Notas iniciais
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http://www.youtube.com/watch?v=DHX3oTEB4i8&feature=channel
Bottle it up- Sara Bareilles
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http://www.youtube.com/watch?v=XiAWVy_Bbco

Boa leitura!!!
Fell in Love- Alain Clark

Consternado. Nenhuma palavra melhor descreveria a cara de Quinzo. Quase deixou a bandeja de sucos cair ao ver aquela cena. Denise desfalecida em uma das cadeiras, enquanto Marina abanava um pano de prato, tentando reanimá-la. Mais atrás estava a turma em peso. Um garoto moreno, com um violão nas costas também espiava. O seu acompanhante, um loirinho cheio de espinhas, ocupava-se em segurar a mão da ruivinha. Puxou Titi para um canto.

– Que chacrinha é essa no meu restaurante?

– É a Denise... Não reconhece mais?

– Eu sei que a Denise, mas o que esta acontecendo

– Ela passou mal...

– E precisam trazer ela pra cá...- Resmungou o gordinho. — Vocês acham que isso aqui é o que? Casa de personagem secundário? Carminha tem um siricutico, traz para o Bardoka, Denise deu fricote, manda para o Bardoka...

– Era só o que me faltava, o cozinheiro só porque ganhou um bar dando piti de principal... — Debochou Carminha.

– É gastrônomo, pô!!! Gas-trô-no-mo!!!

– Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu!!!! Ela tá acordando!!! — Denise, ainda estonteada, abre os olhos. — Aí Dê, finalmente...

– Gente, o que eu tô fazendo aqui? – Sente a cabeça pesada. — Nossa, eu tive um sonho tão esquisito que... — Olha em sua volta e vê diversas feições conhecidas, por ultimo se depara com a cara risonha de Zé. — AHHHHH!!! Não era sonho, é pesadelo!!!!

– A noiva deu tá passando már outra vez?

– Denise!!! — Censurou Mônica. Tá certo que Zé não tinha nada de príncipe, mas também não precisa fazer aquilo. — Calma... É... Qual seu nome mesmo?

– Zé Lelê!!! Prazer... — Em sinal de respeito, ergue o chapéu com uma mão enquanto estende a outra. Mônica dá um sorriso de “Seja bem vindo” que o garoto tanto esperava e respondeu.

– Meu nome é Mônica... Eu e todo mundo aqui somos amigos da Denise...

– Ará, é uma satisfação conhece os amigo da Dinisi!!!

– Dinisi? – Carmem se perguntou horrorizada. – Senhor...

– E esse aqui... É amigo de eu... Que veio com eu pra Sum Paulo! Zé da Roça...

– Tarde... — Zé da Roça disse. Enterrando bem o chapéu, morto de vergonha.

Zé da Roça sempre foi um garoto observador. E tinha muito mais desconfiometro que seu colega. Percebia que o sorriso de deboche na boca de algumas pessoas, não queria fazê-lo passar por ridículo. Aquela era hora de puxar o carro.

-Zé, eu penso que sua noiva tá muito cansada agora... Ela cabo de sair da escola... Pru que ocê num vem falar com ela outra hora? – Encara Denise. — Eu penso que a moça prefere assim, não prefere?

-É claro... — Concorda Mônica, também querendo livrar o loirinho daquele mico. — O Zé da Roça esta certo... Por que você não procura a Denise mais tarde? Aí vocês conversam melhor... E a sós... Vocês moram por aqui?

-Nóis tá aqui pertinho, no prédio ali da pracinha, mais tarde nóis aparece por aí... — Apressou Zé da Roça enquanto tentava conduzir o amigo a saída. — Vamo Zé!!!

O loirinho fincou o pé, decidido.

-Antes eu quero dá um presente pra noiva de eu!!!

-Noiva? – Perguntou o confuso Quinzo.

-Esse aí é o noivo da Denise... — Assoprou Titi, Quinzo não conseguia conter o riso e nem o próprio Titi. — Não ri pô!!!

Denise estava alheia aos comentários de Titi, ou de quem quer que fosse. Apenas uma palavra seguia em seus ouvidos: Presente. Quem sabe uma jóia? Ou algo de valor.

