contra) – Vamos lá fora...

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O bar do Nhô Zico era o cenário para a comemoração dos três garotos que erguiam as canecas de chope.

Zé da Roça – E a gente tem que brindá a vida nova em Sum Paulo!!!!

Mesmo com o curativo no supercílio, Chico não se cabia de tanta felicidade, ergueu sua caneca o mais alto que pode.

- E vamo também brindá que a Rosinha vorto pra mim!!!

Os dois Zés batem palmas em prol do amigo, levam suas taças a boca, mas antes de beber Zé Lelé, que não quer ficar de fora também, interrompe:

- Carma gente!!! Eu também quero fazê um brinde!

Chico – Ará então faz Zé!!!

Zé da Roça – Vai brindá nosso sucesso em Sum Paulo?!

Zé Lele faz um sinal de negativo.

- Quero brindá Sum Paulo não!!!- Levanta e sobe na cadeira, mais feliz do que nunca. – Eu quero é brindá é a minha noiva!!!! – Chico e Zé da Roça se entreolham assustados. Zé Lelê nem aí.- ÊÊÊÊÊêêÊêêÊêÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!! Ê Viva a minha Noiva!!!!

- NOIVA? – Zé da Roça e Chico perguntam ao mesmo tempo. – Que história é essa?! – Pergunta o confuso Zé da Roça.

Chico – Que noiva é essa que se ninguém viu?! – Desconfiado. – Zé, se bebeu antes de nóis vim pra cá é? Num tá falando coisa cum coisa!

Zé Lelê (Sentando-se) – Bebi nada!!!E to falando procêis eu to noivo!!! – Apaixonado. — Noivo duma moça linda!!!

Zé da Roça – Imbiruto de vez, se passar na frente do hospicer botam pra drento!

Chico – Que moça é essa?Zé cê num ando tomando essas porqueira de caminhoneiro, tar de fêtamina né?

Zé Lelê – É craro que naum!!!! Eu to noivo de vredade!!! O Genesim conhece minha noiva!!! Ele viu as foto dela no Yakult. Ela é lá de Sum Paulo!!!

Zé da Roça – Sum Paulo?! Cê conheceu essa minina pela internet?! –O loirinho confiurma que sim, Zé da Roça sem pensar duas vezes lhe acerta uma chapelada na orelha. Ato típico de quando estava nervoso. Zé Lelê se encolhe, resmungando. –Zé , sua besta, cê num tem cabeça não?! Cê num sabe que é homê que fica atrás de computador pra engana os outro!!!

- O Zé tá certo, Zé Lelê!!!!! – Apoia o nervoso Chico. – Deixa de se besta e apaga essa tar noiva do seu computador!!!

- BESTA É OCÊS DOIS!!! – Joga o chapéu com raiva na mesa, um pouco mais calmo, senta. — Eu vi as foto da minha noiva e ela é bem muié!!! Cês qué vê?!- Puxa dobolso uma foto de Denise impressa numa folha A4. Zé da Roça pega a foto.

- Ará – Coça a cabeça meio sem graça.-É muié memo!!! – Entrega a Chico, Zé Lelê apenas deixa um sorriso de deboche surgir em seus lábios. Chico pega a folha, analisa.

- É ela fala com ocê todo dia, Zé?! – O garoto ainda com ar de deboche apenas faz um movimento afirmativo.

- Falo todo dia... No perfir que o Geésim fez pra eu...

Chico entrega a folha ao dono. – Parabéns Zé... Sua noiva é bunita...

Zé da Roça – Bem apanhada memo!!!

Sorrindo, Zé guarda a foto. Pega seu caneco.

- Então que ocês sabe que ela existe, vamo brindá seus bocó!!!

-Ê VIVA A NOIVA DO ZÈ!!!!! – Zé da Roça ergue a caneca, entusiasmado. Chico e Zé Lelê, mais contete do que nunca também erguem.

- VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

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-Como é que , Do Contra?

Quanto mais explicava mais parecia se confundir. Dorinha já estava impaciente com tantas explicações.

- Do Contra me fala logo de uma vez! O que você estava fazendo aqui? E você mandou o Samuel subir no armário para pegar as tesouras?

Do Contra – Eu... Bom eu estou trabalhando aqui no projeto social como voluntário...

Não era nem um pouco o perfil do metaleiro, dedicar suas tardes ao voluntariado com criancinhas.

- Voluntário?

-É... – Disse, meio incerto. – Na verdade foi uma punição...

Dorinha – Punição?

Do Contra – A diretora me pegou fumando na escola... – Expressão de Dorinha nada agradável. – Hey, foi cigarro do careta viu!!!

-Continua, Do Contra... — Disse já sem paciencia.