-Você tem uma coisa para me dar?

Zé Lelê puxa sua frasqueirinha cheia de furos.

- É pra ocê, minha frô de maracujá... – Entrega. Denise meio confusa abre e logo um fedor se espalha pelo restaurante. Carminha, tapando o nariz com a mão se apressou em perguntar.

- Gente de que lugar veio esse cheiro de...

- Titica? – Disse a enojada Denise. Finalmente o presente escapou de seu embrulho. Uma gorda galinha abria as asas para cima da ruivinha que encarava. – Isso aqui é uma?

- Galinha! – Completou Magali, desacreditada.

- Galinha? – Repetiu Denise.

-Có! – Confirmou a Galinha, parecendo entender.

- Que diacho que a Kátia veio fazê aqui, Zé? – Perguntou o aflito Zé da Roça.

- Kátia? – Perguntou Denise encarando a galinha.

- A Kátia... Era a galinha mais botadeira de ovo do pai de eu, e eu trouxe procê, pra prova a seriedade do nosso compromisso, gostou minha Frô de Maracujá?

- Eu... – Antes de completar a resposta a ruivinha apagava de novo, deixando a galinha escapar.

-DENISE!!!

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A tarde passou rápida no Limoeiro. Dorinha encerrou sua aula mais cedo. Do Contra notou que a garota somente falava o indispensável. Assim que liberaram os pequenos, a garota arrumou suas coisas e saiu. Viu que conversava com um rapaz no portão da escola. Um desconhecido. Perdeu quase meia hora com o tal garoto. Ora, quer dizer que o ignorava a tarde inteira e encerrava a aula mais cedo para ficar papeando com qualquer um? Aproximou dos dois.

- Dorinha, marcaram reunião de voluntários agora!!!

– Agora? Aí meu Deus, vou ter que ir... Desculpa Vitor...

– Mas a gente tinha combinado de sair? – Vitor perguntou.

– Pode sair, cara... Vai... – Provocou em tom debochado. – Eu saio com ela depois.

- DO CONTRA!!! – Repreendeu Dorinha.

- Dorinha, você não combinou de ir ao cinema comigo? – Perguntou jogando o outro para escanteio.

- Quer ir ao cinema? Vai!!! – Olha no relógio. – Anda tá perdendo a sessão!!! Vai para o teu cinema logo, cara!!! Depois fala se o filme é bom...– Vitor pensa em alguma reação, mas a feição do outro é que não aceita represálias. – Tchau!!!

O garoto sai murmurando um “imbecil” e Dorinha tenta ir atrás, sem sucesso.

- Não acredito que você fez isso!!! – Disse com um pouco de raiva na voz. Caminharam até a classe que estava vazia. – Onde é a tal reunião?

- Era mentira!!!

- QUE??????

- Eu menti!!! – Outro tapa na cara esse bem mais forte que o primeiro.

- IDIOTA!!! – Com ódio. – O Vitor é meu amigo, me ajudou a organizar toda a festa e apresentações que vai ter amanhã no projeto. A gente ia sair pra discutir os últimos detalhes das apresentações!!! Agora aposto que ele tá com raiava e nem vai querer falar comigo. – Pega o celular, disca para o garoto que não atende. – Viu o que você fez? – Silencio. Não vai dizer nada sobre isso?

*

There\'ll be girls across the nation that will eat this up, babe
I know that it\'s your soul but could you bottle it up and
Get down to the heart of it, no it\'s my heart you\'re shit out of your luck
Don\'t make me tell you again my love, love, love, love
Love, love, love, love

- Você não tem cara de gostar de uma coisa mais selvagem na hora H... – Dorinha bufa de raiva para não dar outro tapa. – E eu adoro mulher selvagem... – Ela tenta avançar, ele segura seus punhos com firmeza.

I am aiming to be somebody this somebody trusts with her delicate soul
I don\'t claim to know much except soon as you start to make room for the parts
That aren\'t you it gets harder to bloom in a garden of love, love, love, love
Love, love, love, love

– Mas eu também sei dominar... – Cola seu corpo junto ao dela e percebe que a garota começa a ceder a suas investidas.

Only thing I ever could need, only one good thing worth

trying to be and it\'s

Dorinha ergue um pouco o rosto para facilitar o beijo, mas ele nada faz. Ficam assim uns quinze segundos até ouvir a gargalhada zombeteira do garoto. Desvencilha de seus braços com raiva, resmunga um idiota e sai.

Love, love, love, love
I do it for love, love, love, love

Do Contra sai uns cinco minutos depois. Ainda rindo da cara de Dorinha, segue seu caminho para casa. Quando vai entrar sente uma mão em seu ombro.

- Todo feliz, Do Contra... Não quer me contar a piada? – Pergunta Toni com o capacete na mão. Percebe que o outro não fez um a cara tão boa. – Que foi, cara? Esquecendo dos amigos? Vamos dar uma volta.

- Estou meio cansado, Toni!!!

- Não foi uma pergunta e sim uma afirmação, Do contra. E é melhor você ir!!! – O roqueiro pensa em recusar novamente, mas por outro lado sabia que não ia ser nada demais. Pega o capacete que o rapaz oferecia.

- Vamos!!!

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Já passava das oito da noite e nada de Flavinho e nem ninguém do grupo teatral aparecer. Mônica já estava preocupada. Nunca eram de se atrasar, ainda mais quando era algo importante como a prova do figurino. E para piorar, Mônica já tinha visto sua roupa de Bela e estava doida para colocar. A ansiedade parecia ser maior. Foi até a entrada do anfiteatro e voltou. Sentou no palco de costas para a porta a espera de alguém.

- Só falta ele não vir!!!!

- Ele vem sim, calma!!! Só atrasou um pouco. – Cascão garantiu a namorada. Ele e Magali estavam escondidos entre as arvores do jardim da escola. Esperavam Cebola para finalizar o plano infalível de Magali. Um raio corta o céu anunciando uma tempestade. – Eu estou preocupado é com outra coisa... – Encolheu o Sujinho.

- Deixa de criancice... – Vê o troca letras chegando ao anfiteatro. – Olha lá quem tá vindo...

- Ótimo, podemos ir embora então?

- Claro que não falta a ultima parte do plano...

Assim que botou os pés no anfiteatro, Cebola viu a garota dentuça sentada de costas.

- Mônica!!!

- Cebolinha? – Perguntou surpresa. – O que você veio fazer aqui?

- Como o que eu vim fazer aqui? Você que me mandou a mensagem. Só não entendi porque logo aqui na escola.

-Mensagem? – Confusa. – Que mensagem?

- Como que mensagem? – Agora que parecia aturdido era ele. – Você não se lembra que me mandou uma mensagem dizendo que queria conversar comigo.

- Eu? Não!!! Quando.

- Clalo que mandou, hoje de manhã!

- Eu quero ver essa mensagem...

- Pois então veja... – Retira o celular do bolso. Parece mais leve. Tenta apertar e nada. Verifica. – tiraram a bateria do meu celular!!! Mas você mandou uma mensagem...

- Juro que não mandei!!!

- Então alguém mandou no seu lulgar e... – A porta do anfiteatro bate com toda a força os dois correm para ver o que aconteceu. Cebola tenta abrir de qualquer jeito.

-Cadê o seu celular?

-Eu perdi...

- Dloga!!!

- E agora?

- Estamos plesos aqui...

Após bater a porta com força e trancar, Cascão saiu o mais correndo o que pode, segurava a mão da namorada que tentava acompanhá-lo. Não era uma medida usada para não serem descobertos, mas sim porque sentiu os primeiros pingos da chuva. Correram dois quarteirões até a casa mais próxima que era a de Magali. Esforço feito em vão, assim que pararam na porta a chuva despencou encharcando-os. Cascão praguejava de todas as formas enquanto Maga preferia rir do incidente.

- Como você é bobo, Cascão!!!

- Porcaria de água!!! – disse retirando a camisa que estava encharcada e deixando no sofá. Se toca que não esta em casa. – Desculpa, maus aí!!! Daqui a pouco teu pai chega... – Pega a camisa Magali o impede.