-Bom... Ela mandou eu vir pra cá e eu comecei a trabalhar hoje. Aíveio a coordenadora me jogou nessa classe e disse que eu era assistente e me deixou sozinho com as crianças. Eu só pedi pra eles continuarem a colagem que você tinha mandado... – Sem graça. – E fui atender meu celular...

Dorinha (Bronqueada) – Então o que a menina falou era verdade?! Você Deixou uma criança... Uma criança subir em um armário de quase dois metros?! – Raivosa. – SERÁ QUE VOCÊ NÃO TEM RESPONSABILIDADE?! CENSO?! OU QUALQUER OUTRA COISA DENTRO DESSA CABEÇA?! – Pega a bengala decidida e começa a caminhar.

- HEY, AONDE VOCÊ VAI?!

- Entregar seu nome na diretoria... Está provado que você não esta apto para trabalhar com crianças!!! – Responde decidida.

A diretora tinha sido clara com Do Contra. Um escorregão mais e ele seria convidado a se retirar do colégio. Sabia que não era o melhor filho do mundo. Mas aquele desgosto os pais não mereciam. Mais decidido que a garota correu e segurou seu braço com firmeza, assustando-a.

- Dorinha, você não pode fazer isso comigo... – Outra expressão irritada de Dorinha, mesmo assim Do Contra não soltou seu braço. — Eu cheguei hoje aqui... Me jogaram na sua sala e você não estava lá para me explicar nada!!!

A garota parecia desacreditada do que ouvia.

Dorinha – Ah... Além de tudo a culpa é minha?!

- Não!!! – Confuso – Eu não quis dizer isso... Mas é que... Eu não sei lidar muito crianças sabe... Eu até gostava quando eu era criança, mas eu cresci e perdi o contato e...

- Dá pra para com essa papagaiada e me soltar?! – Perguntou irada.

- Eu só solto depois que você disser que não vai me entregar... – Quase suplicando. – Por favor ,Dorinha, eu não tive culpa... E nem sabia que as tesouras estavam no alto, eu só sai por um instante. – Dorinha faz um movimento negativo com a cabeça de maneira irredutível. Do Contra suplicava quase chorando. Ajoelha-se. – Eu não posso ser expulso, Dorinha...

- Coitadinho tia... – Uma das meninas disse. Do Contra olhou. Todos os garotos tinham saído da classe. Até a própria Dorinha se surpreendeu com a voz da aluna.

- Tia, nem dói mais... Meu braço já tá bom... – Tentava argumentar o garoto que tinha sofrido a queda.

- A coordenadora que não explicou nada direito... Ele não sabia que as tesouras estavam lá em cima. – Mais um menino defendia Do Contra que começava a simpatizar com os pequenos.

Dorinha? Completamente desarmada. Queria voar no pescoço do irresponsável do Do Contra, entregá-lo na diretoria. Sabia que aquele seria o primeiro de muitos problemas que provavelmente o rapaz arranjaria.Mas as crianças estavam certas. E embora o acidente acontecesse enquanto ele estava responsável pela sala, não tinha culpa.

- Que isso não se repita mais, ok Do Contra?! – Disse desistindo de entregá-lo. Ouve apenas o grito de felicidade que as crianças explodem, junto de Do Contra que erguesse.

- Valeu Dorinha!!! – Puxa sua mão e beija como um cavalheiro, agradecido. – Valeu mesmo, te devo uma.

- Não , Do Contra. Eu não fiz isso por você! Não pense que vai fazer o que quer por aqui... Só não te entreguei por uma questão de justiça. – Respondeu Dorinha com dureza, mas na verdade apenas estava surpresa por causa do ato cavalheiro, não espera algo desse tipo vindo de Do Contra.

“Não fez mais que obrigação”, pensava o bad boy. Não tinha tido culpa. Estava apenas sendo educado e ela com oito pedras na mão, ameaçando?Ao invés de brigar e respondeu de maneira debochada.

- Ok, justiceira, mesmo assim muito obrigado!!! – Encerraram a conversar por aí. Ele com raiva. Parecia que ela tinha feito um grande favor! Dorinha também tinha raiva. Além de ter que engolir sua irresponsabilidade ainda teria que agüentar as irônias de Do Contra?!

Pensavam mais ou menos a mesma coisa: Quem ele(a) pensa que é? –O clima não melhorou durante a tarde. Do Contra sentiasse vigiado, enquanto a garota incomodava-se com sua presença. Despediram com poucas palavras. Em casa de noite, Do Contra teve uma reação estranha. Estava ansioso para rever a garota no dia seguinte.

Notas finais
E então, gostaram? Comentem por favor, bjusss!!!