- Meus pais não estão em casa, saíram pra um jantar devem voltar tarde... –Cascão abre um sorriso malicioso e é retribuído por Maga.

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Well I\'ve been to many places I spent most of my days travelling round
I took a lot of chances I had romances all over town
It was almost my religion you don\'t fall in love you just kiss and say goodbye
I have left many missing me but to say I didn?t care would be a lie

Ela pega a camisa. – Deixa eu por na secadora, fica a vontade...

Assim que ela sai, tira o tênis e deixa em um canto. Liga a Tv. Afunda-se no sofá, ainda cansando da corrida. Ouve o barulho do chuveiro. Zapeia e nada de interessante. Desliga e vai para o quarto.

I fell in love every time
I fell in love weak heart of mine

Senta na cama. Liga o rádio. O quarto todo tem o gostoso perfume da namorada. Os lençóis macios acariciando sua pele. O barulho da chuva, os dois a sós, a música, a luz... Tudo estavam tão propicio que quem sabe... Depois de um tempo a garota sai do banheiro, enrolada na toalha.

Love has brought me trouble I had a lot of rubble on the way
One girl wants to play the part that the night before I blindly gave away
I really care about you babe I promise I won?t ever let you down
Came along another girl a different love and the circle went around

- Aí!!! Não sabia que você tava aí!!!

Cascão parecia estar hipnotizado. Ela enrolada na toalha com aquele jeito de menininha. Mas o corpo, os cabelos a boca, tão mulher. E sua, sua mulher. Antes de alguma reação a voz de Magali lhe cortava.

I fell in love every time
I fell in love weak heart of mine

- Vira para lá que eu vou me trocar!!!

Mais uma vez ela fugia. Estavam tão apaixonados, tão certos de seu sentimentos. Em uma sintonia tão boa. Por que diabos ela foge tanto da primeira vez? Será que ainda duvidava de alguma coisa? Já tinham falado nesse assunto algumas vezes. A mesma explicação de ainda não estar pronta, sem mais detalhes. Ele respeitava. Mas sentia um vazio tão grande. Virou u pouco chateado.

I fell in love every time
I fell in love weak heart of mine

Magali enquanto se trocava o observava de costas. Mais uma vez ela o frustrava. E também se frustrava. Tinha certeza que amava- o. Tinham um forte desejo. Várias vezes quase chegaram aos finalmentes. Mas na hora ela sempre andava para trás. E aquela noite estava tudo tão perfeito. Do jeito que qualquer garota sonharia.

I tried to be so careful with what I said
My heart was never helpful towards my head

Well I\'ve been to many places I spent most of my days just getting high
I took a lot of chances I had many romances on the sly

Ele, ela, a casa, o tempo a música, o cheiro, tudo... Por que não dar uma chance? Nada nasce pronto não é mesmo? É! Terminou de colocar o conjuntinho e foi se aproximando, até tocar suas costas com um arranhão bem de leve.

I fell in love every time
I fell in love weak heart of mine

- Maga? – Perguntou, todo arrepiado. Em resposta ela bem de leve beija suas costas, lhe arrancando um suspiro de prazer. Sobe coma boca para a nuca e a orelha. Brinca dando uma mordidinha de leve no lóbulo da orelha, ele se vira surpreso. Olha bem em seus olhos e vê todo o sentimento e desejo estampados no olhar. Beijam-se sem pressa, mas com apetite e amor. Carinhosamente lhe estende a mão e seguem para a cama.

I fell in love every time
I fell in love weak heart of mine

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- Já estou ficando louco...

- Credo Cebolinha!!! Também não precisa ficar louco...

- Não é louco!! É louco de glitar!!!

- Ah... – Diz Mônica disfarçando o riso. Volta a falar séria. – Acho que não tem mais ninguém na escola... Eu combinei com o Flavinho se ele chegasse...

O nome do garoto irritou Cebola que fechou a cara, se acomodou próximo ao palco.

- Então vamos espelar o super pelfeitinho chegar...

- Cebolinha, vamos conversar sobre o Flavinho?

Notas finais
Estão gostando dos rumos da fic? Bjos!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.